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Como dar um fora educadamente?

Quando saio a noite, adoro observar as pessoas. Faço muito isso, principalmente com casais que estão flertando. É engraçado ver que a linguagem corporal às vezes vai totalmente contra o que a pessoa está falando. Às vezes fico com vontade de estudar pessoas e começar a ganhar dinheiro com isso, sei lá como.

Clichês do flerte na balada

ODEIO meninas que ficam de mimimi na hora do xaveco. Você vê que ela ta lá toda se esfregando no cara, mas na hora que ele vai tentar beijar ela vira o rosto e dá uma risadinha. Eu não teria paciência para ser homem. A primeira que me fizesse de besta assim, já me daria vontade de virar as costas e ir atrás de outra. Aliás, como mulher, acho que sou muito diferente das garotas por aí. Pelo menos nessa coisa do começo. Andei pensando nos últimos caras que fiquei, e me dei conta que fui sempre eu que fiz as coisas acontecerem. Acho até que prefiro assim. Se estou na balada e vejo alguém que me interessa, dou um jeito de falar com a pessoa nem que eu tenha que me aproximar com o papo mais nada a ver do mundo. (E não me venham com aquela historinha chata de não beijar pessoas na balada. Se tô solteira e me interessei, não vejo motivos para não fazer.)

Mas esses dias me aconteceu uma coisa engraçada e eu comecei a pensar que talvez alguns homens gostem desse tipo de flerte. Essa coisa da insistência, de ganhar a garota… Acho que eu é que sou muito prática e sincera: se eu quero, quero, se não quero, não quero. E se não quero, não vou ficar fingindo que quero só pro cara ficar no meu pé. Porra, eu tenho mais o que fazer, né? E ele também. Acho que é um puta desperdício de tempo.

Aconteceu comigo

Um dia estava numa balada, super cansada e meio com preguiça de dançar. Daí apareceu um “amigo” que eu já tinha ficado numa noite e tinha sido bem legal. Mas na noite em que ficamos, eu tava super afim e era super propício. Nessa noite não. Daí começamos a conversar e eu percebi pela linguagem corporal que ele ia tentar chegar em mim. Então comecei a responder com o corpo que não ia querer. Obviamente, o cara não percebeu. Ou percebeu, mas ignorou e continuou tentando. Sabe… Eu não gosto de dar fora nas pessoas, de ter que dizer não na cara. Mas tem homem que PEDE por isso. No meio das nossas conversas, até falei numa boa que tava cansada e não queria ficar com ninguém, mas ele parecia ignorar totalmente o que eu falava. Quando menos esperava, tava ele lá tentando dar umas fungadas no meu pescoço. Achei que um simples NÃO faria ele parar, mas… Que cara insistente! Falei pra ele que a noite que a gente ficou foi super legal e que poderia até rolar outra vez mas não naquela noite. Daí, estávamos sentados no sofá e eu disse: “Vamos levantar e ir com o pessoal pra pista, não quero ficar aqui sozinha com você.” E ele respondeu algo do tipo: “Mas se você não quisesse, não estaria aqui comigo até agora.” Tipo, OI??? Eu tava lá conversando numa boa com o cara tentando não ser escrota e sair deixando ele falando sozinho, e ele vem me dizer uma coisa dessas? “Olha, só estou aqui com você, porque acho escroto meninas que saem e deixam os caras falando sozinhos. Só não saí porque não seria legal da minha parte, mas ok, to indo lá então.” e fui embora. Se a pessoa praticamente pede pra gente tratar ela mal, a gente trata, não é mesmo?

Moral da história

Tem cara que gosta de tomar fora. Não é possível. Tentei ser legal falando a verdade para continuar numa boa mas ele não quis nem saber. Se pra dizer “não” prum cara, eu preciso ser babaca… Não sei mais onde estão as pessoas legais nesse mundo.

Alguém? :/

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2010 < 2011

Esse título já diz um pouco o que eu espero desse ano de 2011.

Talvez não seja tão difícil, levando em consideração que o ano de 2010 pra mim foi um ano meio chato. Não sei se eu já contei pra vocês a minha teoria… Mas acho que talvez esteja na hora de contar, já que ela explica muito do que eu penso sobre a vida e como eu vejo as pessoas que passam por mim.

Vocês já jogaram The Sims 2? É um jogo de computador onde você cria personagens, os Sims, e monta uma casa e vive a vida, como se fosse real. No The Sims 2, na hora de fazer seu Sim, você deve escolher uma aspiração pra ele. É a partir dessa aspiração que virão os desejos do seu Sim e garantirão uma vida feliz ou um total desastre. Existem 3 aspirações: família, trabalho e amor. Se você escolhe trabalho por exemplo, os desejos do seu Sim quando pequeno, serão algo tipo: quero estudar matemática e ganhar pontos de inteligência. Ou, quando adulto: quero ser promovido no trabalho. Se a aspiração que você escolheu foi família, seu Sim será feliz quando brinca com seus pais ou quando leva seu filhinho para uma viagem de férias. Já na aspiração amor, os desejos do seu Sim serão algo tipo: quero ter um relacionamento com 5 pessoas diferentes ou quero me casar com outro Sim.. E assim por diante.

Eu sempre tomei isso como uma verdade de vida. Analiso as pessoas de acordo com as suas aspirações e acho que todo mundo realmente seja assim. Já dividi essa teoria com outras pessoas e nem todo mundo concorda… Então cheguei a conclusão que, talvez, as aspirações venham de acordo com a fase de vida em que estamos.

Bom, eu nunca saí da aspiração AMOR. Eu sou amor e sempre fui amor. Basta ler o post do Meu Querido Diário, de quanto eu tinha 8 ANOS e minha vida já se baseava no amor. Eu gostava de um menino diferente a cada dia e, agora, com 24 anos, posso dizer que isso praticamente não mudou. A minha felicidade é totalmente baseada no amor. Se eu estiver num emprego incrível e todos da minha família estiverem com saúde mas eu levar um pé na bunda, adivinha só o que vai contar mais? Eu vou pro trabalho chorando. Eu chego em casa chorando. A minha vida parece uma merda, só porque mais um amor não deu certo.

E o ano de 2010 não foi lá essas coisas no amor. Se é que posso contar, tive 3 grandes amores esse ano e os 3 foram um desastre. O primeiro deles durou até a metade do ano. O cara era comprometido e nunca ia dar certo, mas a gente não escolhe essas coisas. A parte boa é que esse cara era incrível e a gente nem teve nada. Ele era super fiel a namorada, o que me fez admirá-lo ainda mais e hoje sei que somos grandes amigos.

O segundo amor do ano, foi o cara do metrô. Creio que vocês acompanharam a história e vibraram com ela como eu vibrei quando tudo aconteceu. Esse foi um dos amores mais relâmpagos e intensos que eu tive. Não durou nem um mês, mas foi um dos mais fortes. Era incrível quando estávamos juntos mas o cara era um perdido na vida. Fazia o estilo meio depressivo – o que é totalmente o oposto de mim  – e tinha acabado de sair de um relacionamento super longo, tava todo machucado e provavelmente não estava pronto para um novo amor. Eu tinha vontade de cuidar dele e fazer ele feliz, mas não rolou. Então acabou. Eu sofri, como se aquilo tudo tivesse durado anos, porque a intensidade com que eu vivo meus amores, não tem tamanho.

Daí me recuperei. Conheci pessoas novas, fingi que gostava delas enquanto queria acreditar que tinha esquecido o cara do metrô, até que conheci um cara novo. Novo no sentido de novo na minha vida, porque ele foi o cara mais velho que eu já fiquei. Ele era – e acredito que ainda seja – um homem incrível. A admiração veio antes mesmo de ter algo com ele e, desde então, só aumentou.

Admiração é uma merda, né? A gente confunde com amor e acaba se perdendo no que quer. De qualquer forma, o que importa mesmo, é que esse também não deu certo. Ele preferiu viver uma vida de mentira, e hoje em dia penso que foi muito melhor pra mim. A gente nunca daria certo. Eu preciso lembrar da minha vida e encaixar o cara nela, não me colocar na vida dele e pensar: quero isso pra mim. Por hora até poderia ser feliz mas… Eu também tenho uma vida, e a pessoa precisaria gostar dessa vida. E ele nunca gostaria. Resumindo as coisas, a gente não tinha nada a ver. Até a admiração que tinha por ele, percebi que era exagerada.

Enfim, deu tudo errado. Agora, finalzinho de 2010, me vejo apaixonada por um outro novo amor que desdo dia em que nos conhecemos ele me disse: eu não quero namorar. Não que eu já queira namorar, ainda não cheguei no estágio de me perceber perdidamente apaixonada por ele. Mas ele é um cara legal. Consigo enxergar minha vida através dele e fazer planos pra gente no futuro. O sexo é incrível. O jeito que ele me toca e olha… É tudo muito bom e apaixonante.  E o melhor de tudo? Ele é solteiro! Livre, desempedido e… Sincero. Eu preciso muito levar em consideração o que ele me disse sobre relacionamentos, pois já consigo ver meu coração se partindo. Se isso acontecer… Ele pode muito bem dizer: eu te avisei. E a culpa toda será minha. Porque eu sei que tenho escolha.

Então espero que 2011 esteja ciente das minhas expectativas. Quero que seja um ano bom no amor, ou pelo menos que seja bom em tantas outras coisas que me façam esquecer do amor. 2010 foi tão ruim que estou com uma vontade imensa de fugir da minha própria vida. Não que eu seja infeliz, muito pelo contrário. Mas simplesmente cansei. Cansei dos meus amigos, da minha casa, das baladas que eu frequento e das pessoas sem conteúdo que eu conheço. Cansei de pegar trem e de ir pro trabalho todos os dias. Cansei de ter amores breves e não sentir que algo realmente valha a pena. Então, 2011, eu realmente espero que você esteja lendo isso e faça por merecer.

Feliz ano novo para todos que estão lendo esse post desabafo. Vamos fazer acontecer em 2011. Eu brinco falando que a responsabilidade é do ano novo, mas ela na verdade é nossa. É a gente que faz as coisas acontecerem e só a gente pode fazer algo para mudar. Pensem nisso.

Beijos,

Rebiscoito.

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Sexo e Relacionamentos por Rebiscoito

Essa semana foi publicada uma entrevista que dei ao Casal Sem Vergonha. Eles tem um canal bem bacana no YouTube, onde falam, basicamente, sobre sexo e relacionamentos. O legal é que os dois tem uma visão bem diferente e aberta sobre o assunto, e eu adoro ver as pessoas falando sobre relacionamentos e entender como cada um encara diferentes situações. Em determinados pontos, ao ouvir opiniões diferentes, sou bem aberta a rever meus conceitos e talvez mudar de opinião. Vocês também são assim?

Bom, como a entrevista ficou bem legal, achei que valeria fazer um post. A gente gravou bastante coisa, eu abri minha vida falando tudo o que pensava sobre sexo, namoro, flertes, traição e outras coisitas mais. Na edição final, foram cortadas algumas partes mais explícitas  (UI!), levando em consideração que até meu pai lê meu blog - pois é gente, fiquei sabendo disso esses dias! – e acho que ele não precisa saber de certas coisas. Beijos pai! ♥

Depois de verem o vídeo, quero muito ler os comentários de vocês para saber o que acharam. Será que nossas opiniões são parecidas? Será que vocês discordam totalmente de algo que eu falei? Será que eu consegui fazer alguém rever seus conceitos e, talvez, mudar de opinião? Espero que vocês se abram nos comentários, assim como fiz no vídeo. E também espero que gostem :)

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Cuidado com o Ego.

Todo mundo tem, ou pelo menos já teve, um amigo  egocêntrico. Às vezes não é nem na maldade, seu amigo pode ser egocêntrico por criação, sem nem perceber que está sendo. Normalmente pessoas bonitas demais agem dessa maneira. Estão acostumadas, desde pequenas, a serem o centro das atenções e a receberem mil e um elogios. A culpa não é delas, afinal, esse é o mundo em que elas vivem desde que nasceram. Por isso escrevo esse texto como um alerta pra você parar e refletir se é assim ou não.

Eu, como boa leonina, adoro ser o centro das atenções. Mas me policio muito para não apagar o brilho do outro. Todo mundo merece brilhar, e por mais tímida e reservada que a pessoa seja, nunca é ruim receber um elogio.

Quando falo em apagar o brilho do outro, não é exatamente acabar com o momento de glória dele. Às vezes ele nem tem um momento de glória. Só quero pedir que, pelo amor de deus, deixe a coitada da pessoa falar sobre ela mesma uma vez na vida! Uma das características mais marcantes dos egocêntricos é não saber ouvir e/ou falar sobre outras coisas que não envolvam eles mesmos.

Para tudo existe um momento certo. Tem hora que precisamos desabafar, mas tem hora que precisamos ouvir o desabafo de alguém e por mais que seja um saco, é melhor fazer o que gostaríamos que fizessem com a gente. Escute a pessoa. Dê conselhos. Ofereça um ombro amigo, às vezes isso nem vai te tomar muito tempo. Você pode até dar conselhos se baseando em experiências pessoais mas CUIDADO PARA NÃO PERDER O FOCO.

Um exemplo clássico é aquela pessoa, que vê que você está triste e resolve te perguntar: o que houve? Você, todo feliz que conseguiu um ombro amigo, começa a abrir o coração e contar tudo para ela, esperando ouvir palavras de sabedoria que te façam sentir melhor. Mas quando você percebe, o assunto está totalmente voltado a essa pessoa e, se bobear, quem está aconselhando ela é você.

Duvido que isso não tenha acontecido com vocês pelo menos uma vez na vida. E é muito irritante. Falo isso, pois egocentrismo em excesso me cansa. Pode ser a pessoa mais interessante da face da terra mas se só falar dela mesma, cansa.

Se você disser que está com dor de cabeça, o egocêntrico dirá que tem um tumor no cérebro. Se contar uma história engraçada do seu cachorro, ele vai dar um jeito de mostrar que o cachorro dele é bem pior. Seu pai morreu e você vai contar pro egocêntrico? Relaxa… Ele vai falar que o pai dele também morreu ou no mínimo vai começar a falar sobre o quanto ele ficaria mal se o pai dele morresse. E sabe aquele tombo horrendo que você tomou na balada? O egocêntrico tomou um bem pior no meio da rua.

Portanto, egocêntricos, aprendam a ouvir mais e falar menos. Comecem a prestar mais atenção nos outros, e na necessidade deles em receber um pinguinho de atenção quando se sentem carentes disso.

A vida para ambos será bem melhor e o seu brilho só tende a aumentar, #ficadica. ;)

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Pessoa Favorita

Dessa vez não vim contar uma de minhas histórias mirabolantes ou chorar as pitangas pra vocês. Vim lançar uma pergunta, fazer um questionamento, que me fez pensar bastante e sinceramente não sei responder:

Você é a pessoa favorita de alguém?

Perguntinha cretina né? Encontrei num curta (bem curtinho mesmo) da Miranda July e resolvi compartilhar com vocês:

Confesso que fiquei encucada. Sabe quando você pensa, pensa, pensa, mas não tem certeza da resposta? Fica torcendo pra que seja verdade e chega até a acreditar que é, pra não acabar triste.

Todo mundo deveria ser a pessoa favorita de alguém. Se sentir amado, querido e necessário. No curta, o mocinho dos fones de ouvido diz com toda certeza e normalidade que não, ele não é o favorito de alguém. E isso parece não incomodar ele, mas incomoda o cara que perguntou. Ele sente dó. Principalmente quando ele fala sobre a namorada. Como assim você tem uma namorada e não é a pessoa favorita dela? Pegue aí umas laranjas de consolação.

…não sei se sou a pessoa favorita de alguém. E pra ser bem sincera, não sei se tenho uma pessoa favorita no momento. Ter até tenho, mas talvez não seja tão favorita assim. Ainda estou a espera de uma pessoa favorita na minha vida. E quando ela chegar, espero ser sua favorita também. ♥

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Final de Ano é Tudo Igual

Estou fora de São Paulo, numa viagem de final de ano e me deu uma puuuuta vontade de escrever, em vários momentos, e acho que a hora é agora. (apesar de ser meia noite e meia e eu ter que acordar cedinho amanhã pra pegar a estrada mas vamos lá!)

Durante vários momentos na viagem, me peguei com vontade de escrever tudo que estava pensando. Tentei guardar algumas coisas, outras foram perdidas, mas vamos para as essências.

Pra começar, vou contar pra onde fui e onde estou: desde pequena, bem pequena mesmo, eu costumo ir com a minha família pra Goiás, na Pousada do Rio Quente. Depois que meus pais se separaram, eu continuei indo. Eu, meu irmão e meu pai. Meu pai sempre gostou muito de viajar de carro, viagens longas, pegava eu e meu irmão de madrugada dormindo e a gente acordava já no meio da viagem. Hoje em dia, como não cabemos mais os 2 deitados no banco de trás, costumamos ir em horários mais normais tipo de manhã ou a tarde. Esse ano foi superótimo pq meu irmão tinha acabado de tirar carta e quis ir na frente, com a esperança de dirigir, o que me deu a vantagem de ir atrás, dormindo, tentando fazer a viagem passar mais rápido. (odeio viajar de carro, meu mp3 acaba a bateria rápido, meu pai gosta de conversar e eu acho desconfortável, fico de mau humor)

Mas o lado bom de viajar de carro por longas MUITAS horas, foi que me fez refletir sobre a vida. Olhava pros campos com boizinhos e me lembrava da época em que eu era pequena. Cara, longas horas no carro. E adivinha no que eu pensava? Claaaro, nos meus paquerinhas! hahaha. Eu ficava criando historias na minha cabeça. Era uma coisa meio novela mexicana, sabe? Imaginava eles no meio da estrada me esperando! E eu dizendo: “pai, para o carro! Olha o fulano ai sozinho no meio da pista!” Daí, quando meu pai parava, eu saia do carro e o fulano me dava um longo beijo apaixonado. Eu digo fulano, pq na época era sempre um diferente. Pelo menos a cada ano, sabe? E quando eu chegava na Pousada, sempre achava um mais bonitinho e interessante, que me fazia esquecer, pelo menos momentaneamente, o bonitinho de antes. E claro, na volta da viagem, eu imaginava o fulaninho do hotel na estrada me esperando. hahaha que dó.

Esse ano não foi diferente. Já que estou solteira, fiquei pensando no bonitinho da vez (que eu não vou contar quem é hihi) mas que me destraiu um pouco durante a viagem. Ok, os pensamentos foram mais avançados tipo sexuais (inves de ficar imaginando o cara me esperando na estrada hahaha) mas a essência ainda era a mesma. Quando cheguei no hotel, cheguei toda toda pensando: “Dessa vez eu pego alguém bem bonito!”. Mas ao longo da minha estadia lá, vi que  a pegada era outra. Eu cresci. Os caras que hoje em dia me atraem não viajam mais em família. Ou, infelizmente, estão casados e com filhos, e isso: to fora! Pra mim, aliança é repelente!

Daí, resolvi aproveitar com a família mesmo. Ficar bastante com meu pai que anda meio carente…Aproveitar que meu irmão tava sozinho, sem os amigos dele e sem a namorada e estava sendo legal comigo (pq isso é raro)…Enfim, aproveitar a viagem em família. Confesso que de vez em quando era meio boring, tipo depois do almoço que os 2 iam dormir e eu não conseguia conectar o laptop na internet ou a noite quando o melhor programa era um show de salsa no toldo de shows do hotel mas…Deu pra aproveitar.

Meu ponto alto foi ter me apaixonado por um ruivo bonitinho na piscina lá de cima, mas que tava conversando com o avô e eu não tinha a menor chance de conseguir chegar nele. Então, nessa viagem, eu optei por ser família inves de ser coração, e acabei me satisfazendo de um jeito diferente.

Na real, ainda estou viajando. Agora estou em Ribeirão Preto passando a noite e amanhã de manhãzinha acordo pra chegar no interior de São  Paulo e ainda conseguir pegar o almoço em família. Aqui na recepção do hotel tem um cara muuuito gato que me deu vontade de falar: “corta esse cabelo e pegael!” (tive até fantasias sexuais com lugares escondidos no hotel e eu fazendo coisas proibidas com ele durante o horáro de trabalho, ainda mais com ele vestido de social) Mas claro que guardei isso pra mim, no momento sou uma moça recatada de família que não tenho pensamentos sexuais ou qualquer coisa do gênero.

Então, quero desejar bom natal a todos e um ano novo lindo! Não sei se vou postar antes do ano novo, provavelmente não, então é melhor desejar tudibom agora né? Desculpem a falta de imagem no post, é que to no hotel e não tem nenhuma foto boa no laptop do meu pai. Aliás, preciso muito ir dormir pq amanhã acordo cedíssimo! zzzzzz…

Ps1. nessa viagem, comprovei que não tenho preconceitos AT ALL com pessoas deficientes. É que me perguntaram isso no Formspring.me esses dias e fiquei em dúvida mas putz, tinha um mocinho bem bonitinho no hotel, casado, me dando mole (cachorro!) e se ele fosse solteiro eu super pegaria indepentende dele ser deficiente ou não.

Ps2. Eu realmente queria ter dado uns beijos naquele ruivo, nunca peguei um ruivo. Oi, alguém ruivo ai? Hahaha brincadeira. Bjs!

Ps3. Queria muito ter encontrado alguém super escpecial aqui em Ribeirão Preto mas não tinha mais o telefone dessa pessoa e sei lá, talvez ela nem quisesse me ver. (e tb acho que ela nem vai ler isso mas enfim, se ler, tó: ♥)

Ps4: Fato fofo: Conheci um menininho de mais ou menos uns 4 anos na piscina, vou relatar nossa conversa:

- Oi, qual é seu nome?

- Wellington Filho de Souza! (ele dizia com seu colete bóia tentanto nadar desengonçadamente)

- Ah…Quantos anos você tem Wellington?

Inves de responder que tinha 4, ele levantou afobadamente a mãozinha pra fora d’água mostrando um 4 com os dedinhos!

- Uau, que grande! (…)

- E vc, como chama?

- Eu me chamo Renata!

- Ah, então ta…Tchau!

(…)

- Tchau!

- Prazer em conhece-la! (ele dizia afobadinho e nadando!)

ahahahaha não é fofo? Ele era muito pequeno, que criança nessa idade fala “prazer em conhece-la”? hahaha ♥ Muito amorzinho no coração!

FIM.

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Sinceridade ou Joguinhos?

Li um post no blog de um amigo que me fez pensar nessa questão. Acho que todas as pessoas, em algum momento da vida, se deparam com essa mesma dúvida seja por um coração partido ou por medinho de tomar atitudes erradas e dar merda.

A situação começa com você conhecendo a ‘pessoa ideal’. Uma pessoa legal, atraente, bom papo, pegada boa…Enfim, tudo aquilo que você sempre quis. Ela é a ‘pessoa ideal’ mas ainda é uma incógnita. Não dá pra saber se ela também pensa o mesmo de você, se ela só está com você pela falta de outra pessoa melhor, se está só passando o tempo ou se está totalmente apaixonada por você também. Normalmente, é nessa hora que começam os joguinhos.

Joguinhos são estratégias criadas por sei-lá-quem, que todo mundo usa no momento da conquista. Num dia você sai com o carinha, tem uma noite maravilhosa, os 2 deixam bem claro que querem se ver de novo e que gostaram do encontro mas você pensa: “Não vou ligar pra ele amanhã.” [pq daí ele vai pensar que não estou tão afim assim e vai correr atrás de mim]. Ou pior: o cara te liga e você deixa de atender nas primeiras vezes só pra não parecer tão desesperada por ele, afinal, você tem uma vida além dele né? [mas na verdade a única coisa que você consegue pensar é: "Ai, pq será que ele não liga logo?"].

A maioria dos homens diz que odeia joguinhos, que isso é coisa de mulher…Mas muitos deles fazem também. É natural do ser humano. Eu já fiz muito, e você com certeza fez também. Depois de passar por muitas tentativas e erros – provavelmente mais erros – cheguei a este ponto onde me pergunto: E aí? É melhor ser sincero logo de cara ou fazer uns charminhos no começo? Certeza que a resposta dada por vocês agora foi que é sempre melhor ser sincero.

Na minha última experiência eu resolvi fazer tudo certo. Resolvi não jogar, não fazer charme, ser sincera – mas também não muito, pra não assustar o cara – e no final das contas: deu tudo errado. Eu saí da história até que bem, com a consiência de que tinha dado o meu melhor e que não era pra acontecer mesmo mas…Poxa, é ruim né? Quando eu faço joguinhos, dá errado. Quando eu sou legal, dá errado. Quando será que vou acertar?

Acho que não é bem por aí pensar dessa maneira. Gosto de acreditar naquele clichê que diz que “Quando for pra ser, será” ou “Se não deu certo, é pq era pra não acontecer” mas como sabemos, os clichês são verdades incontestáveis, que todo mundo solta na hora de consolar a gente, então, não servem pra muita coisa…

Acho que ser muito sincero é ruim, podemos assustar a pessoa fazendo com que ela pense que estamos apaixonados e queremos casar, ter filhos e viver juntos pra sempre! Mas também, fazer charminho demais é um pé no saco né? Acho gostoso essa coisa de não saber o que esperar da pessoa, dar umas investidas sutis, sentir saudades, sentir o frio na barriga. Só que acho uma merda quando a incerteza toma conta da situação inteira. A pessoa desaparece e você não sabe se deve ir atrás, se deve esperar ela ligar…Gosto de sinceridade sim, mas sinceridade com bom senso. É gostoso saber que uma pessoa se importa com você, ou que pensa em você em determinado momento do dia. Não precisa mandar mensagem no celular toda hora, mas uminha de vez enquando, pra mostrar que lembramos da pessoa, é sempre bom.

No final das contas, eu fico com a sutileza. Joguinhos saudáveis, demonstrações de interesse e muita, mas muita sinceridade – sempre. Mas por favor, falemos só o necessário ok? Nada de se declarar logo de cara, sem nem sentir um pouquinho a outra pessoa.

“Tudo tem seu tempo”. [só pra terminar o post com mais uma verdade chata e incontestável!]

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Sobre Relacionamentos

Para quebrar essa minha ausência, venho aqui para postar um texto sensacional. Não, ele não é meu e eu sou até meio contra ficar postando textinhos mimimis de outras pessoas, ainda mais um meio clichê de Arnaldo Jabor mas..Desculpe, esse texto é tão bom que preciso registrá-lo em algum lugar. E também é um meio de conseguir voltar, continuando com meu bloqueio criativo ou a falta de acontecimentos interessantes na minha vida.

Eu diria que esse texto é tipo a receita para ser feliz no mundo real, onde todos nós vivemos.

Relacionamentos

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- ‘Ah, terminei o namoro…’
- ‘Nossa, quanto tempo?’
- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… acabou’
- É não deu…?

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?

E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
TUDO, nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante… e se o beijo bate, se joga… senão bate, mais um Martini, e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.

Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.

Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer…

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.

E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.

Enfim…quem disse que ser adulto é fácil?

Arnaldo Jabor

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Ele se chama André

AVISO: Antes ler este post saiba que ele só está aqui para servir como lembrança de algo legal que aconteceu comigo. Já é o 3º post que faço sobre meu amigo do ônibus e acho que já ta enchendo mas como o blog é meu, pra mim e pra quem mais quiser ler, resolvi postar para daqui ha uns anos poder ler e relembrar exatamente como as coisas aconteceram. A história é super legal pra mim, pode ser que seja pra você também [ou não].

Cheguei no ponto de ônibus. Chuva. Dia feio. Chegou o Shop. Ibirapuera e eu entrei, ele estava cheio como nunca – acho que por causa do tempo. O cobrador comentou comigo que estavam super atrasados e eu concordei. Fui desviando das pessoas no corredor e avistei um banco que tinha acabado de ficar vago mas com certeza já teria gente pra sentar. Um cara de preto na minha frente sentou na janela e as 2 mulheres que estavam em volta não. Eu perguntei: vocês querem sentar? E elas disseram que eu podia. Eu agradeci e quando estava sentando, olhei pro cara ao lado e QUEM ERA?! Meu amigo do ônibus! Oh my god, foi um choque! No susto do momento, eu solucei um oi, e ele, já com um sorriso retribuiu. Na minha cabeça, durante uma fração de segundo fiquei pensando: ai meu deus, sentei do lado dele e agora? Será que vamos conversar? Devo falar algo? Ignorar? …depois dessa fração ele diz: e ai, muito frio? …ai não! como se não bastasse meu nervosismo de não saber se falo ou não com ele, ele vem e me puxa o assunto mais manjado do mundo!

Eu, sem querer ser seca mas já sendo respondi: Ah, acabei de subir o escadão, to até com um calorzinho… [e fim] Ele sorriu e paramos a conversa. Acho que ele percebeu que eu não queria papo. Bom, o ônibus continuou seu trajeto e nós permanecemos quietos. Durante tooodo o caminho, eu imaginei mil coisas. Será que ele está pensando na situação? Pq nós estamos sentados um ao lado do outro mas estamos em silêncio! Será que ele também está achando constrangedor? Será que pensa mal de mim? Será que eu sou louca pensando em tudo isso e ele está apenas olhando a chuva caír na janela do ônibus? Ou vendo as pessoas baterem seus guarda-chuvas andando pela calçada? Ok. Eu estava me sentindo mal. Era uma oportunidade única, com certeza o destino tinha juntado a gente naquele dia pra sentarmos um do lado do outro e se conhecer. Conhecer? Mas peraí! Lembra que eu não queria?

Bom…Tinha que pensar em algo pra falar, mas que fosse anormal. Algo que fizesse ele perceber que eu não queria papo mas que queria falar com ele. Ele ia me achar louca. Mas resolvi perguntar umas coisas, pois se não iria me arrepender. Passei horas ensaiando o jeito de falar pra não dar oportunidade de acabar o assunto e surgir uma conversa convencional. Teve até um momento em que eu me virei pra ele, coloquei a boca em posição de fala e desisti. Ele não viu, é claro, mas eu me senti uma perfeita idiota. E se não conseguisse falar, ia me sentir mais idiota ainda. Vai Renata, você não é toda extrovertida? Fala! Não pensa! Fala! Ó, na próxima vez que o ônibus parar no farol você fala heim? Não, agora um carro buzinou, espera parar. Vai! Fala! Ta..espera virar a rua e fala. Ok, virou. GLUPT…

Você acha estranho o fato de eu não querer falar com você? eu disse…

Ele respondeu que não.

Mas você entende o motivo? É engraçado né?

Ah, acho que sim.

Ele respondia as coisas meio diretas e sem dar espaço para uma retrucada mas eu sempre continuava: Você deve me achar a pessoa mais estranha do mundo! e ele: Ah…não…Era engraçado o modo como ele respondia pq eu tinha que arranjar outra coisa bem rápido pra falar sem ficar constrangedor. Você guardou aquilo que eu te dei? [me referindo ao mini-livro] e ele: Guardei sim… eu: Mentira! Sério? Guardou mesmo? ele: Sim, ta guardado. Então eu disse: Você entendeu o propósito daquilo? E ele: Acho que entendi. Então eu quis deixar claro que não tinha sido um mini-livro de amor e disse: Mas não vai pensar que tem algo a ver com.. Ele: Não não, eu sei! Mas eu acho legal continuar assim do jeito que tá. Pq a gente se encontra todo dia no ônibus e tal…E eu: Ah, eu tb acho legal assim. Ta, eu estraguei um pouco falando com vc né? Mas não me aguentei. Ok, fim do assunto. Pra sempre! e ele: Ta, pra sempre.

[...]

Mas eu não sei nem seu nome! eu disse…E ele riu. Ok, então só me fala seu nome. Ele demorou um pouquinho pra responder, deu uma mini pensada e disse: André. E eu: Que legal, sabia que se eu tiver um filho ele vai se chamar André? Acho um nome lindo. Ele sorriu e perguntou meu nome. Eu disse: Renata :]

O silêncio voltou. Mas dessa vez por pouco tempo. Chegou no ponto em que descemos e eu me levantei. Ele, logo atrás de mim foi se levantando também…Quando desci a escada do ônibus e pisei na calçada ele disse: Tchau Renata, bom trabalho! e eu: Tchau André, pra você também.

Fim.

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Meu Amigo do Ônibus

Desde novembro do ano passado, eu pego o mesmo ônibus no mesmo ponto e no mesmo horário para ir trabalhar. Já passei por 3 empregos diferentes mas o ônibus e o horário continuam os mesmos. E o cara também continua o mesmo. Mas, cara? Que cara?

É, tem um cara que, durante todo esse tempo, me acompanha pegando o mesmo ónibus todo santo dia. Ele sempre está de terno e gravata indo pro trabalho, é narigudo e tem cara de nerdinho. Parece ser super sério, responsável e correto. Nunca reparei muito nele, por ser a pessoa mais neutra do mundo, mas conforme o tempo passava e as pessoas de sempre iam mudando e/ou sumindo, ele nunca mudava muito menos sumia. Sempre estava ali, com a mesma cara, mesma roupa, o mesmo corte de cabelo e o mesmo ar de…’nada’.


Eu consigo imaginar a vida inteira dele na minha cabeça: é noivo de uma nadinha também [pois ele usa aliança de ouro na mão direita], deve trabalhar com algo bem chato tipo contabilidade ou administração, e sai pontualmente às 18 horas para ir pra casa. [durante o almoço eu encontro ele nas mediações de Pinheiros, pois descemos no mesmo ponto também e saímos para almoçar no mesmo horário]. Como eu sei que ele sai as 18? Porque eu também saio, e encontro o dito cujo no ponto para irmos pra casa juntos – descendo no mesmo ponto de novo.

É engraçado pois eu sinto como se o conhecesse intimamente. Eu sei que ele existe, e fico feliz quando o vejo no ponto de manhã ou quando entro no ôbinus para voltar pra casa e ele está passando pela catraca. Gosto quando vejo ele dando um sorriso e me sinto segura com a presença dele. Me faz sentir menos solidão, sabe?

Ele também sabe que eu existo. E, se for como eu, também deve imaginar minha vida toda. Nunca rolou nada de olhares, paquerinha…Mesmo porque, além dele ser comprometido, ele é feinho e não me atrai em nada. Muito pelo contrário! Eu sinto que se o conhecesse, iria achá-lo muito chato. Ele deve ser a pessoa mais sem graça do mundo para se ter uma conversa. Não deve ter coisas engraçadas para contar, não deve se interessar pelas coisas que eu gosto e deve ser aquelas pessoas que ficam esperando você arranjar um assunto para manter uma conversa.

Mas mesmo com tudo isso, eu sentia que precisava fazer alguma coisa por ele. Mesmo morrendo de medo, resolvi fazer um mini-livro. Na capa desenhei ele e dentro escrevi assim: “Sempre quis saber seu nome, onde mora, o que faz, com que trabalha e se é feliz ou triste…Mas não me conte! Se não perde toda a graça!”. Pensei muito antes de entregar. Qualquer passo em falso poderia fazê-lo vir falar comigo ou se afastar pensando que eu queria dar uns amassos com ele. Na verdade, o que eu queria mesmo era mostrar pra ele que eu percebia a existência dele no mundo e fim.


Dias tomando coragem e passando por alguns desencontros, desci do ônibus antes dele e quando ele deseu eu disse: “Oi, fiz uma coisa pra você…” [entregando o mini-livro em sua mão]. Ele pegou, meio que sem entender nada e antes que pudesse esboçar uma reação,eu disse sorrindo: “Tchau!” – ele deu uma risadinha tímida e disse: “Tchau..” [foi a primeira vez que ouvi sua voz]

Andei até o trabalho sem olhar para trás. No dia seguinte de manhã, subi o escadão e quando enxerguei o ponto ele estava lá, como sempre igual. Eu não sabia muito bem como me comportar, mas chegando perto dele, fui recebida com um lindo sorriso. Retribui com outro e fui mais pro lado. Fiquei ali estática, pensando o quanto foi legal ele não ter vindo falar comigo mas ter sido singelo dando um sorriso.

Desde entao, sempre que nos encontramos, trocamos sorrisos e ele até já se arriscou a me dizer “bom dia”.

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Twitter

Ultimamente tem sido um vício. E como em todo vício, existem os efeitos colaterais.  Os meus não me fazem mal [ainda...e talvez não façam] mas tenho sentido minha vida mudar de certa forma. Ando num momento de ‘excesso de informação’ e não sei ao certo se isso tem a ver só com o Twitter ou com a soma de vários fatores que estão presentes em minha vida de uns tempos pra cá.

Mas levando em consideração apenas ele, é o seguinte: aquele sitezinho, que conheci lendo um texto na Revista Pix e que achei extremamente idiota mas acabei fazendo – pois no texto dizia exatamente isso, que todos achavam idiota mas quando fazia adoravam – começou a ficar bem interessante. Pessoas com uma mini foto, que não dava nem pra ver o rosto direito, escreviam coisas bacanas, úteis ou inúteis e falavam de um jeito que me fascinava. Cada dia é um site diferente, uma gíria nova e um uma interação com alguém que não conheço mas acabo admirando.

Depois que vi que era realmente muito massa essa coisa de seguir as pessoas, comecei a apresentar o Twitter para os meus amigos. Alguns fizeram, outros não mas todos, a princípio, acharam totalmente babaca!
Uma dessas pessoas adorou! Super se envolveu, começou a seguir várias pessoas e começou a ser mais viciada do que eu. Sabia quem era pop, quem era chato, quem era fake, tinha umas 100 e poucas pessoas seguindo ela..e por aí vai. Até que um dia ela entrou numa neura de achar as pessoas no orkut. Nooossa..A cada achado um auê! “gente! como assim? achei que esse cara fosse lindo e ele é o mais feio do universo!”… “e olha essa menina, ela parece uma daquelas nerds derrotadas do meu antigo colégio! como ela pode ser pop assim no Twitter?!”…É, eu sei. A pessoa foi super escrota mas esquecendo a parte de desprezar os outros, eu entendia a situação.

O Twítter é o típico cara certinho, que mostra o lado bom da pessoas. A não ser que elas não queiram mostrar esse lado bom, claro…Mas isso já é outra história. As pessoas mais legais, inteligentes e interessantes são as que mais se destacam por ali – pelo menos no meu. E olha que não precisa ter uma foto do decote ou dos músculos no avatar pra impressionar alguém [mesmo pq, não daria nem pra enxergar]. Você pode ter um desenho, uma foto do pé ou um personagem do seu filme favorito que isso não vai influir em nada. As pessoas que quiserem te seguir, vão te seguir pelo que você fala e não pelo que você aparenta.

Ok, parece uma coisa super linda e sincera né? Mas é claro que não! Afinal é internet – todos interpretam. Mas a questão é que eu só me interesso por figuras, [inventadas ou não] que realmente me prendem a atenção.

Tem pessoas que eu deixo de seguir não porque não gosto, e sim porque não me interessam. Um amigo meu que é dj, só posta coisas relacionadas a música que ele toca e eu nunca entendo nada do que ele fala, por isso dei unfollow. Pra mim, que costumo ler todas as twittadas dos meus followings no dia, não rola ficar seguindo pessoas que falam coisas que não me interessam.

Eu gosto dos feios, dos bonitos, contanto que sejam engraçados, indiquem sites bons e estejam num meio mais ou menos próximo ao meu. Aliás, a palavra ‘próximo’ é a palavra que mais está ligada ao nome Twitter. Essa coisinha faz com que eu me sinta totamente próxima das pessoas que eu sigo e até hoje, nenhum outro site tinha me feito sentir assim.
Acho que o Twitter alcançou seu objetivo e eu sou muito feliz com ele :]

See Ya on Twitter!

@rebiscoito

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