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Querido Diário…

Como o post “Querido Diário” fez um baita sucesso, resolvi tornar o assunto frequente. Assim como os posts que escrevo sobre bilhetes aleatórios que encontro no chão (“Achados e Perdidos”), vou escrever frequentemente um post com o título “Querido Diário”, sempre com um print de alguma página interessante dos vários diários que escrevi ao longo da vida.

Quando vocês tiverem filhas, POR FAVOR, façam elas terem um diário e escreverem sobre sua vida neles. A coisa mais gostosa é ler isso depois de anos!

A página de hoje não é tão antiga quanto as páginas do primeiro post. Como podem ver, escrevi isso no comecinho de 2001:

(clique na imagem para ver maior)

Para explicar um pouco, eu já tinha dado meu primeiro beijo nessa época, mas morria de medo de beijar de novo. Meu primeiro beijo foi com um menino que eu não conhecia, demorei anos para conseguir beijar e, apesar de ter sido legal, não o vi mais porque ele era de outra cidade.

Depois disso, passei mais de um ano sem beijar ninguém, então era como se fosse meu primeiro beijo de novo e eu morria de medo! Ficava insegura, com medo do menino achar que meu beijo era ruim. Mal sabia eu que hoje em dia estaria fazendo tanto sucesso dando minhas bitocas por aí! hahaha brinks.

É engraçado ver como a gente se contentava com pouco né? “Esse foi o dia mais louco da minha vida!” …tão louco que se eu parar pra tentar lembrar, não consigo nem lembrar o rosto dos meninos.

Ps. hoje é dia dos namorados. Achei que ficaria na bad esse ano mas até que o dia tá gostosinho. Espero que todo mundo que tiver um namorado esteja aproveitando esse friozinho gostoso com ele! Feliz dia pra vocês ♥

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Querido Diário…

Estou aqui abrindo meu coração para você. Não você diário e sim, você leitor. Resolvi abrir páginas do livro da minha vida (como se eu já não tivesse aberto o bastante) só que dessa vez, meio que literalmente.

Mexendo numas caixas de tranqueiras que guardamos sei-lá-pra-que, achei uma preciosidade! O meu 1º diário. Fiquei fascinada com a minha capacidade de escrever tão bem! (Vocês vão ver como eu escrevia mal assim que lerem as pagininhas que escaneei, hahaha.) Mas o que realmente me impressionou, foi perceber que, desde pequena, eu já era de me apaixonar.

Se hoje minha vida é movida pelo amor – entre outras coisas – já naquela épocazinha era a mesma história. A cada dia que eu escrevia no meu diário, eu gostava de um menino diferente. E era tudo muito intenso, eu usava termos do tipo “amor”, “para sempre” e etc. Hoje em dia, confesso que me adaptei as mudanças. Usar termos intensos faz qualquer cara saír correndo pra bem longe de mim. O que é uma merda, pq às vezes eu gosto de ser exagerada pra afirmar uma idéia e sem querer acabo soltando as palavras erradas e…Fica impossível explicar para alguém que não me conhece tanto, que eu estava brincandinho. Mas enfim, isso não vem ao caso agora. Vamos ao que interessa, as pagininhas do meu primeiro diário ♥

(Clique na imagem para vê-la maior)

Página 1

Nesta primeira página, como podemos ver, já começo com uma frase peculiar: “Querido diário. Eu tenho muitos namorador, mas oque eu gosto mesmo é o Renam.” Sim, eu deveria mesmo ter muitos namorados. Mas sempre tinha um preferido. Daí, aleatoriamente, comento sobre minha vontade de ter um “puldol” e cito um poema, muito profundo e romântico. Eu realmente tinha o dom pra arte de amar, vocês não acham?Página 2

Me lembro bem desse tal de “Logulo”. Logulo era o sobrenome, e eu realmente batia nele. Tinha uma lancheirinha e vivia dando na cabeça do coitado. Engraçado essa maneira de criança mostrar que gosta né? Sempre que um menininho gosta da menininha, ele faz coisas nojentas ou fica enchendo o saco da coitadinha. E meninas também, batem, fingem que odeiam…É uma filosofia reversa e inexplicável. Depois do Logulo, mais uma aleatoriedade sobre meu dente mole e…Volto no assunto mais interessante, os namorados. Poxa, já na 2ª vez que escrevo no diário, tenho 3 meninos diferentes contidos nele, e lido com essa dúvida cruel sobre quem eu gosto de verdade. Humm, alguns dias depois eu volto, dizendo a data (para mostrar que passou um tempo preu pensar) e…Decidido: gosto mesmo é do Renan, não do Rafael. Atenção pra fase ótima “Os dois são chatos mais gosto deles dois poriço”

Página 3

Intensidade, muito amor e certeza das coisas na vida. “Renan vai estar sempre no meu coração” Logo em seguida, deve ter passado um tempo (pq coloquei outra data) voltei com muita revolta em meu coraçãozinho: “Chega de ficar com a boca no chão! Levando no fora chega! = Renan! Aquele bobão! Ele ama a Carolina.” ….Esses homens. Me decepcionando desde que eu tinha 8 anos! Partir corações indefesos de meninas apaixonadas é uma arte que os homens vem praticando desde que nascem! Ainda bem que quando eu era pequena, o meu “pra sempre” era relativo à “semana que vem” e eu conseguia me curar rápido: “…ele ama a Carolina. deixa eu já tenho outro” olha só que simples eram as coisas né? Daí do Renan fui  pro Murilo, depois pro Felipe e pro Ricardo…

Página 4

Quando eu escrevo que meu “namorado” é o Ricardo, é claro que não é. Sabe a música do Seu Jorge que diz: “To namorando aquela mina, mas não sei se la me namora…”? Era bem isso. Ricardo era meu paquerinha, eu chamava de namorado mas ele nem sonhava em saber que eu gostava dele. Também, era bom que nem soubesse, já que na página seguinte, eu gostava de outro, chamado Gastão (?). Atenção para meus dons artísticos, que desde pequena eram bem notáveis.

Página 5

Resolvi pular algumas páginas, se não vocês perderiam a paciência comigo e meus milhões de homens meninos. Cheguei ao ano de 1996, quando eu gostava de um menino chamado Victor, que me fez escrever seu nome 252 vezes no meu diário (isso pra mim era quase que infinito!). Peguei essa página justamente para mostrar como eu evoluí na medida em que o tempo passou. Esse Victor foi uma grande vitória. Consegui gostar dele durante 1 ano inteiro! Pra quem mudava de amor a cada página do diário, gostar de 1 garoto só o ano inteiro era um record né? Pra mim isso significava muito. Eu realmente achava que Victor era “O Homem da Minha Vida”. Forte né? Intenso. Achar “O Homem da Sua Vida” com apenas 10 anos é uma sorte muito grande. Hahahah!

Bom, para finalizar o post, vou colocar esse vídeo que tem tudo a ver com o tema. É um vídeo que ganhou Cannes em 2008 e me fez lembrar muito dessa minha época do diário.



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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

– Bom dia!

– Bom dia.. =]

– E aí, como estão as coisas?

– Ah..Bem! Eu me formeeei…

– Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

– Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

– Ele já chegou?

– Hum…Eu acho que não…

– Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo… hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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