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Eu Odeio o Amor

Minha vida sempre foi baseada no amor. Minha felicidade depende do amor. Na maior parte do tempo, estou amando alguém ou alguma coisa, independente da intensidade. Mas tem vezes que isso dói.

Passei quase 2 anos construindo um coração mais maduro, inteligente e auto-suficiente. Não foi fácil. Foi preciso me decepcionar muitas vezes para que essa armadura que proteje meu coração, se fortalecesse. Eu realmente achei que era forte, que estava munida contra possíveis decepções idiotas. Achei que pudesse evitar quase tudo. Eu escolheria quando amar. Aquele amor que deixa nosso coração aberto, vulnerável a tudo. A pessoa pode entrar nele e causar o estrago que quiser lá dentro.

Você vive sua vida forte e feliz, até que uma pessoa comum, como qualquer outra, entra nela. Você dá um pedaço seu à essa pessoa e ela nem pediu. Daí, um dia, essa pessoa faz algo idiota como sorrir ou te dar um beijo, e sua vida se vira de cabeça pra baixo. Você não entende, fica confuso e não sabe o que pensar, mas mesmo assim fica feliz. O amor engana. Faz você esperar por algo que nem existe.

Até que um dia, essa pessoa diz algo do tipo “Acho melhor sermos apenas amigos” e cada palavra saindo daquela boca corta seu coração em mil pedaços. A armadura que você construiu, já não existe mais há muito tempo. O amor fez ela desaparecer.

Um sentimento que deveria ser bom, te causa dor e não te deixa pensar em outra coisa. Ele tira sua armadura, te corta por dentro e depois te deixa sozinho chorando na escuridão. Nada deveria te fazer sentir assim, principalmente o amor. Eu odeio o amor.


Post baseado em um texto de Sandman.

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Estar só

E daí, chega uma hora que não gostamos mais de estar sozinhos.

O efêmero perde a graça. O sorriso arrancado pelo sentimento de liberdade vai se apagando e dando lugar a longos pensamentos solitários do tipo: “que saudade de ter alguém.”

Saudade de passar o final de semana inteiro em casa vendo filmes e comendo besteiras como se não houvesse amanhã. Saudades de sentir o corpo, mas não apenas corpo e sim o conhecido corpo. Acostumado corpo. A mão de sempre, que faz carinho no cabelo bem do jeito que a gente gosta. Ela parece que sabe como encostar, ela simplesmente te encontra. Saudade do cheiro, das posições costumeiras na cama. Saudade da presença ao voltar pra casa, da preocupação quando se está longe. Do telefone que toca e do jeito sempre igual de atender. Apelidos. Tons de voz. Pés se acariciando debaixo do edredon. O cheiro no travesseiro, as roupas perdidas pelo chão. O fato de não sentir frio nem no inverno, mesmo dormindo pelado. Saudade das conversas, dos silêncios e até das brigas bobas que terminam em beijos e pedidos de desculpas. Saudade de saber que tem alguém ali, que existe só pra você. Saudade de acordar dando beijo sem se importar com o gostinho ruim. Saudade de comprar uma escova de dentes nova, só para deixar na casa dele quando você esquecer a sua. Saudade do ciúmes saudável, do cheirinho ao saír do banho. Da vontade de dormir abraçadinho ou um em cada canto por causa do calor. Saudade até de sentir saudades, mas de alguém que logo volta.

Casal

Sentir isso tudo dura um dia, uma semana ou apenas um minuto. Essa é a realidade de uma pessoa solteira. Num dia estamos bem com nós mesmos e noutro…Choramos as pitangas por estarmos com o coração vazio. [até que chegue alguém e dê um jeito de preenchê-lo]

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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

– Bom dia!

– Bom dia.. =]

– E aí, como estão as coisas?

– Ah..Bem! Eu me formeeei…

– Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

– Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

– Ele já chegou?

– Hum…Eu acho que não…

– Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo… hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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