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Sexo e Relacionamentos por Rebiscoito

Essa semana foi publicada uma entrevista que dei ao Casal Sem Vergonha. Eles tem um canal bem bacana no YouTube, onde falam, basicamente, sobre sexo e relacionamentos. O legal é que os dois tem uma visão bem diferente e aberta sobre o assunto, e eu adoro ver as pessoas falando sobre relacionamentos e entender como cada um encara diferentes situações. Em determinados pontos, ao ouvir opiniões diferentes, sou bem aberta a rever meus conceitos e talvez mudar de opinião. Vocês também são assim?

Bom, como a entrevista ficou bem legal, achei que valeria fazer um post. A gente gravou bastante coisa, eu abri minha vida falando tudo o que pensava sobre sexo, namoro, flertes, traição e outras coisitas mais. Na edição final, foram cortadas algumas partes mais explícitas  (UI!), levando em consideração que até meu pai lê meu blog - pois é gente, fiquei sabendo disso esses dias! – e acho que ele não precisa saber de certas coisas. Beijos pai! ♥

Depois de verem o vídeo, quero muito ler os comentários de vocês para saber o que acharam. Será que nossas opiniões são parecidas? Será que vocês discordam totalmente de algo que eu falei? Será que eu consegui fazer alguém rever seus conceitos e, talvez, mudar de opinião? Espero que vocês se abram nos comentários, assim como fiz no vídeo. E também espero que gostem :)

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Amores Breves de Metrô Podem Continuar

Todo mundo já teve um amor breve de metrô. Daqueles que a gente encontra no vagão, se apaixona brevemente, e logo se separa para nunca mais se ver. Eu mesma tenho vários, cada viagem de metrô é um amor diferente. Inclusive já escrevi um texto aqui no blog sobre isso, contando a história de uma viagem de metrô como se ela fosse uma vida inteira.

Há mais ou menos 2 dias atrás, estava de metrô voltando de um evento de Social Media e percebi que tinha um carinha me olhando. Ele era estilozinho, usava um casaco de couro, tinha os cabelos bagunçados e a barba por fazer. Uma graça. Mas eu estava um caco… Super cansada, acompanhada de várias pessoas que eu tinha conhecido no evento então tentei disfarçar. Não olhei muito pra ele mas o garoto era insistente. Olhava sem parar. E eu, só olhava quando ele não estava olhando.

Uma hora nossos olhares se cruzaram através do vidro do metrô. Ele olhava pra mim pelo reflexo e eu comecei a olhar também. Demos um sorriso, e assim ficou claro que os dois se gostaram.

Descemos na mesma estação. Ele pegou as escadas rolantes e eu fui pro outro lado. Era ali o momento em que a gente se separava para nunca mais se ver. Nos últimos olhares resolvi dar um sorriso e fazer um gesto com as mãos, como quem diz: “Então… é isso. Adeus.”

Confesso que tive uma esperancinha que ele me encontrasse do outro lado ou descesse a escada rolante de novo pra ir atrás de mim, mas ok, os caras nunca fazem isso e sonhar é bom.

Cheguei em casa, compartilhei com vocês no Twitter como sempre faço e fui dormir, exausta.

Dois dias depois, fui cortar o cabelo com meu amigo gay. Ele marcou horário pra todo mundo e fomos todos cortar o cabelo: eu, ele e o namorado dele. Depois de sair do salão, os 2 resolveram passar numa loja incrível ali do lado para comprar roupas. Assim que entramos na loja, adivinhem com quem eu dou de cara? Claro, o cara do metrô com quem eu tinha flertado há 2 dias atrás. Ele era vendedor da loja.

Nós dois nos olhamos e demos um sorriso envergonhado. Eu desacreditei que ele estava ali e não sabia onde enfiar a cara. Daí me escondi atrás do meu amigo dizendo:

- Ai, que vergonha, a gente flertou um com o outro no metrô.

Ele riu… Meus amigos riram… Mas eu e ele continuamos envergonhadinhos. Depois de um tempo na loja, enquanto meus amigos experimentavam as roupas, ele perguntou meu nome e nos apresentamos. Durante a conversa, rolava aqueles silêncios seguidos de um sorriso e um “…que engraçado a gente se encontrar né?”

Meus amigos super aprovaram ele. Disseram até que a gente formava um lindo casal. Ele me deu um papelzinho preu anotar meu telefone e agora vamos marcar de se ver algum dia, o que não vai ser difícil já que ele mora do lado da minha casa.

Agora eu me pergunto: Por que Deus? Por que eu fui a escolhida pra ter uma vida assim, cheia de surpresas e coincidências? Quem lê meu blog, sabe que essas coisas SEMPRE acontecem comigo. As pessoas que são pra ser, sempre voltam de alguma forma. Eu tenho mesmo muita sorte!

E pra você que gosta de ter amores breves no metrô: acredite! Eles podem dar certo de um jeito ou de outro. Seja com você dando um bilhete pra pessoa ou simplesmente deixando o destino unir vocês. Se não acontecer, é que não era pra ser.

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Faça uma Loucura!

Ps. Demorei muito pra decidir se colocava ou não esse post no ar. Ele tem mais a ver com a Renata do que com a Rebiscoito, mas achei que seria válido compartilhar essa experiência com vocês. Espero que gostem! Para entender a história desde o começo, leia esse post antes: Amor Virtual

Sempre tive alguns ‘bloqueios’ na minha cabeça, relacionados a princípios, que me faziam deixar de viver certas situações. Sou muito aberta pra falar de sexo mas ao mesmo tempo nunca fui de sair tendo experiências sexuais aleatórias. Gosto de falar, pesquisar, saber de coisas novas…Mas tudo que sentia vontade de fazer, guardava para fazer quando aparecesse alguém bacana. Não digo um namorado ou o amor da minha vida, mas sim uma pessoa especial. Alguém por quem eu me sentisse atraída, me sentisse bem e tivesse intimidade. Teria que ser alguém em quem eu confiasse.

Esse ano, algo diferente aconteceu. Apareceu uma pessoa incrível e a oportunidade estava ali, batendo na minha porta. Sabe quando fica o anjinho de um lado e o diabinho do outro? Eu estava literalmente surtando, sem saber o que fazer. Será que deixo acontecer e corro o risco de me sentir usada mal depois ou esqueço essa história e parto pra outra? Até que fui almoçar com um amigo, e contei sobre meu dilema pra ele. Foi a melhor coisa que fiz. Ele me mostrou que era tudo tão simples, que até me senti meio boba por estar tão com medinho.

Poxa…Se ele é o “cara dos meus sonhos”, como eu posso deixar uma oportunidade dessas passar sem fazer nada? Não seria para o meu próprio prazer também? O que tem de tão errado em viver uma aventura? Imagina o dia em que eu estiver com alguém, que eu realmente goste, e não possa me aventurar com desconhecidos… Será que uma oportunidade assim, apareceria de novo? Um cara que eu julgo ser “muita areia pro meu caminhãozinho” estar me dando bola? Eu realmente estava sendo idiota de ter medo de deixar rolar.

Pois bem, resolvi que ia me jogar. Os horários estavam difíceis de coincidir mas ontem, finalmente aconteceu. Marcamos um encontro na casa dele e foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive. Foi intenso, diferente. Guardo várias cenas na minha cabeça, que com certeza vou lembrar pro resto da minha vida.

O preço para viver tudo isso, foi ter deixado meus tabus de lado. Guardei todos os meus medos em uma gaveta e resolvi viver. Adquiri experiências não só sexuais, mas principalmente de vida. Sou uma pessoa melhor hoje. Não me arrependi da escolha que fiz, e vim escrever isso para incentivar todos os meus leitores a fazerem o mesmo.

Não deixem as oportunidades passarem. Agarrem-nas! Não que agora eu seja adepta ao sexo casual sempre, vou continuar tendo meus princípios. Mas fazer isso era algo que eu precisava para evoluír. Sei me cuidar e sei muito bem o que quero. No dia em que arranjar um namorado, estarei com a consciência limpa porque vivi tudo que precisava viver antes de estar com outra pessoa. Não tenho medo de coisas que as pessoas possam falar sobre mim, pois sou muito segura de mim mesma. Todos gostam muito de julgar os outros e esquecem de olhar para seu próprio umbigo. Eu sei o que me preenche e o que não vale a pena fazer. E isso não diz respeito a ninguém a não ser a mim mesma.

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Final de Ano é Tudo Igual

Estou fora de São Paulo, numa viagem de final de ano e me deu uma puuuuta vontade de escrever, em vários momentos, e acho que a hora é agora. (apesar de ser meia noite e meia e eu ter que acordar cedinho amanhã pra pegar a estrada mas vamos lá!)

Durante vários momentos na viagem, me peguei com vontade de escrever tudo que estava pensando. Tentei guardar algumas coisas, outras foram perdidas, mas vamos para as essências.

Pra começar, vou contar pra onde fui e onde estou: desde pequena, bem pequena mesmo, eu costumo ir com a minha família pra Goiás, na Pousada do Rio Quente. Depois que meus pais se separaram, eu continuei indo. Eu, meu irmão e meu pai. Meu pai sempre gostou muito de viajar de carro, viagens longas, pegava eu e meu irmão de madrugada dormindo e a gente acordava já no meio da viagem. Hoje em dia, como não cabemos mais os 2 deitados no banco de trás, costumamos ir em horários mais normais tipo de manhã ou a tarde. Esse ano foi superótimo pq meu irmão tinha acabado de tirar carta e quis ir na frente, com a esperança de dirigir, o que me deu a vantagem de ir atrás, dormindo, tentando fazer a viagem passar mais rápido. (odeio viajar de carro, meu mp3 acaba a bateria rápido, meu pai gosta de conversar e eu acho desconfortável, fico de mau humor)

Mas o lado bom de viajar de carro por longas MUITAS horas, foi que me fez refletir sobre a vida. Olhava pros campos com boizinhos e me lembrava da época em que eu era pequena. Cara, longas horas no carro. E adivinha no que eu pensava? Claaaro, nos meus paquerinhas! hahaha. Eu ficava criando historias na minha cabeça. Era uma coisa meio novela mexicana, sabe? Imaginava eles no meio da estrada me esperando! E eu dizendo: “pai, para o carro! Olha o fulano ai sozinho no meio da pista!” Daí, quando meu pai parava, eu saia do carro e o fulano me dava um longo beijo apaixonado. Eu digo fulano, pq na época era sempre um diferente. Pelo menos a cada ano, sabe? E quando eu chegava na Pousada, sempre achava um mais bonitinho e interessante, que me fazia esquecer, pelo menos momentaneamente, o bonitinho de antes. E claro, na volta da viagem, eu imaginava o fulaninho do hotel na estrada me esperando. hahaha que dó.

Esse ano não foi diferente. Já que estou solteira, fiquei pensando no bonitinho da vez (que eu não vou contar quem é hihi) mas que me destraiu um pouco durante a viagem. Ok, os pensamentos foram mais avançados tipo sexuais (inves de ficar imaginando o cara me esperando na estrada hahaha) mas a essência ainda era a mesma. Quando cheguei no hotel, cheguei toda toda pensando: “Dessa vez eu pego alguém bem bonito!”. Mas ao longo da minha estadia lá, vi que  a pegada era outra. Eu cresci. Os caras que hoje em dia me atraem não viajam mais em família. Ou, infelizmente, estão casados e com filhos, e isso: to fora! Pra mim, aliança é repelente!

Daí, resolvi aproveitar com a família mesmo. Ficar bastante com meu pai que anda meio carente…Aproveitar que meu irmão tava sozinho, sem os amigos dele e sem a namorada e estava sendo legal comigo (pq isso é raro)…Enfim, aproveitar a viagem em família. Confesso que de vez em quando era meio boring, tipo depois do almoço que os 2 iam dormir e eu não conseguia conectar o laptop na internet ou a noite quando o melhor programa era um show de salsa no toldo de shows do hotel mas…Deu pra aproveitar.

Meu ponto alto foi ter me apaixonado por um ruivo bonitinho na piscina lá de cima, mas que tava conversando com o avô e eu não tinha a menor chance de conseguir chegar nele. Então, nessa viagem, eu optei por ser família inves de ser coração, e acabei me satisfazendo de um jeito diferente.

Na real, ainda estou viajando. Agora estou em Ribeirão Preto passando a noite e amanhã de manhãzinha acordo pra chegar no interior de São  Paulo e ainda conseguir pegar o almoço em família. Aqui na recepção do hotel tem um cara muuuito gato que me deu vontade de falar: “corta esse cabelo e pegael!” (tive até fantasias sexuais com lugares escondidos no hotel e eu fazendo coisas proibidas com ele durante o horáro de trabalho, ainda mais com ele vestido de social) Mas claro que guardei isso pra mim, no momento sou uma moça recatada de família que não tenho pensamentos sexuais ou qualquer coisa do gênero.

Então, quero desejar bom natal a todos e um ano novo lindo! Não sei se vou postar antes do ano novo, provavelmente não, então é melhor desejar tudibom agora né? Desculpem a falta de imagem no post, é que to no hotel e não tem nenhuma foto boa no laptop do meu pai. Aliás, preciso muito ir dormir pq amanhã acordo cedíssimo! zzzzzz…

Ps1. nessa viagem, comprovei que não tenho preconceitos AT ALL com pessoas deficientes. É que me perguntaram isso no Formspring.me esses dias e fiquei em dúvida mas putz, tinha um mocinho bem bonitinho no hotel, casado, me dando mole (cachorro!) e se ele fosse solteiro eu super pegaria indepentende dele ser deficiente ou não.

Ps2. Eu realmente queria ter dado uns beijos naquele ruivo, nunca peguei um ruivo. Oi, alguém ruivo ai? Hahaha brincadeira. Bjs!

Ps3. Queria muito ter encontrado alguém super escpecial aqui em Ribeirão Preto mas não tinha mais o telefone dessa pessoa e sei lá, talvez ela nem quisesse me ver. (e tb acho que ela nem vai ler isso mas enfim, se ler, tó: ♥)

Ps4: Fato fofo: Conheci um menininho de mais ou menos uns 4 anos na piscina, vou relatar nossa conversa:

- Oi, qual é seu nome?

- Wellington Filho de Souza! (ele dizia com seu colete bóia tentanto nadar desengonçadamente)

- Ah…Quantos anos você tem Wellington?

Inves de responder que tinha 4, ele levantou afobadamente a mãozinha pra fora d’água mostrando um 4 com os dedinhos!

- Uau, que grande! (…)

- E vc, como chama?

- Eu me chamo Renata!

- Ah, então ta…Tchau!

(…)

- Tchau!

- Prazer em conhece-la! (ele dizia afobadinho e nadando!)

ahahahaha não é fofo? Ele era muito pequeno, que criança nessa idade fala “prazer em conhece-la”? hahaha ♥ Muito amorzinho no coração!

FIM.

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Querido Diário…

Estou aqui abrindo meu coração para você. Não você diário e sim, você leitor. Resolvi abrir páginas do livro da minha vida (como se eu já não tivesse aberto o bastante) só que dessa vez, meio que literalmente.

Mexendo numas caixas de tranqueiras que guardamos sei-lá-pra-que, achei uma preciosidade! O meu 1º diário. Fiquei fascinada com a minha capacidade de escrever tão bem! (Vocês vão ver como eu escrevia mal assim que lerem as pagininhas que escaneei, hahaha.) Mas o que realmente me impressionou, foi perceber que, desde pequena, eu já era de me apaixonar.

Se hoje minha vida é movida pelo amor – entre outras coisas – já naquela épocazinha era a mesma história. A cada dia que eu escrevia no meu diário, eu gostava de um menino diferente. E era tudo muito intenso, eu usava termos do tipo “amor”, “para sempre” e etc. Hoje em dia, confesso que me adaptei as mudanças. Usar termos intensos faz qualquer cara saír correndo pra bem longe de mim. O que é uma merda, pq às vezes eu gosto de ser exagerada pra afirmar uma idéia e sem querer acabo soltando as palavras erradas e…Fica impossível explicar para alguém que não me conhece tanto, que eu estava brincandinho. Mas enfim, isso não vem ao caso agora. Vamos ao que interessa, as pagininhas do meu primeiro diário ♥

(Clique na imagem para vê-la maior)

Página 1

Nesta primeira página, como podemos ver, já começo com uma frase peculiar: “Querido diário. Eu tenho muitos namorador, mas oque eu gosto mesmo é o Renam.” Sim, eu deveria mesmo ter muitos namorados. Mas sempre tinha um preferido. Daí, aleatoriamente, comento sobre minha vontade de ter um “puldol” e cito um poema, muito profundo e romântico. Eu realmente tinha o dom pra arte de amar, vocês não acham?Página 2

Me lembro bem desse tal de “Logulo”. Logulo era o sobrenome, e eu realmente batia nele. Tinha uma lancheirinha e vivia dando na cabeça do coitado. Engraçado essa maneira de criança mostrar que gosta né? Sempre que um menininho gosta da menininha, ele faz coisas nojentas ou fica enchendo o saco da coitadinha. E meninas também, batem, fingem que odeiam…É uma filosofia reversa e inexplicável. Depois do Logulo, mais uma aleatoriedade sobre meu dente mole e…Volto no assunto mais interessante, os namorados. Poxa, já na 2ª vez que escrevo no diário, tenho 3 meninos diferentes contidos nele, e lido com essa dúvida cruel sobre quem eu gosto de verdade. Humm, alguns dias depois eu volto, dizendo a data (para mostrar que passou um tempo preu pensar) e…Decidido: gosto mesmo é do Renan, não do Rafael. Atenção pra fase ótima “Os dois são chatos mais gosto deles dois poriço”

Página 3

Intensidade, muito amor e certeza das coisas na vida. “Renan vai estar sempre no meu coração” Logo em seguida, deve ter passado um tempo (pq coloquei outra data) voltei com muita revolta em meu coraçãozinho: “Chega de ficar com a boca no chão! Levando no fora chega! = Renan! Aquele bobão! Ele ama a Carolina.” ….Esses homens. Me decepcionando desde que eu tinha 8 anos! Partir corações indefesos de meninas apaixonadas é uma arte que os homens vem praticando desde que nascem! Ainda bem que quando eu era pequena, o meu “pra sempre” era relativo à “semana que vem” e eu conseguia me curar rápido: “…ele ama a Carolina. deixa eu já tenho outro” olha só que simples eram as coisas né? Daí do Renan fui  pro Murilo, depois pro Felipe e pro Ricardo…

Página 4

Quando eu escrevo que meu “namorado” é o Ricardo, é claro que não é. Sabe a música do Seu Jorge que diz: “To namorando aquela mina, mas não sei se la me namora…”? Era bem isso. Ricardo era meu paquerinha, eu chamava de namorado mas ele nem sonhava em saber que eu gostava dele. Também, era bom que nem soubesse, já que na página seguinte, eu gostava de outro, chamado Gastão (?). Atenção para meus dons artísticos, que desde pequena eram bem notáveis.

Página 5

Resolvi pular algumas páginas, se não vocês perderiam a paciência comigo e meus milhões de homens meninos. Cheguei ao ano de 1996, quando eu gostava de um menino chamado Victor, que me fez escrever seu nome 252 vezes no meu diário (isso pra mim era quase que infinito!). Peguei essa página justamente para mostrar como eu evoluí na medida em que o tempo passou. Esse Victor foi uma grande vitória. Consegui gostar dele durante 1 ano inteiro! Pra quem mudava de amor a cada página do diário, gostar de 1 garoto só o ano inteiro era um record né? Pra mim isso significava muito. Eu realmente achava que Victor era “O Homem da Minha Vida”. Forte né? Intenso. Achar “O Homem da Sua Vida” com apenas 10 anos é uma sorte muito grande. Hahahah!

Bom, para finalizar o post, vou colocar esse vídeo que tem tudo a ver com o tema. É um vídeo que ganhou Cannes em 2008 e me fez lembrar muito dessa minha época do diário.



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Flerte no elevador: do platônico pro real.

Tô pra escrever as novidades sobre meu vizinho bonitão há tempos mas tava procrastinando. Agora tenho mais 2 partes que vou embutir num post só. Uma delas A-C-A-B-O-U de acontecer. Vamos lá:

Lembram do bilhete que eu mandei pra ele né? Pois bem. Dia desses, num sábado de manhã, toca minha campainha e eu, pelada, penso: “Nem a pau que vou colocar a roupa pra atender a campainha essa hora. Deve ser o lixo.” A campainha tocou de novo e eu resolvi, sem pretensão nenhuma, olhar no olho mágico pra me livrar do peso na consciência. Era a porteira [SIM! eu tenho uma porteira mulher e isso é um máximo!] ela estava com cartas na mão e eu resolvi abrir uma partezinha da porta só pra pegar.

- Oi Renata, o vizinho te deixou isso aqui… [me entregando um pedacinho de papel fechadinho com um clips]

- Quem?

- O Eduardo do 8º andar.

Eu não esbocei nenhuma reação, peguei o singelo papelzinho, agradeci e fechei a porta. Nem preciso dizer que depois que fechei a porta dei pulos e gritinhos de alegria né? Ok.

Resolvi escanear o bilhete e mostrar pra vocês, como primeira prova viva que meu vizinho existe mesmo. Vejam com seus próprios olhos!

Da pra perceber que ele tentou caprichar nas letrinhas né? Primeiro que na capa deve ter errado a primeira letra e resolveu dar um charminho fingindo que as primeiras letras eram pra ser mais riscadinhas. Segundo que dentro, ele criou como se fosse uma tipografia própria! Perceberam? Algumas letras maiúsculas possuem em tracinho a mais como charme. Acho que ele pensou no fato de que eu sou designer, e tentou ser mais caprichosinho [ounnn...]

Depois desse bilhete, era preu ter escrito o post contando pra vocês mas dei uma desanimada. O bilhete não tinha nada muito direto mostrando algum interesse por mim, apenas a atenção esperada né? Afinal, como um bom moço educado, ele apenas respondeu o bilhete que eu tinha mandado pra ele. Pois bem…Voltei a viver minha vida, achando que esse meu amor platônico não passaria de um amor platônico mesmo. Minha mãe tinha até me dito que um dia encontrou ele com uma menina linda no elevador. Disse que a menina era parecida comigo, magrinha, morena..Só era mais arrumadinha [no sentido de ser mais patricinha] e isso comprovava o fato de que ele namora, como meu outro vizinho e meu porteiro me contaram. Então, como eu achava que ele tinha namorada e nunca era direto o bastante, eu nunca teria coragem de fazer nada mais cara de pau.

Hoje, num dia normal de trabalho, choveu muuuito; eu tomei chuva, tava toda mulambenta voltando pra casa, louca pra tomar um banho..Quando entro no meu prédio e ainda balançando meu guarda-chuva escuto um: “Fala Rê!” Olhei pra trás tensa e era ele. “MERDA! Eu aqui fedida e feia, tinha que encontrar ele.” Mas ok, precisava ser simpática e ignorei o fato de estar nojenta. Afinal, ele também devia estar um pouquinho né? [não. tava lindo como sempre. hahahah]

Abri o elevador pra ele, ele deu meia volta e segurou pra mim me falando pra entrar. Dai começamos com aquele lenga lenga casual de elevador, ele me perguntou como eu tava e bla bla bla. “Ué, mas você não tava de carro novo? Pq ta vindo a pé?” Ele me contou que pra ir trabalhar pega metrô e uma van da firma, que fica mais fácil assim. E que o carro é novinho e lindo, ele ainda ta super curtindo. Quando chegou no meu andar, ele abriu a porta pra mim, já saindo no meu hall junto comigo. Uaaau, ele realmente queria conversar. O elevador foi pro 8º, como ele tinha mandado. Ficamos lá um tempão. Contei pra ele que domingo que vem era meu aniversário e ele perguntou a minha idade. 23 eu disse…E você? “Eu tenho 30. Faço 31 em novembro.” “Hummm…30 ainda da pro gasto né?” [OI?! Que comentário xavequeiro foi esse? Morri de vergonha depois que falei, certeza que fiquei vermelha] Daí ele começou a falar de signos. Gente…Diz pra mim: que homem no mundo se interessa por signos??? Ele até falou sobre ascendentes, coisa que eu nem entendo nada! ahahaha Ele disse que era de escorpião e uma das características mais fortes era ser fiel com os amigos e com seus relacionamentos amorosos. Daí o papo foi pra namoro, eu comentei que estava solteira pela primeira vez na vida [pq sempre namorei] e ele me disse que namorou por muito tempo..Depois terminou..Depois namorou..E deixou no ar se era solteiro ou não. Eu resolvi não perguntar, pq depois dele frizar que era fiel, se ele me confirmasse que tinha namorada ia melar nosso climinha né? Então fingi que nem queria saber.

Falamos sobre umonte de outras coisas. Até sobre gays, quado contei que conheci 2 caras la do andar dele e perguntei se eles eram gays. Ele disse que eu era super descolada pq não tinha problema em perguntar isso hahaha. Dai eu falei: “E se eu perguntasse pra vc se vc é gay?” Ele disse: “Ah..Você não precisa me perguntar isso né? Você sabe muito bem que eu não sou.” [tipo, oi? o que ele quis dizer com isso?] Pedi pra ele mostrar as mãos. Morri! Ele tem as mãos lindas, do jeito que eu gosto. Unhas curtinhas, sem roer, mão de homem e o melhor: saindo de um lindo terno. Elogiei, claro. E ele ficou todo feliz.

Então o papo, misteriosamente, voltou pra relacionamentos não lembro como.

- 30 anos já ta na idade de casar né?

- Hahaha pois é… [silêncio constrangedor]

Quando o silêncio constrangedor aparece, vocês sabem né? Eu falo sempre a maior merda do mundo e dessa vez, finalmente soltei:

- Você namora?

- Não.

Gente..Eu juro. Ele não hesitou na resposta. Foi curto e grosso e ainda respondeu sorrindo! E agora? Devo acreditar nele? Sinceramente, eu acho que ele namora. O meu outro vizinho que conhece ele me contou. Minha mãe viu ele com uma mina no elevador. Po, é claro que ele ta falando que não namora pra me xavecar. Mas ok, o que importa é que EU to solteira e se ele quer, estamos aí.

- Po Rê…Você precisa aparecer mais!

- Aparecer onde? Bater na sua porta e dizer oi? hahahaha

- Ah…Pode fazer isso se você quiser…

- Eu não, mó vergonha…Você mora com 20 mil pessoas!

- Hahaha ah..Então..Você não tem algum número?

- Não…

[silêncio constrangedor...]

- hehehe brincadeira, claro que tenho. Anotaí.

Ele pegou o celular do bolso e anotou. Terminamos de conversar e ele chamou o elevador de novo. Quando fomos dar tchau, senti uma entortadinha no rosto dele mas logo virei a cara pra dar beijinho na bochecha. Gente, eu tava fedida de chuva né? Não podia beijar ele naquela hora. Fora que tinha que me preparar psicologicamente também.

Enquanto escrevia esse post, meu interfone tocou e era ele:

- Oi amore…É o Dú! Meu celular deu algum tilt e quando entrei no elevador vi que seu número não estava mais nele. Você pode me passar de novo?

- Hahaha posso..É xxx-xxxx. Ainda bem que a gente mora no mesmo prédio e você pode me interfonar né?

- É verdade. Obrigado linda, um beijo.

Ele me chamou de amore e linda numa mesma conversinha rápida. Podem falar, já peguei. Apesar de que eu acho meio brega ficar chamando de apelidinhos sem ter intimidade, me soa meio xavequeiro. Ah, e o “Mil beijinhos, Dú” no final do bilhete? Hahahaha foi a coisa mais gay do universo! Mas agora eu já sei que ele não é gay. E que ele não namora. [vou fingir que acredito nele pra ficar com menos peso na consciência quando a gente tiver dando uns amassos]

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Flerte no Elevador [Parte 4]

Gente, to passada! Fiquei até mais tarde no trabalho hoje e quando cheguei tava afim de papear, fiquei conversando horas com o Edeilson, meu porteiro…Sabe o que descobri?

Que depois deu ter dado o cartãozinho pro meu vizinho bonitão [vide o 2º capítulo do Flerte no Elevador] ele deixou um bilhetinho pra mim na portaria e NÃO ME ENTREGARAM! Pelo jeito, o bilhete foi perdido, esquecido e jogado no lixo em alguma outra dimensão do universo! :(

O Edeilson não leu o bilhete. Mentira! Ele leu sim, e enquanto eu escrevia esse post, acho que ele sentiu peso na consciência e me interfonou contando toda a verdade! O bonitão, no dia seguinte, perguntou quem tinha deixado aquele cartão e falou: “Poxa, mas ela não deixou nenhum telefone nem nada preu agradecer? Vou deixar um bilhete pra ela.” Ele subiu até seu apartamento e voltou com um bilhetinho pra mim escrito: “Oi Re, adorei seu cartão, me liga pra eu poder te agradecer: xxxx-xxxx”

Aaaaaaaaaah! Ele me deixou o telefone dele! E ninguém me entregou! Eu aqui achando que ele tinha ignorado meu lindo cartão, até fiquei brava pq ele nem se deu ao trabalho de deixar um mísero bilhete agradecendo mas poxa! Ele deixou. Com o telefone! No final, ficou parecendo que a desinteressada da história toda era eu!

Escrevi outro bilhete, que dessa vez me certifiquei com o Edeilson que será mesmo estregue, dizendo: “Du, fiquei sabendo que há anos atrás quando te dei aquele cartão, você deixou um bilhete pra mim na portaria mas não me entregaram. Fiquei com o coração partido e achei que você nem tinha ligado. O que você dizia no bilhete? Um beijo, Re.”

Antes do Edeilson ter me contado o que havia no bilhete, eu já tinha criado mil hipóteses do que poderia estar escrito nele né..Desde “Oi Re, adorei o cartão que você me deu, beijos Edu” até um “Re, amei seu cartão, eu também adoro pessoas que acordam de bom humor. Que tal um vinho hoje a noite?! Te espero, todo seu, Du.” [hahahaha brinks] Mas acho que o bilhete dele foi um misto dos 2. Ele meio que agradeceu e passou o telefone. Hãn? Hãn?

Bom, só quis atualizar vocês das novidades. Ah, outra coisa: ele ta de carro novo. Um carrão importado que de acordo com a minha mãe é carro de coroa ricão. Aliás, minha mãe disse que eu devo investir mais nele já que ele ta com essa bola toda. Vê se pode? Hahaha…Enquanto eu conversava com o Edeilson, ouvi um “E ai Re! Tudo bem?” …era ele saindo do elevador e indo pra academia. Só demos oi de longe pq ele desceu pra garagem. Vestia uma regata e um shortinhos. Ok, a roupa não era assim aquele charme mas ó…Ele tem um corpitcho que ôôô lá em caaasa viu!

Edeilson me disse que dessa vez ele mesmo vai entregar o bilhete, já que da última vez ele deixou lá em cima com o meu nome e ninguém nem tchum! Agora, é só esperar o próximo capítulo!

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Flerte no Elevador [Parte 3]

Para ver a história em tamanho maior, clique aqui.

Quer ler a história desdo começo? Então clique respectivamente:

Flerte no Elevador

Gosto de pessoas que acordam de bom humor

Flerte no Elevador [Parte 2]

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Flerte no Elevador [Parte 2]

Alguém aí lembra do meu vizinho bonitão do 8º andar? Aquele com quem eu flertava no elevador? Aquele que usava terno e gravata, era lindo, educado e gentil? Aquele pra quem eu fiz um cartãozinho e entreguei através do porteiro? Então…

Muita gente, desde que leu os posts relacionados a ele, vem me pedir para continuar a história e eu nunca continuava pq simplesmente não tinha continuação. Na verdade, eu até encontrava ele às vezes mas nada acontecia, ele apenas era educado, lindo como sempre e normalmente a gente sempre se encontrava em dias péssimos do tipo: “acordei, me olhei no espelho e sou a pessoa mais feia do mundo”, sabe? Confesso que inúmeras vezes deixei o elevador passar direto pelo meu andar quando via que estava descendo pra, no caso de ser ele, a gente não se encontrar.

Passei um tempão sem vê-lo e ontem, subindo uma das ruas perto de casa, olho pro outro lado da calçada e vejo um bonitão de terno [sim, eu ainda morro de fetiches por homens de terno] e, observando melhor, notei que era o bonitão do 8º andar. Apressei o passo, tirei os fones de ouvido, comecei a arrumar o cabelo e rezei pra ele não olhar pra trás e me ver, toda desengonçada me arrumando.

Chegando no prédio, ele abriu o portão e só me viu quando ia fechar. Disse: “Opa! Oi Rê, tudo bem? Quanto tempo né?” Entramos no prédio, e chegando  no elevador, ele abriu a porta pra mim [claro] e entramos. Ele estava muito simpático. Dava pra sentir que ele estava feliz em me ver. Eu dei uma travada e ele resolveu perguntar: “Mas e ai Rê, como andam as coisas no trabalho?” Gente…Ele me chama de Rê! Tem coisa mais fofa? Eu falei que tudo bem e logo cortei falando que o vizinho lá de cima me contou que ele o ensinou a dar nó na gravata e eu tinha achado bonitinho. Ele, um pouco tímido, deu uma risadinha e explicou que como trabalhava em banco [boooring...] e dava o nó na gravata todo dia, já estava super acostumado. Infelizmente, como moro no 3º andar, meu andar chegou e eu fui saindo.

- Ah…Então tá, tchau né..

Ele deu um tchau sorrindo e eu fui embora. Dessa vez, notei que ele estava bem diferente que das outras. Ele me olhava nos olhos, me dava muita atenção…Parecia até que tava me dando bola mas eu pensei: “Ah…Como eu pago um pauzão pra ele, devo estar imaginando coisas né? Mesmo pq, o vizinho lá de cima me contou que ele tem namorada…” [PASMEM! Ele não é gay, porém namora].

Esse encontrinho foi o suficiente pra garantir meu bom humor na semana inteira. Daí hoje, resolvi esperar ele sair do metrô [meio escondida] pra gente se encontrar e conversar de novo. Sentei no banquinho da farmácia, era mais ou menos o mesmo horário de ontem, e fiquei esperando por ele. Confesso que fiquei lá uns 15 minutos e pensei: “Ai, como sou boba né? Pareço criança. Eu vou é embora pra casa!”. No caminho, no mesmo lugar que encontrei ele ontem, adivinham quem eu vejo? O PAI dele. hahaha Juro, foi muito azar e muita coincidência ao mesmo tempo. Eu fui até meu prédio, com passos de tartaruga, pra ele me alcançar caso estivesse chegando.
Foi totalmente falida a minha tentativa de encontrá-lo. Peguei o elevador, cheguei em casa, coloquei a bolsa na cama e sei-lá-pq-diabos resolvi descer. Só podia ser instinto do coração! Eu pensei: “Vou descer, falar qualquer coisa com o porteiro, ir até a esquina e voltar” tipo uma última chance.

Cheguei no térreo, abri a porta do elevador e QUEM ESTAVA ENTRANDO? Sim! Ele! O vizinho bonitão! Meu coração foi pra boca e ele, já abrindo um sorriso falou: “Vai subir Rê?” – OI? eu tinha acabdo de descer? – hahaha mas daí respondi: “Vou. Peraí! [...] ah, não, pode subir vai…” eu pensei que daria muito na cara se subisse com ele. Daí ele falou: “Não, eu te espero!” [nessa hora minha cabeça tava a mil tentando arranjar uma pergunta idiota e rápida pra fazer pro porteiro e pegar logo o elevador] Olhei pra cara do porteiro e ele me olhou com cara de interogação. Eu gaguejei:

- Ai…não tenho nada pra te falar.

- ???????????

- É…Meu irmão saiu que horas mesmo?

- …umas 4 e pouco. [detalhe, ele tinha me dito isso ha 2 minutos qdo eu subi pela 1ª vez...Será que ele entendeu tudo? hahaha fora que era o mesmo que eu tinha pedido pra entregar o cartão naquela vez!]

Vi uma mulher chegando no portão e corri pro elevador. Ele segurou a porta pra mim, mas não esperou a mulher. Logo vi que era pra ficar sozinho comigo, afinal, educado como ele é, esperaria a mulher né? Daí fomos conversandinho nem-me-lembro-o-que no elevador e rapidamente chegou no meu andar. O assunto ainda não tinha acabado e eu fiquei conversando com ele na porta. Enquanto ele falava algo sobre os horários dele ou como ele ia pro trabalho eu disse: “Ai, tem uma  moça lá em baixo esperando o elevador, melhor não prender a porta….” [não me chamem de idiota mas coitada da mulher...] Ele então, num movimento rápido, saiu do elevador e logo me vi com ele, sozinha no hall do meu apartamento.

Ele saiu do elevador só pra conversar mais comigo! Dava pra notar que os dois estavam meio sem jeito e com a maior vontade de conversar mais. O assunto na verdade nem importava, afinal, estávamos juntos. [hahaha só pra romantizar um tico]. Mas depois de falar sobre trabalho, ônibus, metrô, descobrir que trabalhamos perto e ele me oferecer carona pro trabalho todo dia quando pegasse o carro novo, eu falei assim pra ele:

- Você lembra o cartãozinho que eu te dei?

- Lembro sim, claro! Guardo ele até hoje!

- Ounnn..Então, é que nem tive oportunidade de explicar o pq eu fiz..Você sabe pq eu fiz?

- Ah, foi por causa daquele dia do elevador né?

- É..É que aquele dia você tava mó simpático comigo e eu tava super de mau humor e no final da conversa perguntei se vc acordava de bom humor e vc ficou meio sem jeito..Afinal, que pergunta foi aquela né? Daí fiquei com peso e resolvi te fazer aquele cartãozinho :)

- Po, eu adorei! hahaha você trabalha num lugar que faz isso né? Nossa eu acho um máximo essas coisas, eu adoooro! [ele realmente mostrou uma empolgação fora do normal]

Eu imitei ele falando adoooro e ri da cara dele. Ele comentou da luz do hall que estava meio desajustada pq ficava apagando toda hora. Nós rimos. Estava na cara que ele inventava assuntos aleatórios só pra continuar falando comigo alí no hall.

O elevador chegou de volta. Eu disse um tchau já meio que indo embora e ele estendeu o braço, pegando no meu ombro, pra me dar um beijo no rosto. Eu puis a mão na cintura dele, toquei naquele lindo terno e retribui o beijo no rosto dando boa noite.

Abri a porta da minha casa. Entrei. Fechei. E só não dei um grito de alegria pq ele ouviria do elevador. Só sei que fiquei com as pernas trêmulas. Me senti como uma menininha que tem seu 1º amor na escola e ele diz “oi” pra ela pela primeira vez :)

Estou pensando em fazer um cartãozinho pra ele e entregar num dia conveniente dizendo: “Queria que nosso prédio tivesse cem andares e a gente morasse nos últimos.”

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Sinceridade ou Joguinhos?

Li um post no blog de um amigo que me fez pensar nessa questão. Acho que todas as pessoas, em algum momento da vida, se deparam com essa mesma dúvida seja por um coração partido ou por medinho de tomar atitudes erradas e dar merda.

A situação começa com você conhecendo a ‘pessoa ideal’. Uma pessoa legal, atraente, bom papo, pegada boa…Enfim, tudo aquilo que você sempre quis. Ela é a ‘pessoa ideal’ mas ainda é uma incógnita. Não dá pra saber se ela também pensa o mesmo de você, se ela só está com você pela falta de outra pessoa melhor, se está só passando o tempo ou se está totalmente apaixonada por você também. Normalmente, é nessa hora que começam os joguinhos.

Joguinhos são estratégias criadas por sei-lá-quem, que todo mundo usa no momento da conquista. Num dia você sai com o carinha, tem uma noite maravilhosa, os 2 deixam bem claro que querem se ver de novo e que gostaram do encontro mas você pensa: “Não vou ligar pra ele amanhã.” [pq daí ele vai pensar que não estou tão afim assim e vai correr atrás de mim]. Ou pior: o cara te liga e você deixa de atender nas primeiras vezes só pra não parecer tão desesperada por ele, afinal, você tem uma vida além dele né? [mas na verdade a única coisa que você consegue pensar é: "Ai, pq será que ele não liga logo?"].

A maioria dos homens diz que odeia joguinhos, que isso é coisa de mulher…Mas muitos deles fazem também. É natural do ser humano. Eu já fiz muito, e você com certeza fez também. Depois de passar por muitas tentativas e erros – provavelmente mais erros – cheguei a este ponto onde me pergunto: E aí? É melhor ser sincero logo de cara ou fazer uns charminhos no começo? Certeza que a resposta dada por vocês agora foi que é sempre melhor ser sincero.

Na minha última experiência eu resolvi fazer tudo certo. Resolvi não jogar, não fazer charme, ser sincera – mas também não muito, pra não assustar o cara – e no final das contas: deu tudo errado. Eu saí da história até que bem, com a consiência de que tinha dado o meu melhor e que não era pra acontecer mesmo mas…Poxa, é ruim né? Quando eu faço joguinhos, dá errado. Quando eu sou legal, dá errado. Quando será que vou acertar?

Acho que não é bem por aí pensar dessa maneira. Gosto de acreditar naquele clichê que diz que “Quando for pra ser, será” ou “Se não deu certo, é pq era pra não acontecer” mas como sabemos, os clichês são verdades incontestáveis, que todo mundo solta na hora de consolar a gente, então, não servem pra muita coisa…

Acho que ser muito sincero é ruim, podemos assustar a pessoa fazendo com que ela pense que estamos apaixonados e queremos casar, ter filhos e viver juntos pra sempre! Mas também, fazer charminho demais é um pé no saco né? Acho gostoso essa coisa de não saber o que esperar da pessoa, dar umas investidas sutis, sentir saudades, sentir o frio na barriga. Só que acho uma merda quando a incerteza toma conta da situação inteira. A pessoa desaparece e você não sabe se deve ir atrás, se deve esperar ela ligar…Gosto de sinceridade sim, mas sinceridade com bom senso. É gostoso saber que uma pessoa se importa com você, ou que pensa em você em determinado momento do dia. Não precisa mandar mensagem no celular toda hora, mas uminha de vez enquando, pra mostrar que lembramos da pessoa, é sempre bom.

No final das contas, eu fico com a sutileza. Joguinhos saudáveis, demonstrações de interesse e muita, mas muita sinceridade – sempre. Mas por favor, falemos só o necessário ok? Nada de se declarar logo de cara, sem nem sentir um pouquinho a outra pessoa.

“Tudo tem seu tempo”. [só pra terminar o post com mais uma verdade chata e incontestável!]

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A gente é onde a gente tá.

AVISO: Este post, excepcionalmente, não terá imagens pois estou no computador do meu avô e não tenho artifícios para criar algo legal.

Resolvi escrever um devaneio que tive comigo mesma, agora pouco, voltando pra casa as quase 4 da manhã.

Estou aqui na praia, casa da minha vó, onde desde pequena venho e passo a maioria das viradas de ano. Sempre a mesma coisa, a galera com seus carros potentes e tunados andando na avenida competindo para ver quem tem o som mais alto ou o motor mais potente, as menininhas com mini shorts e mini saia rebolandinho por aí fazendo os garotos babarem, os bêbados, as multidões andando no calçadão e esse ano até algo inusitado que andei vendo: muleques de 12 anos [mais novos que meu irmão!!!] bombados e horríveis! Daí eu repito meu pensamento: essa juventude está mesmo perdida. Mas enfim…Não é aí que quero chegar.

A questão é: a gente fica falando mal de tudo isso, das pelegas, das pessoas querendo chamar atenção, da farofada na praia e da ridiculísse alheia mas tooodo ano é a mesma coisa. A gente vem pra praia, se encontra, fala sempre as mesmas merdas, repara sempre nos mesmos defeitos, fala mal das mesmas coisas, faz as mesmas piadas e vive as mesmas situações e é sempre MUITO gostoso.

Hoje me peguei pensando, que esse pessoalzinho que eu ando aqui, se saísse com eles em SP pruma noitada típica minha [daquelas bar-balada] eu iria odiar. Eles também iriam odiar. E todo mundo ia acabar de cara feia. Não literalmente, mas sabe? Nada a ver uma coisa com a outra?

Aqui eu faço amigos que não são do mesmo estilo que eu, não são da mesma idade, da mesma cor ou do mesmo tamanho e mesmo assim me divirto pacas! É engraçado como o ambiente que a gente está, interfere no nosso…”eu interior” não é mesmo?

Não que eu mude quando estou aqui, mas agora pouco, recebendo uma mensagem de um amigo meu de São Paulo, me dei conta do quão distante eu estou da minha realidade, aquela que vivo lá. Imaginei ele aqui comigo e pensei: nossa…não teria nada a ver! hahaha Ele é tão legal e tão ivertido quanto, só que são 2 coisas totalmente distantes uma da outra.

Mas na real, todo mundo muda. Todo mundo vira adolescente. Todo mundo quer se divertir, falar besteira, ficar de bobeira…E isso é demais não é? Sei lá se deu pra entender tudo que eu quis dizer. Só sei que na minha cabeça eu entendo.

Então, um feliz ano novo pra todo mundo! Espero que ele seja melhor ou tão bom quanto o meu 2008 foi! 2000inove!!! [passou um aeromotor com uma faixa desejando isso aqui na praia, haha achei ótimo mas andei vendo no twitter que já tá manjado então.....]

Fim.

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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

- Bom dia!

- Bom dia.. =]

- E aí, como estão as coisas?

- Ah..Bem! Eu me formeeei…

- Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

- Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

- Ele já chegou?

- Hum…Eu acho que não…

- Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo... hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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Aconteceu com a prima da tia de uma amiga minha…

Expo Casal

Era uma exposição de arte. Ela se chamava Helena e ele se chamava Victor. Os 2 não se conheciam, mas ambos gostavam de arte e estavam solteiros. Não que isso importasse; nenhum dos dois estava a procura de um par. Apenas estavam curtindo uma exposição de arte – assunto que os interessava muito – tomando um vinho e admirando a criatividade alheia. A exposição era composta por várias baias que formavam ambientes próprios. Cada ambiente condizia com um estilo artístico. Entrar em um era totalmente diferente de entrar em outro. E assim, cada um ia vivendo e interpretando a exposição da sua maneira.

Os curadores da exposição, como sendo muito bons curadores, souberam escolher a música certa para a hora certa. Sabe quando você está assistindo a uma exposição de arte, e na verdade nem entende nada, mas faz uma pose com a taça de vinho na mão, como se fosse o maior crítico artístico do mundo? Sim, esse era o clima…Mas na real, não era a realidade de Helena e Victor.

Os dois realmente gostavam de arte e estavam lá para admirar os trabalhos. Cruzar olhares, definitivamente não era o objetivo deles. Muito menos cruzar olhares e ter um interesse posterior. Mas, como sempre acontece com seres humanos normais, eles cruzaram olhares e realmente se repararam. Quem é aquela menina de cabelos curtos e morenos, magra e sensual totalmente despreocupada com a vida? E quem é esse cara culto e interessante, olhando as obras com a maior atenção do mundo? Sim. Os 2 estavam alí e pareciam pessoas muito interessantes.

Depois de se repararem, a exposição de arte perdeu totalmente o sentido. As obras não eram bonitas nem instigantes. Eram apenas quadros colados em baias toalmente sem sentido. A única coisa que importava era: pra onde foi aquel olhar? O que ele sugere, e pra onde está apontando? Será que me viu ou foi só impressão minha?

Claro. Tudo era muito sutil. Os dois disfarçavam absurdamente bem, mas ao mesmo tempo, sabiam exatamente o que estava rolando ali. O que? exposição de arte? Quero mesmo saber onde aquela pessoa está. Quero chegar perto dela, dizer alguma coisa bem culta e fingir que aquilo tudo está realmente fazendo o maior sentido e o que realmente importa é o conceito da obra. Quero que ela me admire.

Opa! Finalmente nos encontramos; um ao lado do outro, como se simplesmente o destino nos tivesse juntado. A vontade de dizer coisas idiotas estava lá, na verdade qualquer coisa que fosse dita seria idiota mas um dos dois teria que começar um assunto, já que se não começasem, seria uma oportunidade perdida pra sempre.

Então, ela pega e diz: “Bonita esta estampa que ele usou, né?” [referindo-se e olhando diretamente ao quadro bem em frente à eles]. Ele responde um simples “Sim”, olhando nos olhos dela, como se nunca tivessem se visto na antes…

Mas bem no instante em que se olham, os dois sabem que a conversa é apenas um pretexto para se aproximarem, e que qualquer prolongamento do assunto acabaria em algo totalmenter broxante. Então, assim que Helena diz: “bonita essa estampa” e Victor responde “sim” sem nem ouvir direito o que ela disse, os dois se beijam loucamente como se já se conhecessem e esperassem por esse momento a vida toda! Era a famosa química agindo, sem nem pedir licença!

O beijo dura por longos minutos, e é realmente bem quente e íntimo…Mas…

E depois do beijo? Como fica? Será que vale a pena dar uma risadinha? Continuar falando do quadro? Simplesmente virar as costas e continuar vendo a exposição?

Helena não quis me contar esta parte. Talvez por ser algo muito íntimo e pessoal. Então, eu deixo para a imaginação de cada um.

Eles podem ter continuado o beijo e caminhado para um lugar mais escondido, onde os desejos mais fortes os chamam e saciam-se alí mesmo, na escada de incêndio. Podem ter sido interrompidos por uma velha viúva, crítica de arte, que já chegou resmungando pois havia 2 pessoas ‘sendo felizes’ lá…Podem ter acabado o beijo, cuspido no chão com um ar de nojo e terem ido embora ou podem simplesmente ter terminado o beijo, dito: “eu te amo” e marcado a data do casamento. Você escolhe o final da história.

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Flerte no Elevador

[...Droga, tem gente no elevador, vou ter que desligar o mp3 para não ficar chato. Opa...ta demorando, deve ser o cara do 8º andar que eu encontro de vez em quando indo trabalhar de manhã. Oba!]

- Bom dia =]
- Oi…Bom dia!

…silêncio. São apenas 3 andares e chega rápído. Ele segura a porta pra mim, eu agradeço e cada um sai com pressa para ir pro trabalho. Na verdade, isso já aconteceu bastante de manhã, afinal, moramos no mesmo prédio.
De vez em quando, até fico esperando ele passar com o carro ao meu lado na rua enquanto ando até o ponto de ônibus…Ele é tão educado, que não me surpreenderia se me oferecesse uma carona pra onde quer que eu fosse. Mas ok, é de manhã, nunca estamos tão sociáveis e sempre estamos atrasados.

Eu pego o ônibus, vou trabalhar como sempre…E o dia passa.

Volto para a casa,  e entrando no elevador, eu escuto o portão do prédio abrindo. Eu paro a porta do elevador e olho para ver se alguém está entrando para poder esperar a pessoa e ela subir comigo. Opa! É ele! Ele de novo, o bonitão do 8º andar! Está lindo, como estava de manhã, todo vestido de social voltando do trabalho. Desligo meu mp3 e espero ele chegar ao elevador. Ele entra, e com um grande sorriso diz:

- Obrigado!
- Magina…Nos encontramos na ida e agora na volta né?
- Pois é…!!!
- Essa vida de trabalhador…
- É…hehehe…Onde você trabalha?
- Eu trabalho num lugar chamado…Ops! Eu apertei meu andar?

[eu olho pros botões, aperto o 3 mas é tarde demais...o elevador estava exatamente passando pelor meu andar. Daí ele diz:]

- Por pouco heim…
- É….hahaha Mas então, eu trabalho num lugar chamado Origami, faço cartões tridimensionais que quando você abre, salta o desenho..sabe?
- Sei sim, poxa! Que legal! Mas na parte de criação?
- É…Sou designer, e me formo esse ano na facul também..Mas e você, trabalha onde?
- Eu trabalho em banco… [ele diz isso dando um sorrisinho meio sarcástico]
- Poooooooxa…Que legal heim? …ok, mentira. Não é legal não! Hahaha

Nós 2 rimos, simpaticamente e enquanto isso a porta abre, pois chegamos no 8º e último andar.

- Bom, então tchau…
-  Tchau! =]

[dava pra perceber que ambos não queriam parar a conversa, mas também não fariam nada para impedir o fim]

E enquanto o elevador desce de volta ao 3º andar, eu penso: Poxa…Bem que meu prédio poderia ir até o andar 40 né? E ele poderia morar lá. A gente conversaria mais, sorriria mais, flertaria mais…Daria até tempo de fazer um convite para uma cervejinha algum dia, porque não?!

Engraçado é pensar isso com ‘ele’. Moro nesse prédio há anos, e ele também. É bem mais velho que eu, deve ter lá seus 30 e poucos anos, e um dia já chegou até a comentar comigo que eu tinha crescido, que ele se lembrava de mim bem mais nova [isso é meio brochante, mas eu tb mal reparava nele na época]. E agora, ele é aquele cara bem bonitão, maduro porém cultivado, gosta de saír pra correr, é super educado e simpático, vai trabalhar de terno e gravata [se tem algo no mundo que me instiga, é homem de terno e gravata] e me da a maior mole. Ah! E é solteiro, o que é super importante! Nunca o vi com mulher nenhuma, e mora com os pais. Tá ótimo pra uma aventura assim, sem compromisso hãn? Mesmo prédio, horários compatíveis…Mas ok, sonhar é bom. Até o próximo encontro no elevador :]

Fim.

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