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Flerte no elevador – Capítulo Final ♥

Quando comecei com essa história do meu vizinho,  nunca passou pela minha cabeça que algo realmente aconteceria. Afinal, amores platônicos não são algo que, de fato, devam acontecer. Nunca imaginei que meu blog viraria uma novelinha virtual, mas quando percebi que vocês gostavam tanto das minhas histórias, acabei me animando a ir mais além. Inventar mais encontros, mais continuações, mais emoção. Nada que escrevo aqui é de mentira. Todo mundo existe, as coisas realmente acontecem. Eu até já sonhei que beijei meu vizinho e no sonho eu pensava: preciso escrever isso no blog! [hahaha ok, preciso me tratar né?]

Enfim…Aconteceu! Quem acompanha meu Twitter, vira e mexe me vê falando do vizinho bonitão em primeira mão. Assim que ele me ligou hoje eu já twittei e todo mundo me encorajou a mandar ver!

Confesso que é muito estranho, agora que aconteceu, estar abrindo minha vida assim pra vocês. Eu não fico contando as coisas da minha vida pessoal aqui. Apesar de não parecer, eu sou uma garota normal. As histórias do meu blog são romantizadas, elas fazem parte de uma vida paralela ou algo do tipo. É como se eu fosse a Rebiscoito aqui e na vida real eu fosse a Renata. A Renata conhece caras, fica com eles. Parte alguns corações mas o coração dela é partido várias vezes também. Mas agora a Renata se juntou com a Rebiscoito e eu sinto que devo esse final feliz a todos vocês! Vamos lá:

Estava eu em casa, super cansada pq trabalhei muito, tentando dar uma dormidinha antes de ir num pub com meus amigos. Eis que meu celular toca, número desconhecido. “Oi amore! Adivinha quem é…” Claro, era ele. Achei que demoraria mais pra ligar mas até que foi ligeirinho. Perguntou o que eu estava fazendo, se ia saír a noite…Disse que queria me ver pra me dar um beijo. Eu tava super sonolenta, minha mãe tava em casa, meu irmão também…Definitivamente eu tinha pensado que seria diferente quando fosse acontecer. Pensei que seria num daqueles meus dias de solidão em casa, quando a única coisa que eu quero é alguém pra dormir juntinho. Tava tudo errado! Eu disse que não sabia se ia saír e ele falou que me ligava mais tarde.

Ai meu deus, e agora e agora e agora? Resolvi tomar um banho, afinal, não ia mais conseguir dormir. Depois do banho, vi que ele tinha me ligado de novo. E eu acabei decidindo que ia sair com meus amigos. Sei lá se por medo, vergonha ou desespero…Mas liguei pra ele e disse que era melhor nos vermos outro dia. Ele queria que a gente descesse, fosse pro carro dele…Mas eu queria que fosse do jeito perfeito que eu tinha imaginado, e não uns amassos num carro como se fosse uma pegação qualquer. Então disse não. [Enquanto isso, as pessoas no twitter me trucidavam né, pq eu tava contando tudo na hora. hahaha quase fui linxada!]

Daí meu irmão foi pruma festa com a namorada…Minha mãe recebeu uma ligação e resolveu que ia saír…E veio aquele despesperozinho. Aquela história de me arrepender das coisas que que não fiz começou a martelar na minha cabeça…Poxa, eu ia ficar sozinha em casa a noite, com ele lá em cima dando sopa..Dizendo que estava ‘a minha disposição’ [pq ele me disse isso no telefone, todo galanteador] e eu aqui enrolando sem motivos? Pronto, mudei de idéia. “Ainda dá tempo de mudar de idéia? Vem aqui mais tarde…” mandei um sms e claro que ele aceitou.

algum tempo depoooois […]

Toca meu celular e é ele: “To aqui na porta” [campainha, oi? hahaha] fui la abrir. Meldels. Que homem cheiroso. Ele se arrumou todo, passou perfume, arrumou o cabelo…E só não tava melhor que todos os dias pq tava sem terno. Viemos pro meu quarto e sentamos na cama pra conversar. Como eu sou uma garota zuuuper descolada e pra frentex, conversei sobre várias coisas com ele. Falei inclusive do meu fetiche por ternos e que eu preferia milhões de vezes ele com o terno. Claro que depois de certas intimidades, a gente combinou que um dia vai se pegar de jeito no elevador, com ele de terno. Ai gente, não sei como contar isso em detalhes. A gente se beijou, o beijo dele é ótimo. Tem uma pegada gostosa…Foi carinhos no começo depois ficou quente…Dai voltou carinhos, depois ficou quente de novo. Carinho. Quente. Quente. Carinho. Quente. Sei lá, foi assim como acontece com todo mundo! hahaha Mas a quem interessar: a gente não transou. Não tenho nada contra quem faz assim de primeira mas sei la, não gosto de me sentir biscate e se fizesse, me sentiria.

Só sei que mais pro final, a gente ficou abraçados por muito tempo. Aquele abraço gostoooso, encaixadinho..Sabe? Tem uma música da Ceumar que se chama Alguém Total, e me lembrei dela nessa hora. Diz assim:

“Quem quer um pedaço
Um pouco de alguém
Abraçando tem
E ainda mais
Se o abraço for além de um minuto
Aí é fatal
Envolveu
Você tem
Um alguem Total

O abraço durou muito mais que um minuto. Durou vários minutos. Muitos minutos. Talvez horas. Sabe quando você não sente o tempo passar? Ficamos abraçados em silêncio, como se estivéssemos apaixonados. Ele falou algo sobre ‘juntar almas num abraço’, mas eu achei brega e não prestei muita atenção. [ai gente, desculpa, não sei ser romântica] mas ele é super carinhoso…Me elogiava toda hora…Enfim…Foi perfeito e até melhor do que eu tinha imaginado! Sabe quando ainda não caiu a ficha de que isso aconteceu? hahahaha

Agora a única coisa que me resta, é dormir com o meu travesseiro que ta com o cheiro do perfume dele. Espero que fique muitos dias aqui preu poder lembrar toda noite. Foi um belo presente de aniversário que ganhei esse ano, pq pra quem não sabe, faço aniversário dia 2 de agosto, domingo agora! 23 aninhos.  Ai ai. São tantas emoções 🙂


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Aconteceu com a prima da tia de uma amiga minha…

Expo Casal

Era uma exposição de arte. Ela se chamava Helena e ele se chamava Victor. Os 2 não se conheciam, mas ambos gostavam de arte e estavam solteiros. Não que isso importasse; nenhum dos dois estava a procura de um par. Apenas estavam curtindo uma exposição de arte – assunto que os interessava muito – tomando um vinho e admirando a criatividade alheia. A exposição era composta por várias baias que formavam ambientes próprios. Cada ambiente condizia com um estilo artístico. Entrar em um era totalmente diferente de entrar em outro. E assim, cada um ia vivendo e interpretando a exposição da sua maneira.

Os curadores da exposição, como sendo muito bons curadores, souberam escolher a música certa para a hora certa. Sabe quando você está assistindo a uma exposição de arte, e na verdade nem entende nada, mas faz uma pose com a taça de vinho na mão, como se fosse o maior crítico artístico do mundo? Sim, esse era o clima…Mas na real, não era a realidade de Helena e Victor.

Os dois realmente gostavam de arte e estavam lá para admirar os trabalhos. Cruzar olhares, definitivamente não era o objetivo deles. Muito menos cruzar olhares e ter um interesse posterior. Mas, como sempre acontece com seres humanos normais, eles cruzaram olhares e realmente se repararam. Quem é aquela menina de cabelos curtos e morenos, magra e sensual totalmente despreocupada com a vida? E quem é esse cara culto e interessante, olhando as obras com a maior atenção do mundo? Sim. Os 2 estavam alí e pareciam pessoas muito interessantes.

Depois de se repararem, a exposição de arte perdeu totalmente o sentido. As obras não eram bonitas nem instigantes. Eram apenas quadros colados em baias toalmente sem sentido. A única coisa que importava era: pra onde foi aquel olhar? O que ele sugere, e pra onde está apontando? Será que me viu ou foi só impressão minha?

Claro. Tudo era muito sutil. Os dois disfarçavam absurdamente bem, mas ao mesmo tempo, sabiam exatamente o que estava rolando ali. O que? exposição de arte? Quero mesmo saber onde aquela pessoa está. Quero chegar perto dela, dizer alguma coisa bem culta e fingir que aquilo tudo está realmente fazendo o maior sentido e o que realmente importa é o conceito da obra. Quero que ela me admire.

Opa! Finalmente nos encontramos; um ao lado do outro, como se simplesmente o destino nos tivesse juntado. A vontade de dizer coisas idiotas estava lá, na verdade qualquer coisa que fosse dita seria idiota mas um dos dois teria que começar um assunto, já que se não começasem, seria uma oportunidade perdida pra sempre.

Então, ela pega e diz: “Bonita esta estampa que ele usou, né?” [referindo-se e olhando diretamente ao quadro bem em frente à eles]. Ele responde um simples “Sim”, olhando nos olhos dela, como se nunca tivessem se visto na antes…

Mas bem no instante em que se olham, os dois sabem que a conversa é apenas um pretexto para se aproximarem, e que qualquer prolongamento do assunto acabaria em algo totalmenter broxante. Então, assim que Helena diz: “bonita essa estampa” e Victor responde “sim” sem nem ouvir direito o que ela disse, os dois se beijam loucamente como se já se conhecessem e esperassem por esse momento a vida toda! Era a famosa química agindo, sem nem pedir licença!

O beijo dura por longos minutos, e é realmente bem quente e íntimo…Mas…

E depois do beijo? Como fica? Será que vale a pena dar uma risadinha? Continuar falando do quadro? Simplesmente virar as costas e continuar vendo a exposição?

Helena não quis me contar esta parte. Talvez por ser algo muito íntimo e pessoal. Então, eu deixo para a imaginação de cada um.

Eles podem ter continuado o beijo e caminhado para um lugar mais escondido, onde os desejos mais fortes os chamam e saciam-se alí mesmo, na escada de incêndio. Podem ter sido interrompidos por uma velha viúva, crítica de arte, que já chegou resmungando pois havia 2 pessoas ‘sendo felizes’ lá…Podem ter acabado o beijo, cuspido no chão com um ar de nojo e terem ido embora ou podem simplesmente ter terminado o beijo, dito: “eu te amo” e marcado a data do casamento. Você escolhe o final da história.

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