Arquivo da tag: Solidão

A felicidade é feita de pequenas esperas

Hoje estou em um daqueles dias em que ando na rua sorrindo e penso: “Cara… Como a minha vida é incrível!”. Eu acho que vivo por esses pequenos momentos e é isso que me faz querer levantar da cama todos os dias. Existem vários momentos e cada um tem uma intensidade diferente. Mas o motivo é sempre o mesmo: se sentir bem. E esperar por eles faz a gente esquecer das coisinhas ruins do nosso dia a dia. Quer alguns exemplos de pequenas esperas?

– a hora do almoço naquele dia chato no trabalho

– um encontro com alguém que você está afim

– uma viagem curta

– uma viagem longa

– o começo de um curso que você queria muito fazer

– a sua festa de aniversário

– o happy hour com os amigos depois de um dia stressante

– as férias

– a hora de ir dormir na cama quentinha quando está aquele frio

– o primeiro dia no seu novo emprego

– a subida de uma montanha russa

Viu só? Existem muuuitos momentos gostosos que a gente espera para se sentir bem. Às vezes as coisas estão uma merda mas você só consegue pensar que logo logo vai se distrair com algo bom e que nem vale a pena pensar no agora. Por isso digo que a felicidade é feita dessas pequenas esperas. Quando estou chateada, sei que vai passar. Sempre passa. Uma hora ou outra. E eu vivo por esse momento que tive agora pouco de andar na rua e ter vontade de sorrir para as pessoas que eu nem conheço.

Ando meio triste por estar sozinha, não ter alguém que eu goste e seja correspondida. Fico de saco cheio de sair, conhecer pessoas que sei que não vão agregar nada na minha vida… Mas vira e mexe, quando a gente menos espera, acontece uma coisa legal. Ontem foi a terceira vez seguida na semana que eu fui pruma balada. As duas primeiras foram uma merda, e ontem não seria diferente. Pelo menos na minha cabeça não ia ser. Estava eu ali encostada na parede, observando o comportamento das pessoas e pensando beeeem longe, em como seria quando eu fosse morar em Londres. Vi um cara fazendo movimentos suspeitos e pensei: “Xiii.. Lá vem o cara chegar em mim, que preguiça.”. Obviamente eu estava certa e como ele era meio bonitinho, resolvi fazer diferente. Comecei uns papos estranhos falando pra gente tirar uma foto juntos e nunca mais se ver na vida. E daí sei lá, começamos a conversar e a coisa foi ficando legal. No fim da balada acabamos ficando e foi super gostoso, mas eu não peguei o telefone dele. Nem o Twitter, Facebook, e-mail, cpf, tipo sanguíneo, sobrenome… Nada.

Na hora foi meio que por orgulho, só ia manter contato se ele quisesse. Assim que sai da balada me arrependi amargamente porque tinha sido super legal, mas daí já era tarde demais. Dei uns passos pra ir embora, e ele apareceu lá fora me procurando. Demos mais alguns beijos apaixonados, daqueles de despedida como se nunca mais fôssemos nos ver… E eu acabei não pegando o contato dele de novo. Sei lá porque, achei que não deveria já que ele também não pediu. Hoje eu acordei e, ao contrário do que eu pensava, não estava nem um pouco arrependida. A noite foi incrível e terminou ali. Eu tive um dia seguinte ótimo, sem ficar na nóia se o cara ia me ligar e querer me ver de novo. A melhor sensação do mundo é saber que a sua felicidade não depende da atitude de ninguém. Andei na rua, tomei um café. Dei informações para pessoas perdidas na Paulista e vi como o dia estava lindo.

Então… Eu vivo por esses pequenos bons momentos que me fazem querer sorrir que nem boba andando na rua. E não preciso de mais nada por enquanto. Sei lá, senti vontade de contar isso pra vocês porque acho que as pessoas precisam se contentar mais com elas mesmas e ver beleza onde normalmente não há. Qual é a sua pequena espera agora? 🙂

20 Comentários

Arquivado em Comportamento, Relacionamentos

5 Etapas para Curar um Coração Partido

Primeiramente, queria que todos soubessem que esse post foi escrito por alguém que já teve, acabou de ter e ainda terá muitas vezes, um coração partido. Sim! Eu achei um cara legal. No meio daquela solidão toda, finalmente, depois de conversas, beijos, carinhos, brigas e reconciliações, eu achei um cara legal que me fazia sentir especial. Depois de tanto procurar, quebrar a cara, sofrer e chorar, eu finalmente achei um cara legal. Ou pelo menos era isso que eu pensava.

O cara era um bosta, como todos os outros. Não entendi o motivo, e nem sei se vou entender um dia, mas…Por que é tão difícil ouvir um “não” sincero, de um homem? Qual é a dificuldade em dizer: “Olha, eu nem estou tão afim de você assim, por isso, não espere nada e nem faça nada por mim, pois eu não vou corresponder.”. É sexo que eles querem? Querem nos fazer sentir únicas pra conseguir sexo? Nunca vou saber. Mas também não acho que devo me trancar a 7 chaves, só para descobrir isso. A gente tem que deixar rolar, de acordo com nossa vontade, e principalmente: saber a hora de parar.

Essa é a primeira etapa do processo de cura de um coração partido:

Este blog mudou de endereço. Para continuar lendo esse post, acesse: 5 Etapas para Curar um Coração Partido,

 

117 Comentários

Arquivado em Comportamento, Fatos da vida, Relacionamentos

Recado ao coração

Querido Coração,

eu não te avisei que tinha planos? Queria passar mais um tempinho nessa rotina mais ou menos e viajar! V-i-a-j-a-r! Foi por isso que só te pedi uma coisa: vire uma pedra por um tempo. Não era pedir demais, era?

Mas não…Você foi teimoso e se apaixonou. Sim, devo concordar que não procurou por isso, simplesmente veio do nada mas você se apaixonou! Fez a única coisa que eu te pedi para não fazer pelo menos por enquanto…

Agora, que deu tudo errado, você vem todo choroso pra mim, dizer que está partido.

A culpa não é minha, eu bem tentei te avisar. Pena que não tenho autoridade nenhuma sobre você.

É coração…Agora aguenta! Aguenta que logo passa. Afinal essa não é a primeira, nem a última vez que você se machuca, né?

23 Comentários

Arquivado em Comportamento, Cotidiano, Eu, Fatos da vida, Relacionamentos

Estar só

E daí, chega uma hora que não gostamos mais de estar sozinhos.

O efêmero perde a graça. O sorriso arrancado pelo sentimento de liberdade vai se apagando e dando lugar a longos pensamentos solitários do tipo: “que saudade de ter alguém.”

Saudade de passar o final de semana inteiro em casa vendo filmes e comendo besteiras como se não houvesse amanhã. Saudades de sentir o corpo, mas não apenas corpo e sim o conhecido corpo. Acostumado corpo. A mão de sempre, que faz carinho no cabelo bem do jeito que a gente gosta. Ela parece que sabe como encostar, ela simplesmente te encontra. Saudade do cheiro, das posições costumeiras na cama. Saudade da presença ao voltar pra casa, da preocupação quando se está longe. Do telefone que toca e do jeito sempre igual de atender. Apelidos. Tons de voz. Pés se acariciando debaixo do edredon. O cheiro no travesseiro, as roupas perdidas pelo chão. O fato de não sentir frio nem no inverno, mesmo dormindo pelado. Saudade das conversas, dos silêncios e até das brigas bobas que terminam em beijos e pedidos de desculpas. Saudade de saber que tem alguém ali, que existe só pra você. Saudade de acordar dando beijo sem se importar com o gostinho ruim. Saudade de comprar uma escova de dentes nova, só para deixar na casa dele quando você esquecer a sua. Saudade do ciúmes saudável, do cheirinho ao saír do banho. Da vontade de dormir abraçadinho ou um em cada canto por causa do calor. Saudade até de sentir saudades, mas de alguém que logo volta.

Casal

Sentir isso tudo dura um dia, uma semana ou apenas um minuto. Essa é a realidade de uma pessoa solteira. Num dia estamos bem com nós mesmos e noutro…Choramos as pitangas por estarmos com o coração vazio. [até que chegue alguém e dê um jeito de preenchê-lo]

47 Comentários

Arquivado em Comportamento, Eu, Relacionamentos

Meu Deus, me dê coragem

Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios da tua presença
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude

Faça com que eu seja a tua amante humilde
entrelaçada a ti em êxtase
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala
Faça com que eu tenha a coragem de te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo
Faça com que a solidão não me destrua
Faça com que minha solidão
me sirva de companhia

Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir como se estivesse
plena de tudo
Receba em teus braços o meu pecado de pensar

Clarice Lispector

1 comentário

Arquivado em Comportamento, Relacionamentos