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Desvendado o mistério da foto 3×4

Você que acompanha todas as histórias e coincidências da minha vida está prestes e ler sobre a maior delas. Uma que talvez feche um ciclo do meu blog e comece outro, já que ficou parecendo o fim de um começo. Hahaha, isso ficou confuso mas vou explicar.

Quem me segue no Tuinter já sabe que eu encontrei o cara da foto 3×4, que ele se chama Victor e provavelmente deve estar louco pra saber como foi quando nos conhecemos. Isso tudo é muito legal e eu já conto como foi, mas a parte mais louca da história não é essa.

O Vito – como é carinhosamente chamado pelos amigos – achou meu blog através de uma amiga e deixou um comentário. Paralelamente, recebi outro comentário de um cara falando sobre um bilhete que eu mandei para ele há pouco mais de 2 anos atrás. Ele relatou nossa história e disse que tinha chegado até meu blog pelo post da foto 3×4, já que o Vito é melhor amigo e sócio dele. Esse cara, chamado Jonas, é nada mais nada menos um dos motivos pelo qual o meu blog existe. Ele é o personagem principal do primeiro post do meu blog: O Começo de um e Outro e foi depois dessa história que resolvi fazer um blog. Achei que essas aventuras com desconhecidos poderiam ser interessantes pra minha vida, e desde então, venho aprontando altas confusões.

Ou seja: achei o cara da foto 3×4 que peguei um dia no chão e esse cara da foto é melhor amigo do Jonas, que viveu comigo a minha primeira experiência de contato com desconhecidos. Incrível não? Qual é a chance disso acontecer numa cidade tão grande quanto São Paulo? Eu juro que custei a acreditar. Mas não é mentira!

Sexta (dia 29/10) foi a comemoração do aniversário do Vito e ele me convidou para ir, então acabei conhecendo os 2 de uma só vez.

Para a minha surpresa, o Vito é pequeno e um pouquinho diferente do que eu imaginava. Achei que ele fosse mais tímido, mas é comunicativo e fala super bem. Me deu vontade de guardar ele num potinho, de tão fofo que é. Como era aniversário dele, ele estava super animado e era o cara que mais dançava na pista de dança. A balada foi meio de tango, umas músicas que pareciam músicas de filme e todo mundo dançava de um jeito diferente, mas o Vito era o que mais arrasava! Já o Jonas, conversei menos no dia mas mesmo assim foi engraçado reencontrá-lo já que não fazia ideia de como era o rosto dele e acabei lembrando do dia do metrô.

Bom, mas quem é o cara da foto 3×4 afinal?

A parte da área de humanas a gente acertou, mas ele não é publicitário. Ele faz ilustrações lindinhas e tem uma produtora, onde mexe com toda essa coisa de animar os desenhos, fazer curtas e coisas bacanas. Aliás, ele e o Jonas são sócios.

(Vito dançando  na festa, por ele mesmo)

O tênis que ele usa? Não era Mad Rats. Mas era um tênis diferentinho, tipo um All*Star de outra marca. Eu seria amiga dele apenas olhando para aquele tênis.

Ele tem a idade que eu imaginava, 20 e poucos anos. Mais precisamente 24, nascemos no mesmo ano!

Ainda precisamos nos conhecer mais para fazer uma longa análise sobre ele mas não via a hora de contar isso tudo pra vocês. Sabe o que podemos fazer? Deixem o que vocês querem saber sobre ele nos comentários que eu vou perguntando pra ele e respondendo cada um. Achei tão bacana que todos entraram no clima de analisar o cara da foto, que acho que agora devo isso a vocês como agradecimento.

Ps. depois dessa coincidência MONSTRA, parei para pensar de onde vem tudo isso. Não acho que Deus queira que minha vida seja um seriado. Só acho que dou mais chances para esse tipo de coisa acontecer. Espontaneidade, cara de pau e criatividade. Que tal exercitar mais essas características? 😉

O Começo de um e Outro

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Minha vida numa viagem de metrô

AVISO: Este post contém histórias inventadas baseadas em fatos reais. Imagine 😉

Zona Oeste de São Paulo. Metrô, linha verde. Mais especificamente na estação Vila Madalena. É nela que eu sempre começo uma viagem nova. Viagem que pode ir até a Consolação apenas, mas que não deixa de ser interessante pelo tamanho da distância. Ontem, andando naquele trem novo e bonito [que mais parece um hospital], eu comecei com meus devaneios.

Acho que cada viagem de metrô é como uma vida diferente. Assim que você entra no vagão, você começa a viver uma história. Conflitos, amores, cheiros, olhares…Tudo de mais legal está presente! Da pra criar várias tramas. E ontem, comecei a fazer isso. Resolvi escrever pra vocês.

Estava lá eu olhando praquele cara ruivinho e simpático. Eu sabia que o conhecia de algum lugar, ele era ator de propagandas. Estava um super frio e ele entupido de casacos. O que era muito estranho, pois suas pernas eram finas e seu tronco grosso, deixando ele totalmente desproporcional. Mesmo sendo meio tortinho, tive a maior vontade de conversar com ele. Ele me parecia legal e imaginei que poderíamos ser amigos. Então, elegi ele como o melhor amigo da minha história. A gente conversava por horas, ria, desenhava…Nos entendíamos muito bem. Seu nome era Bernardo.

O Ber só ficava meio chateado comigo, quando o Pedro estava por perto. Pedro era o cara que eu estava afim. Ele era alto, magro e tinha olhos claros que iluminavam seu rosto em meio a tantos fios de cabelo castanho. Usava sneakers e estava sempre com seus fones de ouvido. Nós trocávamos olhares e vez ou outra alguns sorrisos. Deixava Bernardo falando sozinho enquanto olhava pro Pedro e esperava ganhar uma atençãozinha a mais. Até que resolvemos conversar, e foi aquela coisa gostosa sabe? De dar risadas tímidas, pegar no braço, encostar na mão…Numa brecada brusca do metrô, acabamos dando nosso primeiro beijo. Bernardo ficou só ali no cantinho olhando, e como um bom amigo, acabou ficando super feliz por mim.

Eu acabei arranjando tempo para os 2. Pedro não tinha ciúmes de mim com o Bernardo, e entendia que éramos apenas amigos. Vivíamos otimamente bem. Sempre que sentíamos fome, a tia Bernadete, aquela velhinha sentada no banco cinza especial para idosos, nos dava um pão de queijo quentinho que tinha acabado de pegar na padaria pra levar para seu marido em casa. Ela era um amor de pessoa e estava sempre sorrindo.

Apesar de me dar super bem com Pedro, sentia um certo vazio em nosso relacionamento. Parecia-me sempre que algo estava prestes a acontecer e que eu o perderia para sempre. Num dado momento, entrou no vagão a Larissa, uma menina loira, peituda, gostosa e burra, do tipo que leva todos os olhares para a sua direção. Pedro, como um homem normal, também olhou. Me senti traída, mas continuava apaixonada. Larissa fez um charme, mas logo desceu na estação seguinte, me deixando tranquila em relação ao meu amor.

Teve uma hora que eles quase arranjaram briga por minha causa. Osaías, aquele gordo nojento, entrou no trem e me deu um belo empurrão. Daqueles que fazem a gente quase se estabacar no chão, sabe? Pedro olhou pra ele com um olhar sério e Bernardo chegou até a sacudir a cabeça num ato de total desaprovação. Osaías, aquele suíno, nem ligou e foi se sentar num banco longe de nós.

As coisas iam muito bem. Bem até demais. Estava mostrando o livro que lia para meu amigo Bernardo, até que Pedro me olhou profundamente nos olhos e sem dizer nada, saiu pela porta do trem assim que ela abriu. Achei que era brincadeira, mas olhando ele lá fora e vendo a porta se fechar, vi que ele nunca mais voltaria. Ele deu uma última olhada pra mim pela janela do trem, e partiu. Infelizmente era mais um amor acabado em minha vida. Daqueles que cortam o coração, que nos deixam triste e com vontade de chorar. Nem a presença de Bernardo me deixava feliz naquela altura. Minha vida tinha acabado. A graça que eu via naquilo tudo, não existia mais.

Ainda bem que meu fim estava próximo. Estávamos chegando na estação final. Bernardo também ia descer nela, mas como tudo tinha perdio o sentido para mim, não nos falamos mais. Tia Bernadete já tinha ido embora em alguma estação sem eu nem ver e Osaías, o nojentão? Não quis nem olhar pros lados para ver onde ele estava.

As portas se abriram. A voz da moça do metrô anuncia: “Estação final, Vila Madalena. Favor desembarcar nesta estação”.  Todos nós já estávamos esgotados. Parecia que nossas vidas tinham mesmo acabado ali. Aquela viagem de metrô não fazia mais o menor sentido e tudo que queríamos era chegar em casa, sãos e salvos.

Foi o que fizemos. Descemos do vagão, subimos as escadas rolantes em silêncio, atravessamos a catraca e finalizamos nossa vida juntos, sem trocar olhares. A história tinha acabado ali, para no dia seguinte, dar lugar a outra que começaria. Novos amores breves de metrô. Novas amizades, afetos e até mesmo desgostos. Tudo muito breve mas não menos real. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. E andar de metrô é igual.

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Flerte no Elevador [Parte 2]

Alguém aí lembra do meu vizinho bonitão do 8º andar? Aquele com quem eu flertava no elevador? Aquele que usava terno e gravata, era lindo, educado e gentil? Aquele pra quem eu fiz um cartãozinho e entreguei através do porteiro? Então…

Muita gente, desde que leu os posts relacionados a ele, vem me pedir para continuar a história e eu nunca continuava pq simplesmente não tinha continuação. Na verdade, eu até encontrava ele às vezes mas nada acontecia, ele apenas era educado, lindo como sempre e normalmente a gente sempre se encontrava em dias péssimos do tipo: “acordei, me olhei no espelho e sou a pessoa mais feia do mundo”, sabe? Confesso que inúmeras vezes deixei o elevador passar direto pelo meu andar quando via que estava descendo pra, no caso de ser ele, a gente não se encontrar.

Passei um tempão sem vê-lo e ontem, subindo uma das ruas perto de casa, olho pro outro lado da calçada e vejo um bonitão de terno [sim, eu ainda morro de fetiches por homens de terno] e, observando melhor, notei que era o bonitão do 8º andar. Apressei o passo, tirei os fones de ouvido, comecei a arrumar o cabelo e rezei pra ele não olhar pra trás e me ver, toda desengonçada me arrumando.

Chegando no prédio, ele abriu o portão e só me viu quando ia fechar. Disse: “Opa! Oi Rê, tudo bem? Quanto tempo né?” Entramos no prédio, e chegando  no elevador, ele abriu a porta pra mim [claro] e entramos. Ele estava muito simpático. Dava pra sentir que ele estava feliz em me ver. Eu dei uma travada e ele resolveu perguntar: “Mas e ai Rê, como andam as coisas no trabalho?” Gente…Ele me chama de Rê! Tem coisa mais fofa? Eu falei que tudo bem e logo cortei falando que o vizinho lá de cima me contou que ele o ensinou a dar nó na gravata e eu tinha achado bonitinho. Ele, um pouco tímido, deu uma risadinha e explicou que como trabalhava em banco [boooring…] e dava o nó na gravata todo dia, já estava super acostumado. Infelizmente, como moro no 3º andar, meu andar chegou e eu fui saindo.

– Ah…Então tá, tchau né..

Ele deu um tchau sorrindo e eu fui embora. Dessa vez, notei que ele estava bem diferente que das outras. Ele me olhava nos olhos, me dava muita atenção…Parecia até que tava me dando bola mas eu pensei: “Ah…Como eu pago um pauzão pra ele, devo estar imaginando coisas né? Mesmo pq, o vizinho lá de cima me contou que ele tem namorada…” [PASMEM! Ele não é gay, porém namora].

Esse encontrinho foi o suficiente pra garantir meu bom humor na semana inteira. Daí hoje, resolvi esperar ele sair do metrô [meio escondida] pra gente se encontrar e conversar de novo. Sentei no banquinho da farmácia, era mais ou menos o mesmo horário de ontem, e fiquei esperando por ele. Confesso que fiquei lá uns 15 minutos e pensei: “Ai, como sou boba né? Pareço criança. Eu vou é embora pra casa!”. No caminho, no mesmo lugar que encontrei ele ontem, adivinham quem eu vejo? O PAI dele. hahaha Juro, foi muito azar e muita coincidência ao mesmo tempo. Eu fui até meu prédio, com passos de tartaruga, pra ele me alcançar caso estivesse chegando.
Foi totalmente falida a minha tentativa de encontrá-lo. Peguei o elevador, cheguei em casa, coloquei a bolsa na cama e sei-lá-pq-diabos resolvi descer. Só podia ser instinto do coração! Eu pensei: “Vou descer, falar qualquer coisa com o porteiro, ir até a esquina e voltar” tipo uma última chance.

Cheguei no térreo, abri a porta do elevador e QUEM ESTAVA ENTRANDO? Sim! Ele! O vizinho bonitão! Meu coração foi pra boca e ele, já abrindo um sorriso falou: “Vai subir Rê?” – OI? eu tinha acabdo de descer? – hahaha mas daí respondi: “Vou. Peraí! […] ah, não, pode subir vai…” eu pensei que daria muito na cara se subisse com ele. Daí ele falou: “Não, eu te espero!” [nessa hora minha cabeça tava a mil tentando arranjar uma pergunta idiota e rápida pra fazer pro porteiro e pegar logo o elevador] Olhei pra cara do porteiro e ele me olhou com cara de interogação. Eu gaguejei:

– Ai…não tenho nada pra te falar.

– ???????????

– É…Meu irmão saiu que horas mesmo?

– …umas 4 e pouco. [detalhe, ele tinha me dito isso ha 2 minutos qdo eu subi pela 1ª vez…Será que ele entendeu tudo? hahaha fora que era o mesmo que eu tinha pedido pra entregar o cartão naquela vez!]

Vi uma mulher chegando no portão e corri pro elevador. Ele segurou a porta pra mim, mas não esperou a mulher. Logo vi que era pra ficar sozinho comigo, afinal, educado como ele é, esperaria a mulher né? Daí fomos conversandinho nem-me-lembro-o-que no elevador e rapidamente chegou no meu andar. O assunto ainda não tinha acabado e eu fiquei conversando com ele na porta. Enquanto ele falava algo sobre os horários dele ou como ele ia pro trabalho eu disse: “Ai, tem uma  moça lá em baixo esperando o elevador, melhor não prender a porta….” [não me chamem de idiota mas coitada da mulher…] Ele então, num movimento rápido, saiu do elevador e logo me vi com ele, sozinha no hall do meu apartamento.

Ele saiu do elevador só pra conversar mais comigo! Dava pra notar que os dois estavam meio sem jeito e com a maior vontade de conversar mais. O assunto na verdade nem importava, afinal, estávamos juntos. [hahaha só pra romantizar um tico]. Mas depois de falar sobre trabalho, ônibus, metrô, descobrir que trabalhamos perto e ele me oferecer carona pro trabalho todo dia quando pegasse o carro novo, eu falei assim pra ele:

– Você lembra o cartãozinho que eu te dei?

– Lembro sim, claro! Guardo ele até hoje!

– Ounnn..Então, é que nem tive oportunidade de explicar o pq eu fiz..Você sabe pq eu fiz?

– Ah, foi por causa daquele dia do elevador né?

– É..É que aquele dia você tava mó simpático comigo e eu tava super de mau humor e no final da conversa perguntei se vc acordava de bom humor e vc ficou meio sem jeito..Afinal, que pergunta foi aquela né? Daí fiquei com peso e resolvi te fazer aquele cartãozinho 🙂

– Po, eu adorei! hahaha você trabalha num lugar que faz isso né? Nossa eu acho um máximo essas coisas, eu adoooro! [ele realmente mostrou uma empolgação fora do normal]

Eu imitei ele falando adoooro e ri da cara dele. Ele comentou da luz do hall que estava meio desajustada pq ficava apagando toda hora. Nós rimos. Estava na cara que ele inventava assuntos aleatórios só pra continuar falando comigo alí no hall.

O elevador chegou de volta. Eu disse um tchau já meio que indo embora e ele estendeu o braço, pegando no meu ombro, pra me dar um beijo no rosto. Eu puis a mão na cintura dele, toquei naquele lindo terno e retribui o beijo no rosto dando boa noite.

Abri a porta da minha casa. Entrei. Fechei. E só não dei um grito de alegria pq ele ouviria do elevador. Só sei que fiquei com as pernas trêmulas. Me senti como uma menininha que tem seu 1º amor na escola e ele diz “oi” pra ela pela primeira vez 🙂

Estou pensando em fazer um cartãozinho pra ele e entregar num dia conveniente dizendo: “Queria que nosso prédio tivesse cem andares e a gente morasse nos últimos.”

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O Começo de um e Outro

Sempre tive vontade de fazer um blog para traduzir em palavras alguns pensamentos que eu acho que só se passam pela minha cabeça. [ou não] Mas vamos lá.

Hoje, depois da facul, voltei pra casa de metrô.
Chegando na plataforma, reparei que 3 pessoas que estavam ao meu lado ouviam música com um fone de ouvido e mal se olhavam.Daí, um desses 3, por ter um jeitinho mais descolado me fez pensar algo que geralmente penso: o que será que ele está ouvindo nesse fone?

Tive a idéia de pegar um papel na bolsa, sentar do lado dele e ‘conversar’ mas sem parecer invasiva. A porta do metrô parou bem na minha frente. Esperei ele entrar e o segui até o banco.
Assim que sentamos, eu já estava com papel e caneta na mão [um papel que por sinal era uma nota fiscal que tinha perdida na minha bolsa.]. Daí, antes de eu terminar de escrever, vi que o cara pegou um caderninho e um lápis vermelho e começou a desenhar. Nossa, que legal, ele realmente tinha a ver comigo – pensei. Escrevi o bilhetinho e dei pra ele, assim, sem olhar nos olhos – para não se tornar algo muito íntimo. Ele olhou e pegou logo em seguida meio instigado. Entendendo minha proposta, conversamos:

(clique na imagem para ampliá-la)

Terminamos antes da estação Sumaré. Mas acho que pela falta de contato visual durante a conversa, não ficou uma situação constrangedora. Ele continuou fazendo seus desenhos no caderninho com seu lápis vermelho e eu peguei um papelzinho cheio de graxa que tinha usado para limpar minha bolsa um dia e continuei o desenho que já tinha começado nele…

Quando chegou na estação que ele ia descer, eu me afastei pro lado para ele sair, e saindo, ele disse: Tchau [com um sorriso]. Eu fiz o mesmo.
Uma breve amizade, simpática e acolhedora que durou mais ou menos uns 15 minutos e acabou assim, em segundos – pra nunca mais voltar.

Fim.

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