Arquivo da tag: Comportamento

Cuidado com o Ego.

Todo mundo tem, ou pelo menos já teve, um amigo  egocêntrico. Às vezes não é nem na maldade, seu amigo pode ser egocêntrico por criação, sem nem perceber que está sendo. Normalmente pessoas bonitas demais agem dessa maneira. Estão acostumadas, desde pequenas, a serem o centro das atenções e a receberem mil e um elogios. A culpa não é delas, afinal, esse é o mundo em que elas vivem desde que nasceram. Por isso escrevo esse texto como um alerta pra você parar e refletir se é assim ou não.

Eu, como boa leonina, adoro ser o centro das atenções. Mas me policio muito para não apagar o brilho do outro. Todo mundo merece brilhar, e por mais tímida e reservada que a pessoa seja, nunca é ruim receber um elogio.

Quando falo em apagar o brilho do outro, não é exatamente acabar com o momento de glória dele. Às vezes ele nem tem um momento de glória. Só quero pedir que, pelo amor de deus, deixe a coitada da pessoa falar sobre ela mesma uma vez na vida! Uma das características mais marcantes dos egocêntricos é não saber ouvir e/ou falar sobre outras coisas que não envolvam eles mesmos.

Para tudo existe um momento certo. Tem hora que precisamos desabafar, mas tem hora que precisamos ouvir o desabafo de alguém e por mais que seja um saco, é melhor fazer o que gostaríamos que fizessem com a gente. Escute a pessoa. Dê conselhos. Ofereça um ombro amigo, às vezes isso nem vai te tomar muito tempo. Você pode até dar conselhos se baseando em experiências pessoais mas CUIDADO PARA NÃO PERDER O FOCO.

Um exemplo clássico é aquela pessoa, que vê que você está triste e resolve te perguntar: o que houve? Você, todo feliz que conseguiu um ombro amigo, começa a abrir o coração e contar tudo para ela, esperando ouvir palavras de sabedoria que te façam sentir melhor. Mas quando você percebe, o assunto está totalmente voltado a essa pessoa e, se bobear, quem está aconselhando ela é você.

Duvido que isso não tenha acontecido com vocês pelo menos uma vez na vida. E é muito irritante. Falo isso, pois egocentrismo em excesso me cansa. Pode ser a pessoa mais interessante da face da terra mas se só falar dela mesma, cansa.

Se você disser que está com dor de cabeça, o egocêntrico dirá que tem um tumor no cérebro. Se contar uma história engraçada do seu cachorro, ele vai dar um jeito de mostrar que o cachorro dele é bem pior. Seu pai morreu e você vai contar pro egocêntrico? Relaxa… Ele vai falar que o pai dele também morreu ou no mínimo vai começar a falar sobre o quanto ele ficaria mal se o pai dele morresse. E sabe aquele tombo horrendo que você tomou na balada? O egocêntrico tomou um bem pior no meio da rua.

Portanto, egocêntricos, aprendam a ouvir mais e falar menos. Comecem a prestar mais atenção nos outros, e na necessidade deles em receber um pinguinho de atenção quando se sentem carentes disso.

A vida para ambos será bem melhor e o seu brilho só tende a aumentar, #ficadica. 😉

22 Comentários

Arquivado em Comportamento, Fatos da vida, Relacionamentos

Sinceridade ou Joguinhos?

Li um post no blog de um amigo que me fez pensar nessa questão. Acho que todas as pessoas, em algum momento da vida, se deparam com essa mesma dúvida seja por um coração partido ou por medinho de tomar atitudes erradas e dar merda.

A situação começa com você conhecendo a ‘pessoa ideal’. Uma pessoa legal, atraente, bom papo, pegada boa…Enfim, tudo aquilo que você sempre quis. Ela é a ‘pessoa ideal’ mas ainda é uma incógnita. Não dá pra saber se ela também pensa o mesmo de você, se ela só está com você pela falta de outra pessoa melhor, se está só passando o tempo ou se está totalmente apaixonada por você também. Normalmente, é nessa hora que começam os joguinhos.

Joguinhos são estratégias criadas por sei-lá-quem, que todo mundo usa no momento da conquista. Num dia você sai com o carinha, tem uma noite maravilhosa, os 2 deixam bem claro que querem se ver de novo e que gostaram do encontro mas você pensa: “Não vou ligar pra ele amanhã.” [pq daí ele vai pensar que não estou tão afim assim e vai correr atrás de mim]. Ou pior: o cara te liga e você deixa de atender nas primeiras vezes só pra não parecer tão desesperada por ele, afinal, você tem uma vida além dele né? [mas na verdade a única coisa que você consegue pensar é: “Ai, pq será que ele não liga logo?”].

A maioria dos homens diz que odeia joguinhos, que isso é coisa de mulher…Mas muitos deles fazem também. É natural do ser humano. Eu já fiz muito, e você com certeza fez também. Depois de passar por muitas tentativas e erros – provavelmente mais erros – cheguei a este ponto onde me pergunto: E aí? É melhor ser sincero logo de cara ou fazer uns charminhos no começo? Certeza que a resposta dada por vocês agora foi que é sempre melhor ser sincero.

Na minha última experiência eu resolvi fazer tudo certo. Resolvi não jogar, não fazer charme, ser sincera – mas também não muito, pra não assustar o cara – e no final das contas: deu tudo errado. Eu saí da história até que bem, com a consiência de que tinha dado o meu melhor e que não era pra acontecer mesmo mas…Poxa, é ruim né? Quando eu faço joguinhos, dá errado. Quando eu sou legal, dá errado. Quando será que vou acertar?

Acho que não é bem por aí pensar dessa maneira. Gosto de acreditar naquele clichê que diz que “Quando for pra ser, será” ou “Se não deu certo, é pq era pra não acontecer” mas como sabemos, os clichês são verdades incontestáveis, que todo mundo solta na hora de consolar a gente, então, não servem pra muita coisa…

Acho que ser muito sincero é ruim, podemos assustar a pessoa fazendo com que ela pense que estamos apaixonados e queremos casar, ter filhos e viver juntos pra sempre! Mas também, fazer charminho demais é um pé no saco né? Acho gostoso essa coisa de não saber o que esperar da pessoa, dar umas investidas sutis, sentir saudades, sentir o frio na barriga. Só que acho uma merda quando a incerteza toma conta da situação inteira. A pessoa desaparece e você não sabe se deve ir atrás, se deve esperar ela ligar…Gosto de sinceridade sim, mas sinceridade com bom senso. É gostoso saber que uma pessoa se importa com você, ou que pensa em você em determinado momento do dia. Não precisa mandar mensagem no celular toda hora, mas uminha de vez enquando, pra mostrar que lembramos da pessoa, é sempre bom.

No final das contas, eu fico com a sutileza. Joguinhos saudáveis, demonstrações de interesse e muita, mas muita sinceridade – sempre. Mas por favor, falemos só o necessário ok? Nada de se declarar logo de cara, sem nem sentir um pouquinho a outra pessoa.

“Tudo tem seu tempo”. [só pra terminar o post com mais uma verdade chata e incontestável!]

22 Comentários

Arquivado em Comportamento, Eu, Fatos da vida, Relacionamentos

Utilidade Pública

Esses dias estava no ônibus e reparei na janelinha do ônibus ao lado, um adesivo novo daqueles que explicam que os bancos amarelos são direcionados a pessoas ‘especiais’. Antes, os adesivos alertavam que os bancos especiais eram para gestantes, idosos, pessoas com crianças no colo e cegos [não me lembro se cegos se encaixam no espaço onde fica a cadeira de rodas também, mas enfim…] Agora, colocaram o pictograma de uma pessoa gordinha ao lado desses, ou seja, os bancos especiais também são destinados a pessoas obesas.

Eu sempre respeitei os bancos especiais e faço questão de levantar se chegar alguém com mais necessidade de sentar do que eu – mesmo que eu esteja em um dos bancos normais. Na verdade sou corretinha, me coloco no lugar das pessoas e sempre acabo levantando ou perguntando se a pessoa quer que eu segure sua bolsa etc.

Hoje, sentei em um dos bancos amarelos e num dos pontos seguintes, entrou uma moça obesa – uma que geralmente pega o mesmo ônibus que eu várias vezes. Me lembrei do pictograma de pessoas obesas, olhei para cima e lá estava ele com a frase explicativa logo abaixo. Confesso que fiquei um pouco sem graça de perguntar se a moça queria sentar, fiquei pensando se ela iria se ofender por eu estar oferecendo o lugar pra ela por ela ser obesa…Pois era nova, e estaria totalmente evidente que seria por seu peso. Sem pensar muito, optei pelo politicamente correto, levantei e disse: ‘moça, quer sentar?’ e ela: ‘não não, obrigada!’ eu tentei insistir um pouco dizendo que desceria logo [mentira] mas ela, simpática, agradeceu e disse que não.

Eu sorri e sentei no banco de novo. Passei o caminho inteiro me sentindo um pouco mal por ela ter recusado, sem saber se tinha achado chato eu oferecer, ou se tinha achado educado…Se ela ficou constrangida e por isso não aceitou. O que seria ético fazer neste caso? O ônibus esse horário estava super cheio e ela, além de ficar apertada aguentando seu próprio peso em pé, ocupava um pouco o espaço das outras pessoas. As vezes ela apenas queria ter o direito de ir em pé o trajeto inteito, mas também pode ter se sentido ofendida com a minha atitude.

No final, ela acabou descendo um ponto antes que eu, e com certeza viu que não era verdade que eu ia descer logo e que estava apenas querendo ser gentil.

Acho que minha intenção foi boa, por isso não me arrependo…Mas se ocorrer uma situação dessas de novo, acho que não vou perguntar, vou apenas levantar sem dizer nada. O ruim é se uma pessoa nova e magra como eu pegar o banco e meu plano ter ido por água abaixo! Mas é um risco a se correr, não é mesmo?!

17 Comentários

Arquivado em Comportamento, Cotidiano, Eu

Você e meu desenho.

No post anterior, disse que quando acabou minha conversa com o cara do metrô peguei um desenho que já tinha começado e continuei desenhando. Um papel bem sujo, de graxa especificamente, que um dia usei para limpar uma parte da minha bolsa que havia sujado no ônibus. É uma criatura. Eu adoro desenhar criaturas. E aquele papel todo sujo e amassado pedia uma criaturinha nele. Na empolgação de falar com pessoas, resolvi ver o que elas pensariam ao ver meu desenho.

Já na rua, voltando pra casa, vinham vindo três caras tipo aqueles arrumadinhos indo pra balada na Vila Olímpia, sabe? Cheirosos, até me pareicam talvez…Gays. Mas enfim…Não pensei duas vezes e quando eles passaram ao meu lado eu disse: ‘Meninos, queria saber o que vcs acham do meu desenho.’ [e mostrei o pequeno papel nojentinho]. Um deles disse: ‘ah, tem que ver na luz…’ me puxando pra uma parte na calçada onde era mais iluminada pelo poste. Depois de um tempo olhando, um deles, com uma cara de entendedor de arte disse: ‘Olha..acho que a gente tem que sentir a áurea do desenho sabe? Pra saber como é a pessoa q desenhou ele’ e eu: ‘..poxa, então vc vai dizer que eu sou suja como meu desenho?’…Eles começaram a rir e tentar se explicar daí eu agradeci, dei uma risadinha e continuei indo pra casa.

Um pouco mais pra frente vinha um menino com um cachorro. Ele devia ter uns 17 anos. O parei e disse: Oi, oq vc acha do meu desenho?’ depois de um tempo olhando ele respondeu: Olha..eu acho que ele parece com aquele…’bombo esponja’, sabe?‘ eu: ‘Ahhh sei, o BOB esponja?’ e ele: ‘Sim…É o bombo esponja mesmo?! Eu acertei?!’ e eu: ‘Não. mas obrigada mesmo assim! tchau!’. Foi engraçado. As pessoas são engraçadas.

Daí, chegando em casa perguntei pra um amigo no msn o que ele achava e mandei o desenho. Claro, ele teve tempo de pensar numa resposta legal, fazer uma profunda análise e me falar isso:

‘Eu imaginei que ele fosse um amigo imaginário, como os da Mansão Foster para Amigos Imaginários.
O nome dele deve ser ‘Spitzel’ ou coisa parecida, e aposto que ele tem sotaque russo (tipo vilão de filme do 007). Ele é super peludinho mas faz a barba dia sim, dia não. E pela cara dele, seu melhor amigo deve ser um pinguim que só fala mimimimimi’

Legal né? E você, o que acha do meu desenho?

fim.

6 Comentários

Arquivado em Comportamento, Desenho