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Amor Virtual

Imagino que a empolgação que vocês tem ao lerem sobre um novo affair meu, é a mesma que eu tenho quando tudo acontece. (Ou talvez um pouco menos né?) Mas é que eu nem acredito que ele realmente acontece, sempre acho incrível e é tudo novo e empolgante pra mim!

Cada vez mais, eu concordo plenamente com as pessoas que dizem que minha vida parece um seriado. Ou esse mundo é um ovo. Ou eu nasci pra ser a garota das coincidências. Porque gente, to passada com o que aconteceu hoje! Mas ok, vamos começar do começo.

Ano passado aconteceu algo inusitado. Eu até já tinha um post pron-ti-nho salvo aqui no WordPress pra postar ele quando eu fizesse a coisa andar mas daí acabei desencanando e ele ia ficar pra nunca mais. Pois bem, pra vocês verem que mesmo quando eu desisto de fazer acontecer, se é pra acontecer, VAI acontecer.

Um belo dia no Twitter, ao começar uma chuva torrencial no meio de um dia de muito calor, eu twitto a seguinte frase:

Daí recebo um replie de um cara que não me seguia e eu também não seguia ele, dizendo assim:

Achei estranho e resolvi jogar ele no google pra ver se o conhecia, quando de repente me dou conta de que ele era praticamente o amor da minha vida! Então, me declarei:

Dei um jeito de conseguir o msn dele, já que não estava fazendo nada, e por sorte ele estava online. Depois de explicar essa minha paixão avassaladora, ele disse que queria me ver. Marcamos, quase ali naquela mesma hora, mas daí uma amiga minha ligou me convidando pra ir no show do The Killers e eu, que nem tinha certeza se ia mesmo dar certo, resolvi ir no show. O combinado era: se encontrar e antes de falar qualquer palavra, dar um beijo. O meu medo na real, era conhecer e conversar com ele, daí ver que ele não era nada do que eu imaginava e desencantar. Então eu queria fazer a coisa de um jeito bonito e deixar as consequências pra depois.

Fui pro show, o momento esfriou, ele entrava pouco no msn e quando entrava eu também  não queria conversar muito…Daí disse pra ele que ia mandar uma carta, por correio. Porque ele geralmente não me dava muita bola (ca entre nós, eu  também não daria bola prum louco apaixonado que aparece no meu msn, e ele nunca nem tinha visto fotos minhas nem nada e eu achei que mandando uma carta a coisa ficaria mais interessante). Cheguei a escrever a carta, mas achei que com as festas de final de ano o impacto de receber uma carta perderia a força, então resolvi guarda-la e mandar em 2010.

Enfim né, tava lá com o fulaninho que partiu meu coração no post anterior, dei uma esquecida em outras partes da minha vida, e desencanei de mandar a carta. Mas Deus tem esse timing perfeito né? Hoje, dias depois do meu coração ser partido, bem no dia que estou indo pro meu primeiro dia no emprego novo, passo na padaria da rua da minha casa e QUEM EU VEJO COMENDO UM SALGADO? Ele! O amor da minha vida! Dá pra acreditar numa coisa dessas? Pois é, eu também não acreditei quando vi, então resolvi chegar mais perto.

– Oi…Você é o Felipe né?

– Sim… (cara de interrogação)

– Sabe quem sou eu? (sorrindo que nem idiota)

– Não… (?)

– A Rebiscoito!

Nunca vou me esquecer desse momento. Ele arregalou os olhos, engoliu a comida que estava na boca, pegou um guardanapo e se limpou, levantando da cadeira pra me dar um beijo e um abraço, com um belo sorriso no rosto! Claro que ele também não acreditava que era eu que estava ali, bem na frente dele! (não, o beijo não foi na boca, mesmo porque eu também estava comendo club social e não seria um bom momento naquela hora. hahaha)

Ele puxou uma cadeira e falou preu me sentar com ele. Eu disse que estava indo pro meu primeiro dia num trabalho novo e não podia. Comentamos o fato de como era bacana estarmos nos encontrando assim do nada, sem combinar. Ele me falou que ia ensaiar uma peça perto da minha casa e por isso estava lá. (sim, ele é ator, quer coisa mais apaixonante que isso?) Comentou também o fato deu estar muito cheirosa (hihihi japeguei) e eu disse que tinha que ir embora, mas tinha sido muito bom conhecer ele. Ele falou que logo nos veríamos de novo, pois iríamos marcar de se ver em breve. O final foi assim, bonito, porque eu estava já andando em direção a saída e enquanto ele falava, segurava minha mão. Ai, to me sentindo gay e brega de falar esses detalhes mas na hora eu reparo mesmo!

Saí correndo pra pegar meu ônibus que passava do outro lado da rua. Quando me sentei no banco, recebo uma mensagem de um número desconhecido: “Adorei. Melhor que imaginei e mais cheirosa tb. Bom primeiro dia. Bom primeiro encontro. Bjo, Fe.” Nem lembrava que ele tinha meu celular. Passei quando estavamos marcando o primeiro encontro que não deu certo, e mesmo assim imaginei que ele nem tinha anotado. Respondi dizendo que também tinha adorado e que tinha sido “amor a 2ª vista”.

Enfim, esse é o começo da minha história. Espero que ela tenha uma continuação, e das boas! O que vocês acham? Por enquanto, não vou revelar a verdadeira identidade do rapaz. Quem sabe depois que acontecer, pra não dar azar né? 😉

“É Tudo Improviso”

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Meu bilhete deu certo :D

Quis dar um tempo do outro post da placa torta pra escrever a continuação mas acabei procrastinando demais. Sorry people! hahaha

Uns dias depois, acho que no dia seguinte até [?] não me lembro ao certo, o Danilo respondeu meu bilhete 😀 Cheguei a noite em casa e o porteiro me deu, falando que ‘meu amigo’ tinha deixado lá. Fiquei toda feliz que tinha dado certo, foi ele mesmo que achou o bilhete com o nome dele na porta! Se alguma outra pessoa do prédio viu, leu…Não importa. O que importa é que chegou nas mãos dele, como eu queria.

(Aqui vai uma foto do bilhete. Vou colocar quando chegar em casa! Ele diz algo do tipo: “é que saí mais cedo da clínica e não sabia que horas você chegaria em casa. Pega meu telefone pra gente conversar e dar um jeito na placa: xxxx-xxxx, boa semana!)

Como podemos ver no bilhete, ele foi um fofo. Manteve a pose de cara simpático que quer ser legal. Não me xavecou, apesar de ter dado o telefone [o que soa como xaveco mas pode não ser]. Quis manter um contato maior. Eu adorei o bilhete, mas não liguei. Óbvio. Magina que coisa chata?

– Alô?

– Danilo? Oi! Aqui é a Renata, sua vizinha do prédio ao lado […]

– Ah! Oi! E ai? Que bom que vc ligou.

– Pois é…Achei que vc não ia ver meu bilhete, que bom que pegou!

– Sim…Quando saí do prédio de manhã, vi um bilhete com meu nome, levei mó susto! Daí na ora de entregar o seu, não sabia o número do seu apartamento e..

(ZzzzZzzzZzzZzzzzzZZzzZzzz telefone é chato.)

Daí guardei o bilhete e comecei a pensar em algumas formas diferentes de me comunicar com ele. Sábado, bebi umas cervejitas e sei la pq diabos, resolvi mandar uma mensagem pro número que ele tinha me passado no bilhete. Começava com “65” e eu não sabia se era um celular ou um telefone fixo. Daí tentei a sorte e mandei um sms assim:

“Na espera de que isso seja um celular, te mando uma mensagem com amor no coração”

Ok, eu sei que não precisava ser tão sentimental assim mas eu tava alterada pelo álcool e tava com mais amor no coração do que o necessário. Mais a noite, saí pra jantar com um amigo meu e meu celular tocou. Era ele! Eu não sabia pois não tinha gravado o celular dele na agenda ainda e ele tb não sabia que era eu pq eu não assinei a mensagem. Quando ele disse que se chamava Danilo, já me liguei que era ele. Eu expliquei quem era, ele ficou feliz ao saber que era eu…E conversamos um pouquinho.

Pelo pouco que ele me contou, já sei que a janela que consigo ver do quarto da minha mãe, não é do quarto dele e sim do amigo que mora com ele [então não adianta nada ficar vigiando se a luz está acesa ou não, se a janela está aberta ou não, pq não é ele quem vive naquele quarto – FON]. Ele pelo jeito já fez ou faz teatro, pq me contou que trabalha no Hopi Hari fazendo umas apresentações [aliás isso achei um máximo pq eu tb faço teatro e todas as pessoas que fazem teatro são incríveis – cof cof cof- hahaha] e ele deve ser bem legal. Aparentemente, ele tem um sotaque sutil, que não consegui descobrir de onde era mas achei bonitinho. E, ele gosta de parkour, o que é meio X pra mim já que eu sou muito sedentária mas não tenho nada contra quem pratica esportes.

Bom, só sei que no final da conversa ele perguntou se podia me ligar já que agora tinha meu número e eu respondi um duvidoso: “Ah…Não sei.” Meu amigo que estava comigo ouvindo a conversa, quase me matou! Disse que isso era um não disfarçado e que eu tinha decepcionado o cara. Na certa, ele não ia ligar.

Agora, cabe a mim fazer alguma coisa. Pensei em começar uma saga de bilhetes, fazendo tipo um caça ao tesouro, caça ao bilhete. Seria divertido. Teríamos um ‘lugar secreto’ perto de casa onde deixaríamos os bilhetes e passaríamos sempre por ali pra olhar se tinha bilhete novo. Não seria um máximo? Tenho que desenvolver melhor a idéia, mas vou fazer algo assim. E vou conseguir ficar amiga dele e tenho certeza de que ele vai gostar. Principalmente pq descobri que ele faz teatro e isso me deixou com mais certeza ainda de que ele deve ser um cara legal. Hihi!

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O Amigo da Placa Torta

Estava eu, linda e loira voltando da minha aula de teatro, quando chego na esquina do meu prédio e vejo que a placa, escrito Rua Cayowaá, está totalmente torta como se um carro tivesse batido nela. Eu, num ato totalmente falho, tento empurrá-la com o braço pra desentortá-la mas claro, com essa minha força de leão, não consegui nem que a placa se mexesse um tiquinho.

Quando vejo, tem um carinha vindo bem atrás de mim, e penso: “Ok, ele deve estar me achando uma idiota toda magrelinha, pensando que vou conseguir desentortar essa placa né?!” E como quando eu fico com vergonha eu falo, resolvi chegar pra ele e fazer uma piada pra quebrar o gelo e ser menos ridícula:

– Até parece que eu ia conseguir desentortar a placa com esse meu tamanho todo né?

Ele deu uma risada, aceitou bem a piada e eu completei: “Poxa, você que devia tentar desentortar, é bem mais fortinho do que eu…” (Falei isso pq ele tava de shorts e regata, como quem está voltando da academia e gosta de dar uma malhadinha). Daí, só pra não ficar aquela coisa de risadinha e fim, resolvi puxar um assunto perguntando se ele morava na rua Cayowaá mesmo e ele disse:

– Sim, moro aqui nesse prédio. (apontando pro prédio que estava bem na nossa frente)

– Ah…Legal..Em que andar você mora?

(tempinho pensando…) Moro no quinto…Não, não..No terceiro!

– Poxa, mas esse prédio tem tão poucos andares e você ainda tem que pensar? hahaha

– Hahaha pois é. E você?

– Eu moro nesse prédio aqui ao lado. (tem apenas uma casa separando o meu prédio e o dele)

– Ah..Achei que você também morava no meu. E qual é seu andar?

Daí começamos com esse papinho besta de falar o andar e pra onde dava a vista da nossa janela, se as nossas janelas se achavam e tal..Até que eu me toquei que tava engraçado e espontaneamente falei:

– Ai, olha esse nosso papo né? hahaha como a gente é simpático, engatamos uma conversa só por causa da placa torta…

Dai nós dois rimos e demos tchau, mas antes nos apresentamos. Disse a ele que me chamava Renata e ele disse que se chamava Danilo.

Assim que cheguei no meu apartamento, fui olhar na minha janela e realmente, não dava pra ver a janela dele pq tem uma parte lateral do prédio dele que fica bem na frente, maaas…Imaginei que da janela da minha mãe já desse pra ver.

Fui pro quarto da minha mãe, ascendi a luz, abri a janela e veio a surpresa!

Dava pra ver a janela dele. E, como se não bastasse, ele tava lá pendurado na janela tentando ver a minha! Tava pendurado mesmo, tentando saír da janela dele até que sua visão alcansasse a janela do meu quarto. Demos de cara um pro outro e eu falei:

– Hahahaha não acredito que você ta aí!

– Pois é, agora da pra gente conversar!

Eu dei muita risada e meio que fiquei com vergonha mas o engraçado foi que os dois, assim que botaram o pé em casa, foram se olhar na janela. Eu meio que dei boa noite rápido pq as pessoas do meu prédio poderiam ouvir a gente conversando e berrando, já que eram 23:30 da noite. Fora que tem meu vizinho vizinho bonitão que mora lá no 8º andar e dá pro mesmo lado que a gente…Pior é que agora to com mó vontade de ir lá bisbilhotar de novo!

Parece que eu tenho um fetiche por vizinhos né? hahaha Não é isso. O pior é que acho que ele nem faz meu estilo, nem achei ele bonito mas…Achei a história engraçada. Quem sabe um dia não deixo um bilhetinho pra ele lá na porta com o nome dele e ganho um novo amigo? Pois não trocamos e-mail, telefone nem nada e eu nunca tinha visto ele por aí. A única coisa que sei agora é que tem um cara simpático chamado Danilo aqui no prédio ao lado.

A questão é: como conhecer um cara assim do nada e ir atrás dele, mandar bilhetinho, sem fazer ele pensar que eu to dando mole? Afinal, todos os caras que a gente é legal de graça, acham que a gente ta dando em cima. Se fosse pra acontecer alguma coisa, só aconteceria depois da gente se conhecer se ele me fizesse gostar dele pq fisicamente ele não me surtiu nenhum efeito.

Oi, posso ser sua amiga de graça sem ter que te pegar? Obrigada 😉

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Flerte no elevador: do platônico pro real.

Tô pra escrever as novidades sobre meu vizinho bonitão há tempos mas tava procrastinando. Agora tenho mais 2 partes que vou embutir num post só. Uma delas A-C-A-B-O-U de acontecer. Vamos lá:

Lembram do bilhete que eu mandei pra ele né? Pois bem. Dia desses, num sábado de manhã, toca minha campainha e eu, pelada, penso: “Nem a pau que vou colocar a roupa pra atender a campainha essa hora. Deve ser o lixo.” A campainha tocou de novo e eu resolvi, sem pretensão nenhuma, olhar no olho mágico pra me livrar do peso na consciência. Era a porteira [SIM! eu tenho uma porteira mulher e isso é um máximo!] ela estava com cartas na mão e eu resolvi abrir uma partezinha da porta só pra pegar.

– Oi Renata, o vizinho te deixou isso aqui… [me entregando um pedacinho de papel fechadinho com um clips]

– Quem?

– O Eduardo do 8º andar.

Eu não esbocei nenhuma reação, peguei o singelo papelzinho, agradeci e fechei a porta. Nem preciso dizer que depois que fechei a porta dei pulos e gritinhos de alegria né? Ok.

Resolvi escanear o bilhete e mostrar pra vocês, como primeira prova viva que meu vizinho existe mesmo. Vejam com seus próprios olhos!

Da pra perceber que ele tentou caprichar nas letrinhas né? Primeiro que na capa deve ter errado a primeira letra e resolveu dar um charminho fingindo que as primeiras letras eram pra ser mais riscadinhas. Segundo que dentro, ele criou como se fosse uma tipografia própria! Perceberam? Algumas letras maiúsculas possuem em tracinho a mais como charme. Acho que ele pensou no fato de que eu sou designer, e tentou ser mais caprichosinho [ounnn…]

Depois desse bilhete, era preu ter escrito o post contando pra vocês mas dei uma desanimada. O bilhete não tinha nada muito direto mostrando algum interesse por mim, apenas a atenção esperada né? Afinal, como um bom moço educado, ele apenas respondeu o bilhete que eu tinha mandado pra ele. Pois bem…Voltei a viver minha vida, achando que esse meu amor platônico não passaria de um amor platônico mesmo. Minha mãe tinha até me dito que um dia encontrou ele com uma menina linda no elevador. Disse que a menina era parecida comigo, magrinha, morena..Só era mais arrumadinha [no sentido de ser mais patricinha] e isso comprovava o fato de que ele namora, como meu outro vizinho e meu porteiro me contaram. Então, como eu achava que ele tinha namorada e nunca era direto o bastante, eu nunca teria coragem de fazer nada mais cara de pau.

Hoje, num dia normal de trabalho, choveu muuuito; eu tomei chuva, tava toda mulambenta voltando pra casa, louca pra tomar um banho..Quando entro no meu prédio e ainda balançando meu guarda-chuva escuto um: “Fala Rê!” Olhei pra trás tensa e era ele. “MERDA! Eu aqui fedida e feia, tinha que encontrar ele.” Mas ok, precisava ser simpática e ignorei o fato de estar nojenta. Afinal, ele também devia estar um pouquinho né? [não. tava lindo como sempre. hahahah]

Abri o elevador pra ele, ele deu meia volta e segurou pra mim me falando pra entrar. Dai começamos com aquele lenga lenga casual de elevador, ele me perguntou como eu tava e bla bla bla. “Ué, mas você não tava de carro novo? Pq ta vindo a pé?” Ele me contou que pra ir trabalhar pega metrô e uma van da firma, que fica mais fácil assim. E que o carro é novinho e lindo, ele ainda ta super curtindo. Quando chegou no meu andar, ele abriu a porta pra mim, já saindo no meu hall junto comigo. Uaaau, ele realmente queria conversar. O elevador foi pro 8º, como ele tinha mandado. Ficamos lá um tempão. Contei pra ele que domingo que vem era meu aniversário e ele perguntou a minha idade. 23 eu disse…E você? “Eu tenho 30. Faço 31 em novembro.” “Hummm…30 ainda da pro gasto né?” [OI?! Que comentário xavequeiro foi esse? Morri de vergonha depois que falei, certeza que fiquei vermelha] Daí ele começou a falar de signos. Gente…Diz pra mim: que homem no mundo se interessa por signos??? Ele até falou sobre ascendentes, coisa que eu nem entendo nada! ahahaha Ele disse que era de escorpião e uma das características mais fortes era ser fiel com os amigos e com seus relacionamentos amorosos. Daí o papo foi pra namoro, eu comentei que estava solteira pela primeira vez na vida [pq sempre namorei] e ele me disse que namorou por muito tempo..Depois terminou..Depois namorou..E deixou no ar se era solteiro ou não. Eu resolvi não perguntar, pq depois dele frizar que era fiel, se ele me confirmasse que tinha namorada ia melar nosso climinha né? Então fingi que nem queria saber.

Falamos sobre umonte de outras coisas. Até sobre gays, quado contei que conheci 2 caras la do andar dele e perguntei se eles eram gays. Ele disse que eu era super descolada pq não tinha problema em perguntar isso hahaha. Dai eu falei: “E se eu perguntasse pra vc se vc é gay?” Ele disse: “Ah..Você não precisa me perguntar isso né? Você sabe muito bem que eu não sou.” [tipo, oi? o que ele quis dizer com isso?] Pedi pra ele mostrar as mãos. Morri! Ele tem as mãos lindas, do jeito que eu gosto. Unhas curtinhas, sem roer, mão de homem e o melhor: saindo de um lindo terno. Elogiei, claro. E ele ficou todo feliz.

Então o papo, misteriosamente, voltou pra relacionamentos não lembro como.

– 30 anos já ta na idade de casar né?

– Hahaha pois é… [silêncio constrangedor]

Quando o silêncio constrangedor aparece, vocês sabem né? Eu falo sempre a maior merda do mundo e dessa vez, finalmente soltei:

– Você namora?

– Não.

Gente..Eu juro. Ele não hesitou na resposta. Foi curto e grosso e ainda respondeu sorrindo! E agora? Devo acreditar nele? Sinceramente, eu acho que ele namora. O meu outro vizinho que conhece ele me contou. Minha mãe viu ele com uma mina no elevador. Po, é claro que ele ta falando que não namora pra me xavecar. Mas ok, o que importa é que EU to solteira e se ele quer, estamos aí.

– Po Rê…Você precisa aparecer mais!

– Aparecer onde? Bater na sua porta e dizer oi? hahahaha

– Ah…Pode fazer isso se você quiser…

– Eu não, mó vergonha…Você mora com 20 mil pessoas!

– Hahaha ah..Então..Você não tem algum número?

– Não…

[silêncio constrangedor…]

– hehehe brincadeira, claro que tenho. Anotaí.

Ele pegou o celular do bolso e anotou. Terminamos de conversar e ele chamou o elevador de novo. Quando fomos dar tchau, senti uma entortadinha no rosto dele mas logo virei a cara pra dar beijinho na bochecha. Gente, eu tava fedida de chuva né? Não podia beijar ele naquela hora. Fora que tinha que me preparar psicologicamente também.

Enquanto escrevia esse post, meu interfone tocou e era ele:

– Oi amore…É o Dú! Meu celular deu algum tilt e quando entrei no elevador vi que seu número não estava mais nele. Você pode me passar de novo?

– Hahaha posso..É xxx-xxxx. Ainda bem que a gente mora no mesmo prédio e você pode me interfonar né?

– É verdade. Obrigado linda, um beijo.

Ele me chamou de amore e linda numa mesma conversinha rápida. Podem falar, já peguei. Apesar de que eu acho meio brega ficar chamando de apelidinhos sem ter intimidade, me soa meio xavequeiro. Ah, e o “Mil beijinhos, Dú” no final do bilhete? Hahahaha foi a coisa mais gay do universo! Mas agora eu já sei que ele não é gay. E que ele não namora. [vou fingir que acredito nele pra ficar com menos peso na consciência quando a gente tiver dando uns amassos]

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Flerte no Elevador [Parte 2]

Alguém aí lembra do meu vizinho bonitão do 8º andar? Aquele com quem eu flertava no elevador? Aquele que usava terno e gravata, era lindo, educado e gentil? Aquele pra quem eu fiz um cartãozinho e entreguei através do porteiro? Então…

Muita gente, desde que leu os posts relacionados a ele, vem me pedir para continuar a história e eu nunca continuava pq simplesmente não tinha continuação. Na verdade, eu até encontrava ele às vezes mas nada acontecia, ele apenas era educado, lindo como sempre e normalmente a gente sempre se encontrava em dias péssimos do tipo: “acordei, me olhei no espelho e sou a pessoa mais feia do mundo”, sabe? Confesso que inúmeras vezes deixei o elevador passar direto pelo meu andar quando via que estava descendo pra, no caso de ser ele, a gente não se encontrar.

Passei um tempão sem vê-lo e ontem, subindo uma das ruas perto de casa, olho pro outro lado da calçada e vejo um bonitão de terno [sim, eu ainda morro de fetiches por homens de terno] e, observando melhor, notei que era o bonitão do 8º andar. Apressei o passo, tirei os fones de ouvido, comecei a arrumar o cabelo e rezei pra ele não olhar pra trás e me ver, toda desengonçada me arrumando.

Chegando no prédio, ele abriu o portão e só me viu quando ia fechar. Disse: “Opa! Oi Rê, tudo bem? Quanto tempo né?” Entramos no prédio, e chegando  no elevador, ele abriu a porta pra mim [claro] e entramos. Ele estava muito simpático. Dava pra sentir que ele estava feliz em me ver. Eu dei uma travada e ele resolveu perguntar: “Mas e ai Rê, como andam as coisas no trabalho?” Gente…Ele me chama de Rê! Tem coisa mais fofa? Eu falei que tudo bem e logo cortei falando que o vizinho lá de cima me contou que ele o ensinou a dar nó na gravata e eu tinha achado bonitinho. Ele, um pouco tímido, deu uma risadinha e explicou que como trabalhava em banco [boooring…] e dava o nó na gravata todo dia, já estava super acostumado. Infelizmente, como moro no 3º andar, meu andar chegou e eu fui saindo.

– Ah…Então tá, tchau né..

Ele deu um tchau sorrindo e eu fui embora. Dessa vez, notei que ele estava bem diferente que das outras. Ele me olhava nos olhos, me dava muita atenção…Parecia até que tava me dando bola mas eu pensei: “Ah…Como eu pago um pauzão pra ele, devo estar imaginando coisas né? Mesmo pq, o vizinho lá de cima me contou que ele tem namorada…” [PASMEM! Ele não é gay, porém namora].

Esse encontrinho foi o suficiente pra garantir meu bom humor na semana inteira. Daí hoje, resolvi esperar ele sair do metrô [meio escondida] pra gente se encontrar e conversar de novo. Sentei no banquinho da farmácia, era mais ou menos o mesmo horário de ontem, e fiquei esperando por ele. Confesso que fiquei lá uns 15 minutos e pensei: “Ai, como sou boba né? Pareço criança. Eu vou é embora pra casa!”. No caminho, no mesmo lugar que encontrei ele ontem, adivinham quem eu vejo? O PAI dele. hahaha Juro, foi muito azar e muita coincidência ao mesmo tempo. Eu fui até meu prédio, com passos de tartaruga, pra ele me alcançar caso estivesse chegando.
Foi totalmente falida a minha tentativa de encontrá-lo. Peguei o elevador, cheguei em casa, coloquei a bolsa na cama e sei-lá-pq-diabos resolvi descer. Só podia ser instinto do coração! Eu pensei: “Vou descer, falar qualquer coisa com o porteiro, ir até a esquina e voltar” tipo uma última chance.

Cheguei no térreo, abri a porta do elevador e QUEM ESTAVA ENTRANDO? Sim! Ele! O vizinho bonitão! Meu coração foi pra boca e ele, já abrindo um sorriso falou: “Vai subir Rê?” – OI? eu tinha acabdo de descer? – hahaha mas daí respondi: “Vou. Peraí! […] ah, não, pode subir vai…” eu pensei que daria muito na cara se subisse com ele. Daí ele falou: “Não, eu te espero!” [nessa hora minha cabeça tava a mil tentando arranjar uma pergunta idiota e rápida pra fazer pro porteiro e pegar logo o elevador] Olhei pra cara do porteiro e ele me olhou com cara de interogação. Eu gaguejei:

– Ai…não tenho nada pra te falar.

– ???????????

– É…Meu irmão saiu que horas mesmo?

– …umas 4 e pouco. [detalhe, ele tinha me dito isso ha 2 minutos qdo eu subi pela 1ª vez…Será que ele entendeu tudo? hahaha fora que era o mesmo que eu tinha pedido pra entregar o cartão naquela vez!]

Vi uma mulher chegando no portão e corri pro elevador. Ele segurou a porta pra mim, mas não esperou a mulher. Logo vi que era pra ficar sozinho comigo, afinal, educado como ele é, esperaria a mulher né? Daí fomos conversandinho nem-me-lembro-o-que no elevador e rapidamente chegou no meu andar. O assunto ainda não tinha acabado e eu fiquei conversando com ele na porta. Enquanto ele falava algo sobre os horários dele ou como ele ia pro trabalho eu disse: “Ai, tem uma  moça lá em baixo esperando o elevador, melhor não prender a porta….” [não me chamem de idiota mas coitada da mulher…] Ele então, num movimento rápido, saiu do elevador e logo me vi com ele, sozinha no hall do meu apartamento.

Ele saiu do elevador só pra conversar mais comigo! Dava pra notar que os dois estavam meio sem jeito e com a maior vontade de conversar mais. O assunto na verdade nem importava, afinal, estávamos juntos. [hahaha só pra romantizar um tico]. Mas depois de falar sobre trabalho, ônibus, metrô, descobrir que trabalhamos perto e ele me oferecer carona pro trabalho todo dia quando pegasse o carro novo, eu falei assim pra ele:

– Você lembra o cartãozinho que eu te dei?

– Lembro sim, claro! Guardo ele até hoje!

– Ounnn..Então, é que nem tive oportunidade de explicar o pq eu fiz..Você sabe pq eu fiz?

– Ah, foi por causa daquele dia do elevador né?

– É..É que aquele dia você tava mó simpático comigo e eu tava super de mau humor e no final da conversa perguntei se vc acordava de bom humor e vc ficou meio sem jeito..Afinal, que pergunta foi aquela né? Daí fiquei com peso e resolvi te fazer aquele cartãozinho 🙂

– Po, eu adorei! hahaha você trabalha num lugar que faz isso né? Nossa eu acho um máximo essas coisas, eu adoooro! [ele realmente mostrou uma empolgação fora do normal]

Eu imitei ele falando adoooro e ri da cara dele. Ele comentou da luz do hall que estava meio desajustada pq ficava apagando toda hora. Nós rimos. Estava na cara que ele inventava assuntos aleatórios só pra continuar falando comigo alí no hall.

O elevador chegou de volta. Eu disse um tchau já meio que indo embora e ele estendeu o braço, pegando no meu ombro, pra me dar um beijo no rosto. Eu puis a mão na cintura dele, toquei naquele lindo terno e retribui o beijo no rosto dando boa noite.

Abri a porta da minha casa. Entrei. Fechei. E só não dei um grito de alegria pq ele ouviria do elevador. Só sei que fiquei com as pernas trêmulas. Me senti como uma menininha que tem seu 1º amor na escola e ele diz “oi” pra ela pela primeira vez 🙂

Estou pensando em fazer um cartãozinho pra ele e entregar num dia conveniente dizendo: “Queria que nosso prédio tivesse cem andares e a gente morasse nos últimos.”

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Recado ao coração

Querido Coração,

eu não te avisei que tinha planos? Queria passar mais um tempinho nessa rotina mais ou menos e viajar! V-i-a-j-a-r! Foi por isso que só te pedi uma coisa: vire uma pedra por um tempo. Não era pedir demais, era?

Mas não…Você foi teimoso e se apaixonou. Sim, devo concordar que não procurou por isso, simplesmente veio do nada mas você se apaixonou! Fez a única coisa que eu te pedi para não fazer pelo menos por enquanto…

Agora, que deu tudo errado, você vem todo choroso pra mim, dizer que está partido.

A culpa não é minha, eu bem tentei te avisar. Pena que não tenho autoridade nenhuma sobre você.

É coração…Agora aguenta! Aguenta que logo passa. Afinal essa não é a primeira, nem a última vez que você se machuca, né?

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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

– Bom dia!

– Bom dia.. =]

– E aí, como estão as coisas?

– Ah..Bem! Eu me formeeei…

– Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

– Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

– Ele já chegou?

– Hum…Eu acho que não…

– Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo… hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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