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Desvendado o mistério da foto 3×4

Você que acompanha todas as histórias e coincidências da minha vida está prestes e ler sobre a maior delas. Uma que talvez feche um ciclo do meu blog e comece outro, já que ficou parecendo o fim de um começo. Hahaha, isso ficou confuso mas vou explicar.

Quem me segue no Tuinter já sabe que eu encontrei o cara da foto 3×4, que ele se chama Victor e provavelmente deve estar louco pra saber como foi quando nos conhecemos. Isso tudo é muito legal e eu já conto como foi, mas a parte mais louca da história não é essa.

O Vito – como é carinhosamente chamado pelos amigos – achou meu blog através de uma amiga e deixou um comentário. Paralelamente, recebi outro comentário de um cara falando sobre um bilhete que eu mandei para ele há pouco mais de 2 anos atrás. Ele relatou nossa história e disse que tinha chegado até meu blog pelo post da foto 3×4, já que o Vito é melhor amigo e sócio dele. Esse cara, chamado Jonas, é nada mais nada menos um dos motivos pelo qual o meu blog existe. Ele é o personagem principal do primeiro post do meu blog: O Começo de um e Outro e foi depois dessa história que resolvi fazer um blog. Achei que essas aventuras com desconhecidos poderiam ser interessantes pra minha vida, e desde então, venho aprontando altas confusões.

Ou seja: achei o cara da foto 3×4 que peguei um dia no chão e esse cara da foto é melhor amigo do Jonas, que viveu comigo a minha primeira experiência de contato com desconhecidos. Incrível não? Qual é a chance disso acontecer numa cidade tão grande quanto São Paulo? Eu juro que custei a acreditar. Mas não é mentira!

Sexta (dia 29/10) foi a comemoração do aniversário do Vito e ele me convidou para ir, então acabei conhecendo os 2 de uma só vez.

Para a minha surpresa, o Vito é pequeno e um pouquinho diferente do que eu imaginava. Achei que ele fosse mais tímido, mas é comunicativo e fala super bem. Me deu vontade de guardar ele num potinho, de tão fofo que é. Como era aniversário dele, ele estava super animado e era o cara que mais dançava na pista de dança. A balada foi meio de tango, umas músicas que pareciam músicas de filme e todo mundo dançava de um jeito diferente, mas o Vito era o que mais arrasava! Já o Jonas, conversei menos no dia mas mesmo assim foi engraçado reencontrá-lo já que não fazia ideia de como era o rosto dele e acabei lembrando do dia do metrô.

Bom, mas quem é o cara da foto 3×4 afinal?

A parte da área de humanas a gente acertou, mas ele não é publicitário. Ele faz ilustrações lindinhas e tem uma produtora, onde mexe com toda essa coisa de animar os desenhos, fazer curtas e coisas bacanas. Aliás, ele e o Jonas são sócios.

(Vito dançando  na festa, por ele mesmo)

O tênis que ele usa? Não era Mad Rats. Mas era um tênis diferentinho, tipo um All*Star de outra marca. Eu seria amiga dele apenas olhando para aquele tênis.

Ele tem a idade que eu imaginava, 20 e poucos anos. Mais precisamente 24, nascemos no mesmo ano!

Ainda precisamos nos conhecer mais para fazer uma longa análise sobre ele mas não via a hora de contar isso tudo pra vocês. Sabe o que podemos fazer? Deixem o que vocês querem saber sobre ele nos comentários que eu vou perguntando pra ele e respondendo cada um. Achei tão bacana que todos entraram no clima de analisar o cara da foto, que acho que agora devo isso a vocês como agradecimento.

Ps. depois dessa coincidência MONSTRA, parei para pensar de onde vem tudo isso. Não acho que Deus queira que minha vida seja um seriado. Só acho que dou mais chances para esse tipo de coisa acontecer. Espontaneidade, cara de pau e criatividade. Que tal exercitar mais essas características? 😉

O Começo de um e Outro

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Achados e Perdidos

Mais um achado! E dessa vez, não fui eu que achei: uma leitora do blog viu o primeiro post da sessão achados e perdidos e resolveu contribuír com um achado dela!

A história do achado:

A @mahwdiamonds estava socializando na escada da faculdade, quando viu um papelzinho no chão. Pegou, leu com as amigas e todo mundo ficou super curioso com o que dizia o bilhete. Depois de inventar mil teorias, ela pediu que ninguém o amassasse nem jogasse fora porque ela tinha que mostrar pra uma pessoa  – fofa né?

Teorias:

– Com certeza o bilhete foi escrito por uma menina. Usou 2 cores de caneta, sublinhou palavras e tem a letra bonita. Caprichosa, apesar de ser apenas um pedaço de papel rasgado e conter errinhos de português.

– Seria um casal lésbico? Ou apenas amigas carinhosas? Na minha opinião, a história é bem menos babado do que parece. Eu acho que elas são amigas e a Anônima (que escreveu o bilhete), vai passar o final de semana com outra turma de amigas e está fazendo ciuminhos na Rafaela – vulgo Guidonzinha mais linda da sala – mas tudo de brincadeira. Amigas costumam se tratar carinhosamente mesmo, não acho que sejam um casal. Mesmo porque, se fossem, ela não falaria que traiu a namorada num bilhetinho qualquer né?

– Há quem diga que no final do bilhete está escrito “Ele te trai!”. Apesar de discordar, temos que levar em conta todas as hipóteses. Se ela conta para a amiga que o cara trai ela num bilhetinho assim, sem mais nem menos, eu suponho que ela não tenha coração né? Nenhuma amiga contaria uma coisa dessas por bilhete.

E aí, vocês tem alguma versão diferente?

Se você achar um bilhete, não deixe ele se perder no mundo. Guarde, escaneie quando chegar em casa e depois mande para o meu e-mail: re.chelliarcoverde@gmail.com, contando onde você achou e, se tiver criatividade, fale o que pensa sobre o bilhete. A Rebiscoito agradece!

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Oi, essa sou eu :)

Não sei se tenho uma noção exata de quantas pessoas entram no meu blog. Também não sei como elas chegam até aqui, quem são, o que querem, se gostam ou não…No WordPress, rolam as estatísticas, que me ajudam bastante a descobrir um pouco mais sobre isso mas…Não é o bastante. Nem todo mundo que entra e lê, comenta. Aliás, a maioria nem comenta, não sei nem se as pessoas tem paciência de me ler até o final. Eu adoro ler os comentários e saber o que as pessoas pensam, respondo alguns que acho que devo responder e adoro essa interação com meus leitores.

Bom, levando em consideração que eu não sei muito sobre vocês, vou escrever esse post como se vocês não soubessem nada sobre mim. Tudo bem, vocês sabem dessas histórias loucas da minha vida, sabem que sou meio maluca por relações com pessoas e, se estão aqui, é pq gostam disso.

Então, resolvi mostrar um pouquinho de mim. Como eu sou, como falo, o jeito com que mexo as mãos, me expresso e me confundo em meio a meus pensamentos. Acho que deve dar pra perceber, pela minha escrita, que eu penso mais rápido do que consigo falar né? Talvez escrevendo não seja tão confuso pq eu reviso depois, ajusto algumas idéias que possam ter ficado confusas mas…Eu sou estranha! hahaha Quando me empolgo com alguma coisa e tenho vontade de contar sobre ela, eu começo a falar sem parar e é raro encontrar alguém que acompanhe meu ritmo sem se perder.

Uma ferramenta muito legal pra perceber isso é o Gengibre. Não sei se vocês conhecem mas o Gengibre é tipo um Twitter falado. Você faz gravações de voz inves de ter 140 caracteres para se expressar. Quem quiser ouvir o meu, está aqui: Gengibre da Rebiscoito

Agora, indo um pouco mais a fundo, essa sou eu em pouca carne e puro osso:

Esse é um vídeo feito por 2 amigos meus do blog ideia sem hífen, para o trabalho de graduação da faculdade. Na verdade, esse vídeo é apenas uma amostra do que está por vir. Eles editaram minha entrevista e fizeram essa prévia de 1 minuto pra concorrer no “Histórias que mudam o mundo”, um concurdo do site Museu da Pessoa.

Então, além de me conhecer um pouco melhor me ouvindo e me vendo falar, se tiverem gostado do vídeo e quiserem votar nele, entrem no site e votem. Não precisa se cadastrar nem fazer nada dessas coisas chatas, basta um cliquezinho 😉 [Quando o vídeo final tiver pronto, claro que eu vou postar aqui.]

Agora, sabe o que eu queria? Que vocês comentassem sobre o que acharam de mim. Eu imagino, que pra quem não me conhece pessoalmente, deve ser engraçado me ver falando depois de tanto me ler. Me imaginavam diferente? Tipo loira, gorda, voz grossa ou voz fininha? Quando o povo me conhece pessoalmente em eventos do Twitter por exemplo, sempre falam algo do tipo: “Nossa, achei que você era gorda, baixinha e realmente usava aqueles óculos fundo de garrafa!” hahaha…To escrevendo tudo isso pq, no lugar de vocês, eu ficaria mega curiosa pra conhecer a pessoa que está por trás dos textos que eu tanto gosto de ler. E pra quem curtiu o Gengibre, me adicionem lá, mandem o link do perfil de vocês pra gente se conhecer melhor!

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Meu bilhete deu certo :D

Quis dar um tempo do outro post da placa torta pra escrever a continuação mas acabei procrastinando demais. Sorry people! hahaha

Uns dias depois, acho que no dia seguinte até [?] não me lembro ao certo, o Danilo respondeu meu bilhete 😀 Cheguei a noite em casa e o porteiro me deu, falando que ‘meu amigo’ tinha deixado lá. Fiquei toda feliz que tinha dado certo, foi ele mesmo que achou o bilhete com o nome dele na porta! Se alguma outra pessoa do prédio viu, leu…Não importa. O que importa é que chegou nas mãos dele, como eu queria.

(Aqui vai uma foto do bilhete. Vou colocar quando chegar em casa! Ele diz algo do tipo: “é que saí mais cedo da clínica e não sabia que horas você chegaria em casa. Pega meu telefone pra gente conversar e dar um jeito na placa: xxxx-xxxx, boa semana!)

Como podemos ver no bilhete, ele foi um fofo. Manteve a pose de cara simpático que quer ser legal. Não me xavecou, apesar de ter dado o telefone [o que soa como xaveco mas pode não ser]. Quis manter um contato maior. Eu adorei o bilhete, mas não liguei. Óbvio. Magina que coisa chata?

– Alô?

– Danilo? Oi! Aqui é a Renata, sua vizinha do prédio ao lado […]

– Ah! Oi! E ai? Que bom que vc ligou.

– Pois é…Achei que vc não ia ver meu bilhete, que bom que pegou!

– Sim…Quando saí do prédio de manhã, vi um bilhete com meu nome, levei mó susto! Daí na ora de entregar o seu, não sabia o número do seu apartamento e..

(ZzzzZzzzZzzZzzzzzZZzzZzzz telefone é chato.)

Daí guardei o bilhete e comecei a pensar em algumas formas diferentes de me comunicar com ele. Sábado, bebi umas cervejitas e sei la pq diabos, resolvi mandar uma mensagem pro número que ele tinha me passado no bilhete. Começava com “65” e eu não sabia se era um celular ou um telefone fixo. Daí tentei a sorte e mandei um sms assim:

“Na espera de que isso seja um celular, te mando uma mensagem com amor no coração”

Ok, eu sei que não precisava ser tão sentimental assim mas eu tava alterada pelo álcool e tava com mais amor no coração do que o necessário. Mais a noite, saí pra jantar com um amigo meu e meu celular tocou. Era ele! Eu não sabia pois não tinha gravado o celular dele na agenda ainda e ele tb não sabia que era eu pq eu não assinei a mensagem. Quando ele disse que se chamava Danilo, já me liguei que era ele. Eu expliquei quem era, ele ficou feliz ao saber que era eu…E conversamos um pouquinho.

Pelo pouco que ele me contou, já sei que a janela que consigo ver do quarto da minha mãe, não é do quarto dele e sim do amigo que mora com ele [então não adianta nada ficar vigiando se a luz está acesa ou não, se a janela está aberta ou não, pq não é ele quem vive naquele quarto – FON]. Ele pelo jeito já fez ou faz teatro, pq me contou que trabalha no Hopi Hari fazendo umas apresentações [aliás isso achei um máximo pq eu tb faço teatro e todas as pessoas que fazem teatro são incríveis – cof cof cof- hahaha] e ele deve ser bem legal. Aparentemente, ele tem um sotaque sutil, que não consegui descobrir de onde era mas achei bonitinho. E, ele gosta de parkour, o que é meio X pra mim já que eu sou muito sedentária mas não tenho nada contra quem pratica esportes.

Bom, só sei que no final da conversa ele perguntou se podia me ligar já que agora tinha meu número e eu respondi um duvidoso: “Ah…Não sei.” Meu amigo que estava comigo ouvindo a conversa, quase me matou! Disse que isso era um não disfarçado e que eu tinha decepcionado o cara. Na certa, ele não ia ligar.

Agora, cabe a mim fazer alguma coisa. Pensei em começar uma saga de bilhetes, fazendo tipo um caça ao tesouro, caça ao bilhete. Seria divertido. Teríamos um ‘lugar secreto’ perto de casa onde deixaríamos os bilhetes e passaríamos sempre por ali pra olhar se tinha bilhete novo. Não seria um máximo? Tenho que desenvolver melhor a idéia, mas vou fazer algo assim. E vou conseguir ficar amiga dele e tenho certeza de que ele vai gostar. Principalmente pq descobri que ele faz teatro e isso me deixou com mais certeza ainda de que ele deve ser um cara legal. Hihi!

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O dia em que fui surpreendida!

Poxa, to emocionada. Era sempre eu que fazia essas coisas, deixar bilhetinhos, fazer mini livros, surpreender…E agora, acabei de ser surpreendida! Devo admitir que é um sentimento ótimo, todo mundo deveria sentir! E é por isso também, que eu faço essas coisas. Sei o quanto uma pessoa se sente especial ao ser surpeendida por alguém.

Imagine só: estou eu lá no meu Twitter, follower vai, follower vem…Eis que um dia um cara começa a me seguir [vou chama-lo de Bartolomeu* pois ele prefere o anonimato]. Isso faz pouco tempo, menos de um mês ou sei lá. Eu retribuo o follow e vez ou outra trocamos replies.  Nada muito íntimo, não sabia nada sobre ele. Mas ele era simpático e eu o mantinha ali.

Hoje ele me mandou uma direct falando que queria ser meu amigo e perguntando onde era pra deixar o bilhete. Achei graça, claro, mas nem dei muita bola. Depois de algumas mensagens trocadas ele fala algo do tipo: “Estou indo até a placa torta deixar meu bilhete” e para de responder minhas outras mensagens. Eu fui ver meu seriado, jantar, whatever. Depois, quando voltei pro computador, vi uma mensagem dele dizendo que tinha deixado o bilhete ‘na floreira ao lado da placa torta’. Gente, COMO ASSIM? Pensei comigo mesma…Eu já tava toda de pijama, mas a curiosidade era muito maior.

Coloquei uma roupa rapidinho, desci de chinelão mesmo e depois de umas boas olhadas lá pra fora, pra ver se não tinha ninguém suspeito, eu saí do prédio e fui em direção a floreira. [o medo de ser sequestrada era grande mas a rua estava vazia e eu precisava ver se tinha ou não um bilhete!]

Queria até ter tirado foto do bilhetinho enrolado no ferro da floreira escrito “Srta. Biscoito” hahaha peguei ele rapidinho e voltei pro prédio. Só fui ler enquanto estava no elevador. Meu, que fofo! Não é que ele veio até a minha rua pra deixar o bilhete mesmo? E olha que ele nem mora perto heim! Cheguei em casa rindo e contei a história pra minha mãe que estava com um amigo dela [que inclusive diz que é fã do meu blog e adora ler meu twitter, beijos Cássio! hahaha] e eles acharam um máximo.

To até agora achando isso legal. Todo mundo deveria interagir assim sabia? Tem coisa mais simples que um papel e uma caneta pra fazer alguém sorrir? Hoje, enquanto tomava banho, tava pensando em como vou continuar minha história com o vizinho do prédio ao lado, meu amigo da placa torta. Ele já respondeu meu bilhete [inclusive o post ta vindo aí] e eu quero dar um rumo legal pra nossa história. O que o Bartolomeu* fez, tem tudo a ver com o que quero fazer com meu vizinho. Aguardem!

Ps. Bartolomeu*, adorei o que você fez! Só pelo pedido inusitado, você ganhou permissão exclusiva pra ser meu amigo. Hahahaha obrigada! Um beijão 😀

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A Placa Continua Torta…

Hoje acho que faz uma semana que conheci o Danilo, meu amigo da placa torta. Voltando da aula de teatro, achei que ia encontrar ele de novo [confesso que andei até mais devagar pra chegar em casa na esperança dele me alcançar] mas nada.

Quero muito me comunicar com ele! Pensei em deixar um bilhete se a janela dele estivesse apagada, pra ele ver quando chegasse em casa, mas quando abri a minha janela, vi que a dele já estava acesa, ou seja…Ele chegou antes de mim 😦

Que sem graça né? Resolvi escrever o bilhete mesmo assim. Vai que ele vê amanhã de manhã? Pensei na hipótese também, dele ter uma namorada, que vai chegar daqui a pouco e assim que chegar na porta do prédio vai ver um bilhete escrito o nome do namorado dela – e claro que ela vai abrir pra ler – daí ela faz um escândalo perguntando quem é essa mequetrefe que escreveu um bilhetinho pra ele e deixou na porta! Ele pode dizer que não é o Danilo do bilhete. Pode dizer que tem outro Danilo no prédio. Pode dizer que tem alguém lelé da cuca e que ele não faz idéia de que se trata o assunto do bilhete e se faz de desentendido. Ou pode ser sincero e contar que um dia fez uma amiga na rua, aleatoriamente! [risquei a última opção pq é óbvio que ela é totalmente impossível]. Pode acontecer também, do cara que mora no primeiro andar chegar/saír antes dele e não aguentar de curiosidade pra ler o bilhete [eu leria!] Ou o zelador do prédio vai limpar a entrada e vai ver um papel grudado no vidro, tirando ele sem a menor sensibilidade e jogando no chão, naquela água cheia de desinfetante deixando o pobre do bilhete todo borrado e molhado, pq eu escrevi com caneta esferográfica. Ou pior! Chover e borrar o bilhete inteiro, deixando ele intácto porém ilegível.

Bilhete

…enfim. Muitas coisas podem acontecer com esse bilhete, e acho que essa é a parte legal da história. Esperar um bilhete de volta? Nunca mais ver o Danilo na vida? Encontrar, finalmente, a placa da nossa rua desentortada? Aguardo cenas do próximo capítulo incerto.

Imagens para comprovar a veracidade da minha história:

Bilhete na porta(o bilhete grudado na porta do prédio dele)

placa-torta(a placa torta)

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Flerte no elevador: do platônico pro real.

Tô pra escrever as novidades sobre meu vizinho bonitão há tempos mas tava procrastinando. Agora tenho mais 2 partes que vou embutir num post só. Uma delas A-C-A-B-O-U de acontecer. Vamos lá:

Lembram do bilhete que eu mandei pra ele né? Pois bem. Dia desses, num sábado de manhã, toca minha campainha e eu, pelada, penso: “Nem a pau que vou colocar a roupa pra atender a campainha essa hora. Deve ser o lixo.” A campainha tocou de novo e eu resolvi, sem pretensão nenhuma, olhar no olho mágico pra me livrar do peso na consciência. Era a porteira [SIM! eu tenho uma porteira mulher e isso é um máximo!] ela estava com cartas na mão e eu resolvi abrir uma partezinha da porta só pra pegar.

– Oi Renata, o vizinho te deixou isso aqui… [me entregando um pedacinho de papel fechadinho com um clips]

– Quem?

– O Eduardo do 8º andar.

Eu não esbocei nenhuma reação, peguei o singelo papelzinho, agradeci e fechei a porta. Nem preciso dizer que depois que fechei a porta dei pulos e gritinhos de alegria né? Ok.

Resolvi escanear o bilhete e mostrar pra vocês, como primeira prova viva que meu vizinho existe mesmo. Vejam com seus próprios olhos!

Da pra perceber que ele tentou caprichar nas letrinhas né? Primeiro que na capa deve ter errado a primeira letra e resolveu dar um charminho fingindo que as primeiras letras eram pra ser mais riscadinhas. Segundo que dentro, ele criou como se fosse uma tipografia própria! Perceberam? Algumas letras maiúsculas possuem em tracinho a mais como charme. Acho que ele pensou no fato de que eu sou designer, e tentou ser mais caprichosinho [ounnn…]

Depois desse bilhete, era preu ter escrito o post contando pra vocês mas dei uma desanimada. O bilhete não tinha nada muito direto mostrando algum interesse por mim, apenas a atenção esperada né? Afinal, como um bom moço educado, ele apenas respondeu o bilhete que eu tinha mandado pra ele. Pois bem…Voltei a viver minha vida, achando que esse meu amor platônico não passaria de um amor platônico mesmo. Minha mãe tinha até me dito que um dia encontrou ele com uma menina linda no elevador. Disse que a menina era parecida comigo, magrinha, morena..Só era mais arrumadinha [no sentido de ser mais patricinha] e isso comprovava o fato de que ele namora, como meu outro vizinho e meu porteiro me contaram. Então, como eu achava que ele tinha namorada e nunca era direto o bastante, eu nunca teria coragem de fazer nada mais cara de pau.

Hoje, num dia normal de trabalho, choveu muuuito; eu tomei chuva, tava toda mulambenta voltando pra casa, louca pra tomar um banho..Quando entro no meu prédio e ainda balançando meu guarda-chuva escuto um: “Fala Rê!” Olhei pra trás tensa e era ele. “MERDA! Eu aqui fedida e feia, tinha que encontrar ele.” Mas ok, precisava ser simpática e ignorei o fato de estar nojenta. Afinal, ele também devia estar um pouquinho né? [não. tava lindo como sempre. hahahah]

Abri o elevador pra ele, ele deu meia volta e segurou pra mim me falando pra entrar. Dai começamos com aquele lenga lenga casual de elevador, ele me perguntou como eu tava e bla bla bla. “Ué, mas você não tava de carro novo? Pq ta vindo a pé?” Ele me contou que pra ir trabalhar pega metrô e uma van da firma, que fica mais fácil assim. E que o carro é novinho e lindo, ele ainda ta super curtindo. Quando chegou no meu andar, ele abriu a porta pra mim, já saindo no meu hall junto comigo. Uaaau, ele realmente queria conversar. O elevador foi pro 8º, como ele tinha mandado. Ficamos lá um tempão. Contei pra ele que domingo que vem era meu aniversário e ele perguntou a minha idade. 23 eu disse…E você? “Eu tenho 30. Faço 31 em novembro.” “Hummm…30 ainda da pro gasto né?” [OI?! Que comentário xavequeiro foi esse? Morri de vergonha depois que falei, certeza que fiquei vermelha] Daí ele começou a falar de signos. Gente…Diz pra mim: que homem no mundo se interessa por signos??? Ele até falou sobre ascendentes, coisa que eu nem entendo nada! ahahaha Ele disse que era de escorpião e uma das características mais fortes era ser fiel com os amigos e com seus relacionamentos amorosos. Daí o papo foi pra namoro, eu comentei que estava solteira pela primeira vez na vida [pq sempre namorei] e ele me disse que namorou por muito tempo..Depois terminou..Depois namorou..E deixou no ar se era solteiro ou não. Eu resolvi não perguntar, pq depois dele frizar que era fiel, se ele me confirmasse que tinha namorada ia melar nosso climinha né? Então fingi que nem queria saber.

Falamos sobre umonte de outras coisas. Até sobre gays, quado contei que conheci 2 caras la do andar dele e perguntei se eles eram gays. Ele disse que eu era super descolada pq não tinha problema em perguntar isso hahaha. Dai eu falei: “E se eu perguntasse pra vc se vc é gay?” Ele disse: “Ah..Você não precisa me perguntar isso né? Você sabe muito bem que eu não sou.” [tipo, oi? o que ele quis dizer com isso?] Pedi pra ele mostrar as mãos. Morri! Ele tem as mãos lindas, do jeito que eu gosto. Unhas curtinhas, sem roer, mão de homem e o melhor: saindo de um lindo terno. Elogiei, claro. E ele ficou todo feliz.

Então o papo, misteriosamente, voltou pra relacionamentos não lembro como.

– 30 anos já ta na idade de casar né?

– Hahaha pois é… [silêncio constrangedor]

Quando o silêncio constrangedor aparece, vocês sabem né? Eu falo sempre a maior merda do mundo e dessa vez, finalmente soltei:

– Você namora?

– Não.

Gente..Eu juro. Ele não hesitou na resposta. Foi curto e grosso e ainda respondeu sorrindo! E agora? Devo acreditar nele? Sinceramente, eu acho que ele namora. O meu outro vizinho que conhece ele me contou. Minha mãe viu ele com uma mina no elevador. Po, é claro que ele ta falando que não namora pra me xavecar. Mas ok, o que importa é que EU to solteira e se ele quer, estamos aí.

– Po Rê…Você precisa aparecer mais!

– Aparecer onde? Bater na sua porta e dizer oi? hahahaha

– Ah…Pode fazer isso se você quiser…

– Eu não, mó vergonha…Você mora com 20 mil pessoas!

– Hahaha ah..Então..Você não tem algum número?

– Não…

[silêncio constrangedor…]

– hehehe brincadeira, claro que tenho. Anotaí.

Ele pegou o celular do bolso e anotou. Terminamos de conversar e ele chamou o elevador de novo. Quando fomos dar tchau, senti uma entortadinha no rosto dele mas logo virei a cara pra dar beijinho na bochecha. Gente, eu tava fedida de chuva né? Não podia beijar ele naquela hora. Fora que tinha que me preparar psicologicamente também.

Enquanto escrevia esse post, meu interfone tocou e era ele:

– Oi amore…É o Dú! Meu celular deu algum tilt e quando entrei no elevador vi que seu número não estava mais nele. Você pode me passar de novo?

– Hahaha posso..É xxx-xxxx. Ainda bem que a gente mora no mesmo prédio e você pode me interfonar né?

– É verdade. Obrigado linda, um beijo.

Ele me chamou de amore e linda numa mesma conversinha rápida. Podem falar, já peguei. Apesar de que eu acho meio brega ficar chamando de apelidinhos sem ter intimidade, me soa meio xavequeiro. Ah, e o “Mil beijinhos, Dú” no final do bilhete? Hahahaha foi a coisa mais gay do universo! Mas agora eu já sei que ele não é gay. E que ele não namora. [vou fingir que acredito nele pra ficar com menos peso na consciência quando a gente tiver dando uns amassos]

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