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Amores Imaginários

Você já teve algum?

Ontem assisti um filme que queria ter visto ano passado e ele meio que me deu uma luz sobre a vida. Já pararam pra pensar quantas vezes amamos alguém sozinhos? Na verdade a gente só percebe que amou sozinho quando já parou de amar, porque daí já estamos pensando mais com a cabeça e não com o coração. É nessa hora que percebemos o quanto fomos idiotas de não enxergar os sinais. Por isso dizem que o amor é cego! Você fica completamente cego e não percebe o que realmente acontece ou acaba querendo fechar os olhos de propósito. São aquelas famosas chances que a gente dá pras pessoas quando não queremos desistir delas.

O filme Amores Imaginários (Les amours imaginaires ou Heartbeats), conta a história de 2 amigos: Francis e Marie. Eles conhecem um cara incrível e novo na cidade chamado Nick, e acabam se apaixonando por ele. Daí rola um forte triângulo amoroso e a gente fica naquela ânsia para saber se no final a amizade de Francis e Marie vai mesmo acabar porque eles começam a brigar sutilmente pelo cara. Bom, não vou contar o final do filme, quero que vocês assistam e venham aqui me contar se gostaram ou não.

A questão é que depois de ver o filme me dei conta de que muitos dos meus amores são imaginários. Amores em que amamos sozinhos, sem perceber os sinais claros onde a outra pessoa diz: não, eu não estou afim de você. É como quando a gente é criança e gosta de um menininho na escola: se o menininho parar e te der um simples oi, você já pensa: Ounnn, ele também me ama!

Além de enxergar sinais que não existem, é preciso ter muito cuidado com pessoas que dão sinais falsos. É sempre bom ter alguém gostando da gente, certo? Muitas pessoas acabam dando pequenos sinais para prenderem os outros mas na verdade é tudo uma farsa. Dar sinais falsos é uma das piores coisas que a gente pode fazer com alguém. É injusto, é maldoso e principalmente: é triste. Mostra que você não é bom o suficiente para se sentir bem sem ninguém babando seu ovo. Auto estima beibe, até quem parece bem pode não ser completamente seguro de si.

Não dê sinais falsos e esteja sempre atento às circunstâcias. Pensar com o coração é muito bonito até o momento em que começamos a ser humilhados pelo outro. Isso evita aquele sentimento péssimo que rola quando percebemos tudo que aconteceu. Droga, era tudo da minha cabeça. Mais um amor imaginário para a coleção! Quando vamos começar a dar atenção apenas aos amores que realmente interessam?

Deixo aqui o link de uma música que faz parte da trilha sonora do filme e eu adorei: The Knife – Pass This On

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Amor Virtual

Imagino que a empolgação que vocês tem ao lerem sobre um novo affair meu, é a mesma que eu tenho quando tudo acontece. (Ou talvez um pouco menos né?) Mas é que eu nem acredito que ele realmente acontece, sempre acho incrível e é tudo novo e empolgante pra mim!

Cada vez mais, eu concordo plenamente com as pessoas que dizem que minha vida parece um seriado. Ou esse mundo é um ovo. Ou eu nasci pra ser a garota das coincidências. Porque gente, to passada com o que aconteceu hoje! Mas ok, vamos começar do começo.

Ano passado aconteceu algo inusitado. Eu até já tinha um post pron-ti-nho salvo aqui no WordPress pra postar ele quando eu fizesse a coisa andar mas daí acabei desencanando e ele ia ficar pra nunca mais. Pois bem, pra vocês verem que mesmo quando eu desisto de fazer acontecer, se é pra acontecer, VAI acontecer.

Um belo dia no Twitter, ao começar uma chuva torrencial no meio de um dia de muito calor, eu twitto a seguinte frase:

Daí recebo um replie de um cara que não me seguia e eu também não seguia ele, dizendo assim:

Achei estranho e resolvi jogar ele no google pra ver se o conhecia, quando de repente me dou conta de que ele era praticamente o amor da minha vida! Então, me declarei:

Dei um jeito de conseguir o msn dele, já que não estava fazendo nada, e por sorte ele estava online. Depois de explicar essa minha paixão avassaladora, ele disse que queria me ver. Marcamos, quase ali naquela mesma hora, mas daí uma amiga minha ligou me convidando pra ir no show do The Killers e eu, que nem tinha certeza se ia mesmo dar certo, resolvi ir no show. O combinado era: se encontrar e antes de falar qualquer palavra, dar um beijo. O meu medo na real, era conhecer e conversar com ele, daí ver que ele não era nada do que eu imaginava e desencantar. Então eu queria fazer a coisa de um jeito bonito e deixar as consequências pra depois.

Fui pro show, o momento esfriou, ele entrava pouco no msn e quando entrava eu também  não queria conversar muito…Daí disse pra ele que ia mandar uma carta, por correio. Porque ele geralmente não me dava muita bola (ca entre nós, eu  também não daria bola prum louco apaixonado que aparece no meu msn, e ele nunca nem tinha visto fotos minhas nem nada e eu achei que mandando uma carta a coisa ficaria mais interessante). Cheguei a escrever a carta, mas achei que com as festas de final de ano o impacto de receber uma carta perderia a força, então resolvi guarda-la e mandar em 2010.

Enfim né, tava lá com o fulaninho que partiu meu coração no post anterior, dei uma esquecida em outras partes da minha vida, e desencanei de mandar a carta. Mas Deus tem esse timing perfeito né? Hoje, dias depois do meu coração ser partido, bem no dia que estou indo pro meu primeiro dia no emprego novo, passo na padaria da rua da minha casa e QUEM EU VEJO COMENDO UM SALGADO? Ele! O amor da minha vida! Dá pra acreditar numa coisa dessas? Pois é, eu também não acreditei quando vi, então resolvi chegar mais perto.

– Oi…Você é o Felipe né?

– Sim… (cara de interrogação)

– Sabe quem sou eu? (sorrindo que nem idiota)

– Não… (?)

– A Rebiscoito!

Nunca vou me esquecer desse momento. Ele arregalou os olhos, engoliu a comida que estava na boca, pegou um guardanapo e se limpou, levantando da cadeira pra me dar um beijo e um abraço, com um belo sorriso no rosto! Claro que ele também não acreditava que era eu que estava ali, bem na frente dele! (não, o beijo não foi na boca, mesmo porque eu também estava comendo club social e não seria um bom momento naquela hora. hahaha)

Ele puxou uma cadeira e falou preu me sentar com ele. Eu disse que estava indo pro meu primeiro dia num trabalho novo e não podia. Comentamos o fato de como era bacana estarmos nos encontrando assim do nada, sem combinar. Ele me falou que ia ensaiar uma peça perto da minha casa e por isso estava lá. (sim, ele é ator, quer coisa mais apaixonante que isso?) Comentou também o fato deu estar muito cheirosa (hihihi japeguei) e eu disse que tinha que ir embora, mas tinha sido muito bom conhecer ele. Ele falou que logo nos veríamos de novo, pois iríamos marcar de se ver em breve. O final foi assim, bonito, porque eu estava já andando em direção a saída e enquanto ele falava, segurava minha mão. Ai, to me sentindo gay e brega de falar esses detalhes mas na hora eu reparo mesmo!

Saí correndo pra pegar meu ônibus que passava do outro lado da rua. Quando me sentei no banco, recebo uma mensagem de um número desconhecido: “Adorei. Melhor que imaginei e mais cheirosa tb. Bom primeiro dia. Bom primeiro encontro. Bjo, Fe.” Nem lembrava que ele tinha meu celular. Passei quando estavamos marcando o primeiro encontro que não deu certo, e mesmo assim imaginei que ele nem tinha anotado. Respondi dizendo que também tinha adorado e que tinha sido “amor a 2ª vista”.

Enfim, esse é o começo da minha história. Espero que ela tenha uma continuação, e das boas! O que vocês acham? Por enquanto, não vou revelar a verdadeira identidade do rapaz. Quem sabe depois que acontecer, pra não dar azar né? 😉

“É Tudo Improviso”

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Recado ao coração

Querido Coração,

eu não te avisei que tinha planos? Queria passar mais um tempinho nessa rotina mais ou menos e viajar! V-i-a-j-a-r! Foi por isso que só te pedi uma coisa: vire uma pedra por um tempo. Não era pedir demais, era?

Mas não…Você foi teimoso e se apaixonou. Sim, devo concordar que não procurou por isso, simplesmente veio do nada mas você se apaixonou! Fez a única coisa que eu te pedi para não fazer pelo menos por enquanto…

Agora, que deu tudo errado, você vem todo choroso pra mim, dizer que está partido.

A culpa não é minha, eu bem tentei te avisar. Pena que não tenho autoridade nenhuma sobre você.

É coração…Agora aguenta! Aguenta que logo passa. Afinal essa não é a primeira, nem a última vez que você se machuca, né?

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