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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

– Bom dia!

– Bom dia.. =]

– E aí, como estão as coisas?

– Ah..Bem! Eu me formeeei…

– Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

– Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

– Ele já chegou?

– Hum…Eu acho que não…

– Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo… hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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Flerte no Elevador

[…Droga, tem gente no elevador, vou ter que desligar o mp3 para não ficar chato. Opa…ta demorando, deve ser o cara do 8º andar que eu encontro de vez em quando indo trabalhar de manhã. Oba!]

– Bom dia =]
– Oi…Bom dia!

…silêncio. São apenas 3 andares e chega rápído. Ele segura a porta pra mim, eu agradeço e cada um sai com pressa para ir pro trabalho. Na verdade, isso já aconteceu bastante de manhã, afinal, moramos no mesmo prédio.
De vez em quando, até fico esperando ele passar com o carro ao meu lado na rua enquanto ando até o ponto de ônibus…Ele é tão educado, que não me surpreenderia se me oferecesse uma carona pra onde quer que eu fosse. Mas ok, é de manhã, nunca estamos tão sociáveis e sempre estamos atrasados.

Eu pego o ônibus, vou trabalhar como sempre…E o dia passa.

Volto para a casa,  e entrando no elevador, eu escuto o portão do prédio abrindo. Eu paro a porta do elevador e olho para ver se alguém está entrando para poder esperar a pessoa e ela subir comigo. Opa! É ele! Ele de novo, o bonitão do 8º andar! Está lindo, como estava de manhã, todo vestido de social voltando do trabalho. Desligo meu mp3 e espero ele chegar ao elevador. Ele entra, e com um grande sorriso diz:

– Obrigado!
– Magina…Nos encontramos na ida e agora na volta né?
– Pois é…!!!
– Essa vida de trabalhador…
– É…hehehe…Onde você trabalha?
– Eu trabalho num lugar chamado…Ops! Eu apertei meu andar?

[eu olho pros botões, aperto o 3 mas é tarde demais…o elevador estava exatamente passando pelor meu andar. Daí ele diz:]

– Por pouco heim…
– É….hahaha Mas então, eu trabalho num lugar chamado Origami, faço cartões tridimensionais que quando você abre, salta o desenho..sabe?
– Sei sim, poxa! Que legal! Mas na parte de criação?
– É…Sou designer, e me formo esse ano na facul também..Mas e você, trabalha onde?
– Eu trabalho em banco… [ele diz isso dando um sorrisinho meio sarcástico]
– Poooooooxa…Que legal heim? …ok, mentira. Não é legal não! Hahaha

Nós 2 rimos, simpaticamente e enquanto isso a porta abre, pois chegamos no 8º e último andar.

– Bom, então tchau…
–  Tchau! =]

[dava pra perceber que ambos não queriam parar a conversa, mas também não fariam nada para impedir o fim]

E enquanto o elevador desce de volta ao 3º andar, eu penso: Poxa…Bem que meu prédio poderia ir até o andar 40 né? E ele poderia morar lá. A gente conversaria mais, sorriria mais, flertaria mais…Daria até tempo de fazer um convite para uma cervejinha algum dia, porque não?!

Engraçado é pensar isso com ‘ele’. Moro nesse prédio há anos, e ele também. É bem mais velho que eu, deve ter lá seus 30 e poucos anos, e um dia já chegou até a comentar comigo que eu tinha crescido, que ele se lembrava de mim bem mais nova [isso é meio brochante, mas eu tb mal reparava nele na época]. E agora, ele é aquele cara bem bonitão, maduro porém cultivado, gosta de saír pra correr, é super educado e simpático, vai trabalhar de terno e gravata [se tem algo no mundo que me instiga, é homem de terno e gravata] e me da a maior mole. Ah! E é solteiro, o que é super importante! Nunca o vi com mulher nenhuma, e mora com os pais. Tá ótimo pra uma aventura assim, sem compromisso hãn? Mesmo prédio, horários compatíveis…Mas ok, sonhar é bom. Até o próximo encontro no elevador :]

Fim.

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