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Sexo e Relacionamentos por Rebiscoito

Essa semana foi publicada uma entrevista que dei ao Casal Sem Vergonha. Eles tem um canal bem bacana no YouTube, onde falam, basicamente, sobre sexo e relacionamentos. O legal é que os dois tem uma visão bem diferente e aberta sobre o assunto, e eu adoro ver as pessoas falando sobre relacionamentos e entender como cada um encara diferentes situações. Em determinados pontos, ao ouvir opiniões diferentes, sou bem aberta a rever meus conceitos e talvez mudar de opinião. Vocês também são assim?

Bom, como a entrevista ficou bem legal, achei que valeria fazer um post. A gente gravou bastante coisa, eu abri minha vida falando tudo o que pensava sobre sexo, namoro, flertes, traição e outras coisitas mais. Na edição final, foram cortadas algumas partes mais explícitas  (UI!), levando em consideração que até meu pai lê meu blog – pois é gente, fiquei sabendo disso esses dias! – e acho que ele não precisa saber de certas coisas. Beijos pai! ♥

Depois de verem o vídeo, quero muito ler os comentários de vocês para saber o que acharam. Será que nossas opiniões são parecidas? Será que vocês discordam totalmente de algo que eu falei? Será que eu consegui fazer alguém rever seus conceitos e, talvez, mudar de opinião? Espero que vocês se abram nos comentários, assim como fiz no vídeo. E também espero que gostem 🙂

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Flerte no elevador: do platônico pro real.

Tô pra escrever as novidades sobre meu vizinho bonitão há tempos mas tava procrastinando. Agora tenho mais 2 partes que vou embutir num post só. Uma delas A-C-A-B-O-U de acontecer. Vamos lá:

Lembram do bilhete que eu mandei pra ele né? Pois bem. Dia desses, num sábado de manhã, toca minha campainha e eu, pelada, penso: “Nem a pau que vou colocar a roupa pra atender a campainha essa hora. Deve ser o lixo.” A campainha tocou de novo e eu resolvi, sem pretensão nenhuma, olhar no olho mágico pra me livrar do peso na consciência. Era a porteira [SIM! eu tenho uma porteira mulher e isso é um máximo!] ela estava com cartas na mão e eu resolvi abrir uma partezinha da porta só pra pegar.

– Oi Renata, o vizinho te deixou isso aqui… [me entregando um pedacinho de papel fechadinho com um clips]

– Quem?

– O Eduardo do 8º andar.

Eu não esbocei nenhuma reação, peguei o singelo papelzinho, agradeci e fechei a porta. Nem preciso dizer que depois que fechei a porta dei pulos e gritinhos de alegria né? Ok.

Resolvi escanear o bilhete e mostrar pra vocês, como primeira prova viva que meu vizinho existe mesmo. Vejam com seus próprios olhos!

Da pra perceber que ele tentou caprichar nas letrinhas né? Primeiro que na capa deve ter errado a primeira letra e resolveu dar um charminho fingindo que as primeiras letras eram pra ser mais riscadinhas. Segundo que dentro, ele criou como se fosse uma tipografia própria! Perceberam? Algumas letras maiúsculas possuem em tracinho a mais como charme. Acho que ele pensou no fato de que eu sou designer, e tentou ser mais caprichosinho [ounnn…]

Depois desse bilhete, era preu ter escrito o post contando pra vocês mas dei uma desanimada. O bilhete não tinha nada muito direto mostrando algum interesse por mim, apenas a atenção esperada né? Afinal, como um bom moço educado, ele apenas respondeu o bilhete que eu tinha mandado pra ele. Pois bem…Voltei a viver minha vida, achando que esse meu amor platônico não passaria de um amor platônico mesmo. Minha mãe tinha até me dito que um dia encontrou ele com uma menina linda no elevador. Disse que a menina era parecida comigo, magrinha, morena..Só era mais arrumadinha [no sentido de ser mais patricinha] e isso comprovava o fato de que ele namora, como meu outro vizinho e meu porteiro me contaram. Então, como eu achava que ele tinha namorada e nunca era direto o bastante, eu nunca teria coragem de fazer nada mais cara de pau.

Hoje, num dia normal de trabalho, choveu muuuito; eu tomei chuva, tava toda mulambenta voltando pra casa, louca pra tomar um banho..Quando entro no meu prédio e ainda balançando meu guarda-chuva escuto um: “Fala Rê!” Olhei pra trás tensa e era ele. “MERDA! Eu aqui fedida e feia, tinha que encontrar ele.” Mas ok, precisava ser simpática e ignorei o fato de estar nojenta. Afinal, ele também devia estar um pouquinho né? [não. tava lindo como sempre. hahahah]

Abri o elevador pra ele, ele deu meia volta e segurou pra mim me falando pra entrar. Dai começamos com aquele lenga lenga casual de elevador, ele me perguntou como eu tava e bla bla bla. “Ué, mas você não tava de carro novo? Pq ta vindo a pé?” Ele me contou que pra ir trabalhar pega metrô e uma van da firma, que fica mais fácil assim. E que o carro é novinho e lindo, ele ainda ta super curtindo. Quando chegou no meu andar, ele abriu a porta pra mim, já saindo no meu hall junto comigo. Uaaau, ele realmente queria conversar. O elevador foi pro 8º, como ele tinha mandado. Ficamos lá um tempão. Contei pra ele que domingo que vem era meu aniversário e ele perguntou a minha idade. 23 eu disse…E você? “Eu tenho 30. Faço 31 em novembro.” “Hummm…30 ainda da pro gasto né?” [OI?! Que comentário xavequeiro foi esse? Morri de vergonha depois que falei, certeza que fiquei vermelha] Daí ele começou a falar de signos. Gente…Diz pra mim: que homem no mundo se interessa por signos??? Ele até falou sobre ascendentes, coisa que eu nem entendo nada! ahahaha Ele disse que era de escorpião e uma das características mais fortes era ser fiel com os amigos e com seus relacionamentos amorosos. Daí o papo foi pra namoro, eu comentei que estava solteira pela primeira vez na vida [pq sempre namorei] e ele me disse que namorou por muito tempo..Depois terminou..Depois namorou..E deixou no ar se era solteiro ou não. Eu resolvi não perguntar, pq depois dele frizar que era fiel, se ele me confirmasse que tinha namorada ia melar nosso climinha né? Então fingi que nem queria saber.

Falamos sobre umonte de outras coisas. Até sobre gays, quado contei que conheci 2 caras la do andar dele e perguntei se eles eram gays. Ele disse que eu era super descolada pq não tinha problema em perguntar isso hahaha. Dai eu falei: “E se eu perguntasse pra vc se vc é gay?” Ele disse: “Ah..Você não precisa me perguntar isso né? Você sabe muito bem que eu não sou.” [tipo, oi? o que ele quis dizer com isso?] Pedi pra ele mostrar as mãos. Morri! Ele tem as mãos lindas, do jeito que eu gosto. Unhas curtinhas, sem roer, mão de homem e o melhor: saindo de um lindo terno. Elogiei, claro. E ele ficou todo feliz.

Então o papo, misteriosamente, voltou pra relacionamentos não lembro como.

– 30 anos já ta na idade de casar né?

– Hahaha pois é… [silêncio constrangedor]

Quando o silêncio constrangedor aparece, vocês sabem né? Eu falo sempre a maior merda do mundo e dessa vez, finalmente soltei:

– Você namora?

– Não.

Gente..Eu juro. Ele não hesitou na resposta. Foi curto e grosso e ainda respondeu sorrindo! E agora? Devo acreditar nele? Sinceramente, eu acho que ele namora. O meu outro vizinho que conhece ele me contou. Minha mãe viu ele com uma mina no elevador. Po, é claro que ele ta falando que não namora pra me xavecar. Mas ok, o que importa é que EU to solteira e se ele quer, estamos aí.

– Po Rê…Você precisa aparecer mais!

– Aparecer onde? Bater na sua porta e dizer oi? hahahaha

– Ah…Pode fazer isso se você quiser…

– Eu não, mó vergonha…Você mora com 20 mil pessoas!

– Hahaha ah..Então..Você não tem algum número?

– Não…

[silêncio constrangedor…]

– hehehe brincadeira, claro que tenho. Anotaí.

Ele pegou o celular do bolso e anotou. Terminamos de conversar e ele chamou o elevador de novo. Quando fomos dar tchau, senti uma entortadinha no rosto dele mas logo virei a cara pra dar beijinho na bochecha. Gente, eu tava fedida de chuva né? Não podia beijar ele naquela hora. Fora que tinha que me preparar psicologicamente também.

Enquanto escrevia esse post, meu interfone tocou e era ele:

– Oi amore…É o Dú! Meu celular deu algum tilt e quando entrei no elevador vi que seu número não estava mais nele. Você pode me passar de novo?

– Hahaha posso..É xxx-xxxx. Ainda bem que a gente mora no mesmo prédio e você pode me interfonar né?

– É verdade. Obrigado linda, um beijo.

Ele me chamou de amore e linda numa mesma conversinha rápida. Podem falar, já peguei. Apesar de que eu acho meio brega ficar chamando de apelidinhos sem ter intimidade, me soa meio xavequeiro. Ah, e o “Mil beijinhos, Dú” no final do bilhete? Hahahaha foi a coisa mais gay do universo! Mas agora eu já sei que ele não é gay. E que ele não namora. [vou fingir que acredito nele pra ficar com menos peso na consciência quando a gente tiver dando uns amassos]

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Recado ao coração

Querido Coração,

eu não te avisei que tinha planos? Queria passar mais um tempinho nessa rotina mais ou menos e viajar! V-i-a-j-a-r! Foi por isso que só te pedi uma coisa: vire uma pedra por um tempo. Não era pedir demais, era?

Mas não…Você foi teimoso e se apaixonou. Sim, devo concordar que não procurou por isso, simplesmente veio do nada mas você se apaixonou! Fez a única coisa que eu te pedi para não fazer pelo menos por enquanto…

Agora, que deu tudo errado, você vem todo choroso pra mim, dizer que está partido.

A culpa não é minha, eu bem tentei te avisar. Pena que não tenho autoridade nenhuma sobre você.

É coração…Agora aguenta! Aguenta que logo passa. Afinal essa não é a primeira, nem a última vez que você se machuca, né?

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Estar só

E daí, chega uma hora que não gostamos mais de estar sozinhos.

O efêmero perde a graça. O sorriso arrancado pelo sentimento de liberdade vai se apagando e dando lugar a longos pensamentos solitários do tipo: “que saudade de ter alguém.”

Saudade de passar o final de semana inteiro em casa vendo filmes e comendo besteiras como se não houvesse amanhã. Saudades de sentir o corpo, mas não apenas corpo e sim o conhecido corpo. Acostumado corpo. A mão de sempre, que faz carinho no cabelo bem do jeito que a gente gosta. Ela parece que sabe como encostar, ela simplesmente te encontra. Saudade do cheiro, das posições costumeiras na cama. Saudade da presença ao voltar pra casa, da preocupação quando se está longe. Do telefone que toca e do jeito sempre igual de atender. Apelidos. Tons de voz. Pés se acariciando debaixo do edredon. O cheiro no travesseiro, as roupas perdidas pelo chão. O fato de não sentir frio nem no inverno, mesmo dormindo pelado. Saudade das conversas, dos silêncios e até das brigas bobas que terminam em beijos e pedidos de desculpas. Saudade de saber que tem alguém ali, que existe só pra você. Saudade de acordar dando beijo sem se importar com o gostinho ruim. Saudade de comprar uma escova de dentes nova, só para deixar na casa dele quando você esquecer a sua. Saudade do ciúmes saudável, do cheirinho ao saír do banho. Da vontade de dormir abraçadinho ou um em cada canto por causa do calor. Saudade até de sentir saudades, mas de alguém que logo volta.

Casal

Sentir isso tudo dura um dia, uma semana ou apenas um minuto. Essa é a realidade de uma pessoa solteira. Num dia estamos bem com nós mesmos e noutro…Choramos as pitangas por estarmos com o coração vazio. [até que chegue alguém e dê um jeito de preenchê-lo]

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