Quis dar um tempo do outro post da placa torta pra escrever a continuação mas acabei procrastinando demais. Sorry people! hahaha
Uns dias depois, acho que no dia seguinte até [?] não me lembro ao certo, o Danilo respondeu meu bilhete
Cheguei a noite em casa e o porteiro me deu, falando que ‘meu amigo’ tinha deixado lá. Fiquei toda feliz que tinha dado certo, foi ele mesmo que achou o bilhete com o nome dele na porta! Se alguma outra pessoa do prédio viu, leu…Não importa. O que importa é que chegou nas mãos dele, como eu queria.
(Aqui vai uma foto do bilhete. Vou colocar quando chegar em casa! Ele diz algo do tipo: “é que saí mais cedo da clínica e não sabia que horas você chegaria em casa. Pega meu telefone pra gente conversar e dar um jeito na placa: xxxx-xxxx, boa semana!)
Como podemos ver no bilhete, ele foi um fofo. Manteve a pose de cara simpático que quer ser legal. Não me xavecou, apesar de ter dado o telefone [o que soa como xaveco mas pode não ser]. Quis manter um contato maior. Eu adorei o bilhete, mas não liguei. Óbvio. Magina que coisa chata?
- Alô?
- Danilo? Oi! Aqui é a Renata, sua vizinha do prédio ao lado [...]
- Ah! Oi! E ai? Que bom que vc ligou.
- Pois é…Achei que vc não ia ver meu bilhete, que bom que pegou!
- Sim…Quando saí do prédio de manhã, vi um bilhete com meu nome, levei mó susto! Daí na ora de entregar o seu, não sabia o número do seu apartamento e..
(ZzzzZzzzZzzZzzzzzZZzzZzzz telefone é chato.)
Daí guardei o bilhete e comecei a pensar em algumas formas diferentes de me comunicar com ele. Sábado, bebi umas cervejitas e sei la pq diabos, resolvi mandar uma mensagem pro número que ele tinha me passado no bilhete. Começava com “65″ e eu não sabia se era um celular ou um telefone fixo. Daí tentei a sorte e mandei um sms assim:
“Na espera de que isso seja um celular, te mando uma mensagem com amor no coração”
Ok, eu sei que não precisava ser tão sentimental assim mas eu tava alterada pelo álcool e tava com mais amor no coração do que o necessário. Mais a noite, saí pra jantar com um amigo meu e meu celular tocou. Era ele! Eu não sabia pois não tinha gravado o celular dele na agenda ainda e ele tb não sabia que era eu pq eu não assinei a mensagem. Quando ele disse que se chamava Danilo, já me liguei que era ele. Eu expliquei quem era, ele ficou feliz ao saber que era eu…E conversamos um pouquinho.
Pelo pouco que ele me contou, já sei que a janela que consigo ver do quarto da minha mãe, não é do quarto dele e sim do amigo que mora com ele [então não adianta nada ficar vigiando se a luz está acesa ou não, se a janela está aberta ou não, pq não é ele quem vive naquele quarto - FON]. Ele pelo jeito já fez ou faz teatro, pq me contou que trabalha no Hopi Hari fazendo umas apresentações [aliás isso achei um máximo pq eu tb faço teatro e todas as pessoas que fazem teatro são incríveis - cof cof cof- hahaha] e ele deve ser bem legal. Aparentemente, ele tem um sotaque sutil, que não consegui descobrir de onde era mas achei bonitinho. E, ele gosta de parkour, o que é meio X pra mim já que eu sou muito sedentária mas não tenho nada contra quem pratica esportes.
Bom, só sei que no final da conversa ele perguntou se podia me ligar já que agora tinha meu número e eu respondi um duvidoso: “Ah…Não sei.” Meu amigo que estava comigo ouvindo a conversa, quase me matou! Disse que isso era um não disfarçado e que eu tinha decepcionado o cara. Na certa, ele não ia ligar.
Agora, cabe a mim fazer alguma coisa. Pensei em começar uma saga de bilhetes, fazendo tipo um caça ao tesouro, caça ao bilhete. Seria divertido. Teríamos um ‘lugar secreto’ perto de casa onde deixaríamos os bilhetes e passaríamos sempre por ali pra olhar se tinha bilhete novo. Não seria um máximo? Tenho que desenvolver melhor a idéia, mas vou fazer algo assim. E vou conseguir ficar amiga dele e tenho certeza de que ele vai gostar. Principalmente pq descobri que ele faz teatro e isso me deixou com mais certeza ainda de que ele deve ser um cara legal. Hihi!

(o bilhete grudado na porta do prédio dele)
(a placa torta)




