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Final de Ano é Tudo Igual

Estou fora de São Paulo, numa viagem de final de ano e me deu uma puuuuta vontade de escrever, em vários momentos, e acho que a hora é agora. (apesar de ser meia noite e meia e eu ter que acordar cedinho amanhã pra pegar a estrada mas vamos lá!)

Durante vários momentos na viagem, me peguei com vontade de escrever tudo que estava pensando. Tentei guardar algumas coisas, outras foram perdidas, mas vamos para as essências.

Pra começar, vou contar pra onde fui e onde estou: desde pequena, bem pequena mesmo, eu costumo ir com a minha família pra Goiás, na Pousada do Rio Quente. Depois que meus pais se separaram, eu continuei indo. Eu, meu irmão e meu pai. Meu pai sempre gostou muito de viajar de carro, viagens longas, pegava eu e meu irmão de madrugada dormindo e a gente acordava já no meio da viagem. Hoje em dia, como não cabemos mais os 2 deitados no banco de trás, costumamos ir em horários mais normais tipo de manhã ou a tarde. Esse ano foi superótimo pq meu irmão tinha acabado de tirar carta e quis ir na frente, com a esperança de dirigir, o que me deu a vantagem de ir atrás, dormindo, tentando fazer a viagem passar mais rápido. (odeio viajar de carro, meu mp3 acaba a bateria rápido, meu pai gosta de conversar e eu acho desconfortável, fico de mau humor)

Mas o lado bom de viajar de carro por longas MUITAS horas, foi que me fez refletir sobre a vida. Olhava pros campos com boizinhos e me lembrava da época em que eu era pequena. Cara, longas horas no carro. E adivinha no que eu pensava? Claaaro, nos meus paquerinhas! hahaha. Eu ficava criando historias na minha cabeça. Era uma coisa meio novela mexicana, sabe? Imaginava eles no meio da estrada me esperando! E eu dizendo: “pai, para o carro! Olha o fulano ai sozinho no meio da pista!” Daí, quando meu pai parava, eu saia do carro e o fulano me dava um longo beijo apaixonado. Eu digo fulano, pq na época era sempre um diferente. Pelo menos a cada ano, sabe? E quando eu chegava na Pousada, sempre achava um mais bonitinho e interessante, que me fazia esquecer, pelo menos momentaneamente, o bonitinho de antes. E claro, na volta da viagem, eu imaginava o fulaninho do hotel na estrada me esperando. hahaha que dó.

Esse ano não foi diferente. Já que estou solteira, fiquei pensando no bonitinho da vez (que eu não vou contar quem é hihi) mas que me destraiu um pouco durante a viagem. Ok, os pensamentos foram mais avançados tipo sexuais (inves de ficar imaginando o cara me esperando na estrada hahaha) mas a essência ainda era a mesma. Quando cheguei no hotel, cheguei toda toda pensando: “Dessa vez eu pego alguém bem bonito!”. Mas ao longo da minha estadia lá, vi que  a pegada era outra. Eu cresci. Os caras que hoje em dia me atraem não viajam mais em família. Ou, infelizmente, estão casados e com filhos, e isso: to fora! Pra mim, aliança é repelente!

Daí, resolvi aproveitar com a família mesmo. Ficar bastante com meu pai que anda meio carente…Aproveitar que meu irmão tava sozinho, sem os amigos dele e sem a namorada e estava sendo legal comigo (pq isso é raro)…Enfim, aproveitar a viagem em família. Confesso que de vez em quando era meio boring, tipo depois do almoço que os 2 iam dormir e eu não conseguia conectar o laptop na internet ou a noite quando o melhor programa era um show de salsa no toldo de shows do hotel mas…Deu pra aproveitar.

Meu ponto alto foi ter me apaixonado por um ruivo bonitinho na piscina lá de cima, mas que tava conversando com o avô e eu não tinha a menor chance de conseguir chegar nele. Então, nessa viagem, eu optei por ser família inves de ser coração, e acabei me satisfazendo de um jeito diferente.

Na real, ainda estou viajando. Agora estou em Ribeirão Preto passando a noite e amanhã de manhãzinha acordo pra chegar no interior de São  Paulo e ainda conseguir pegar o almoço em família. Aqui na recepção do hotel tem um cara muuuito gato que me deu vontade de falar: “corta esse cabelo e pegael!” (tive até fantasias sexuais com lugares escondidos no hotel e eu fazendo coisas proibidas com ele durante o horáro de trabalho, ainda mais com ele vestido de social) Mas claro que guardei isso pra mim, no momento sou uma moça recatada de família que não tenho pensamentos sexuais ou qualquer coisa do gênero.

Então, quero desejar bom natal a todos e um ano novo lindo! Não sei se vou postar antes do ano novo, provavelmente não, então é melhor desejar tudibom agora né? Desculpem a falta de imagem no post, é que to no hotel e não tem nenhuma foto boa no laptop do meu pai. Aliás, preciso muito ir dormir pq amanhã acordo cedíssimo! zzzzzz…

Ps1. nessa viagem, comprovei que não tenho preconceitos AT ALL com pessoas deficientes. É que me perguntaram isso no Formspring.me esses dias e fiquei em dúvida mas putz, tinha um mocinho bem bonitinho no hotel, casado, me dando mole (cachorro!) e se ele fosse solteiro eu super pegaria indepentende dele ser deficiente ou não.

Ps2. Eu realmente queria ter dado uns beijos naquele ruivo, nunca peguei um ruivo. Oi, alguém ruivo ai? Hahaha brincadeira. Bjs!

Ps3. Queria muito ter encontrado alguém super escpecial aqui em Ribeirão Preto mas não tinha mais o telefone dessa pessoa e sei lá, talvez ela nem quisesse me ver. (e tb acho que ela nem vai ler isso mas enfim, se ler, tó: ♥)

Ps4: Fato fofo: Conheci um menininho de mais ou menos uns 4 anos na piscina, vou relatar nossa conversa:

– Oi, qual é seu nome?

– Wellington Filho de Souza! (ele dizia com seu colete bóia tentanto nadar desengonçadamente)

– Ah…Quantos anos você tem Wellington?

Inves de responder que tinha 4, ele levantou afobadamente a mãozinha pra fora d’água mostrando um 4 com os dedinhos!

– Uau, que grande! (…)

– E vc, como chama?

– Eu me chamo Renata!

– Ah, então ta…Tchau!

(…)

– Tchau!

– Prazer em conhece-la! (ele dizia afobadinho e nadando!)

ahahahaha não é fofo? Ele era muito pequeno, que criança nessa idade fala “prazer em conhece-la”? hahaha ♥ Muito amorzinho no coração!

FIM.

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Flerte no Elevador [Parte 3]

Para ver a história em tamanho maior, clique aqui.

Quer ler a história desdo começo? Então clique respectivamente:

Flerte no Elevador

Gosto de pessoas que acordam de bom humor

Flerte no Elevador [Parte 2]

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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

– Bom dia!

– Bom dia.. =]

– E aí, como estão as coisas?

– Ah..Bem! Eu me formeeei…

– Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

– Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

– Ele já chegou?

– Hum…Eu acho que não…

– Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo… hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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