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Flerte no elevador – Capítulo Final ♥

Quando comecei com essa história do meu vizinho,  nunca passou pela minha cabeça que algo realmente aconteceria. Afinal, amores platônicos não são algo que, de fato, devam acontecer. Nunca imaginei que meu blog viraria uma novelinha virtual, mas quando percebi que vocês gostavam tanto das minhas histórias, acabei me animando a ir mais além. Inventar mais encontros, mais continuações, mais emoção. Nada que escrevo aqui é de mentira. Todo mundo existe, as coisas realmente acontecem. Eu até já sonhei que beijei meu vizinho e no sonho eu pensava: preciso escrever isso no blog! [hahaha ok, preciso me tratar né?]

Enfim…Aconteceu! Quem acompanha meu Twitter, vira e mexe me vê falando do vizinho bonitão em primeira mão. Assim que ele me ligou hoje eu já twittei e todo mundo me encorajou a mandar ver!

Confesso que é muito estranho, agora que aconteceu, estar abrindo minha vida assim pra vocês. Eu não fico contando as coisas da minha vida pessoal aqui. Apesar de não parecer, eu sou uma garota normal. As histórias do meu blog são romantizadas, elas fazem parte de uma vida paralela ou algo do tipo. É como se eu fosse a Rebiscoito aqui e na vida real eu fosse a Renata. A Renata conhece caras, fica com eles. Parte alguns corações mas o coração dela é partido várias vezes também. Mas agora a Renata se juntou com a Rebiscoito e eu sinto que devo esse final feliz a todos vocês! Vamos lá:

Estava eu em casa, super cansada pq trabalhei muito, tentando dar uma dormidinha antes de ir num pub com meus amigos. Eis que meu celular toca, número desconhecido. “Oi amore! Adivinha quem é…” Claro, era ele. Achei que demoraria mais pra ligar mas até que foi ligeirinho. Perguntou o que eu estava fazendo, se ia saír a noite…Disse que queria me ver pra me dar um beijo. Eu tava super sonolenta, minha mãe tava em casa, meu irmão também…Definitivamente eu tinha pensado que seria diferente quando fosse acontecer. Pensei que seria num daqueles meus dias de solidão em casa, quando a única coisa que eu quero é alguém pra dormir juntinho. Tava tudo errado! Eu disse que não sabia se ia saír e ele falou que me ligava mais tarde.

Ai meu deus, e agora e agora e agora? Resolvi tomar um banho, afinal, não ia mais conseguir dormir. Depois do banho, vi que ele tinha me ligado de novo. E eu acabei decidindo que ia sair com meus amigos. Sei lá se por medo, vergonha ou desespero…Mas liguei pra ele e disse que era melhor nos vermos outro dia. Ele queria que a gente descesse, fosse pro carro dele…Mas eu queria que fosse do jeito perfeito que eu tinha imaginado, e não uns amassos num carro como se fosse uma pegação qualquer. Então disse não. [Enquanto isso, as pessoas no twitter me trucidavam né, pq eu tava contando tudo na hora. hahaha quase fui linxada!]

Daí meu irmão foi pruma festa com a namorada…Minha mãe recebeu uma ligação e resolveu que ia saír…E veio aquele despesperozinho. Aquela história de me arrepender das coisas que que não fiz começou a martelar na minha cabeça…Poxa, eu ia ficar sozinha em casa a noite, com ele lá em cima dando sopa..Dizendo que estava ‘a minha disposição’ [pq ele me disse isso no telefone, todo galanteador] e eu aqui enrolando sem motivos? Pronto, mudei de idéia. “Ainda dá tempo de mudar de idéia? Vem aqui mais tarde…” mandei um sms e claro que ele aceitou.

algum tempo depoooois […]

Toca meu celular e é ele: “To aqui na porta” [campainha, oi? hahaha] fui la abrir. Meldels. Que homem cheiroso. Ele se arrumou todo, passou perfume, arrumou o cabelo…E só não tava melhor que todos os dias pq tava sem terno. Viemos pro meu quarto e sentamos na cama pra conversar. Como eu sou uma garota zuuuper descolada e pra frentex, conversei sobre várias coisas com ele. Falei inclusive do meu fetiche por ternos e que eu preferia milhões de vezes ele com o terno. Claro que depois de certas intimidades, a gente combinou que um dia vai se pegar de jeito no elevador, com ele de terno. Ai gente, não sei como contar isso em detalhes. A gente se beijou, o beijo dele é ótimo. Tem uma pegada gostosa…Foi carinhos no começo depois ficou quente…Dai voltou carinhos, depois ficou quente de novo. Carinho. Quente. Quente. Carinho. Quente. Sei lá, foi assim como acontece com todo mundo! hahaha Mas a quem interessar: a gente não transou. Não tenho nada contra quem faz assim de primeira mas sei la, não gosto de me sentir biscate e se fizesse, me sentiria.

Só sei que mais pro final, a gente ficou abraçados por muito tempo. Aquele abraço gostoooso, encaixadinho..Sabe? Tem uma música da Ceumar que se chama Alguém Total, e me lembrei dela nessa hora. Diz assim:

“Quem quer um pedaço
Um pouco de alguém
Abraçando tem
E ainda mais
Se o abraço for além de um minuto
Aí é fatal
Envolveu
Você tem
Um alguem Total

O abraço durou muito mais que um minuto. Durou vários minutos. Muitos minutos. Talvez horas. Sabe quando você não sente o tempo passar? Ficamos abraçados em silêncio, como se estivéssemos apaixonados. Ele falou algo sobre ‘juntar almas num abraço’, mas eu achei brega e não prestei muita atenção. [ai gente, desculpa, não sei ser romântica] mas ele é super carinhoso…Me elogiava toda hora…Enfim…Foi perfeito e até melhor do que eu tinha imaginado! Sabe quando ainda não caiu a ficha de que isso aconteceu? hahahaha

Agora a única coisa que me resta, é dormir com o meu travesseiro que ta com o cheiro do perfume dele. Espero que fique muitos dias aqui preu poder lembrar toda noite. Foi um belo presente de aniversário que ganhei esse ano, pq pra quem não sabe, faço aniversário dia 2 de agosto, domingo agora! 23 aninhos.  Ai ai. São tantas emoções 🙂


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Flerte no elevador: do platônico pro real.

Tô pra escrever as novidades sobre meu vizinho bonitão há tempos mas tava procrastinando. Agora tenho mais 2 partes que vou embutir num post só. Uma delas A-C-A-B-O-U de acontecer. Vamos lá:

Lembram do bilhete que eu mandei pra ele né? Pois bem. Dia desses, num sábado de manhã, toca minha campainha e eu, pelada, penso: “Nem a pau que vou colocar a roupa pra atender a campainha essa hora. Deve ser o lixo.” A campainha tocou de novo e eu resolvi, sem pretensão nenhuma, olhar no olho mágico pra me livrar do peso na consciência. Era a porteira [SIM! eu tenho uma porteira mulher e isso é um máximo!] ela estava com cartas na mão e eu resolvi abrir uma partezinha da porta só pra pegar.

– Oi Renata, o vizinho te deixou isso aqui… [me entregando um pedacinho de papel fechadinho com um clips]

– Quem?

– O Eduardo do 8º andar.

Eu não esbocei nenhuma reação, peguei o singelo papelzinho, agradeci e fechei a porta. Nem preciso dizer que depois que fechei a porta dei pulos e gritinhos de alegria né? Ok.

Resolvi escanear o bilhete e mostrar pra vocês, como primeira prova viva que meu vizinho existe mesmo. Vejam com seus próprios olhos!

Da pra perceber que ele tentou caprichar nas letrinhas né? Primeiro que na capa deve ter errado a primeira letra e resolveu dar um charminho fingindo que as primeiras letras eram pra ser mais riscadinhas. Segundo que dentro, ele criou como se fosse uma tipografia própria! Perceberam? Algumas letras maiúsculas possuem em tracinho a mais como charme. Acho que ele pensou no fato de que eu sou designer, e tentou ser mais caprichosinho [ounnn…]

Depois desse bilhete, era preu ter escrito o post contando pra vocês mas dei uma desanimada. O bilhete não tinha nada muito direto mostrando algum interesse por mim, apenas a atenção esperada né? Afinal, como um bom moço educado, ele apenas respondeu o bilhete que eu tinha mandado pra ele. Pois bem…Voltei a viver minha vida, achando que esse meu amor platônico não passaria de um amor platônico mesmo. Minha mãe tinha até me dito que um dia encontrou ele com uma menina linda no elevador. Disse que a menina era parecida comigo, magrinha, morena..Só era mais arrumadinha [no sentido de ser mais patricinha] e isso comprovava o fato de que ele namora, como meu outro vizinho e meu porteiro me contaram. Então, como eu achava que ele tinha namorada e nunca era direto o bastante, eu nunca teria coragem de fazer nada mais cara de pau.

Hoje, num dia normal de trabalho, choveu muuuito; eu tomei chuva, tava toda mulambenta voltando pra casa, louca pra tomar um banho..Quando entro no meu prédio e ainda balançando meu guarda-chuva escuto um: “Fala Rê!” Olhei pra trás tensa e era ele. “MERDA! Eu aqui fedida e feia, tinha que encontrar ele.” Mas ok, precisava ser simpática e ignorei o fato de estar nojenta. Afinal, ele também devia estar um pouquinho né? [não. tava lindo como sempre. hahahah]

Abri o elevador pra ele, ele deu meia volta e segurou pra mim me falando pra entrar. Dai começamos com aquele lenga lenga casual de elevador, ele me perguntou como eu tava e bla bla bla. “Ué, mas você não tava de carro novo? Pq ta vindo a pé?” Ele me contou que pra ir trabalhar pega metrô e uma van da firma, que fica mais fácil assim. E que o carro é novinho e lindo, ele ainda ta super curtindo. Quando chegou no meu andar, ele abriu a porta pra mim, já saindo no meu hall junto comigo. Uaaau, ele realmente queria conversar. O elevador foi pro 8º, como ele tinha mandado. Ficamos lá um tempão. Contei pra ele que domingo que vem era meu aniversário e ele perguntou a minha idade. 23 eu disse…E você? “Eu tenho 30. Faço 31 em novembro.” “Hummm…30 ainda da pro gasto né?” [OI?! Que comentário xavequeiro foi esse? Morri de vergonha depois que falei, certeza que fiquei vermelha] Daí ele começou a falar de signos. Gente…Diz pra mim: que homem no mundo se interessa por signos??? Ele até falou sobre ascendentes, coisa que eu nem entendo nada! ahahaha Ele disse que era de escorpião e uma das características mais fortes era ser fiel com os amigos e com seus relacionamentos amorosos. Daí o papo foi pra namoro, eu comentei que estava solteira pela primeira vez na vida [pq sempre namorei] e ele me disse que namorou por muito tempo..Depois terminou..Depois namorou..E deixou no ar se era solteiro ou não. Eu resolvi não perguntar, pq depois dele frizar que era fiel, se ele me confirmasse que tinha namorada ia melar nosso climinha né? Então fingi que nem queria saber.

Falamos sobre umonte de outras coisas. Até sobre gays, quado contei que conheci 2 caras la do andar dele e perguntei se eles eram gays. Ele disse que eu era super descolada pq não tinha problema em perguntar isso hahaha. Dai eu falei: “E se eu perguntasse pra vc se vc é gay?” Ele disse: “Ah..Você não precisa me perguntar isso né? Você sabe muito bem que eu não sou.” [tipo, oi? o que ele quis dizer com isso?] Pedi pra ele mostrar as mãos. Morri! Ele tem as mãos lindas, do jeito que eu gosto. Unhas curtinhas, sem roer, mão de homem e o melhor: saindo de um lindo terno. Elogiei, claro. E ele ficou todo feliz.

Então o papo, misteriosamente, voltou pra relacionamentos não lembro como.

– 30 anos já ta na idade de casar né?

– Hahaha pois é… [silêncio constrangedor]

Quando o silêncio constrangedor aparece, vocês sabem né? Eu falo sempre a maior merda do mundo e dessa vez, finalmente soltei:

– Você namora?

– Não.

Gente..Eu juro. Ele não hesitou na resposta. Foi curto e grosso e ainda respondeu sorrindo! E agora? Devo acreditar nele? Sinceramente, eu acho que ele namora. O meu outro vizinho que conhece ele me contou. Minha mãe viu ele com uma mina no elevador. Po, é claro que ele ta falando que não namora pra me xavecar. Mas ok, o que importa é que EU to solteira e se ele quer, estamos aí.

– Po Rê…Você precisa aparecer mais!

– Aparecer onde? Bater na sua porta e dizer oi? hahahaha

– Ah…Pode fazer isso se você quiser…

– Eu não, mó vergonha…Você mora com 20 mil pessoas!

– Hahaha ah..Então..Você não tem algum número?

– Não…

[silêncio constrangedor…]

– hehehe brincadeira, claro que tenho. Anotaí.

Ele pegou o celular do bolso e anotou. Terminamos de conversar e ele chamou o elevador de novo. Quando fomos dar tchau, senti uma entortadinha no rosto dele mas logo virei a cara pra dar beijinho na bochecha. Gente, eu tava fedida de chuva né? Não podia beijar ele naquela hora. Fora que tinha que me preparar psicologicamente também.

Enquanto escrevia esse post, meu interfone tocou e era ele:

– Oi amore…É o Dú! Meu celular deu algum tilt e quando entrei no elevador vi que seu número não estava mais nele. Você pode me passar de novo?

– Hahaha posso..É xxx-xxxx. Ainda bem que a gente mora no mesmo prédio e você pode me interfonar né?

– É verdade. Obrigado linda, um beijo.

Ele me chamou de amore e linda numa mesma conversinha rápida. Podem falar, já peguei. Apesar de que eu acho meio brega ficar chamando de apelidinhos sem ter intimidade, me soa meio xavequeiro. Ah, e o “Mil beijinhos, Dú” no final do bilhete? Hahahaha foi a coisa mais gay do universo! Mas agora eu já sei que ele não é gay. E que ele não namora. [vou fingir que acredito nele pra ficar com menos peso na consciência quando a gente tiver dando uns amassos]

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Flerte no Elevador [Parte 4]

Gente, to passada! Fiquei até mais tarde no trabalho hoje e quando cheguei tava afim de papear, fiquei conversando horas com o Edeilson, meu porteiro…Sabe o que descobri?

Que depois deu ter dado o cartãozinho pro meu vizinho bonitão [vide o 2º capítulo do Flerte no Elevador] ele deixou um bilhetinho pra mim na portaria e NÃO ME ENTREGARAM! Pelo jeito, o bilhete foi perdido, esquecido e jogado no lixo em alguma outra dimensão do universo! 😦

O Edeilson não leu o bilhete. Mentira! Ele leu sim, e enquanto eu escrevia esse post, acho que ele sentiu peso na consciência e me interfonou contando toda a verdade! O bonitão, no dia seguinte, perguntou quem tinha deixado aquele cartão e falou: “Poxa, mas ela não deixou nenhum telefone nem nada preu agradecer? Vou deixar um bilhete pra ela.” Ele subiu até seu apartamento e voltou com um bilhetinho pra mim escrito: “Oi Re, adorei seu cartão, me liga pra eu poder te agradecer: xxxx-xxxx”

Aaaaaaaaaah! Ele me deixou o telefone dele! E ninguém me entregou! Eu aqui achando que ele tinha ignorado meu lindo cartão, até fiquei brava pq ele nem se deu ao trabalho de deixar um mísero bilhete agradecendo mas poxa! Ele deixou. Com o telefone! No final, ficou parecendo que a desinteressada da história toda era eu!

Escrevi outro bilhete, que dessa vez me certifiquei com o Edeilson que será mesmo estregue, dizendo: “Du, fiquei sabendo que há anos atrás quando te dei aquele cartão, você deixou um bilhete pra mim na portaria mas não me entregaram. Fiquei com o coração partido e achei que você nem tinha ligado. O que você dizia no bilhete? Um beijo, Re.”

Antes do Edeilson ter me contado o que havia no bilhete, eu já tinha criado mil hipóteses do que poderia estar escrito nele né..Desde “Oi Re, adorei o cartão que você me deu, beijos Edu” até um “Re, amei seu cartão, eu também adoro pessoas que acordam de bom humor. Que tal um vinho hoje a noite?! Te espero, todo seu, Du.” [hahahaha brinks] Mas acho que o bilhete dele foi um misto dos 2. Ele meio que agradeceu e passou o telefone. Hãn? Hãn?

Bom, só quis atualizar vocês das novidades. Ah, outra coisa: ele ta de carro novo. Um carrão importado que de acordo com a minha mãe é carro de coroa ricão. Aliás, minha mãe disse que eu devo investir mais nele já que ele ta com essa bola toda. Vê se pode? Hahaha…Enquanto eu conversava com o Edeilson, ouvi um “E ai Re! Tudo bem?” …era ele saindo do elevador e indo pra academia. Só demos oi de longe pq ele desceu pra garagem. Vestia uma regata e um shortinhos. Ok, a roupa não era assim aquele charme mas ó…Ele tem um corpitcho que ôôô lá em caaasa viu!

Edeilson me disse que dessa vez ele mesmo vai entregar o bilhete, já que da última vez ele deixou lá em cima com o meu nome e ninguém nem tchum! Agora, é só esperar o próximo capítulo!

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Flerte no Elevador [Parte 3]

Para ver a história em tamanho maior, clique aqui.

Quer ler a história desdo começo? Então clique respectivamente:

Flerte no Elevador

Gosto de pessoas que acordam de bom humor

Flerte no Elevador [Parte 2]

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Flerte no Elevador [Parte 2]

Alguém aí lembra do meu vizinho bonitão do 8º andar? Aquele com quem eu flertava no elevador? Aquele que usava terno e gravata, era lindo, educado e gentil? Aquele pra quem eu fiz um cartãozinho e entreguei através do porteiro? Então…

Muita gente, desde que leu os posts relacionados a ele, vem me pedir para continuar a história e eu nunca continuava pq simplesmente não tinha continuação. Na verdade, eu até encontrava ele às vezes mas nada acontecia, ele apenas era educado, lindo como sempre e normalmente a gente sempre se encontrava em dias péssimos do tipo: “acordei, me olhei no espelho e sou a pessoa mais feia do mundo”, sabe? Confesso que inúmeras vezes deixei o elevador passar direto pelo meu andar quando via que estava descendo pra, no caso de ser ele, a gente não se encontrar.

Passei um tempão sem vê-lo e ontem, subindo uma das ruas perto de casa, olho pro outro lado da calçada e vejo um bonitão de terno [sim, eu ainda morro de fetiches por homens de terno] e, observando melhor, notei que era o bonitão do 8º andar. Apressei o passo, tirei os fones de ouvido, comecei a arrumar o cabelo e rezei pra ele não olhar pra trás e me ver, toda desengonçada me arrumando.

Chegando no prédio, ele abriu o portão e só me viu quando ia fechar. Disse: “Opa! Oi Rê, tudo bem? Quanto tempo né?” Entramos no prédio, e chegando  no elevador, ele abriu a porta pra mim [claro] e entramos. Ele estava muito simpático. Dava pra sentir que ele estava feliz em me ver. Eu dei uma travada e ele resolveu perguntar: “Mas e ai Rê, como andam as coisas no trabalho?” Gente…Ele me chama de Rê! Tem coisa mais fofa? Eu falei que tudo bem e logo cortei falando que o vizinho lá de cima me contou que ele o ensinou a dar nó na gravata e eu tinha achado bonitinho. Ele, um pouco tímido, deu uma risadinha e explicou que como trabalhava em banco [boooring…] e dava o nó na gravata todo dia, já estava super acostumado. Infelizmente, como moro no 3º andar, meu andar chegou e eu fui saindo.

– Ah…Então tá, tchau né..

Ele deu um tchau sorrindo e eu fui embora. Dessa vez, notei que ele estava bem diferente que das outras. Ele me olhava nos olhos, me dava muita atenção…Parecia até que tava me dando bola mas eu pensei: “Ah…Como eu pago um pauzão pra ele, devo estar imaginando coisas né? Mesmo pq, o vizinho lá de cima me contou que ele tem namorada…” [PASMEM! Ele não é gay, porém namora].

Esse encontrinho foi o suficiente pra garantir meu bom humor na semana inteira. Daí hoje, resolvi esperar ele sair do metrô [meio escondida] pra gente se encontrar e conversar de novo. Sentei no banquinho da farmácia, era mais ou menos o mesmo horário de ontem, e fiquei esperando por ele. Confesso que fiquei lá uns 15 minutos e pensei: “Ai, como sou boba né? Pareço criança. Eu vou é embora pra casa!”. No caminho, no mesmo lugar que encontrei ele ontem, adivinham quem eu vejo? O PAI dele. hahaha Juro, foi muito azar e muita coincidência ao mesmo tempo. Eu fui até meu prédio, com passos de tartaruga, pra ele me alcançar caso estivesse chegando.
Foi totalmente falida a minha tentativa de encontrá-lo. Peguei o elevador, cheguei em casa, coloquei a bolsa na cama e sei-lá-pq-diabos resolvi descer. Só podia ser instinto do coração! Eu pensei: “Vou descer, falar qualquer coisa com o porteiro, ir até a esquina e voltar” tipo uma última chance.

Cheguei no térreo, abri a porta do elevador e QUEM ESTAVA ENTRANDO? Sim! Ele! O vizinho bonitão! Meu coração foi pra boca e ele, já abrindo um sorriso falou: “Vai subir Rê?” – OI? eu tinha acabdo de descer? – hahaha mas daí respondi: “Vou. Peraí! […] ah, não, pode subir vai…” eu pensei que daria muito na cara se subisse com ele. Daí ele falou: “Não, eu te espero!” [nessa hora minha cabeça tava a mil tentando arranjar uma pergunta idiota e rápida pra fazer pro porteiro e pegar logo o elevador] Olhei pra cara do porteiro e ele me olhou com cara de interogação. Eu gaguejei:

– Ai…não tenho nada pra te falar.

– ???????????

– É…Meu irmão saiu que horas mesmo?

– …umas 4 e pouco. [detalhe, ele tinha me dito isso ha 2 minutos qdo eu subi pela 1ª vez…Será que ele entendeu tudo? hahaha fora que era o mesmo que eu tinha pedido pra entregar o cartão naquela vez!]

Vi uma mulher chegando no portão e corri pro elevador. Ele segurou a porta pra mim, mas não esperou a mulher. Logo vi que era pra ficar sozinho comigo, afinal, educado como ele é, esperaria a mulher né? Daí fomos conversandinho nem-me-lembro-o-que no elevador e rapidamente chegou no meu andar. O assunto ainda não tinha acabado e eu fiquei conversando com ele na porta. Enquanto ele falava algo sobre os horários dele ou como ele ia pro trabalho eu disse: “Ai, tem uma  moça lá em baixo esperando o elevador, melhor não prender a porta….” [não me chamem de idiota mas coitada da mulher…] Ele então, num movimento rápido, saiu do elevador e logo me vi com ele, sozinha no hall do meu apartamento.

Ele saiu do elevador só pra conversar mais comigo! Dava pra notar que os dois estavam meio sem jeito e com a maior vontade de conversar mais. O assunto na verdade nem importava, afinal, estávamos juntos. [hahaha só pra romantizar um tico]. Mas depois de falar sobre trabalho, ônibus, metrô, descobrir que trabalhamos perto e ele me oferecer carona pro trabalho todo dia quando pegasse o carro novo, eu falei assim pra ele:

– Você lembra o cartãozinho que eu te dei?

– Lembro sim, claro! Guardo ele até hoje!

– Ounnn..Então, é que nem tive oportunidade de explicar o pq eu fiz..Você sabe pq eu fiz?

– Ah, foi por causa daquele dia do elevador né?

– É..É que aquele dia você tava mó simpático comigo e eu tava super de mau humor e no final da conversa perguntei se vc acordava de bom humor e vc ficou meio sem jeito..Afinal, que pergunta foi aquela né? Daí fiquei com peso e resolvi te fazer aquele cartãozinho 🙂

– Po, eu adorei! hahaha você trabalha num lugar que faz isso né? Nossa eu acho um máximo essas coisas, eu adoooro! [ele realmente mostrou uma empolgação fora do normal]

Eu imitei ele falando adoooro e ri da cara dele. Ele comentou da luz do hall que estava meio desajustada pq ficava apagando toda hora. Nós rimos. Estava na cara que ele inventava assuntos aleatórios só pra continuar falando comigo alí no hall.

O elevador chegou de volta. Eu disse um tchau já meio que indo embora e ele estendeu o braço, pegando no meu ombro, pra me dar um beijo no rosto. Eu puis a mão na cintura dele, toquei naquele lindo terno e retribui o beijo no rosto dando boa noite.

Abri a porta da minha casa. Entrei. Fechei. E só não dei um grito de alegria pq ele ouviria do elevador. Só sei que fiquei com as pernas trêmulas. Me senti como uma menininha que tem seu 1º amor na escola e ele diz “oi” pra ela pela primeira vez 🙂

Estou pensando em fazer um cartãozinho pra ele e entregar num dia conveniente dizendo: “Queria que nosso prédio tivesse cem andares e a gente morasse nos últimos.”

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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

– Bom dia!

– Bom dia.. =]

– E aí, como estão as coisas?

– Ah..Bem! Eu me formeeei…

– Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

– Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

– Ele já chegou?

– Hum…Eu acho que não…

– Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo… hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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Flerte no Elevador

[…Droga, tem gente no elevador, vou ter que desligar o mp3 para não ficar chato. Opa…ta demorando, deve ser o cara do 8º andar que eu encontro de vez em quando indo trabalhar de manhã. Oba!]

– Bom dia =]
– Oi…Bom dia!

…silêncio. São apenas 3 andares e chega rápído. Ele segura a porta pra mim, eu agradeço e cada um sai com pressa para ir pro trabalho. Na verdade, isso já aconteceu bastante de manhã, afinal, moramos no mesmo prédio.
De vez em quando, até fico esperando ele passar com o carro ao meu lado na rua enquanto ando até o ponto de ônibus…Ele é tão educado, que não me surpreenderia se me oferecesse uma carona pra onde quer que eu fosse. Mas ok, é de manhã, nunca estamos tão sociáveis e sempre estamos atrasados.

Eu pego o ônibus, vou trabalhar como sempre…E o dia passa.

Volto para a casa,  e entrando no elevador, eu escuto o portão do prédio abrindo. Eu paro a porta do elevador e olho para ver se alguém está entrando para poder esperar a pessoa e ela subir comigo. Opa! É ele! Ele de novo, o bonitão do 8º andar! Está lindo, como estava de manhã, todo vestido de social voltando do trabalho. Desligo meu mp3 e espero ele chegar ao elevador. Ele entra, e com um grande sorriso diz:

– Obrigado!
– Magina…Nos encontramos na ida e agora na volta né?
– Pois é…!!!
– Essa vida de trabalhador…
– É…hehehe…Onde você trabalha?
– Eu trabalho num lugar chamado…Ops! Eu apertei meu andar?

[eu olho pros botões, aperto o 3 mas é tarde demais…o elevador estava exatamente passando pelor meu andar. Daí ele diz:]

– Por pouco heim…
– É….hahaha Mas então, eu trabalho num lugar chamado Origami, faço cartões tridimensionais que quando você abre, salta o desenho..sabe?
– Sei sim, poxa! Que legal! Mas na parte de criação?
– É…Sou designer, e me formo esse ano na facul também..Mas e você, trabalha onde?
– Eu trabalho em banco… [ele diz isso dando um sorrisinho meio sarcástico]
– Poooooooxa…Que legal heim? …ok, mentira. Não é legal não! Hahaha

Nós 2 rimos, simpaticamente e enquanto isso a porta abre, pois chegamos no 8º e último andar.

– Bom, então tchau…
–  Tchau! =]

[dava pra perceber que ambos não queriam parar a conversa, mas também não fariam nada para impedir o fim]

E enquanto o elevador desce de volta ao 3º andar, eu penso: Poxa…Bem que meu prédio poderia ir até o andar 40 né? E ele poderia morar lá. A gente conversaria mais, sorriria mais, flertaria mais…Daria até tempo de fazer um convite para uma cervejinha algum dia, porque não?!

Engraçado é pensar isso com ‘ele’. Moro nesse prédio há anos, e ele também. É bem mais velho que eu, deve ter lá seus 30 e poucos anos, e um dia já chegou até a comentar comigo que eu tinha crescido, que ele se lembrava de mim bem mais nova [isso é meio brochante, mas eu tb mal reparava nele na época]. E agora, ele é aquele cara bem bonitão, maduro porém cultivado, gosta de saír pra correr, é super educado e simpático, vai trabalhar de terno e gravata [se tem algo no mundo que me instiga, é homem de terno e gravata] e me da a maior mole. Ah! E é solteiro, o que é super importante! Nunca o vi com mulher nenhuma, e mora com os pais. Tá ótimo pra uma aventura assim, sem compromisso hãn? Mesmo prédio, horários compatíveis…Mas ok, sonhar é bom. Até o próximo encontro no elevador :]

Fim.

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