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“Amor por Contrato” ou “The Joneses”

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que esse é o tipo de filme que eu nunca alugaria.


Odeio comédia romântica, e olha a capa xexelenta que fizeram para o filme aqui no Brasil. Além de feia, é até meio mal feita. A escolha da fonte, das cores, contornos… Tudo errado. Sem contar no nominho sem vergonha que usaram para a tradução de “The Joneses”, que além de tosco, já meio que dá a entender o assunto do filme. Gostei bem mais do nome e da capa original, que apesar de não ser explicativo, conta com a ideia inteligente de colocar os preços de cada item adquirido na capa. Se você assistir o filme, vai entender o que estou falando. Anyway, não fui eu que aluguei. Apenas acompanhei meu pai na locadora e foi ele quem escolheu. Na hora de pagar, olhei pra capa e comentei: “Nossa, esse é o tipo de filme que eu nunca alugaria. Odeio comédia romântica!”. O cara do balcão logo retrucou: “Não é comédia romântica não… As pessoas tem falado muito bem desse filme”. Então resolvi pegar a capa e olhar melhor. Opa, Hank Moody! Deixei um pouquinho do preconceito de lado, já que o ator principal do filme estrela um dos meus seriados favoritos: Californication.

Acabei indo pra casa do meu pai e mais tarde resolvi ver o filme para fazer companhia. Que ótima decisão eu tomei! O filme acabou me surpreendendo. Não diria que ele foge totalmente da coisa que eu odeio em comédias românticas: tem final feliz e eu consegui desvendar alguns conflitos antes deles acontecerem de fato, mas a diferença foi que o filme me prendeu. Achei a ideia de enredo legal, talvez porque tenha rolado uma certa identificação com o tema principal: a “publicidade”. O motivo da minha vida nova de trabalhar em casa e ter pedido demissão da agência, tem muito a ver com a relação que andava tendo com ela.

Não quero falar muito, porque o filme começa com um certo mistério, você vai descobrindo o que é ao longo da história. Mas apesar de ter clichezinhos do começo ao fim, foi um filme muito legal de ver. Ele dá um tapa na cara da sociedade (hahaha adoro falar isso) mas ele meio que esfrega algumas coisas na cara das pessoas mesmo. E é muito bem feito, tudo muito bem amarradinho. Do tipo que a gente para e pensa: “Nossa, daria muito pra fazer isso de verdade. Ops! Será que existe e eu não sei?”.

Enfim, fica ai a dica de filme. A lição que aprendi foi: não julgue o filme pela capa.

Adoraria que vocês vissem e viessem comentar aqui se gostaram ou não. E quem já viu, por favor… Podem fazer spoiler nos comentários, mas avisem em caixa alta antes: “SPOILER!!!” para nenhum dos outros leitores que ainda não viram serem pegos de surpresa. 😉

Ps. ia colocar o trailer mas acho mais legal quem vê o filme sem saber exatamente da história. Como eu achei que o filme fosse ser chato, não me preocupei nem em ler a sinopse atrás da capa, e acho que foi muito mais divertido assim. Fui descobrindo o filme aos poucos. A sinopse e o trailer já falam demais. #ficadica

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Amores Imaginários

Você já teve algum?

Ontem assisti um filme que queria ter visto ano passado e ele meio que me deu uma luz sobre a vida. Já pararam pra pensar quantas vezes amamos alguém sozinhos? Na verdade a gente só percebe que amou sozinho quando já parou de amar, porque daí já estamos pensando mais com a cabeça e não com o coração. É nessa hora que percebemos o quanto fomos idiotas de não enxergar os sinais. Por isso dizem que o amor é cego! Você fica completamente cego e não percebe o que realmente acontece ou acaba querendo fechar os olhos de propósito. São aquelas famosas chances que a gente dá pras pessoas quando não queremos desistir delas.

O filme Amores Imaginários (Les amours imaginaires ou Heartbeats), conta a história de 2 amigos: Francis e Marie. Eles conhecem um cara incrível e novo na cidade chamado Nick, e acabam se apaixonando por ele. Daí rola um forte triângulo amoroso e a gente fica naquela ânsia para saber se no final a amizade de Francis e Marie vai mesmo acabar porque eles começam a brigar sutilmente pelo cara. Bom, não vou contar o final do filme, quero que vocês assistam e venham aqui me contar se gostaram ou não.

A questão é que depois de ver o filme me dei conta de que muitos dos meus amores são imaginários. Amores em que amamos sozinhos, sem perceber os sinais claros onde a outra pessoa diz: não, eu não estou afim de você. É como quando a gente é criança e gosta de um menininho na escola: se o menininho parar e te der um simples oi, você já pensa: Ounnn, ele também me ama!

Além de enxergar sinais que não existem, é preciso ter muito cuidado com pessoas que dão sinais falsos. É sempre bom ter alguém gostando da gente, certo? Muitas pessoas acabam dando pequenos sinais para prenderem os outros mas na verdade é tudo uma farsa. Dar sinais falsos é uma das piores coisas que a gente pode fazer com alguém. É injusto, é maldoso e principalmente: é triste. Mostra que você não é bom o suficiente para se sentir bem sem ninguém babando seu ovo. Auto estima beibe, até quem parece bem pode não ser completamente seguro de si.

Não dê sinais falsos e esteja sempre atento às circunstâcias. Pensar com o coração é muito bonito até o momento em que começamos a ser humilhados pelo outro. Isso evita aquele sentimento péssimo que rola quando percebemos tudo que aconteceu. Droga, era tudo da minha cabeça. Mais um amor imaginário para a coleção! Quando vamos começar a dar atenção apenas aos amores que realmente interessam?

Deixo aqui o link de uma música que faz parte da trilha sonora do filme e eu adorei: The Knife – Pass This On

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