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Flerte no Elevador [Parte 4]

Gente, to passada! Fiquei até mais tarde no trabalho hoje e quando cheguei tava afim de papear, fiquei conversando horas com o Edeilson, meu porteiro…Sabe o que descobri?

Que depois deu ter dado o cartãozinho pro meu vizinho bonitão [vide o 2º capítulo do Flerte no Elevador] ele deixou um bilhetinho pra mim na portaria e NÃO ME ENTREGARAM! Pelo jeito, o bilhete foi perdido, esquecido e jogado no lixo em alguma outra dimensão do universo! 😦

O Edeilson não leu o bilhete. Mentira! Ele leu sim, e enquanto eu escrevia esse post, acho que ele sentiu peso na consciência e me interfonou contando toda a verdade! O bonitão, no dia seguinte, perguntou quem tinha deixado aquele cartão e falou: “Poxa, mas ela não deixou nenhum telefone nem nada preu agradecer? Vou deixar um bilhete pra ela.” Ele subiu até seu apartamento e voltou com um bilhetinho pra mim escrito: “Oi Re, adorei seu cartão, me liga pra eu poder te agradecer: xxxx-xxxx”

Aaaaaaaaaah! Ele me deixou o telefone dele! E ninguém me entregou! Eu aqui achando que ele tinha ignorado meu lindo cartão, até fiquei brava pq ele nem se deu ao trabalho de deixar um mísero bilhete agradecendo mas poxa! Ele deixou. Com o telefone! No final, ficou parecendo que a desinteressada da história toda era eu!

Escrevi outro bilhete, que dessa vez me certifiquei com o Edeilson que será mesmo estregue, dizendo: “Du, fiquei sabendo que há anos atrás quando te dei aquele cartão, você deixou um bilhete pra mim na portaria mas não me entregaram. Fiquei com o coração partido e achei que você nem tinha ligado. O que você dizia no bilhete? Um beijo, Re.”

Antes do Edeilson ter me contado o que havia no bilhete, eu já tinha criado mil hipóteses do que poderia estar escrito nele né..Desde “Oi Re, adorei o cartão que você me deu, beijos Edu” até um “Re, amei seu cartão, eu também adoro pessoas que acordam de bom humor. Que tal um vinho hoje a noite?! Te espero, todo seu, Du.” [hahahaha brinks] Mas acho que o bilhete dele foi um misto dos 2. Ele meio que agradeceu e passou o telefone. Hãn? Hãn?

Bom, só quis atualizar vocês das novidades. Ah, outra coisa: ele ta de carro novo. Um carrão importado que de acordo com a minha mãe é carro de coroa ricão. Aliás, minha mãe disse que eu devo investir mais nele já que ele ta com essa bola toda. Vê se pode? Hahaha…Enquanto eu conversava com o Edeilson, ouvi um “E ai Re! Tudo bem?” …era ele saindo do elevador e indo pra academia. Só demos oi de longe pq ele desceu pra garagem. Vestia uma regata e um shortinhos. Ok, a roupa não era assim aquele charme mas ó…Ele tem um corpitcho que ôôô lá em caaasa viu!

Edeilson me disse que dessa vez ele mesmo vai entregar o bilhete, já que da última vez ele deixou lá em cima com o meu nome e ninguém nem tchum! Agora, é só esperar o próximo capítulo!

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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

– Bom dia!

– Bom dia.. =]

– E aí, como estão as coisas?

– Ah..Bem! Eu me formeeei…

– Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

– Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

– Ele já chegou?

– Hum…Eu acho que não…

– Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo… hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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