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Sexo e Relacionamentos por Rebiscoito

Essa semana foi publicada uma entrevista que dei ao Casal Sem Vergonha. Eles tem um canal bem bacana no YouTube, onde falam, basicamente, sobre sexo e relacionamentos. O legal é que os dois tem uma visão bem diferente e aberta sobre o assunto, e eu adoro ver as pessoas falando sobre relacionamentos e entender como cada um encara diferentes situações. Em determinados pontos, ao ouvir opiniões diferentes, sou bem aberta a rever meus conceitos e talvez mudar de opinião. Vocês também são assim?

Bom, como a entrevista ficou bem legal, achei que valeria fazer um post. A gente gravou bastante coisa, eu abri minha vida falando tudo o que pensava sobre sexo, namoro, flertes, traição e outras coisitas mais. Na edição final, foram cortadas algumas partes mais explícitas  (UI!), levando em consideração que até meu pai lê meu blog – pois é gente, fiquei sabendo disso esses dias! – e acho que ele não precisa saber de certas coisas. Beijos pai! ♥

Depois de verem o vídeo, quero muito ler os comentários de vocês para saber o que acharam. Será que nossas opiniões são parecidas? Será que vocês discordam totalmente de algo que eu falei? Será que eu consegui fazer alguém rever seus conceitos e, talvez, mudar de opinião? Espero que vocês se abram nos comentários, assim como fiz no vídeo. E também espero que gostem 🙂

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Amores Breves de Metrô Podem Continuar

Todo mundo já teve um amor breve de metrô. Daqueles que a gente encontra no vagão, se apaixona brevemente, e logo se separa para nunca mais se ver. Eu mesma tenho vários, cada viagem de metrô é um amor diferente. Inclusive já escrevi um texto aqui no blog sobre isso, contando a história de uma viagem de metrô como se ela fosse uma vida inteira.

Há mais ou menos 2 dias atrás, estava de metrô voltando de um evento de Social Media e percebi que tinha um carinha me olhando. Ele era estilozinho, usava um casaco de couro, tinha os cabelos bagunçados e a barba por fazer. Uma graça. Mas eu estava um caco… Super cansada, acompanhada de várias pessoas que eu tinha conhecido no evento então tentei disfarçar. Não olhei muito pra ele mas o garoto era insistente. Olhava sem parar. E eu, só olhava quando ele não estava olhando.

Uma hora nossos olhares se cruzaram através do vidro do metrô. Ele olhava pra mim pelo reflexo e eu comecei a olhar também. Demos um sorriso, e assim ficou claro que os dois se gostaram.

Descemos na mesma estação. Ele pegou as escadas rolantes e eu fui pro outro lado. Era ali o momento em que a gente se separava para nunca mais se ver. Nos últimos olhares resolvi dar um sorriso e fazer um gesto com as mãos, como quem diz: “Então… é isso. Adeus.”

Confesso que tive uma esperancinha que ele me encontrasse do outro lado ou descesse a escada rolante de novo pra ir atrás de mim, mas ok, os caras nunca fazem isso e sonhar é bom.

Cheguei em casa, compartilhei com vocês no Twitter como sempre faço e fui dormir, exausta.

Dois dias depois, fui cortar o cabelo com meu amigo gay. Ele marcou horário pra todo mundo e fomos todos cortar o cabelo: eu, ele e o namorado dele. Depois de sair do salão, os 2 resolveram passar numa loja incrível ali do lado para comprar roupas. Assim que entramos na loja, adivinhem com quem eu dou de cara? Claro, o cara do metrô com quem eu tinha flertado há 2 dias atrás. Ele era vendedor da loja.

Nós dois nos olhamos e demos um sorriso envergonhado. Eu desacreditei que ele estava ali e não sabia onde enfiar a cara. Daí me escondi atrás do meu amigo dizendo:

– Ai, que vergonha, a gente flertou um com o outro no metrô.

Ele riu… Meus amigos riram… Mas eu e ele continuamos envergonhadinhos. Depois de um tempo na loja, enquanto meus amigos experimentavam as roupas, ele perguntou meu nome e nos apresentamos. Durante a conversa, rolava aqueles silêncios seguidos de um sorriso e um “…que engraçado a gente se encontrar né?”

Meus amigos super aprovaram ele. Disseram até que a gente formava um lindo casal. Ele me deu um papelzinho preu anotar meu telefone e agora vamos marcar de se ver algum dia, o que não vai ser difícil já que ele mora do lado da minha casa.

Agora eu me pergunto: Por que Deus? Por que eu fui a escolhida pra ter uma vida assim, cheia de surpresas e coincidências? Quem lê meu blog, sabe que essas coisas SEMPRE acontecem comigo. As pessoas que são pra ser, sempre voltam de alguma forma. Eu tenho mesmo muita sorte!

E pra você que gosta de ter amores breves no metrô: acredite! Eles podem dar certo de um jeito ou de outro. Seja com você dando um bilhete pra pessoa ou simplesmente deixando o destino unir vocês. Se não acontecer, é que não era pra ser.

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Faça uma Loucura!

Ps. Demorei muito pra decidir se colocava ou não esse post no ar. Ele tem mais a ver com a Renata do que com a Rebiscoito, mas achei que seria válido compartilhar essa experiência com vocês. Espero que gostem! Para entender a história desde o começo, leia esse post antes: Amor Virtual

Sempre tive alguns ‘bloqueios’ na minha cabeça, relacionados a princípios, que me faziam deixar de viver certas situações. Sou muito aberta pra falar de sexo mas ao mesmo tempo nunca fui de sair tendo experiências sexuais aleatórias. Gosto de falar, pesquisar, saber de coisas novas…Mas tudo que sentia vontade de fazer, guardava para fazer quando aparecesse alguém bacana. Não digo um namorado ou o amor da minha vida, mas sim uma pessoa especial. Alguém por quem eu me sentisse atraída, me sentisse bem e tivesse intimidade. Teria que ser alguém em quem eu confiasse.

Esse ano, algo diferente aconteceu. Apareceu uma pessoa incrível e a oportunidade estava ali, batendo na minha porta. Sabe quando fica o anjinho de um lado e o diabinho do outro? Eu estava literalmente surtando, sem saber o que fazer. Será que deixo acontecer e corro o risco de me sentir usada mal depois ou esqueço essa história e parto pra outra? Até que fui almoçar com um amigo, e contei sobre meu dilema pra ele. Foi a melhor coisa que fiz. Ele me mostrou que era tudo tão simples, que até me senti meio boba por estar tão com medinho.

Poxa…Se ele é o “cara dos meus sonhos”, como eu posso deixar uma oportunidade dessas passar sem fazer nada? Não seria para o meu próprio prazer também? O que tem de tão errado em viver uma aventura? Imagina o dia em que eu estiver com alguém, que eu realmente goste, e não possa me aventurar com desconhecidos… Será que uma oportunidade assim, apareceria de novo? Um cara que eu julgo ser “muita areia pro meu caminhãozinho” estar me dando bola? Eu realmente estava sendo idiota de ter medo de deixar rolar.

Pois bem, resolvi que ia me jogar. Os horários estavam difíceis de coincidir mas ontem, finalmente aconteceu. Marcamos um encontro na casa dele e foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive. Foi intenso, diferente. Guardo várias cenas na minha cabeça, que com certeza vou lembrar pro resto da minha vida.

O preço para viver tudo isso, foi ter deixado meus tabus de lado. Guardei todos os meus medos em uma gaveta e resolvi viver. Adquiri experiências não só sexuais, mas principalmente de vida. Sou uma pessoa melhor hoje. Não me arrependi da escolha que fiz, e vim escrever isso para incentivar todos os meus leitores a fazerem o mesmo.

Não deixem as oportunidades passarem. Agarrem-nas! Não que agora eu seja adepta ao sexo casual sempre, vou continuar tendo meus princípios. Mas fazer isso era algo que eu precisava para evoluír. Sei me cuidar e sei muito bem o que quero. No dia em que arranjar um namorado, estarei com a consciência limpa porque vivi tudo que precisava viver antes de estar com outra pessoa. Não tenho medo de coisas que as pessoas possam falar sobre mim, pois sou muito segura de mim mesma. Todos gostam muito de julgar os outros e esquecem de olhar para seu próprio umbigo. Eu sei o que me preenche e o que não vale a pena fazer. E isso não diz respeito a ninguém a não ser a mim mesma.

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Final de Ano é Tudo Igual

Estou fora de São Paulo, numa viagem de final de ano e me deu uma puuuuta vontade de escrever, em vários momentos, e acho que a hora é agora. (apesar de ser meia noite e meia e eu ter que acordar cedinho amanhã pra pegar a estrada mas vamos lá!)

Durante vários momentos na viagem, me peguei com vontade de escrever tudo que estava pensando. Tentei guardar algumas coisas, outras foram perdidas, mas vamos para as essências.

Pra começar, vou contar pra onde fui e onde estou: desde pequena, bem pequena mesmo, eu costumo ir com a minha família pra Goiás, na Pousada do Rio Quente. Depois que meus pais se separaram, eu continuei indo. Eu, meu irmão e meu pai. Meu pai sempre gostou muito de viajar de carro, viagens longas, pegava eu e meu irmão de madrugada dormindo e a gente acordava já no meio da viagem. Hoje em dia, como não cabemos mais os 2 deitados no banco de trás, costumamos ir em horários mais normais tipo de manhã ou a tarde. Esse ano foi superótimo pq meu irmão tinha acabado de tirar carta e quis ir na frente, com a esperança de dirigir, o que me deu a vantagem de ir atrás, dormindo, tentando fazer a viagem passar mais rápido. (odeio viajar de carro, meu mp3 acaba a bateria rápido, meu pai gosta de conversar e eu acho desconfortável, fico de mau humor)

Mas o lado bom de viajar de carro por longas MUITAS horas, foi que me fez refletir sobre a vida. Olhava pros campos com boizinhos e me lembrava da época em que eu era pequena. Cara, longas horas no carro. E adivinha no que eu pensava? Claaaro, nos meus paquerinhas! hahaha. Eu ficava criando historias na minha cabeça. Era uma coisa meio novela mexicana, sabe? Imaginava eles no meio da estrada me esperando! E eu dizendo: “pai, para o carro! Olha o fulano ai sozinho no meio da pista!” Daí, quando meu pai parava, eu saia do carro e o fulano me dava um longo beijo apaixonado. Eu digo fulano, pq na época era sempre um diferente. Pelo menos a cada ano, sabe? E quando eu chegava na Pousada, sempre achava um mais bonitinho e interessante, que me fazia esquecer, pelo menos momentaneamente, o bonitinho de antes. E claro, na volta da viagem, eu imaginava o fulaninho do hotel na estrada me esperando. hahaha que dó.

Esse ano não foi diferente. Já que estou solteira, fiquei pensando no bonitinho da vez (que eu não vou contar quem é hihi) mas que me destraiu um pouco durante a viagem. Ok, os pensamentos foram mais avançados tipo sexuais (inves de ficar imaginando o cara me esperando na estrada hahaha) mas a essência ainda era a mesma. Quando cheguei no hotel, cheguei toda toda pensando: “Dessa vez eu pego alguém bem bonito!”. Mas ao longo da minha estadia lá, vi que  a pegada era outra. Eu cresci. Os caras que hoje em dia me atraem não viajam mais em família. Ou, infelizmente, estão casados e com filhos, e isso: to fora! Pra mim, aliança é repelente!

Daí, resolvi aproveitar com a família mesmo. Ficar bastante com meu pai que anda meio carente…Aproveitar que meu irmão tava sozinho, sem os amigos dele e sem a namorada e estava sendo legal comigo (pq isso é raro)…Enfim, aproveitar a viagem em família. Confesso que de vez em quando era meio boring, tipo depois do almoço que os 2 iam dormir e eu não conseguia conectar o laptop na internet ou a noite quando o melhor programa era um show de salsa no toldo de shows do hotel mas…Deu pra aproveitar.

Meu ponto alto foi ter me apaixonado por um ruivo bonitinho na piscina lá de cima, mas que tava conversando com o avô e eu não tinha a menor chance de conseguir chegar nele. Então, nessa viagem, eu optei por ser família inves de ser coração, e acabei me satisfazendo de um jeito diferente.

Na real, ainda estou viajando. Agora estou em Ribeirão Preto passando a noite e amanhã de manhãzinha acordo pra chegar no interior de São  Paulo e ainda conseguir pegar o almoço em família. Aqui na recepção do hotel tem um cara muuuito gato que me deu vontade de falar: “corta esse cabelo e pegael!” (tive até fantasias sexuais com lugares escondidos no hotel e eu fazendo coisas proibidas com ele durante o horáro de trabalho, ainda mais com ele vestido de social) Mas claro que guardei isso pra mim, no momento sou uma moça recatada de família que não tenho pensamentos sexuais ou qualquer coisa do gênero.

Então, quero desejar bom natal a todos e um ano novo lindo! Não sei se vou postar antes do ano novo, provavelmente não, então é melhor desejar tudibom agora né? Desculpem a falta de imagem no post, é que to no hotel e não tem nenhuma foto boa no laptop do meu pai. Aliás, preciso muito ir dormir pq amanhã acordo cedíssimo! zzzzzz…

Ps1. nessa viagem, comprovei que não tenho preconceitos AT ALL com pessoas deficientes. É que me perguntaram isso no Formspring.me esses dias e fiquei em dúvida mas putz, tinha um mocinho bem bonitinho no hotel, casado, me dando mole (cachorro!) e se ele fosse solteiro eu super pegaria indepentende dele ser deficiente ou não.

Ps2. Eu realmente queria ter dado uns beijos naquele ruivo, nunca peguei um ruivo. Oi, alguém ruivo ai? Hahaha brincadeira. Bjs!

Ps3. Queria muito ter encontrado alguém super escpecial aqui em Ribeirão Preto mas não tinha mais o telefone dessa pessoa e sei lá, talvez ela nem quisesse me ver. (e tb acho que ela nem vai ler isso mas enfim, se ler, tó: ♥)

Ps4: Fato fofo: Conheci um menininho de mais ou menos uns 4 anos na piscina, vou relatar nossa conversa:

– Oi, qual é seu nome?

– Wellington Filho de Souza! (ele dizia com seu colete bóia tentanto nadar desengonçadamente)

– Ah…Quantos anos você tem Wellington?

Inves de responder que tinha 4, ele levantou afobadamente a mãozinha pra fora d’água mostrando um 4 com os dedinhos!

– Uau, que grande! (…)

– E vc, como chama?

– Eu me chamo Renata!

– Ah, então ta…Tchau!

(…)

– Tchau!

– Prazer em conhece-la! (ele dizia afobadinho e nadando!)

ahahahaha não é fofo? Ele era muito pequeno, que criança nessa idade fala “prazer em conhece-la”? hahaha ♥ Muito amorzinho no coração!

FIM.

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Querido Diário…

Estou aqui abrindo meu coração para você. Não você diário e sim, você leitor. Resolvi abrir páginas do livro da minha vida (como se eu já não tivesse aberto o bastante) só que dessa vez, meio que literalmente.

Mexendo numas caixas de tranqueiras que guardamos sei-lá-pra-que, achei uma preciosidade! O meu 1º diário. Fiquei fascinada com a minha capacidade de escrever tão bem! (Vocês vão ver como eu escrevia mal assim que lerem as pagininhas que escaneei, hahaha.) Mas o que realmente me impressionou, foi perceber que, desde pequena, eu já era de me apaixonar.

Se hoje minha vida é movida pelo amor – entre outras coisas – já naquela épocazinha era a mesma história. A cada dia que eu escrevia no meu diário, eu gostava de um menino diferente. E era tudo muito intenso, eu usava termos do tipo “amor”, “para sempre” e etc. Hoje em dia, confesso que me adaptei as mudanças. Usar termos intensos faz qualquer cara saír correndo pra bem longe de mim. O que é uma merda, pq às vezes eu gosto de ser exagerada pra afirmar uma idéia e sem querer acabo soltando as palavras erradas e…Fica impossível explicar para alguém que não me conhece tanto, que eu estava brincandinho. Mas enfim, isso não vem ao caso agora. Vamos ao que interessa, as pagininhas do meu primeiro diário ♥

(Clique na imagem para vê-la maior)

Página 1

Nesta primeira página, como podemos ver, já começo com uma frase peculiar: “Querido diário. Eu tenho muitos namorador, mas oque eu gosto mesmo é o Renam.” Sim, eu deveria mesmo ter muitos namorados. Mas sempre tinha um preferido. Daí, aleatoriamente, comento sobre minha vontade de ter um “puldol” e cito um poema, muito profundo e romântico. Eu realmente tinha o dom pra arte de amar, vocês não acham?Página 2

Me lembro bem desse tal de “Logulo”. Logulo era o sobrenome, e eu realmente batia nele. Tinha uma lancheirinha e vivia dando na cabeça do coitado. Engraçado essa maneira de criança mostrar que gosta né? Sempre que um menininho gosta da menininha, ele faz coisas nojentas ou fica enchendo o saco da coitadinha. E meninas também, batem, fingem que odeiam…É uma filosofia reversa e inexplicável. Depois do Logulo, mais uma aleatoriedade sobre meu dente mole e…Volto no assunto mais interessante, os namorados. Poxa, já na 2ª vez que escrevo no diário, tenho 3 meninos diferentes contidos nele, e lido com essa dúvida cruel sobre quem eu gosto de verdade. Humm, alguns dias depois eu volto, dizendo a data (para mostrar que passou um tempo preu pensar) e…Decidido: gosto mesmo é do Renan, não do Rafael. Atenção pra fase ótima “Os dois são chatos mais gosto deles dois poriço”

Página 3

Intensidade, muito amor e certeza das coisas na vida. “Renan vai estar sempre no meu coração” Logo em seguida, deve ter passado um tempo (pq coloquei outra data) voltei com muita revolta em meu coraçãozinho: “Chega de ficar com a boca no chão! Levando no fora chega! = Renan! Aquele bobão! Ele ama a Carolina.” ….Esses homens. Me decepcionando desde que eu tinha 8 anos! Partir corações indefesos de meninas apaixonadas é uma arte que os homens vem praticando desde que nascem! Ainda bem que quando eu era pequena, o meu “pra sempre” era relativo à “semana que vem” e eu conseguia me curar rápido: “…ele ama a Carolina. deixa eu já tenho outro” olha só que simples eram as coisas né? Daí do Renan fui  pro Murilo, depois pro Felipe e pro Ricardo…

Página 4

Quando eu escrevo que meu “namorado” é o Ricardo, é claro que não é. Sabe a música do Seu Jorge que diz: “To namorando aquela mina, mas não sei se la me namora…”? Era bem isso. Ricardo era meu paquerinha, eu chamava de namorado mas ele nem sonhava em saber que eu gostava dele. Também, era bom que nem soubesse, já que na página seguinte, eu gostava de outro, chamado Gastão (?). Atenção para meus dons artísticos, que desde pequena eram bem notáveis.

Página 5

Resolvi pular algumas páginas, se não vocês perderiam a paciência comigo e meus milhões de homens meninos. Cheguei ao ano de 1996, quando eu gostava de um menino chamado Victor, que me fez escrever seu nome 252 vezes no meu diário (isso pra mim era quase que infinito!). Peguei essa página justamente para mostrar como eu evoluí na medida em que o tempo passou. Esse Victor foi uma grande vitória. Consegui gostar dele durante 1 ano inteiro! Pra quem mudava de amor a cada página do diário, gostar de 1 garoto só o ano inteiro era um record né? Pra mim isso significava muito. Eu realmente achava que Victor era “O Homem da Minha Vida”. Forte né? Intenso. Achar “O Homem da Sua Vida” com apenas 10 anos é uma sorte muito grande. Hahahah!

Bom, para finalizar o post, vou colocar esse vídeo que tem tudo a ver com o tema. É um vídeo que ganhou Cannes em 2008 e me fez lembrar muito dessa minha época do diário.



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Flerte no elevador: do platônico pro real.

Tô pra escrever as novidades sobre meu vizinho bonitão há tempos mas tava procrastinando. Agora tenho mais 2 partes que vou embutir num post só. Uma delas A-C-A-B-O-U de acontecer. Vamos lá:

Lembram do bilhete que eu mandei pra ele né? Pois bem. Dia desses, num sábado de manhã, toca minha campainha e eu, pelada, penso: “Nem a pau que vou colocar a roupa pra atender a campainha essa hora. Deve ser o lixo.” A campainha tocou de novo e eu resolvi, sem pretensão nenhuma, olhar no olho mágico pra me livrar do peso na consciência. Era a porteira [SIM! eu tenho uma porteira mulher e isso é um máximo!] ela estava com cartas na mão e eu resolvi abrir uma partezinha da porta só pra pegar.

– Oi Renata, o vizinho te deixou isso aqui… [me entregando um pedacinho de papel fechadinho com um clips]

– Quem?

– O Eduardo do 8º andar.

Eu não esbocei nenhuma reação, peguei o singelo papelzinho, agradeci e fechei a porta. Nem preciso dizer que depois que fechei a porta dei pulos e gritinhos de alegria né? Ok.

Resolvi escanear o bilhete e mostrar pra vocês, como primeira prova viva que meu vizinho existe mesmo. Vejam com seus próprios olhos!

Da pra perceber que ele tentou caprichar nas letrinhas né? Primeiro que na capa deve ter errado a primeira letra e resolveu dar um charminho fingindo que as primeiras letras eram pra ser mais riscadinhas. Segundo que dentro, ele criou como se fosse uma tipografia própria! Perceberam? Algumas letras maiúsculas possuem em tracinho a mais como charme. Acho que ele pensou no fato de que eu sou designer, e tentou ser mais caprichosinho [ounnn…]

Depois desse bilhete, era preu ter escrito o post contando pra vocês mas dei uma desanimada. O bilhete não tinha nada muito direto mostrando algum interesse por mim, apenas a atenção esperada né? Afinal, como um bom moço educado, ele apenas respondeu o bilhete que eu tinha mandado pra ele. Pois bem…Voltei a viver minha vida, achando que esse meu amor platônico não passaria de um amor platônico mesmo. Minha mãe tinha até me dito que um dia encontrou ele com uma menina linda no elevador. Disse que a menina era parecida comigo, magrinha, morena..Só era mais arrumadinha [no sentido de ser mais patricinha] e isso comprovava o fato de que ele namora, como meu outro vizinho e meu porteiro me contaram. Então, como eu achava que ele tinha namorada e nunca era direto o bastante, eu nunca teria coragem de fazer nada mais cara de pau.

Hoje, num dia normal de trabalho, choveu muuuito; eu tomei chuva, tava toda mulambenta voltando pra casa, louca pra tomar um banho..Quando entro no meu prédio e ainda balançando meu guarda-chuva escuto um: “Fala Rê!” Olhei pra trás tensa e era ele. “MERDA! Eu aqui fedida e feia, tinha que encontrar ele.” Mas ok, precisava ser simpática e ignorei o fato de estar nojenta. Afinal, ele também devia estar um pouquinho né? [não. tava lindo como sempre. hahahah]

Abri o elevador pra ele, ele deu meia volta e segurou pra mim me falando pra entrar. Dai começamos com aquele lenga lenga casual de elevador, ele me perguntou como eu tava e bla bla bla. “Ué, mas você não tava de carro novo? Pq ta vindo a pé?” Ele me contou que pra ir trabalhar pega metrô e uma van da firma, que fica mais fácil assim. E que o carro é novinho e lindo, ele ainda ta super curtindo. Quando chegou no meu andar, ele abriu a porta pra mim, já saindo no meu hall junto comigo. Uaaau, ele realmente queria conversar. O elevador foi pro 8º, como ele tinha mandado. Ficamos lá um tempão. Contei pra ele que domingo que vem era meu aniversário e ele perguntou a minha idade. 23 eu disse…E você? “Eu tenho 30. Faço 31 em novembro.” “Hummm…30 ainda da pro gasto né?” [OI?! Que comentário xavequeiro foi esse? Morri de vergonha depois que falei, certeza que fiquei vermelha] Daí ele começou a falar de signos. Gente…Diz pra mim: que homem no mundo se interessa por signos??? Ele até falou sobre ascendentes, coisa que eu nem entendo nada! ahahaha Ele disse que era de escorpião e uma das características mais fortes era ser fiel com os amigos e com seus relacionamentos amorosos. Daí o papo foi pra namoro, eu comentei que estava solteira pela primeira vez na vida [pq sempre namorei] e ele me disse que namorou por muito tempo..Depois terminou..Depois namorou..E deixou no ar se era solteiro ou não. Eu resolvi não perguntar, pq depois dele frizar que era fiel, se ele me confirmasse que tinha namorada ia melar nosso climinha né? Então fingi que nem queria saber.

Falamos sobre umonte de outras coisas. Até sobre gays, quado contei que conheci 2 caras la do andar dele e perguntei se eles eram gays. Ele disse que eu era super descolada pq não tinha problema em perguntar isso hahaha. Dai eu falei: “E se eu perguntasse pra vc se vc é gay?” Ele disse: “Ah..Você não precisa me perguntar isso né? Você sabe muito bem que eu não sou.” [tipo, oi? o que ele quis dizer com isso?] Pedi pra ele mostrar as mãos. Morri! Ele tem as mãos lindas, do jeito que eu gosto. Unhas curtinhas, sem roer, mão de homem e o melhor: saindo de um lindo terno. Elogiei, claro. E ele ficou todo feliz.

Então o papo, misteriosamente, voltou pra relacionamentos não lembro como.

– 30 anos já ta na idade de casar né?

– Hahaha pois é… [silêncio constrangedor]

Quando o silêncio constrangedor aparece, vocês sabem né? Eu falo sempre a maior merda do mundo e dessa vez, finalmente soltei:

– Você namora?

– Não.

Gente..Eu juro. Ele não hesitou na resposta. Foi curto e grosso e ainda respondeu sorrindo! E agora? Devo acreditar nele? Sinceramente, eu acho que ele namora. O meu outro vizinho que conhece ele me contou. Minha mãe viu ele com uma mina no elevador. Po, é claro que ele ta falando que não namora pra me xavecar. Mas ok, o que importa é que EU to solteira e se ele quer, estamos aí.

– Po Rê…Você precisa aparecer mais!

– Aparecer onde? Bater na sua porta e dizer oi? hahahaha

– Ah…Pode fazer isso se você quiser…

– Eu não, mó vergonha…Você mora com 20 mil pessoas!

– Hahaha ah..Então..Você não tem algum número?

– Não…

[silêncio constrangedor…]

– hehehe brincadeira, claro que tenho. Anotaí.

Ele pegou o celular do bolso e anotou. Terminamos de conversar e ele chamou o elevador de novo. Quando fomos dar tchau, senti uma entortadinha no rosto dele mas logo virei a cara pra dar beijinho na bochecha. Gente, eu tava fedida de chuva né? Não podia beijar ele naquela hora. Fora que tinha que me preparar psicologicamente também.

Enquanto escrevia esse post, meu interfone tocou e era ele:

– Oi amore…É o Dú! Meu celular deu algum tilt e quando entrei no elevador vi que seu número não estava mais nele. Você pode me passar de novo?

– Hahaha posso..É xxx-xxxx. Ainda bem que a gente mora no mesmo prédio e você pode me interfonar né?

– É verdade. Obrigado linda, um beijo.

Ele me chamou de amore e linda numa mesma conversinha rápida. Podem falar, já peguei. Apesar de que eu acho meio brega ficar chamando de apelidinhos sem ter intimidade, me soa meio xavequeiro. Ah, e o “Mil beijinhos, Dú” no final do bilhete? Hahahaha foi a coisa mais gay do universo! Mas agora eu já sei que ele não é gay. E que ele não namora. [vou fingir que acredito nele pra ficar com menos peso na consciência quando a gente tiver dando uns amassos]

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Flerte no Elevador [Parte 4]

Gente, to passada! Fiquei até mais tarde no trabalho hoje e quando cheguei tava afim de papear, fiquei conversando horas com o Edeilson, meu porteiro…Sabe o que descobri?

Que depois deu ter dado o cartãozinho pro meu vizinho bonitão [vide o 2º capítulo do Flerte no Elevador] ele deixou um bilhetinho pra mim na portaria e NÃO ME ENTREGARAM! Pelo jeito, o bilhete foi perdido, esquecido e jogado no lixo em alguma outra dimensão do universo! 😦

O Edeilson não leu o bilhete. Mentira! Ele leu sim, e enquanto eu escrevia esse post, acho que ele sentiu peso na consciência e me interfonou contando toda a verdade! O bonitão, no dia seguinte, perguntou quem tinha deixado aquele cartão e falou: “Poxa, mas ela não deixou nenhum telefone nem nada preu agradecer? Vou deixar um bilhete pra ela.” Ele subiu até seu apartamento e voltou com um bilhetinho pra mim escrito: “Oi Re, adorei seu cartão, me liga pra eu poder te agradecer: xxxx-xxxx”

Aaaaaaaaaah! Ele me deixou o telefone dele! E ninguém me entregou! Eu aqui achando que ele tinha ignorado meu lindo cartão, até fiquei brava pq ele nem se deu ao trabalho de deixar um mísero bilhete agradecendo mas poxa! Ele deixou. Com o telefone! No final, ficou parecendo que a desinteressada da história toda era eu!

Escrevi outro bilhete, que dessa vez me certifiquei com o Edeilson que será mesmo estregue, dizendo: “Du, fiquei sabendo que há anos atrás quando te dei aquele cartão, você deixou um bilhete pra mim na portaria mas não me entregaram. Fiquei com o coração partido e achei que você nem tinha ligado. O que você dizia no bilhete? Um beijo, Re.”

Antes do Edeilson ter me contado o que havia no bilhete, eu já tinha criado mil hipóteses do que poderia estar escrito nele né..Desde “Oi Re, adorei o cartão que você me deu, beijos Edu” até um “Re, amei seu cartão, eu também adoro pessoas que acordam de bom humor. Que tal um vinho hoje a noite?! Te espero, todo seu, Du.” [hahahaha brinks] Mas acho que o bilhete dele foi um misto dos 2. Ele meio que agradeceu e passou o telefone. Hãn? Hãn?

Bom, só quis atualizar vocês das novidades. Ah, outra coisa: ele ta de carro novo. Um carrão importado que de acordo com a minha mãe é carro de coroa ricão. Aliás, minha mãe disse que eu devo investir mais nele já que ele ta com essa bola toda. Vê se pode? Hahaha…Enquanto eu conversava com o Edeilson, ouvi um “E ai Re! Tudo bem?” …era ele saindo do elevador e indo pra academia. Só demos oi de longe pq ele desceu pra garagem. Vestia uma regata e um shortinhos. Ok, a roupa não era assim aquele charme mas ó…Ele tem um corpitcho que ôôô lá em caaasa viu!

Edeilson me disse que dessa vez ele mesmo vai entregar o bilhete, já que da última vez ele deixou lá em cima com o meu nome e ninguém nem tchum! Agora, é só esperar o próximo capítulo!

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