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Flerte no Elevador [Parte 3]

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Flerte no Elevador

Gosto de pessoas que acordam de bom humor

Flerte no Elevador [Parte 2]

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Flerte no Elevador [Parte 2]

Alguém aí lembra do meu vizinho bonitão do 8º andar? Aquele com quem eu flertava no elevador? Aquele que usava terno e gravata, era lindo, educado e gentil? Aquele pra quem eu fiz um cartãozinho e entreguei através do porteiro? Então…

Muita gente, desde que leu os posts relacionados a ele, vem me pedir para continuar a história e eu nunca continuava pq simplesmente não tinha continuação. Na verdade, eu até encontrava ele às vezes mas nada acontecia, ele apenas era educado, lindo como sempre e normalmente a gente sempre se encontrava em dias péssimos do tipo: “acordei, me olhei no espelho e sou a pessoa mais feia do mundo”, sabe? Confesso que inúmeras vezes deixei o elevador passar direto pelo meu andar quando via que estava descendo pra, no caso de ser ele, a gente não se encontrar.

Passei um tempão sem vê-lo e ontem, subindo uma das ruas perto de casa, olho pro outro lado da calçada e vejo um bonitão de terno [sim, eu ainda morro de fetiches por homens de terno] e, observando melhor, notei que era o bonitão do 8º andar. Apressei o passo, tirei os fones de ouvido, comecei a arrumar o cabelo e rezei pra ele não olhar pra trás e me ver, toda desengonçada me arrumando.

Chegando no prédio, ele abriu o portão e só me viu quando ia fechar. Disse: “Opa! Oi Rê, tudo bem? Quanto tempo né?” Entramos no prédio, e chegando  no elevador, ele abriu a porta pra mim [claro] e entramos. Ele estava muito simpático. Dava pra sentir que ele estava feliz em me ver. Eu dei uma travada e ele resolveu perguntar: “Mas e ai Rê, como andam as coisas no trabalho?” Gente…Ele me chama de Rê! Tem coisa mais fofa? Eu falei que tudo bem e logo cortei falando que o vizinho lá de cima me contou que ele o ensinou a dar nó na gravata e eu tinha achado bonitinho. Ele, um pouco tímido, deu uma risadinha e explicou que como trabalhava em banco [boooring…] e dava o nó na gravata todo dia, já estava super acostumado. Infelizmente, como moro no 3º andar, meu andar chegou e eu fui saindo.

– Ah…Então tá, tchau né..

Ele deu um tchau sorrindo e eu fui embora. Dessa vez, notei que ele estava bem diferente que das outras. Ele me olhava nos olhos, me dava muita atenção…Parecia até que tava me dando bola mas eu pensei: “Ah…Como eu pago um pauzão pra ele, devo estar imaginando coisas né? Mesmo pq, o vizinho lá de cima me contou que ele tem namorada…” [PASMEM! Ele não é gay, porém namora].

Esse encontrinho foi o suficiente pra garantir meu bom humor na semana inteira. Daí hoje, resolvi esperar ele sair do metrô [meio escondida] pra gente se encontrar e conversar de novo. Sentei no banquinho da farmácia, era mais ou menos o mesmo horário de ontem, e fiquei esperando por ele. Confesso que fiquei lá uns 15 minutos e pensei: “Ai, como sou boba né? Pareço criança. Eu vou é embora pra casa!”. No caminho, no mesmo lugar que encontrei ele ontem, adivinham quem eu vejo? O PAI dele. hahaha Juro, foi muito azar e muita coincidência ao mesmo tempo. Eu fui até meu prédio, com passos de tartaruga, pra ele me alcançar caso estivesse chegando.
Foi totalmente falida a minha tentativa de encontrá-lo. Peguei o elevador, cheguei em casa, coloquei a bolsa na cama e sei-lá-pq-diabos resolvi descer. Só podia ser instinto do coração! Eu pensei: “Vou descer, falar qualquer coisa com o porteiro, ir até a esquina e voltar” tipo uma última chance.

Cheguei no térreo, abri a porta do elevador e QUEM ESTAVA ENTRANDO? Sim! Ele! O vizinho bonitão! Meu coração foi pra boca e ele, já abrindo um sorriso falou: “Vai subir Rê?” – OI? eu tinha acabdo de descer? – hahaha mas daí respondi: “Vou. Peraí! […] ah, não, pode subir vai…” eu pensei que daria muito na cara se subisse com ele. Daí ele falou: “Não, eu te espero!” [nessa hora minha cabeça tava a mil tentando arranjar uma pergunta idiota e rápida pra fazer pro porteiro e pegar logo o elevador] Olhei pra cara do porteiro e ele me olhou com cara de interogação. Eu gaguejei:

– Ai…não tenho nada pra te falar.

– ???????????

– É…Meu irmão saiu que horas mesmo?

– …umas 4 e pouco. [detalhe, ele tinha me dito isso ha 2 minutos qdo eu subi pela 1ª vez…Será que ele entendeu tudo? hahaha fora que era o mesmo que eu tinha pedido pra entregar o cartão naquela vez!]

Vi uma mulher chegando no portão e corri pro elevador. Ele segurou a porta pra mim, mas não esperou a mulher. Logo vi que era pra ficar sozinho comigo, afinal, educado como ele é, esperaria a mulher né? Daí fomos conversandinho nem-me-lembro-o-que no elevador e rapidamente chegou no meu andar. O assunto ainda não tinha acabado e eu fiquei conversando com ele na porta. Enquanto ele falava algo sobre os horários dele ou como ele ia pro trabalho eu disse: “Ai, tem uma  moça lá em baixo esperando o elevador, melhor não prender a porta….” [não me chamem de idiota mas coitada da mulher…] Ele então, num movimento rápido, saiu do elevador e logo me vi com ele, sozinha no hall do meu apartamento.

Ele saiu do elevador só pra conversar mais comigo! Dava pra notar que os dois estavam meio sem jeito e com a maior vontade de conversar mais. O assunto na verdade nem importava, afinal, estávamos juntos. [hahaha só pra romantizar um tico]. Mas depois de falar sobre trabalho, ônibus, metrô, descobrir que trabalhamos perto e ele me oferecer carona pro trabalho todo dia quando pegasse o carro novo, eu falei assim pra ele:

– Você lembra o cartãozinho que eu te dei?

– Lembro sim, claro! Guardo ele até hoje!

– Ounnn..Então, é que nem tive oportunidade de explicar o pq eu fiz..Você sabe pq eu fiz?

– Ah, foi por causa daquele dia do elevador né?

– É..É que aquele dia você tava mó simpático comigo e eu tava super de mau humor e no final da conversa perguntei se vc acordava de bom humor e vc ficou meio sem jeito..Afinal, que pergunta foi aquela né? Daí fiquei com peso e resolvi te fazer aquele cartãozinho 🙂

– Po, eu adorei! hahaha você trabalha num lugar que faz isso né? Nossa eu acho um máximo essas coisas, eu adoooro! [ele realmente mostrou uma empolgação fora do normal]

Eu imitei ele falando adoooro e ri da cara dele. Ele comentou da luz do hall que estava meio desajustada pq ficava apagando toda hora. Nós rimos. Estava na cara que ele inventava assuntos aleatórios só pra continuar falando comigo alí no hall.

O elevador chegou de volta. Eu disse um tchau já meio que indo embora e ele estendeu o braço, pegando no meu ombro, pra me dar um beijo no rosto. Eu puis a mão na cintura dele, toquei naquele lindo terno e retribui o beijo no rosto dando boa noite.

Abri a porta da minha casa. Entrei. Fechei. E só não dei um grito de alegria pq ele ouviria do elevador. Só sei que fiquei com as pernas trêmulas. Me senti como uma menininha que tem seu 1º amor na escola e ele diz “oi” pra ela pela primeira vez 🙂

Estou pensando em fazer um cartãozinho pra ele e entregar num dia conveniente dizendo: “Queria que nosso prédio tivesse cem andares e a gente morasse nos últimos.”

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Aconteceu com a prima da tia de uma amiga minha…

Expo Casal

Era uma exposição de arte. Ela se chamava Helena e ele se chamava Victor. Os 2 não se conheciam, mas ambos gostavam de arte e estavam solteiros. Não que isso importasse; nenhum dos dois estava a procura de um par. Apenas estavam curtindo uma exposição de arte – assunto que os interessava muito – tomando um vinho e admirando a criatividade alheia. A exposição era composta por várias baias que formavam ambientes próprios. Cada ambiente condizia com um estilo artístico. Entrar em um era totalmente diferente de entrar em outro. E assim, cada um ia vivendo e interpretando a exposição da sua maneira.

Os curadores da exposição, como sendo muito bons curadores, souberam escolher a música certa para a hora certa. Sabe quando você está assistindo a uma exposição de arte, e na verdade nem entende nada, mas faz uma pose com a taça de vinho na mão, como se fosse o maior crítico artístico do mundo? Sim, esse era o clima…Mas na real, não era a realidade de Helena e Victor.

Os dois realmente gostavam de arte e estavam lá para admirar os trabalhos. Cruzar olhares, definitivamente não era o objetivo deles. Muito menos cruzar olhares e ter um interesse posterior. Mas, como sempre acontece com seres humanos normais, eles cruzaram olhares e realmente se repararam. Quem é aquela menina de cabelos curtos e morenos, magra e sensual totalmente despreocupada com a vida? E quem é esse cara culto e interessante, olhando as obras com a maior atenção do mundo? Sim. Os 2 estavam alí e pareciam pessoas muito interessantes.

Depois de se repararem, a exposição de arte perdeu totalmente o sentido. As obras não eram bonitas nem instigantes. Eram apenas quadros colados em baias toalmente sem sentido. A única coisa que importava era: pra onde foi aquel olhar? O que ele sugere, e pra onde está apontando? Será que me viu ou foi só impressão minha?

Claro. Tudo era muito sutil. Os dois disfarçavam absurdamente bem, mas ao mesmo tempo, sabiam exatamente o que estava rolando ali. O que? exposição de arte? Quero mesmo saber onde aquela pessoa está. Quero chegar perto dela, dizer alguma coisa bem culta e fingir que aquilo tudo está realmente fazendo o maior sentido e o que realmente importa é o conceito da obra. Quero que ela me admire.

Opa! Finalmente nos encontramos; um ao lado do outro, como se simplesmente o destino nos tivesse juntado. A vontade de dizer coisas idiotas estava lá, na verdade qualquer coisa que fosse dita seria idiota mas um dos dois teria que começar um assunto, já que se não começasem, seria uma oportunidade perdida pra sempre.

Então, ela pega e diz: “Bonita esta estampa que ele usou, né?” [referindo-se e olhando diretamente ao quadro bem em frente à eles]. Ele responde um simples “Sim”, olhando nos olhos dela, como se nunca tivessem se visto na antes…

Mas bem no instante em que se olham, os dois sabem que a conversa é apenas um pretexto para se aproximarem, e que qualquer prolongamento do assunto acabaria em algo totalmenter broxante. Então, assim que Helena diz: “bonita essa estampa” e Victor responde “sim” sem nem ouvir direito o que ela disse, os dois se beijam loucamente como se já se conhecessem e esperassem por esse momento a vida toda! Era a famosa química agindo, sem nem pedir licença!

O beijo dura por longos minutos, e é realmente bem quente e íntimo…Mas…

E depois do beijo? Como fica? Será que vale a pena dar uma risadinha? Continuar falando do quadro? Simplesmente virar as costas e continuar vendo a exposição?

Helena não quis me contar esta parte. Talvez por ser algo muito íntimo e pessoal. Então, eu deixo para a imaginação de cada um.

Eles podem ter continuado o beijo e caminhado para um lugar mais escondido, onde os desejos mais fortes os chamam e saciam-se alí mesmo, na escada de incêndio. Podem ter sido interrompidos por uma velha viúva, crítica de arte, que já chegou resmungando pois havia 2 pessoas ‘sendo felizes’ lá…Podem ter acabado o beijo, cuspido no chão com um ar de nojo e terem ido embora ou podem simplesmente ter terminado o beijo, dito: “eu te amo” e marcado a data do casamento. Você escolhe o final da história.

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