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Adeus, Barcelona!

“Como nunca pensei nisso antes?” foi a primeira coisa que me veio a cabeça ao ver esse vídeo. Vivo matutando ideias para surpreender pessoas com bilhetes, sorrisos, surpresas, presentes e não é nada fácil, sabe? Mas as melhores ideias são sempre as mais simples. Talvez isso que as torne tão incríveis. E quando eu acho pessoas que fazem o mesmo, me dá uma alegria no coração, uma vontade de mostrar pra todo mundo e mais ainda: a vontade de continuar surpreendendo pessoas, sempre.

Não vou me alongar muito nessa introdução, mas olha só que pessoa incrível! Vou traduzir a seguir o que ele fala no início do vídeo, então se você não souber inglês ou espanhol, leia antes:

“Oi,

você não me conhece e eu também não te conheço, mas isso não importa.

O importante é que fui muito feliz durante os 3 anos em que morei em Barcelona e a forma que
encontrei de agradecer a cidade foi soltar vários balões com entradas grátis para uma peça de teatro.

Fazendo isso, conseguirei que pessoas como você possam se divertir tanto quanto eu nessa cidade maravilhosa.

Acredito em um mundo mais altruísta, onde as pessoas olhem menos para seu próprio umbigo e se preocupem mais com a felicidade de todos, não apenas de seus familiares e amigos.

Um mundo com mais amizade e respeito, que pode começar hoje se todos nós dermos algo para alguém sem esperar nada em troca.

Espero que você goste do presente.

Até logo,

Lucas.”

…mágico, não é? Diz se você não se inspirou e deu vontade de fazer alguma coisa boa para alguém aleatório, que você nem conhece? Bom, esse é o espirito e é algo que só depende de você. Então tire essa bunda da cadeira e ponha a mão na massa! Valeu ao Nix, que foi quem me indicou o vídeo.

Ah! Dei uma pesquisada sobre o tal do Lucas, e descobri que ele é designer e hoje em dia mora em Sydney, Austrália. Deixei também uma mensagem no Facebook dele tietando, confesso que estou morrendo de vergonha mas e daí? Gente assim eu quero bem perto!


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Amor Virtual

Imagino que a empolgação que vocês tem ao lerem sobre um novo affair meu, é a mesma que eu tenho quando tudo acontece. (Ou talvez um pouco menos né?) Mas é que eu nem acredito que ele realmente acontece, sempre acho incrível e é tudo novo e empolgante pra mim!

Cada vez mais, eu concordo plenamente com as pessoas que dizem que minha vida parece um seriado. Ou esse mundo é um ovo. Ou eu nasci pra ser a garota das coincidências. Porque gente, to passada com o que aconteceu hoje! Mas ok, vamos começar do começo.

Ano passado aconteceu algo inusitado. Eu até já tinha um post pron-ti-nho salvo aqui no WordPress pra postar ele quando eu fizesse a coisa andar mas daí acabei desencanando e ele ia ficar pra nunca mais. Pois bem, pra vocês verem que mesmo quando eu desisto de fazer acontecer, se é pra acontecer, VAI acontecer.

Um belo dia no Twitter, ao começar uma chuva torrencial no meio de um dia de muito calor, eu twitto a seguinte frase:

Daí recebo um replie de um cara que não me seguia e eu também não seguia ele, dizendo assim:

Achei estranho e resolvi jogar ele no google pra ver se o conhecia, quando de repente me dou conta de que ele era praticamente o amor da minha vida! Então, me declarei:

Dei um jeito de conseguir o msn dele, já que não estava fazendo nada, e por sorte ele estava online. Depois de explicar essa minha paixão avassaladora, ele disse que queria me ver. Marcamos, quase ali naquela mesma hora, mas daí uma amiga minha ligou me convidando pra ir no show do The Killers e eu, que nem tinha certeza se ia mesmo dar certo, resolvi ir no show. O combinado era: se encontrar e antes de falar qualquer palavra, dar um beijo. O meu medo na real, era conhecer e conversar com ele, daí ver que ele não era nada do que eu imaginava e desencantar. Então eu queria fazer a coisa de um jeito bonito e deixar as consequências pra depois.

Fui pro show, o momento esfriou, ele entrava pouco no msn e quando entrava eu também  não queria conversar muito…Daí disse pra ele que ia mandar uma carta, por correio. Porque ele geralmente não me dava muita bola (ca entre nós, eu  também não daria bola prum louco apaixonado que aparece no meu msn, e ele nunca nem tinha visto fotos minhas nem nada e eu achei que mandando uma carta a coisa ficaria mais interessante). Cheguei a escrever a carta, mas achei que com as festas de final de ano o impacto de receber uma carta perderia a força, então resolvi guarda-la e mandar em 2010.

Enfim né, tava lá com o fulaninho que partiu meu coração no post anterior, dei uma esquecida em outras partes da minha vida, e desencanei de mandar a carta. Mas Deus tem esse timing perfeito né? Hoje, dias depois do meu coração ser partido, bem no dia que estou indo pro meu primeiro dia no emprego novo, passo na padaria da rua da minha casa e QUEM EU VEJO COMENDO UM SALGADO? Ele! O amor da minha vida! Dá pra acreditar numa coisa dessas? Pois é, eu também não acreditei quando vi, então resolvi chegar mais perto.

– Oi…Você é o Felipe né?

– Sim… (cara de interrogação)

– Sabe quem sou eu? (sorrindo que nem idiota)

– Não… (?)

– A Rebiscoito!

Nunca vou me esquecer desse momento. Ele arregalou os olhos, engoliu a comida que estava na boca, pegou um guardanapo e se limpou, levantando da cadeira pra me dar um beijo e um abraço, com um belo sorriso no rosto! Claro que ele também não acreditava que era eu que estava ali, bem na frente dele! (não, o beijo não foi na boca, mesmo porque eu também estava comendo club social e não seria um bom momento naquela hora. hahaha)

Ele puxou uma cadeira e falou preu me sentar com ele. Eu disse que estava indo pro meu primeiro dia num trabalho novo e não podia. Comentamos o fato de como era bacana estarmos nos encontrando assim do nada, sem combinar. Ele me falou que ia ensaiar uma peça perto da minha casa e por isso estava lá. (sim, ele é ator, quer coisa mais apaixonante que isso?) Comentou também o fato deu estar muito cheirosa (hihihi japeguei) e eu disse que tinha que ir embora, mas tinha sido muito bom conhecer ele. Ele falou que logo nos veríamos de novo, pois iríamos marcar de se ver em breve. O final foi assim, bonito, porque eu estava já andando em direção a saída e enquanto ele falava, segurava minha mão. Ai, to me sentindo gay e brega de falar esses detalhes mas na hora eu reparo mesmo!

Saí correndo pra pegar meu ônibus que passava do outro lado da rua. Quando me sentei no banco, recebo uma mensagem de um número desconhecido: “Adorei. Melhor que imaginei e mais cheirosa tb. Bom primeiro dia. Bom primeiro encontro. Bjo, Fe.” Nem lembrava que ele tinha meu celular. Passei quando estavamos marcando o primeiro encontro que não deu certo, e mesmo assim imaginei que ele nem tinha anotado. Respondi dizendo que também tinha adorado e que tinha sido “amor a 2ª vista”.

Enfim, esse é o começo da minha história. Espero que ela tenha uma continuação, e das boas! O que vocês acham? Por enquanto, não vou revelar a verdadeira identidade do rapaz. Quem sabe depois que acontecer, pra não dar azar né? 😉

“É Tudo Improviso”

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Meu bilhete deu certo :D

Quis dar um tempo do outro post da placa torta pra escrever a continuação mas acabei procrastinando demais. Sorry people! hahaha

Uns dias depois, acho que no dia seguinte até [?] não me lembro ao certo, o Danilo respondeu meu bilhete 😀 Cheguei a noite em casa e o porteiro me deu, falando que ‘meu amigo’ tinha deixado lá. Fiquei toda feliz que tinha dado certo, foi ele mesmo que achou o bilhete com o nome dele na porta! Se alguma outra pessoa do prédio viu, leu…Não importa. O que importa é que chegou nas mãos dele, como eu queria.

(Aqui vai uma foto do bilhete. Vou colocar quando chegar em casa! Ele diz algo do tipo: “é que saí mais cedo da clínica e não sabia que horas você chegaria em casa. Pega meu telefone pra gente conversar e dar um jeito na placa: xxxx-xxxx, boa semana!)

Como podemos ver no bilhete, ele foi um fofo. Manteve a pose de cara simpático que quer ser legal. Não me xavecou, apesar de ter dado o telefone [o que soa como xaveco mas pode não ser]. Quis manter um contato maior. Eu adorei o bilhete, mas não liguei. Óbvio. Magina que coisa chata?

– Alô?

– Danilo? Oi! Aqui é a Renata, sua vizinha do prédio ao lado […]

– Ah! Oi! E ai? Que bom que vc ligou.

– Pois é…Achei que vc não ia ver meu bilhete, que bom que pegou!

– Sim…Quando saí do prédio de manhã, vi um bilhete com meu nome, levei mó susto! Daí na ora de entregar o seu, não sabia o número do seu apartamento e..

(ZzzzZzzzZzzZzzzzzZZzzZzzz telefone é chato.)

Daí guardei o bilhete e comecei a pensar em algumas formas diferentes de me comunicar com ele. Sábado, bebi umas cervejitas e sei la pq diabos, resolvi mandar uma mensagem pro número que ele tinha me passado no bilhete. Começava com “65” e eu não sabia se era um celular ou um telefone fixo. Daí tentei a sorte e mandei um sms assim:

“Na espera de que isso seja um celular, te mando uma mensagem com amor no coração”

Ok, eu sei que não precisava ser tão sentimental assim mas eu tava alterada pelo álcool e tava com mais amor no coração do que o necessário. Mais a noite, saí pra jantar com um amigo meu e meu celular tocou. Era ele! Eu não sabia pois não tinha gravado o celular dele na agenda ainda e ele tb não sabia que era eu pq eu não assinei a mensagem. Quando ele disse que se chamava Danilo, já me liguei que era ele. Eu expliquei quem era, ele ficou feliz ao saber que era eu…E conversamos um pouquinho.

Pelo pouco que ele me contou, já sei que a janela que consigo ver do quarto da minha mãe, não é do quarto dele e sim do amigo que mora com ele [então não adianta nada ficar vigiando se a luz está acesa ou não, se a janela está aberta ou não, pq não é ele quem vive naquele quarto – FON]. Ele pelo jeito já fez ou faz teatro, pq me contou que trabalha no Hopi Hari fazendo umas apresentações [aliás isso achei um máximo pq eu tb faço teatro e todas as pessoas que fazem teatro são incríveis – cof cof cof- hahaha] e ele deve ser bem legal. Aparentemente, ele tem um sotaque sutil, que não consegui descobrir de onde era mas achei bonitinho. E, ele gosta de parkour, o que é meio X pra mim já que eu sou muito sedentária mas não tenho nada contra quem pratica esportes.

Bom, só sei que no final da conversa ele perguntou se podia me ligar já que agora tinha meu número e eu respondi um duvidoso: “Ah…Não sei.” Meu amigo que estava comigo ouvindo a conversa, quase me matou! Disse que isso era um não disfarçado e que eu tinha decepcionado o cara. Na certa, ele não ia ligar.

Agora, cabe a mim fazer alguma coisa. Pensei em começar uma saga de bilhetes, fazendo tipo um caça ao tesouro, caça ao bilhete. Seria divertido. Teríamos um ‘lugar secreto’ perto de casa onde deixaríamos os bilhetes e passaríamos sempre por ali pra olhar se tinha bilhete novo. Não seria um máximo? Tenho que desenvolver melhor a idéia, mas vou fazer algo assim. E vou conseguir ficar amiga dele e tenho certeza de que ele vai gostar. Principalmente pq descobri que ele faz teatro e isso me deixou com mais certeza ainda de que ele deve ser um cara legal. Hihi!

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O Amigo da Placa Torta

Estava eu, linda e loira voltando da minha aula de teatro, quando chego na esquina do meu prédio e vejo que a placa, escrito Rua Cayowaá, está totalmente torta como se um carro tivesse batido nela. Eu, num ato totalmente falho, tento empurrá-la com o braço pra desentortá-la mas claro, com essa minha força de leão, não consegui nem que a placa se mexesse um tiquinho.

Quando vejo, tem um carinha vindo bem atrás de mim, e penso: “Ok, ele deve estar me achando uma idiota toda magrelinha, pensando que vou conseguir desentortar essa placa né?!” E como quando eu fico com vergonha eu falo, resolvi chegar pra ele e fazer uma piada pra quebrar o gelo e ser menos ridícula:

– Até parece que eu ia conseguir desentortar a placa com esse meu tamanho todo né?

Ele deu uma risada, aceitou bem a piada e eu completei: “Poxa, você que devia tentar desentortar, é bem mais fortinho do que eu…” (Falei isso pq ele tava de shorts e regata, como quem está voltando da academia e gosta de dar uma malhadinha). Daí, só pra não ficar aquela coisa de risadinha e fim, resolvi puxar um assunto perguntando se ele morava na rua Cayowaá mesmo e ele disse:

– Sim, moro aqui nesse prédio. (apontando pro prédio que estava bem na nossa frente)

– Ah…Legal..Em que andar você mora?

(tempinho pensando…) Moro no quinto…Não, não..No terceiro!

– Poxa, mas esse prédio tem tão poucos andares e você ainda tem que pensar? hahaha

– Hahaha pois é. E você?

– Eu moro nesse prédio aqui ao lado. (tem apenas uma casa separando o meu prédio e o dele)

– Ah..Achei que você também morava no meu. E qual é seu andar?

Daí começamos com esse papinho besta de falar o andar e pra onde dava a vista da nossa janela, se as nossas janelas se achavam e tal..Até que eu me toquei que tava engraçado e espontaneamente falei:

– Ai, olha esse nosso papo né? hahaha como a gente é simpático, engatamos uma conversa só por causa da placa torta…

Dai nós dois rimos e demos tchau, mas antes nos apresentamos. Disse a ele que me chamava Renata e ele disse que se chamava Danilo.

Assim que cheguei no meu apartamento, fui olhar na minha janela e realmente, não dava pra ver a janela dele pq tem uma parte lateral do prédio dele que fica bem na frente, maaas…Imaginei que da janela da minha mãe já desse pra ver.

Fui pro quarto da minha mãe, ascendi a luz, abri a janela e veio a surpresa!

Dava pra ver a janela dele. E, como se não bastasse, ele tava lá pendurado na janela tentando ver a minha! Tava pendurado mesmo, tentando saír da janela dele até que sua visão alcansasse a janela do meu quarto. Demos de cara um pro outro e eu falei:

– Hahahaha não acredito que você ta aí!

– Pois é, agora da pra gente conversar!

Eu dei muita risada e meio que fiquei com vergonha mas o engraçado foi que os dois, assim que botaram o pé em casa, foram se olhar na janela. Eu meio que dei boa noite rápido pq as pessoas do meu prédio poderiam ouvir a gente conversando e berrando, já que eram 23:30 da noite. Fora que tem meu vizinho vizinho bonitão que mora lá no 8º andar e dá pro mesmo lado que a gente…Pior é que agora to com mó vontade de ir lá bisbilhotar de novo!

Parece que eu tenho um fetiche por vizinhos né? hahaha Não é isso. O pior é que acho que ele nem faz meu estilo, nem achei ele bonito mas…Achei a história engraçada. Quem sabe um dia não deixo um bilhetinho pra ele lá na porta com o nome dele e ganho um novo amigo? Pois não trocamos e-mail, telefone nem nada e eu nunca tinha visto ele por aí. A única coisa que sei agora é que tem um cara simpático chamado Danilo aqui no prédio ao lado.

A questão é: como conhecer um cara assim do nada e ir atrás dele, mandar bilhetinho, sem fazer ele pensar que eu to dando mole? Afinal, todos os caras que a gente é legal de graça, acham que a gente ta dando em cima. Se fosse pra acontecer alguma coisa, só aconteceria depois da gente se conhecer se ele me fizesse gostar dele pq fisicamente ele não me surtiu nenhum efeito.

Oi, posso ser sua amiga de graça sem ter que te pegar? Obrigada 😉

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