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Peladisse

Esse carnaval foi algo inspirador pra mim. A começar pelo fato de que passei sozinha em casa, sem ligar a tv e sem nem lembrar que era carnaval. Não sou grande fã de sambas enredo, mulheres gostosas dançando…O máximo que curto no carnaval é a energia dos blocos carnavalescos tradicionais, as marchinhas antigas e os confetes que ficam no chão depois que o carnaval acaba, deixando só aquele gostinho da alegria que passou pela rua. Acho isso o máximo.

Nesse meu carnaval em São Paulo, passei tardes deliciosas bebendo cerveja no bar com amigos e aquele sol de rachar mostrando o quanto a cidade fica linda num feriado de carnaval: tranquila e vazia, mas com uma energia maravilhosa, que chama a gente pra aproveitar a cidade, que parece ser só nossa.

Fora que sou uma pessoa movida pelo calor. Adoro acordar e ver que o dia vai ser quente, ensolarado. Isso me faz levantar da cama com a maior disposição do mundo. Pouca roupa, muitas cores, sexualidade à flor da pele: esse é o gostoso do verão. E, grazadeus, foi assim o carnaval inteiro.

Esse calor inspira peladisse. Não peladisse de carnaval que é vulgar e disfarçada, mas sim a peladisse espontânea. Nascemos pelados, SOMOS pelados. Estar pelado é a coisa mais natural e gostosa do mundo! Pena que só me lembro disso, quando fico, de fato, pelada.

Por isso resolvi escrever esse post: para poder ler e me lembrar do quanto é bom aceitar seu corpo e ficar pelado. Minha visão atual de relacionamento perfeito é: eu e ele, em nossa casa, passando dias fazendo nada (fazer nada inclui assistir televisão, ler, cozinhar, ouvir música, dormir e fazer sexo) mas sempre pelados. Viver pelado com a pessoa que você ama, pra mim, é cumplicidade pura. É sensual. É estar disponível. “O belo pode ser simples e o simples pode ser belo” já dizia Jorge Ben. Pra mim, por um longo período de tempo, viver pelada com alguém em casa, me bastaria para ser feliz. Pelados que se amam e se aceitam, isso faria qualquer um feliz.

Mas acho que por trás disso, rola uma metáfora. Estar pelado é ser transparente em tudo, é se despir dos disfarces – que seriam as roupas – e isso é algo que me encanta num relacionamento. Ser transparente, não ter segredos, ser aberto a tentar entender e aceitar o outro. Conversar, aprender a falar e principalmente a ouvir. Se mostrar do jeito que é, não ter segredos…É lindo e ideal. E é por isso que me sinto tão bem quando estou pelada.

Então, peço que quando for pra encontrar alguém, que seja um amor pelado. Não precisa ser agora, talvez eu ainda tenha muito o que aprender e experimentar na vida, mas quando ele chegar, torço para que seja pelado. Se aparecer agora, será eterno enquanto durar. Mas peladisse é algo tão perfeito, que não queria achar antes da hora. Que isso fique registrado aqui 😉

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Arquivado em Comportamento, Eu, Relacionamentos, Sexo