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Amores Breves de Metrô Podem Continuar

Todo mundo já teve um amor breve de metrô. Daqueles que a gente encontra no vagão, se apaixona brevemente, e logo se separa para nunca mais se ver. Eu mesma tenho vários, cada viagem de metrô é um amor diferente. Inclusive já escrevi um texto aqui no blog sobre isso, contando a história de uma viagem de metrô como se ela fosse uma vida inteira.

Há mais ou menos 2 dias atrás, estava de metrô voltando de um evento de Social Media e percebi que tinha um carinha me olhando. Ele era estilozinho, usava um casaco de couro, tinha os cabelos bagunçados e a barba por fazer. Uma graça. Mas eu estava um caco… Super cansada, acompanhada de várias pessoas que eu tinha conhecido no evento então tentei disfarçar. Não olhei muito pra ele mas o garoto era insistente. Olhava sem parar. E eu, só olhava quando ele não estava olhando.

Uma hora nossos olhares se cruzaram através do vidro do metrô. Ele olhava pra mim pelo reflexo e eu comecei a olhar também. Demos um sorriso, e assim ficou claro que os dois se gostaram.

Descemos na mesma estação. Ele pegou as escadas rolantes e eu fui pro outro lado. Era ali o momento em que a gente se separava para nunca mais se ver. Nos últimos olhares resolvi dar um sorriso e fazer um gesto com as mãos, como quem diz: “Então… é isso. Adeus.”

Confesso que tive uma esperancinha que ele me encontrasse do outro lado ou descesse a escada rolante de novo pra ir atrás de mim, mas ok, os caras nunca fazem isso e sonhar é bom.

Cheguei em casa, compartilhei com vocês no Twitter como sempre faço e fui dormir, exausta.

Dois dias depois, fui cortar o cabelo com meu amigo gay. Ele marcou horário pra todo mundo e fomos todos cortar o cabelo: eu, ele e o namorado dele. Depois de sair do salão, os 2 resolveram passar numa loja incrível ali do lado para comprar roupas. Assim que entramos na loja, adivinhem com quem eu dou de cara? Claro, o cara do metrô com quem eu tinha flertado há 2 dias atrás. Ele era vendedor da loja.

Nós dois nos olhamos e demos um sorriso envergonhado. Eu desacreditei que ele estava ali e não sabia onde enfiar a cara. Daí me escondi atrás do meu amigo dizendo:

– Ai, que vergonha, a gente flertou um com o outro no metrô.

Ele riu… Meus amigos riram… Mas eu e ele continuamos envergonhadinhos. Depois de um tempo na loja, enquanto meus amigos experimentavam as roupas, ele perguntou meu nome e nos apresentamos. Durante a conversa, rolava aqueles silêncios seguidos de um sorriso e um “…que engraçado a gente se encontrar né?”

Meus amigos super aprovaram ele. Disseram até que a gente formava um lindo casal. Ele me deu um papelzinho preu anotar meu telefone e agora vamos marcar de se ver algum dia, o que não vai ser difícil já que ele mora do lado da minha casa.

Agora eu me pergunto: Por que Deus? Por que eu fui a escolhida pra ter uma vida assim, cheia de surpresas e coincidências? Quem lê meu blog, sabe que essas coisas SEMPRE acontecem comigo. As pessoas que são pra ser, sempre voltam de alguma forma. Eu tenho mesmo muita sorte!

E pra você que gosta de ter amores breves no metrô: acredite! Eles podem dar certo de um jeito ou de outro. Seja com você dando um bilhete pra pessoa ou simplesmente deixando o destino unir vocês. Se não acontecer, é que não era pra ser.

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O Amigo da Placa Torta

Estava eu, linda e loira voltando da minha aula de teatro, quando chego na esquina do meu prédio e vejo que a placa, escrito Rua Cayowaá, está totalmente torta como se um carro tivesse batido nela. Eu, num ato totalmente falho, tento empurrá-la com o braço pra desentortá-la mas claro, com essa minha força de leão, não consegui nem que a placa se mexesse um tiquinho.

Quando vejo, tem um carinha vindo bem atrás de mim, e penso: “Ok, ele deve estar me achando uma idiota toda magrelinha, pensando que vou conseguir desentortar essa placa né?!” E como quando eu fico com vergonha eu falo, resolvi chegar pra ele e fazer uma piada pra quebrar o gelo e ser menos ridícula:

– Até parece que eu ia conseguir desentortar a placa com esse meu tamanho todo né?

Ele deu uma risada, aceitou bem a piada e eu completei: “Poxa, você que devia tentar desentortar, é bem mais fortinho do que eu…” (Falei isso pq ele tava de shorts e regata, como quem está voltando da academia e gosta de dar uma malhadinha). Daí, só pra não ficar aquela coisa de risadinha e fim, resolvi puxar um assunto perguntando se ele morava na rua Cayowaá mesmo e ele disse:

– Sim, moro aqui nesse prédio. (apontando pro prédio que estava bem na nossa frente)

– Ah…Legal..Em que andar você mora?

(tempinho pensando…) Moro no quinto…Não, não..No terceiro!

– Poxa, mas esse prédio tem tão poucos andares e você ainda tem que pensar? hahaha

– Hahaha pois é. E você?

– Eu moro nesse prédio aqui ao lado. (tem apenas uma casa separando o meu prédio e o dele)

– Ah..Achei que você também morava no meu. E qual é seu andar?

Daí começamos com esse papinho besta de falar o andar e pra onde dava a vista da nossa janela, se as nossas janelas se achavam e tal..Até que eu me toquei que tava engraçado e espontaneamente falei:

– Ai, olha esse nosso papo né? hahaha como a gente é simpático, engatamos uma conversa só por causa da placa torta…

Dai nós dois rimos e demos tchau, mas antes nos apresentamos. Disse a ele que me chamava Renata e ele disse que se chamava Danilo.

Assim que cheguei no meu apartamento, fui olhar na minha janela e realmente, não dava pra ver a janela dele pq tem uma parte lateral do prédio dele que fica bem na frente, maaas…Imaginei que da janela da minha mãe já desse pra ver.

Fui pro quarto da minha mãe, ascendi a luz, abri a janela e veio a surpresa!

Dava pra ver a janela dele. E, como se não bastasse, ele tava lá pendurado na janela tentando ver a minha! Tava pendurado mesmo, tentando saír da janela dele até que sua visão alcansasse a janela do meu quarto. Demos de cara um pro outro e eu falei:

– Hahahaha não acredito que você ta aí!

– Pois é, agora da pra gente conversar!

Eu dei muita risada e meio que fiquei com vergonha mas o engraçado foi que os dois, assim que botaram o pé em casa, foram se olhar na janela. Eu meio que dei boa noite rápido pq as pessoas do meu prédio poderiam ouvir a gente conversando e berrando, já que eram 23:30 da noite. Fora que tem meu vizinho vizinho bonitão que mora lá no 8º andar e dá pro mesmo lado que a gente…Pior é que agora to com mó vontade de ir lá bisbilhotar de novo!

Parece que eu tenho um fetiche por vizinhos né? hahaha Não é isso. O pior é que acho que ele nem faz meu estilo, nem achei ele bonito mas…Achei a história engraçada. Quem sabe um dia não deixo um bilhetinho pra ele lá na porta com o nome dele e ganho um novo amigo? Pois não trocamos e-mail, telefone nem nada e eu nunca tinha visto ele por aí. A única coisa que sei agora é que tem um cara simpático chamado Danilo aqui no prédio ao lado.

A questão é: como conhecer um cara assim do nada e ir atrás dele, mandar bilhetinho, sem fazer ele pensar que eu to dando mole? Afinal, todos os caras que a gente é legal de graça, acham que a gente ta dando em cima. Se fosse pra acontecer alguma coisa, só aconteceria depois da gente se conhecer se ele me fizesse gostar dele pq fisicamente ele não me surtiu nenhum efeito.

Oi, posso ser sua amiga de graça sem ter que te pegar? Obrigada 😉

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