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Sobre um Primeiro Encontro

Você gosta de Woody Allen? Pois tem uma cena de um dos filmes dele que, enquanto eu via, tive um insigh enorme e precisei escrever esse post. Como não ia parar o filme no meio só pra vir escrever no blog, resolvi gravar um vídeo e registrar meus pensamentos. (foi a maneira mais rápida que encontrei na hora)

Não tenho a intenção de começar um vlog nem nada, fora que não manjo bulhufas sobre como editar um vídeo, então ele ta com todos os erros e eu tô nem aí!

O nome do filme é Annie Hall e a tradução em português é Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. A cena se passa na rua, e os 2 estão caminhando até o restaurante que vão jantar quando Alvy Singer (Woody Allen) para no meio da calçada e anuncia que vai dar um beijo em Annie Hall (Diane Keaton). Ela, meio sem entender, pergunta o porquê daquilo do nada e ele explica que será mais fácil beijar antes invés de ter que passar por todo aquele tralalá na hora de dar “o tão esperado beijo”.

Eles acabam se beijando rapidinho e o romantismo todo é quebrado, mas eles tem a vantagem de conseguirem jantar tranquilamente sem ter aquela vontade louca de vomitar todas as malditas borboletas no estômago (que todo mundo adora quando sente, menos eu). Gente, é sério, vocês realmente gostam dessa ansiedade que sentem antes de um encontro? Eu odeio encontros marcados! Sinto vontade de vomitar a alma de tão nervosa que fico. Odeio quando chega essa hora do “tão esperado beijo” porque geralmente ele vem de um jeito bizarro e constrangedor, ou, quando a pessoa tenta aveludar o momento eu acho brega e quero morrer.

Enfim, assistam o vídeo com meus pensamentos sobre a cena com direito a erros de gravação e vergonha alheia. Já que eu não sei editar, errei palavras, o filme começou a tocar no meio e eu levei um susto enorme, gaguejei, fiz feio e ainda falei palavrão. Acho feio falar palavrão, só falo quando tô fora de controle.

E ah! Se você ainda não assistiu o filme, recomendo viu? É muito bom.

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O Homem Perfeito

Hoje tive um encontro. O domingo estava lindo, ensolarado e eu precisava muito comprar roupas pois tinha emagrecido e minhas calças estavam largas. Liguei pra ele. Fiz o tão temido convite: “Preciso comprar uma calça, vamos comigo na Zara?” – ele topou, fácil assim. Marcamos de nos encontrar no metrô e minha mãe nos deu carona. Rimos no carro fazendo piadas sobre situações cotidianas. Chegamos no shopping, minha mãe nos deu tchau, aprovando minha companhia.

O farol de pedestres está verde e ele diz: “Quer correr?” E eu respondo: “Sim!” – saímos correndo e conseguimos aproveitar todos os faróis abertos até chegarmos na porta do shopping, dando risada. Andamos no shopping, olhando as lojas, vendo as pessoas…Até que chegamos na Zara. Ele vai comigo, espera calmamente enquanto eu olho todas as calças da loja até conseguir me decidir qual delas eu vou experimentar. Entre uma arara e outra, fazemos piada com as roupas engraçadas. Ele fala preu pegar uma saia cheguei e fazer uma pose, para tirar uma foto.

Enquanto escolho as últimas calças, ele se oferece para segurar as que eu já escolhi. Chegando no provador, ele pergunta: “Você quer que eu veja e dê minha opinião ou…Posso ir ver a sessão masculina?” – muito bonitinho ele se importar com isso! Compro a calça e saímos da loja. Hum, que vontade de comer besteira! Corremos para o Mc Donald’s. Na hora de pagar, ele oferece seu VR e paga a conta. Comemos, damos risada, falamos sobre coisas da vida…

Daí resolvemos sair do shopping e andar pela Paulista. Chovia um pouco mas meu guarda-chuva dava conta do recado. Passamos no casarão onde tem cachorros e gatos para serem adotados, brincamos um pouquinho com eles…E decidimos ir ao cinema. Andamos até o Conjunto Nacional e vemos os filmes em cartaz no Cine Bombril. Hum, nada interessante. Atravessamos a rua para ver o cinema do Center 3 mas ai…Ta tendo feirinha e eu resolvo andar pra ver as roupas. Ele não reclama em momento algum e o passeio continua extremamente agradável. Depois de comprar uma blusa e passar em todos os cinemas da região, sem sucesso, vamos para o último: HSBC Belas Artes. Finalmente achamos um filme que os 2 queriam ver: “Amor sem Escalas”. Apesar do nomezinho de comédia romântica barata, ambos estavam afim de ir ao cinema, sem tanto compromisso com o filme. Eu compro a pipoca e entramos na sala.

Depois de assistir o filme, saímos do cinema já de noite e ele me leva até o metrô. No caminho, comentamos sobre o filme, conversamos sobre aleatoriedades e nos despedimos em frente a escada. Damos um beijo, um abraço e eu começo a descer as escadas. Quando estou no meio do caminho, ouço ele me chamando lá de cima:

“- Rê!”

(eu olho pra cima)

“- Adorei nosso dia hoje :)”

…eu dou um sorriso e digo:

“- Eu também adorei nosso dia hoje! Mas falando isso parecemos até um casal apaixonado, daqueles que ainda não podem dizer ‘eu te amo’ mas dizem coisas singelas para mostrarem o quanto estão felizes.”

Ele da risada, concorda e cada um segue seu rumo.

Não entendeu o final? Eu explico: O Homem Perfeito é, na verdade, meu melhor amigo gay.

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Faça uma Loucura!

Ps. Demorei muito pra decidir se colocava ou não esse post no ar. Ele tem mais a ver com a Renata do que com a Rebiscoito, mas achei que seria válido compartilhar essa experiência com vocês. Espero que gostem! Para entender a história desde o começo, leia esse post antes: Amor Virtual

Sempre tive alguns ‘bloqueios’ na minha cabeça, relacionados a princípios, que me faziam deixar de viver certas situações. Sou muito aberta pra falar de sexo mas ao mesmo tempo nunca fui de sair tendo experiências sexuais aleatórias. Gosto de falar, pesquisar, saber de coisas novas…Mas tudo que sentia vontade de fazer, guardava para fazer quando aparecesse alguém bacana. Não digo um namorado ou o amor da minha vida, mas sim uma pessoa especial. Alguém por quem eu me sentisse atraída, me sentisse bem e tivesse intimidade. Teria que ser alguém em quem eu confiasse.

Esse ano, algo diferente aconteceu. Apareceu uma pessoa incrível e a oportunidade estava ali, batendo na minha porta. Sabe quando fica o anjinho de um lado e o diabinho do outro? Eu estava literalmente surtando, sem saber o que fazer. Será que deixo acontecer e corro o risco de me sentir usada mal depois ou esqueço essa história e parto pra outra? Até que fui almoçar com um amigo, e contei sobre meu dilema pra ele. Foi a melhor coisa que fiz. Ele me mostrou que era tudo tão simples, que até me senti meio boba por estar tão com medinho.

Poxa…Se ele é o “cara dos meus sonhos”, como eu posso deixar uma oportunidade dessas passar sem fazer nada? Não seria para o meu próprio prazer também? O que tem de tão errado em viver uma aventura? Imagina o dia em que eu estiver com alguém, que eu realmente goste, e não possa me aventurar com desconhecidos… Será que uma oportunidade assim, apareceria de novo? Um cara que eu julgo ser “muita areia pro meu caminhãozinho” estar me dando bola? Eu realmente estava sendo idiota de ter medo de deixar rolar.

Pois bem, resolvi que ia me jogar. Os horários estavam difíceis de coincidir mas ontem, finalmente aconteceu. Marcamos um encontro na casa dele e foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive. Foi intenso, diferente. Guardo várias cenas na minha cabeça, que com certeza vou lembrar pro resto da minha vida.

O preço para viver tudo isso, foi ter deixado meus tabus de lado. Guardei todos os meus medos em uma gaveta e resolvi viver. Adquiri experiências não só sexuais, mas principalmente de vida. Sou uma pessoa melhor hoje. Não me arrependi da escolha que fiz, e vim escrever isso para incentivar todos os meus leitores a fazerem o mesmo.

Não deixem as oportunidades passarem. Agarrem-nas! Não que agora eu seja adepta ao sexo casual sempre, vou continuar tendo meus princípios. Mas fazer isso era algo que eu precisava para evoluír. Sei me cuidar e sei muito bem o que quero. No dia em que arranjar um namorado, estarei com a consciência limpa porque vivi tudo que precisava viver antes de estar com outra pessoa. Não tenho medo de coisas que as pessoas possam falar sobre mim, pois sou muito segura de mim mesma. Todos gostam muito de julgar os outros e esquecem de olhar para seu próprio umbigo. Eu sei o que me preenche e o que não vale a pena fazer. E isso não diz respeito a ninguém a não ser a mim mesma.

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Amor Virtual

Imagino que a empolgação que vocês tem ao lerem sobre um novo affair meu, é a mesma que eu tenho quando tudo acontece. (Ou talvez um pouco menos né?) Mas é que eu nem acredito que ele realmente acontece, sempre acho incrível e é tudo novo e empolgante pra mim!

Cada vez mais, eu concordo plenamente com as pessoas que dizem que minha vida parece um seriado. Ou esse mundo é um ovo. Ou eu nasci pra ser a garota das coincidências. Porque gente, to passada com o que aconteceu hoje! Mas ok, vamos começar do começo.

Ano passado aconteceu algo inusitado. Eu até já tinha um post pron-ti-nho salvo aqui no WordPress pra postar ele quando eu fizesse a coisa andar mas daí acabei desencanando e ele ia ficar pra nunca mais. Pois bem, pra vocês verem que mesmo quando eu desisto de fazer acontecer, se é pra acontecer, VAI acontecer.

Um belo dia no Twitter, ao começar uma chuva torrencial no meio de um dia de muito calor, eu twitto a seguinte frase:

Daí recebo um replie de um cara que não me seguia e eu também não seguia ele, dizendo assim:

Achei estranho e resolvi jogar ele no google pra ver se o conhecia, quando de repente me dou conta de que ele era praticamente o amor da minha vida! Então, me declarei:

Dei um jeito de conseguir o msn dele, já que não estava fazendo nada, e por sorte ele estava online. Depois de explicar essa minha paixão avassaladora, ele disse que queria me ver. Marcamos, quase ali naquela mesma hora, mas daí uma amiga minha ligou me convidando pra ir no show do The Killers e eu, que nem tinha certeza se ia mesmo dar certo, resolvi ir no show. O combinado era: se encontrar e antes de falar qualquer palavra, dar um beijo. O meu medo na real, era conhecer e conversar com ele, daí ver que ele não era nada do que eu imaginava e desencantar. Então eu queria fazer a coisa de um jeito bonito e deixar as consequências pra depois.

Fui pro show, o momento esfriou, ele entrava pouco no msn e quando entrava eu também  não queria conversar muito…Daí disse pra ele que ia mandar uma carta, por correio. Porque ele geralmente não me dava muita bola (ca entre nós, eu  também não daria bola prum louco apaixonado que aparece no meu msn, e ele nunca nem tinha visto fotos minhas nem nada e eu achei que mandando uma carta a coisa ficaria mais interessante). Cheguei a escrever a carta, mas achei que com as festas de final de ano o impacto de receber uma carta perderia a força, então resolvi guarda-la e mandar em 2010.

Enfim né, tava lá com o fulaninho que partiu meu coração no post anterior, dei uma esquecida em outras partes da minha vida, e desencanei de mandar a carta. Mas Deus tem esse timing perfeito né? Hoje, dias depois do meu coração ser partido, bem no dia que estou indo pro meu primeiro dia no emprego novo, passo na padaria da rua da minha casa e QUEM EU VEJO COMENDO UM SALGADO? Ele! O amor da minha vida! Dá pra acreditar numa coisa dessas? Pois é, eu também não acreditei quando vi, então resolvi chegar mais perto.

– Oi…Você é o Felipe né?

– Sim… (cara de interrogação)

– Sabe quem sou eu? (sorrindo que nem idiota)

– Não… (?)

– A Rebiscoito!

Nunca vou me esquecer desse momento. Ele arregalou os olhos, engoliu a comida que estava na boca, pegou um guardanapo e se limpou, levantando da cadeira pra me dar um beijo e um abraço, com um belo sorriso no rosto! Claro que ele também não acreditava que era eu que estava ali, bem na frente dele! (não, o beijo não foi na boca, mesmo porque eu também estava comendo club social e não seria um bom momento naquela hora. hahaha)

Ele puxou uma cadeira e falou preu me sentar com ele. Eu disse que estava indo pro meu primeiro dia num trabalho novo e não podia. Comentamos o fato de como era bacana estarmos nos encontrando assim do nada, sem combinar. Ele me falou que ia ensaiar uma peça perto da minha casa e por isso estava lá. (sim, ele é ator, quer coisa mais apaixonante que isso?) Comentou também o fato deu estar muito cheirosa (hihihi japeguei) e eu disse que tinha que ir embora, mas tinha sido muito bom conhecer ele. Ele falou que logo nos veríamos de novo, pois iríamos marcar de se ver em breve. O final foi assim, bonito, porque eu estava já andando em direção a saída e enquanto ele falava, segurava minha mão. Ai, to me sentindo gay e brega de falar esses detalhes mas na hora eu reparo mesmo!

Saí correndo pra pegar meu ônibus que passava do outro lado da rua. Quando me sentei no banco, recebo uma mensagem de um número desconhecido: “Adorei. Melhor que imaginei e mais cheirosa tb. Bom primeiro dia. Bom primeiro encontro. Bjo, Fe.” Nem lembrava que ele tinha meu celular. Passei quando estavamos marcando o primeiro encontro que não deu certo, e mesmo assim imaginei que ele nem tinha anotado. Respondi dizendo que também tinha adorado e que tinha sido “amor a 2ª vista”.

Enfim, esse é o começo da minha história. Espero que ela tenha uma continuação, e das boas! O que vocês acham? Por enquanto, não vou revelar a verdadeira identidade do rapaz. Quem sabe depois que acontecer, pra não dar azar né? 😉

“É Tudo Improviso”

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Beijo na Faria Lima

A Brigadeiro Faria Lima [importante avenida de São Paulo, pra quem não sabe] é uma coisinha de deus né? Cada vez que a atravesso, me apaixono. É assim, uma paixão a cada farol. É o paraíso dos caras bonitos de terno e gravata que me matam do coração. Eles são cheirosos, bonitos, elegantes, trabalhadores…Ainda bem que eu trabalho na Rebouças e todo santo dia sou obrigada a atravessar essas ruas comerciais cheias de executivinhos.

Pois bem. É uma rotina. E nas rotinas, muitas vezes estão presentes as mesmas pessoas. Mesmos horários, mesmos trajetos…Enfim, esse bla bla bla todo da vida cotidiana. Já conheço muitos rostinhos que passam pelo mesmo caminho que eu e cruzam a minha vida todos os dias. Eles fazem parte dela.

Ontem, um amigo me chamou pruma festa meio vip, e lá eu avistei um rostinho conhecido. Sim, era ele! Um dos bonitos que atravessa a Faria Lima cruzando comigo e fazendo do meu dia um pouquinho mais feliz Festa vai, vodka vem..Já tinha reparado que ele sabia quem eu era. Assim que comentei com meu amigo sobre ele, ele também estava falando pros amigos dele sobre mim. Eba! Já que ele me reconheceu, era a brecha pra ir lá puxar assunto. Claro né, EU teria que ir falar com ele pq apesar de não estar acompanhado, todo homem é muito mole e com ele não foi diferente.

Depois de um tempo observando o que ele fazia e qual era o melhor momento para abordá-lo, peguei e fui. Ele sabia exatamente de onde eu era e falou que todos os dias de manhã atravessava a rua comigo. Legal né? Confesso que eu mesma demorei um tico pra lembrar de onde nos ‘conhecíamos’.

Conversamos bastante, ele era super legal. Eu contei da minha paixonite por pessoas desconhecidas, contei que ele  super fazia parte da minha vida e que adorava caras de terno e gravata. [pena que ele não usava]

Então, ele disse que um dia iria de terno e gravata pro trabalho, e bem no momento em que a gente estivesse atravessando a Faria Lima, ele me daria um beijo. Tipo de filme sabe? Como se os 2 se apaixonassem perdidamente na troca das luzes do farol, se beijassem arrebatadoramente no meio da rua e fossem embora, cada um pro seu lado, pro seu trabalho, pra sua vida.

Fim. Ficou combinado assim. Não nos beijamos na festa. Não rolou carinhos nem nada disso. Só esse combinado. Ele vai realizar meu sonho de beijar um cara bonito e desconhecido na rua, de terno e gravata, indo trabalhar. [O terno seria só um detalhe, tipo a cerejinha do bolo. Mas se ele estiver sem, tudo bem. Vai ser legal mesmo assim.]

Agora é só esperar.

beijo-faria-lima

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Sinceridade ou Joguinhos?

Li um post no blog de um amigo que me fez pensar nessa questão. Acho que todas as pessoas, em algum momento da vida, se deparam com essa mesma dúvida seja por um coração partido ou por medinho de tomar atitudes erradas e dar merda.

A situação começa com você conhecendo a ‘pessoa ideal’. Uma pessoa legal, atraente, bom papo, pegada boa…Enfim, tudo aquilo que você sempre quis. Ela é a ‘pessoa ideal’ mas ainda é uma incógnita. Não dá pra saber se ela também pensa o mesmo de você, se ela só está com você pela falta de outra pessoa melhor, se está só passando o tempo ou se está totalmente apaixonada por você também. Normalmente, é nessa hora que começam os joguinhos.

Joguinhos são estratégias criadas por sei-lá-quem, que todo mundo usa no momento da conquista. Num dia você sai com o carinha, tem uma noite maravilhosa, os 2 deixam bem claro que querem se ver de novo e que gostaram do encontro mas você pensa: “Não vou ligar pra ele amanhã.” [pq daí ele vai pensar que não estou tão afim assim e vai correr atrás de mim]. Ou pior: o cara te liga e você deixa de atender nas primeiras vezes só pra não parecer tão desesperada por ele, afinal, você tem uma vida além dele né? [mas na verdade a única coisa que você consegue pensar é: “Ai, pq será que ele não liga logo?”].

A maioria dos homens diz que odeia joguinhos, que isso é coisa de mulher…Mas muitos deles fazem também. É natural do ser humano. Eu já fiz muito, e você com certeza fez também. Depois de passar por muitas tentativas e erros – provavelmente mais erros – cheguei a este ponto onde me pergunto: E aí? É melhor ser sincero logo de cara ou fazer uns charminhos no começo? Certeza que a resposta dada por vocês agora foi que é sempre melhor ser sincero.

Na minha última experiência eu resolvi fazer tudo certo. Resolvi não jogar, não fazer charme, ser sincera – mas também não muito, pra não assustar o cara – e no final das contas: deu tudo errado. Eu saí da história até que bem, com a consiência de que tinha dado o meu melhor e que não era pra acontecer mesmo mas…Poxa, é ruim né? Quando eu faço joguinhos, dá errado. Quando eu sou legal, dá errado. Quando será que vou acertar?

Acho que não é bem por aí pensar dessa maneira. Gosto de acreditar naquele clichê que diz que “Quando for pra ser, será” ou “Se não deu certo, é pq era pra não acontecer” mas como sabemos, os clichês são verdades incontestáveis, que todo mundo solta na hora de consolar a gente, então, não servem pra muita coisa…

Acho que ser muito sincero é ruim, podemos assustar a pessoa fazendo com que ela pense que estamos apaixonados e queremos casar, ter filhos e viver juntos pra sempre! Mas também, fazer charminho demais é um pé no saco né? Acho gostoso essa coisa de não saber o que esperar da pessoa, dar umas investidas sutis, sentir saudades, sentir o frio na barriga. Só que acho uma merda quando a incerteza toma conta da situação inteira. A pessoa desaparece e você não sabe se deve ir atrás, se deve esperar ela ligar…Gosto de sinceridade sim, mas sinceridade com bom senso. É gostoso saber que uma pessoa se importa com você, ou que pensa em você em determinado momento do dia. Não precisa mandar mensagem no celular toda hora, mas uminha de vez enquando, pra mostrar que lembramos da pessoa, é sempre bom.

No final das contas, eu fico com a sutileza. Joguinhos saudáveis, demonstrações de interesse e muita, mas muita sinceridade – sempre. Mas por favor, falemos só o necessário ok? Nada de se declarar logo de cara, sem nem sentir um pouquinho a outra pessoa.

“Tudo tem seu tempo”. [só pra terminar o post com mais uma verdade chata e incontestável!]

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Flerte no Elevador

[…Droga, tem gente no elevador, vou ter que desligar o mp3 para não ficar chato. Opa…ta demorando, deve ser o cara do 8º andar que eu encontro de vez em quando indo trabalhar de manhã. Oba!]

– Bom dia =]
– Oi…Bom dia!

…silêncio. São apenas 3 andares e chega rápído. Ele segura a porta pra mim, eu agradeço e cada um sai com pressa para ir pro trabalho. Na verdade, isso já aconteceu bastante de manhã, afinal, moramos no mesmo prédio.
De vez em quando, até fico esperando ele passar com o carro ao meu lado na rua enquanto ando até o ponto de ônibus…Ele é tão educado, que não me surpreenderia se me oferecesse uma carona pra onde quer que eu fosse. Mas ok, é de manhã, nunca estamos tão sociáveis e sempre estamos atrasados.

Eu pego o ônibus, vou trabalhar como sempre…E o dia passa.

Volto para a casa,  e entrando no elevador, eu escuto o portão do prédio abrindo. Eu paro a porta do elevador e olho para ver se alguém está entrando para poder esperar a pessoa e ela subir comigo. Opa! É ele! Ele de novo, o bonitão do 8º andar! Está lindo, como estava de manhã, todo vestido de social voltando do trabalho. Desligo meu mp3 e espero ele chegar ao elevador. Ele entra, e com um grande sorriso diz:

– Obrigado!
– Magina…Nos encontramos na ida e agora na volta né?
– Pois é…!!!
– Essa vida de trabalhador…
– É…hehehe…Onde você trabalha?
– Eu trabalho num lugar chamado…Ops! Eu apertei meu andar?

[eu olho pros botões, aperto o 3 mas é tarde demais…o elevador estava exatamente passando pelor meu andar. Daí ele diz:]

– Por pouco heim…
– É….hahaha Mas então, eu trabalho num lugar chamado Origami, faço cartões tridimensionais que quando você abre, salta o desenho..sabe?
– Sei sim, poxa! Que legal! Mas na parte de criação?
– É…Sou designer, e me formo esse ano na facul também..Mas e você, trabalha onde?
– Eu trabalho em banco… [ele diz isso dando um sorrisinho meio sarcástico]
– Poooooooxa…Que legal heim? …ok, mentira. Não é legal não! Hahaha

Nós 2 rimos, simpaticamente e enquanto isso a porta abre, pois chegamos no 8º e último andar.

– Bom, então tchau…
–  Tchau! =]

[dava pra perceber que ambos não queriam parar a conversa, mas também não fariam nada para impedir o fim]

E enquanto o elevador desce de volta ao 3º andar, eu penso: Poxa…Bem que meu prédio poderia ir até o andar 40 né? E ele poderia morar lá. A gente conversaria mais, sorriria mais, flertaria mais…Daria até tempo de fazer um convite para uma cervejinha algum dia, porque não?!

Engraçado é pensar isso com ‘ele’. Moro nesse prédio há anos, e ele também. É bem mais velho que eu, deve ter lá seus 30 e poucos anos, e um dia já chegou até a comentar comigo que eu tinha crescido, que ele se lembrava de mim bem mais nova [isso é meio brochante, mas eu tb mal reparava nele na época]. E agora, ele é aquele cara bem bonitão, maduro porém cultivado, gosta de saír pra correr, é super educado e simpático, vai trabalhar de terno e gravata [se tem algo no mundo que me instiga, é homem de terno e gravata] e me da a maior mole. Ah! E é solteiro, o que é super importante! Nunca o vi com mulher nenhuma, e mora com os pais. Tá ótimo pra uma aventura assim, sem compromisso hãn? Mesmo prédio, horários compatíveis…Mas ok, sonhar é bom. Até o próximo encontro no elevador :]

Fim.

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