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Sinceridade ou Joguinhos?

Li um post no blog de um amigo que me fez pensar nessa questão. Acho que todas as pessoas, em algum momento da vida, se deparam com essa mesma dúvida seja por um coração partido ou por medinho de tomar atitudes erradas e dar merda.

A situação começa com você conhecendo a ‘pessoa ideal’. Uma pessoa legal, atraente, bom papo, pegada boa…Enfim, tudo aquilo que você sempre quis. Ela é a ‘pessoa ideal’ mas ainda é uma incógnita. Não dá pra saber se ela também pensa o mesmo de você, se ela só está com você pela falta de outra pessoa melhor, se está só passando o tempo ou se está totalmente apaixonada por você também. Normalmente, é nessa hora que começam os joguinhos.

Joguinhos são estratégias criadas por sei-lá-quem, que todo mundo usa no momento da conquista. Num dia você sai com o carinha, tem uma noite maravilhosa, os 2 deixam bem claro que querem se ver de novo e que gostaram do encontro mas você pensa: “Não vou ligar pra ele amanhã.” [pq daí ele vai pensar que não estou tão afim assim e vai correr atrás de mim]. Ou pior: o cara te liga e você deixa de atender nas primeiras vezes só pra não parecer tão desesperada por ele, afinal, você tem uma vida além dele né? [mas na verdade a única coisa que você consegue pensar é: “Ai, pq será que ele não liga logo?”].

A maioria dos homens diz que odeia joguinhos, que isso é coisa de mulher…Mas muitos deles fazem também. É natural do ser humano. Eu já fiz muito, e você com certeza fez também. Depois de passar por muitas tentativas e erros – provavelmente mais erros – cheguei a este ponto onde me pergunto: E aí? É melhor ser sincero logo de cara ou fazer uns charminhos no começo? Certeza que a resposta dada por vocês agora foi que é sempre melhor ser sincero.

Na minha última experiência eu resolvi fazer tudo certo. Resolvi não jogar, não fazer charme, ser sincera – mas também não muito, pra não assustar o cara – e no final das contas: deu tudo errado. Eu saí da história até que bem, com a consiência de que tinha dado o meu melhor e que não era pra acontecer mesmo mas…Poxa, é ruim né? Quando eu faço joguinhos, dá errado. Quando eu sou legal, dá errado. Quando será que vou acertar?

Acho que não é bem por aí pensar dessa maneira. Gosto de acreditar naquele clichê que diz que “Quando for pra ser, será” ou “Se não deu certo, é pq era pra não acontecer” mas como sabemos, os clichês são verdades incontestáveis, que todo mundo solta na hora de consolar a gente, então, não servem pra muita coisa…

Acho que ser muito sincero é ruim, podemos assustar a pessoa fazendo com que ela pense que estamos apaixonados e queremos casar, ter filhos e viver juntos pra sempre! Mas também, fazer charminho demais é um pé no saco né? Acho gostoso essa coisa de não saber o que esperar da pessoa, dar umas investidas sutis, sentir saudades, sentir o frio na barriga. Só que acho uma merda quando a incerteza toma conta da situação inteira. A pessoa desaparece e você não sabe se deve ir atrás, se deve esperar ela ligar…Gosto de sinceridade sim, mas sinceridade com bom senso. É gostoso saber que uma pessoa se importa com você, ou que pensa em você em determinado momento do dia. Não precisa mandar mensagem no celular toda hora, mas uminha de vez enquando, pra mostrar que lembramos da pessoa, é sempre bom.

No final das contas, eu fico com a sutileza. Joguinhos saudáveis, demonstrações de interesse e muita, mas muita sinceridade – sempre. Mas por favor, falemos só o necessário ok? Nada de se declarar logo de cara, sem nem sentir um pouquinho a outra pessoa.

“Tudo tem seu tempo”. [só pra terminar o post com mais uma verdade chata e incontestável!]

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Arquivado em Comportamento, Eu, Fatos da vida, Relacionamentos