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Achados e Perdidos

É engraçado o que podemos achar se andarmos atentos ao chão. Eu sempre ando nas calçadas de olho em qualquer papelzinho miúdo que possa conter informações escritas por outra pessoa. Adoro bilhetes! Adoro pessoas e as histórias que elas vivem.

Dessa vez o achado não foi um bilhete, e sim, algo talvez tanto quanto ou mais interessante que um bilhete: uma foto 3×4. Quando achei, ela estava virada de cabeça para baixo e eu dei um chutinho para tentar virá-la sem ter que pegar com a mão. Nisso, ela deu uma raspadinha no chão e riscou toda. Se não fosse o chutinho teria a foto novinha em mãos.

Como sempre analiso os bilhetes que encontro, resolvi analisar essa foto também. O cara da foto, para ser mais exata. Encontrei ela na Av. 9 de Julho numa segunda feira de manhã.

Será que é possível analisar a vida desse cara apenas olhando para sua foto 3×4? Vou me atrever a tentar. E se você reconhecer ele de algum lugar, me conte quem é! Imagina ele chegar até meu blog, ver a análise e virarmos amigos? Bom, espero que um dia ele veja isso.

Segue a lista de impressões que tive dele:

Ele deve ter um nome comum, tipo Rafael ou André e provavelmente está no auge de seus 20 e poucos anos. Gosto dos alargadores e da cor de sua blusa, isso mostra que ele é meio alternativo e deve gostar de boa música. Imagino que ele deva ser um cara divertido, daqueles que é legal ser amigo, sabe? Deve tocar algum instrumento, provavelmente tinha uma bandinha quando era mais novo e hoje em dia trabalha com algo relacionado a design ou música. Se não for isso, com certeza ta dentro da área de humanas.

Se ele não tiver uma namorada, deve ter uma garota. Uma garota que talvez nem goste dele, mas que ele gosta faz um tempo. No fim das contas, ele não vai ficar com ela. Ele vai acabar achando uma garota mais legal e divertida, que tem tudo a ver com ele e eles vão se dar muito bem juntos.

Ele seria o tipo de amigo que eu chamaria para tomar uma cervejinha gelada no boteco da esquina. Não tem cara de quem é metido e gosta de lugares caros. Também não é o tipo de cara super extrovertido que curte tirar fotos e falar com todo mundo.

Aliás, não acho que ele tenha gostado do resultado da sua foto 3×4, afinal… Quem gosta? Fora que ele deve ter uma pitadinha de avoado para ter perdido essa foto e assim ela chegar até mim. A última coisa que fiquei pensando é que ele é o tipo de cara que acha um saco fazer a barba. Não que ele fique parecendo um mendigo, mas ele só faz a barba quando necessário para continuar um pouquinho aceitável para a sociedade.

E aí, o que acharam? Queria que cada um de vocês fizesse sua análise sobre o cara aí nos comentários do blog 😉

Update: a Gabriela deixou um comentário nesse post que funcionou como a cerejinha do bolo. Ela disse que ele usa o tênis Mad Rats, que é o mesmo que eu uso e eu acho que é a cara dele! Sabia que o post ficaria incompleto se eu não disesse o tênis que ele usa, afinal, tênis dizem muito sobre as pessoas. Então, ta aí. Nosso amigo da foto 3×4 usa Mad Rats!

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Sexo e Relacionamentos por Rebiscoito

Essa semana foi publicada uma entrevista que dei ao Casal Sem Vergonha. Eles tem um canal bem bacana no YouTube, onde falam, basicamente, sobre sexo e relacionamentos. O legal é que os dois tem uma visão bem diferente e aberta sobre o assunto, e eu adoro ver as pessoas falando sobre relacionamentos e entender como cada um encara diferentes situações. Em determinados pontos, ao ouvir opiniões diferentes, sou bem aberta a rever meus conceitos e talvez mudar de opinião. Vocês também são assim?

Bom, como a entrevista ficou bem legal, achei que valeria fazer um post. A gente gravou bastante coisa, eu abri minha vida falando tudo o que pensava sobre sexo, namoro, flertes, traição e outras coisitas mais. Na edição final, foram cortadas algumas partes mais explícitas  (UI!), levando em consideração que até meu pai lê meu blog – pois é gente, fiquei sabendo disso esses dias! – e acho que ele não precisa saber de certas coisas. Beijos pai! ♥

Depois de verem o vídeo, quero muito ler os comentários de vocês para saber o que acharam. Será que nossas opiniões são parecidas? Será que vocês discordam totalmente de algo que eu falei? Será que eu consegui fazer alguém rever seus conceitos e, talvez, mudar de opinião? Espero que vocês se abram nos comentários, assim como fiz no vídeo. E também espero que gostem 🙂

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5 Etapas para Curar um Coração Partido

Primeiramente, queria que todos soubessem que esse post foi escrito por alguém que já teve, acabou de ter e ainda terá muitas vezes, um coração partido. Sim! Eu achei um cara legal. No meio daquela solidão toda, finalmente, depois de conversas, beijos, carinhos, brigas e reconciliações, eu achei um cara legal que me fazia sentir especial. Depois de tanto procurar, quebrar a cara, sofrer e chorar, eu finalmente achei um cara legal. Ou pelo menos era isso que eu pensava.

O cara era um bosta, como todos os outros. Não entendi o motivo, e nem sei se vou entender um dia, mas…Por que é tão difícil ouvir um “não” sincero, de um homem? Qual é a dificuldade em dizer: “Olha, eu nem estou tão afim de você assim, por isso, não espere nada e nem faça nada por mim, pois eu não vou corresponder.”. É sexo que eles querem? Querem nos fazer sentir únicas pra conseguir sexo? Nunca vou saber. Mas também não acho que devo me trancar a 7 chaves, só para descobrir isso. A gente tem que deixar rolar, de acordo com nossa vontade, e principalmente: saber a hora de parar.

Essa é a primeira etapa do processo de cura de um coração partido:

Este blog mudou de endereço. Para continuar lendo esse post, acesse: 5 Etapas para Curar um Coração Partido,

 

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Mais um final feliz! [Beijo na Faria Lima]

Quando as pessoas vinham me dizer que minha vida parecia um seriado, eu pensava: “Até parece”….Mas gente, QUANDO eu ia imaginar que ia criar um blog, viver paixões platônicas e totalmente impossíveis mas que no final, SE TORNARIAM REALIDADE?

Juro que nunca imaginei, como já havia dito aqui, que a história do Flerte no Elevador daria certo e deu. A história do cara do Beijo na Faria Lima então, já tinha desistido faz tempo, mas parece que deus quer que minha vida dê certo. Como um amigo meu falou, talvez eu viva uma vida meio Show de Truman e não saiba.

Hoje, me deu uma descarga de energia e eu, em pleno resfriado e na terça feira, resolvi ir numa balada mega open bar gigante no Jockey Club, a convite de um amigo twitteiro que é dj. Era aniversário de uma ‘balada de playboy’ e seria uma big festa. Cheguei lá, peguei umas bebidinhas, e fiquei na minha (afinal, só tinham loiras peitudads e gostosas, eu era a única mais estranha da balada) e fiquei aproveitando do meu jeito. Eis que eu vejo, de longe, um cara que me lembrava o cara do beijo na Faria Lima. Pensei: “Nossa, essa balada é bem a cara dele, imagina eu encontro ele aqui?” hahaha Mas claro, nem era ele. Seria algo meio impossível de acontecer.

Ah, só pra atualizar vocês da história, depois do dia em que nos conhecemos, fiz de tudo pra achar ele ‘na vida’, já que paramos de nos cruzar na Faria Lima pra ele me dar o tão esperado beijo. Fiz que fiz, que consegui achar o orkut dele, descobrir o nome certinho pra poder deixar um bilhete pra ele no prédio em que ele trabalhava. Alguns amigos meus, trabalhavam junto com ele no mesmo andar (mas não o conheciam) e me ajudaram e descobrir o ramal preu poder deixar o bilhete na portaria pra ele. No bilhete, escrevi algo assim: “Já que não nos encontramos mais na Faria Lima pra você me dar um beijo, te mando este beijo de papel. Serve?” (atrás coloquei meu msn e coloquei num envelope junto com um origami de boca, como se fosse ‘o beijo de papel’)

Ele, claro, me adicionou no msn. Nos falamos algumas vezes, ele super me deu bola, mas era algo meio fraco, sabe? Sempre eu que ia falar com ele, cheguei até a chamar pra tomarmos uma cerveja depois do expediente mas acabou não rolando e eu, como não curto muito ficar correndo atrás de homem, desisti. Ele tava sempre ali no meu msn mas eu não ia falar com ele nem ele vinha falar comigo. Fim.

Daí hoje, depois de muito tempo, numa festa totalmente fora do meu estilo, eis que eu vejo um cara alto, magro, de camisa listradinha, meio socialzinho e lindo, bem do jeito que eu me lembrava. Era ele! Era o cara do beijo na Faria Lima e eu não podia acreditar! Até peguei o celular do meu amigo, pra contar em tempo real, no Twitter, o que estava acontecendo: Veja a twittada aqui.

Fiquei mole, meu corpo tremeu…Eu nem podia acreditar que ele estava lá! Tentei dar umas olhadinhas, ver se ele estava acompanhado e aparentemente, não estava. Beleza, fiquei na minha, tava no começo da festa ainda e eu fui pegar outra bebida. Sempre atenta pra ver onde ele estava (pq a balada era enorme) até que chegou uma hora que vi ele meio sozinho e CRAW! Brinks, hahaha não ataquei. Só fui andando dançandinho em direção a ele como quem diz: “Vocêêêêê!”

Sim, falei exatamente isso. Como assim ele estava naquela festa, na mesma festa que eu? hahaha Ele me recebeu super bem, deu um abraço gostoso e falamos como cada um tinha chegado na festa. Eu contei que nem acreditava que ele estava ali, e ele também. Enquanto nos falávamos, ele mantinha a mão na minha cintura meio que me aproximando bem dele. Imagina que delícia? Tem coisa mais gostosa do que esse pré beijo? Tava na cara que ia rolar, já logo no começo. E depois de um tempinho, no meio da conversa, ele falou algo do tipo: “Acho que ta na hora de fazer uma coisa que eu deveria ter feito ha muuuuito tempo.”

…daí veio o tão esperado beijo! Não foi na Faria Lima. Ele não estava de terno. Mas quando paramos de beijar, depois de muito tempo, ele disse: “Nossa, se eu soubesse que era tão bom assim teria feito isso muito antes!” (tipo esses xavequinhos manjados mas que na hora são a melhor coisa de se ouvir sabe?) E gente, preciso falar…Que beijo gostoso! Que pegada! Não foi nada super sexual e/ou pegação total. Foi um beijo lento, aproveitado. As mãos passavam no corpo um do outro de um jeito bom, e totalmente com respeito. Ele não era aquele tipo de cara que chega querendo arrancar pedaços da minha bunda, logo de cara.

Enfim…Ficamos um tempinho mais na festa, ele me disse que os amigos dele tinham ‘ido pra guerra’ e ele teve preguiça, por isso estava sozinho quando eu o encontrei. (Ir pra guerra = pegar mulher, e ele tava com preguiça! Tem coisa mais fofa que isso?)

Daí, depois de um tempinho ele disse que tava afim de ir embora e perguntou se eu não queria ir com ele. Eu lá, toda sozinha e abandonada na festa, com o dinheiro do taxi no bolso pensei: “Hummm, caroninha até em casa? Mas certeza que ele vai querer transar. E agora? Claro que eu não vou. Mas seria uma boa ir embora agora já que ta meio cedo e amanhã tenho que acordar super de manhãzinha pro trabalho né?”

Pensei..Pensei…Disse que não, me fiz de indecisa (mimimi) e então disse: “Ta, eu vou embora com vc mas nada de sexo, ok?” Ele riu e falou: “Hahaha você é demais! É bem mais fácil quando as mulheres são assim, falam o o que querem e não ficam de mimimi.” Eu disse que também morria de preguiça de mimimi e nós fomos embora.

Ele me trouxe até em casa, todo bonitinho e pegou meu telefone. Disse que foi um máximo o bilhetinho que eu tinha dado, e que ele gostou muito mais de ter sido dessa forma que foi. Disse que queria mesmo que fosse natural, não que a gente marcasse de saír pra se pegar (e isso foi algo que eu comentei um dia com ele no msn, mas não via outro jeito pq achei que nunca fossemos nos encontrar de novo. E cá entre nós, as chances eram mínimas né?)

Agora estou indo dormir feliz e só tenho uma coisa a dizer: obrigada deus!!! hahahaha

Não sei se ele vai me ligar, se isso vai pra frente ou vai acabar por aqui mas…Se acabar por aqui, já to satisfeita. Foi mais um final feliz preu contar pra vocês aqui no blog, e mais uma vitória na minha vida de amores platônicos que viram reais.

ps. ainda em tempo, já é de manhã. Acabo de chegar no trabalho e adivinha quem eu encontrei na Faria Lima? Sim, ele! Só pq nos beijamos ontem, o destino fez o favor de nos unir novamente. hahahaha mas que merda, tava mó mulamba e cansada, nem me arrumei direito pra vir pro trabalho pq dormi pouco. Ele tava com uma carinha linda. Demos um beijo-meio-abraço e falamos coisas do tipo “e aí, dormiu bem?” hahaha foi um tanto quanto constrangedor. Mas…Ta valendo!

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Flerte no Elevador [Parte 4]

Gente, to passada! Fiquei até mais tarde no trabalho hoje e quando cheguei tava afim de papear, fiquei conversando horas com o Edeilson, meu porteiro…Sabe o que descobri?

Que depois deu ter dado o cartãozinho pro meu vizinho bonitão [vide o 2º capítulo do Flerte no Elevador] ele deixou um bilhetinho pra mim na portaria e NÃO ME ENTREGARAM! Pelo jeito, o bilhete foi perdido, esquecido e jogado no lixo em alguma outra dimensão do universo! 😦

O Edeilson não leu o bilhete. Mentira! Ele leu sim, e enquanto eu escrevia esse post, acho que ele sentiu peso na consciência e me interfonou contando toda a verdade! O bonitão, no dia seguinte, perguntou quem tinha deixado aquele cartão e falou: “Poxa, mas ela não deixou nenhum telefone nem nada preu agradecer? Vou deixar um bilhete pra ela.” Ele subiu até seu apartamento e voltou com um bilhetinho pra mim escrito: “Oi Re, adorei seu cartão, me liga pra eu poder te agradecer: xxxx-xxxx”

Aaaaaaaaaah! Ele me deixou o telefone dele! E ninguém me entregou! Eu aqui achando que ele tinha ignorado meu lindo cartão, até fiquei brava pq ele nem se deu ao trabalho de deixar um mísero bilhete agradecendo mas poxa! Ele deixou. Com o telefone! No final, ficou parecendo que a desinteressada da história toda era eu!

Escrevi outro bilhete, que dessa vez me certifiquei com o Edeilson que será mesmo estregue, dizendo: “Du, fiquei sabendo que há anos atrás quando te dei aquele cartão, você deixou um bilhete pra mim na portaria mas não me entregaram. Fiquei com o coração partido e achei que você nem tinha ligado. O que você dizia no bilhete? Um beijo, Re.”

Antes do Edeilson ter me contado o que havia no bilhete, eu já tinha criado mil hipóteses do que poderia estar escrito nele né..Desde “Oi Re, adorei o cartão que você me deu, beijos Edu” até um “Re, amei seu cartão, eu também adoro pessoas que acordam de bom humor. Que tal um vinho hoje a noite?! Te espero, todo seu, Du.” [hahahaha brinks] Mas acho que o bilhete dele foi um misto dos 2. Ele meio que agradeceu e passou o telefone. Hãn? Hãn?

Bom, só quis atualizar vocês das novidades. Ah, outra coisa: ele ta de carro novo. Um carrão importado que de acordo com a minha mãe é carro de coroa ricão. Aliás, minha mãe disse que eu devo investir mais nele já que ele ta com essa bola toda. Vê se pode? Hahaha…Enquanto eu conversava com o Edeilson, ouvi um “E ai Re! Tudo bem?” …era ele saindo do elevador e indo pra academia. Só demos oi de longe pq ele desceu pra garagem. Vestia uma regata e um shortinhos. Ok, a roupa não era assim aquele charme mas ó…Ele tem um corpitcho que ôôô lá em caaasa viu!

Edeilson me disse que dessa vez ele mesmo vai entregar o bilhete, já que da última vez ele deixou lá em cima com o meu nome e ninguém nem tchum! Agora, é só esperar o próximo capítulo!

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Beijo na Faria Lima

A Brigadeiro Faria Lima [importante avenida de São Paulo, pra quem não sabe] é uma coisinha de deus né? Cada vez que a atravesso, me apaixono. É assim, uma paixão a cada farol. É o paraíso dos caras bonitos de terno e gravata que me matam do coração. Eles são cheirosos, bonitos, elegantes, trabalhadores…Ainda bem que eu trabalho na Rebouças e todo santo dia sou obrigada a atravessar essas ruas comerciais cheias de executivinhos.

Pois bem. É uma rotina. E nas rotinas, muitas vezes estão presentes as mesmas pessoas. Mesmos horários, mesmos trajetos…Enfim, esse bla bla bla todo da vida cotidiana. Já conheço muitos rostinhos que passam pelo mesmo caminho que eu e cruzam a minha vida todos os dias. Eles fazem parte dela.

Ontem, um amigo me chamou pruma festa meio vip, e lá eu avistei um rostinho conhecido. Sim, era ele! Um dos bonitos que atravessa a Faria Lima cruzando comigo e fazendo do meu dia um pouquinho mais feliz Festa vai, vodka vem..Já tinha reparado que ele sabia quem eu era. Assim que comentei com meu amigo sobre ele, ele também estava falando pros amigos dele sobre mim. Eba! Já que ele me reconheceu, era a brecha pra ir lá puxar assunto. Claro né, EU teria que ir falar com ele pq apesar de não estar acompanhado, todo homem é muito mole e com ele não foi diferente.

Depois de um tempo observando o que ele fazia e qual era o melhor momento para abordá-lo, peguei e fui. Ele sabia exatamente de onde eu era e falou que todos os dias de manhã atravessava a rua comigo. Legal né? Confesso que eu mesma demorei um tico pra lembrar de onde nos ‘conhecíamos’.

Conversamos bastante, ele era super legal. Eu contei da minha paixonite por pessoas desconhecidas, contei que ele  super fazia parte da minha vida e que adorava caras de terno e gravata. [pena que ele não usava]

Então, ele disse que um dia iria de terno e gravata pro trabalho, e bem no momento em que a gente estivesse atravessando a Faria Lima, ele me daria um beijo. Tipo de filme sabe? Como se os 2 se apaixonassem perdidamente na troca das luzes do farol, se beijassem arrebatadoramente no meio da rua e fossem embora, cada um pro seu lado, pro seu trabalho, pra sua vida.

Fim. Ficou combinado assim. Não nos beijamos na festa. Não rolou carinhos nem nada disso. Só esse combinado. Ele vai realizar meu sonho de beijar um cara bonito e desconhecido na rua, de terno e gravata, indo trabalhar. [O terno seria só um detalhe, tipo a cerejinha do bolo. Mas se ele estiver sem, tudo bem. Vai ser legal mesmo assim.]

Agora é só esperar.

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Aconteceu com a prima da tia de uma amiga minha…

Expo Casal

Era uma exposição de arte. Ela se chamava Helena e ele se chamava Victor. Os 2 não se conheciam, mas ambos gostavam de arte e estavam solteiros. Não que isso importasse; nenhum dos dois estava a procura de um par. Apenas estavam curtindo uma exposição de arte – assunto que os interessava muito – tomando um vinho e admirando a criatividade alheia. A exposição era composta por várias baias que formavam ambientes próprios. Cada ambiente condizia com um estilo artístico. Entrar em um era totalmente diferente de entrar em outro. E assim, cada um ia vivendo e interpretando a exposição da sua maneira.

Os curadores da exposição, como sendo muito bons curadores, souberam escolher a música certa para a hora certa. Sabe quando você está assistindo a uma exposição de arte, e na verdade nem entende nada, mas faz uma pose com a taça de vinho na mão, como se fosse o maior crítico artístico do mundo? Sim, esse era o clima…Mas na real, não era a realidade de Helena e Victor.

Os dois realmente gostavam de arte e estavam lá para admirar os trabalhos. Cruzar olhares, definitivamente não era o objetivo deles. Muito menos cruzar olhares e ter um interesse posterior. Mas, como sempre acontece com seres humanos normais, eles cruzaram olhares e realmente se repararam. Quem é aquela menina de cabelos curtos e morenos, magra e sensual totalmente despreocupada com a vida? E quem é esse cara culto e interessante, olhando as obras com a maior atenção do mundo? Sim. Os 2 estavam alí e pareciam pessoas muito interessantes.

Depois de se repararem, a exposição de arte perdeu totalmente o sentido. As obras não eram bonitas nem instigantes. Eram apenas quadros colados em baias toalmente sem sentido. A única coisa que importava era: pra onde foi aquel olhar? O que ele sugere, e pra onde está apontando? Será que me viu ou foi só impressão minha?

Claro. Tudo era muito sutil. Os dois disfarçavam absurdamente bem, mas ao mesmo tempo, sabiam exatamente o que estava rolando ali. O que? exposição de arte? Quero mesmo saber onde aquela pessoa está. Quero chegar perto dela, dizer alguma coisa bem culta e fingir que aquilo tudo está realmente fazendo o maior sentido e o que realmente importa é o conceito da obra. Quero que ela me admire.

Opa! Finalmente nos encontramos; um ao lado do outro, como se simplesmente o destino nos tivesse juntado. A vontade de dizer coisas idiotas estava lá, na verdade qualquer coisa que fosse dita seria idiota mas um dos dois teria que começar um assunto, já que se não começasem, seria uma oportunidade perdida pra sempre.

Então, ela pega e diz: “Bonita esta estampa que ele usou, né?” [referindo-se e olhando diretamente ao quadro bem em frente à eles]. Ele responde um simples “Sim”, olhando nos olhos dela, como se nunca tivessem se visto na antes…

Mas bem no instante em que se olham, os dois sabem que a conversa é apenas um pretexto para se aproximarem, e que qualquer prolongamento do assunto acabaria em algo totalmenter broxante. Então, assim que Helena diz: “bonita essa estampa” e Victor responde “sim” sem nem ouvir direito o que ela disse, os dois se beijam loucamente como se já se conhecessem e esperassem por esse momento a vida toda! Era a famosa química agindo, sem nem pedir licença!

O beijo dura por longos minutos, e é realmente bem quente e íntimo…Mas…

E depois do beijo? Como fica? Será que vale a pena dar uma risadinha? Continuar falando do quadro? Simplesmente virar as costas e continuar vendo a exposição?

Helena não quis me contar esta parte. Talvez por ser algo muito íntimo e pessoal. Então, eu deixo para a imaginação de cada um.

Eles podem ter continuado o beijo e caminhado para um lugar mais escondido, onde os desejos mais fortes os chamam e saciam-se alí mesmo, na escada de incêndio. Podem ter sido interrompidos por uma velha viúva, crítica de arte, que já chegou resmungando pois havia 2 pessoas ‘sendo felizes’ lá…Podem ter acabado o beijo, cuspido no chão com um ar de nojo e terem ido embora ou podem simplesmente ter terminado o beijo, dito: “eu te amo” e marcado a data do casamento. Você escolhe o final da história.

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