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2010 < 2011

Esse título já diz um pouco o que eu espero desse ano de 2011.

Talvez não seja tão difícil, levando em consideração que o ano de 2010 pra mim foi um ano meio chato. Não sei se eu já contei pra vocês a minha teoria… Mas acho que talvez esteja na hora de contar, já que ela explica muito do que eu penso sobre a vida e como eu vejo as pessoas que passam por mim.

Vocês já jogaram The Sims 2? É um jogo de computador onde você cria personagens, os Sims, e monta uma casa e vive a vida, como se fosse real. No The Sims 2, na hora de fazer seu Sim, você deve escolher uma aspiração pra ele. É a partir dessa aspiração que virão os desejos do seu Sim e garantirão uma vida feliz ou um total desastre. Existem 3 aspirações: família, trabalho e amor. Se você escolhe trabalho por exemplo, os desejos do seu Sim quando pequeno, serão algo tipo: quero estudar matemática e ganhar pontos de inteligência. Ou, quando adulto: quero ser promovido no trabalho. Se a aspiração que você escolheu foi família, seu Sim será feliz quando brinca com seus pais ou quando leva seu filhinho para uma viagem de férias. Já na aspiração amor, os desejos do seu Sim serão algo tipo: quero ter um relacionamento com 5 pessoas diferentes ou quero me casar com outro Sim.. E assim por diante.

Eu sempre tomei isso como uma verdade de vida. Analiso as pessoas de acordo com as suas aspirações e acho que todo mundo realmente seja assim. Já dividi essa teoria com outras pessoas e nem todo mundo concorda… Então cheguei a conclusão que, talvez, as aspirações venham de acordo com a fase de vida em que estamos.

Bom, eu nunca saí da aspiração AMOR. Eu sou amor e sempre fui amor. Basta ler o post do Meu Querido Diário, de quanto eu tinha 8 ANOS e minha vida já se baseava no amor. Eu gostava de um menino diferente a cada dia e, agora, com 24 anos, posso dizer que isso praticamente não mudou. A minha felicidade é totalmente baseada no amor. Se eu estiver num emprego incrível e todos da minha família estiverem com saúde mas eu levar um pé na bunda, adivinha só o que vai contar mais? Eu vou pro trabalho chorando. Eu chego em casa chorando. A minha vida parece uma merda, só porque mais um amor não deu certo.

E o ano de 2010 não foi lá essas coisas no amor. Se é que posso contar, tive 3 grandes amores esse ano e os 3 foram um desastre. O primeiro deles durou até a metade do ano. O cara era comprometido e nunca ia dar certo, mas a gente não escolhe essas coisas. A parte boa é que esse cara era incrível e a gente nem teve nada. Ele era super fiel a namorada, o que me fez admirá-lo ainda mais e hoje sei que somos grandes amigos.

O segundo amor do ano, foi o cara do metrô. Creio que vocês acompanharam a história e vibraram com ela como eu vibrei quando tudo aconteceu. Esse foi um dos amores mais relâmpagos e intensos que eu tive. Não durou nem um mês, mas foi um dos mais fortes. Era incrível quando estávamos juntos mas o cara era um perdido na vida. Fazia o estilo meio depressivo – o que é totalmente o oposto de mim  – e tinha acabado de sair de um relacionamento super longo, tava todo machucado e provavelmente não estava pronto para um novo amor. Eu tinha vontade de cuidar dele e fazer ele feliz, mas não rolou. Então acabou. Eu sofri, como se aquilo tudo tivesse durado anos, porque a intensidade com que eu vivo meus amores, não tem tamanho.

Daí me recuperei. Conheci pessoas novas, fingi que gostava delas enquanto queria acreditar que tinha esquecido o cara do metrô, até que conheci um cara novo. Novo no sentido de novo na minha vida, porque ele foi o cara mais velho que eu já fiquei. Ele era – e acredito que ainda seja – um homem incrível. A admiração veio antes mesmo de ter algo com ele e, desde então, só aumentou.

Admiração é uma merda, né? A gente confunde com amor e acaba se perdendo no que quer. De qualquer forma, o que importa mesmo, é que esse também não deu certo. Ele preferiu viver uma vida de mentira, e hoje em dia penso que foi muito melhor pra mim. A gente nunca daria certo. Eu preciso lembrar da minha vida e encaixar o cara nela, não me colocar na vida dele e pensar: quero isso pra mim. Por hora até poderia ser feliz mas… Eu também tenho uma vida, e a pessoa precisaria gostar dessa vida. E ele nunca gostaria. Resumindo as coisas, a gente não tinha nada a ver. Até a admiração que tinha por ele, percebi que era exagerada.

Enfim, deu tudo errado. Agora, finalzinho de 2010, me vejo apaixonada por um outro novo amor que desdo dia em que nos conhecemos ele me disse: eu não quero namorar. Não que eu já queira namorar, ainda não cheguei no estágio de me perceber perdidamente apaixonada por ele. Mas ele é um cara legal. Consigo enxergar minha vida através dele e fazer planos pra gente no futuro. O sexo é incrível. O jeito que ele me toca e olha… É tudo muito bom e apaixonante.  E o melhor de tudo? Ele é solteiro! Livre, desempedido e… Sincero. Eu preciso muito levar em consideração o que ele me disse sobre relacionamentos, pois já consigo ver meu coração se partindo. Se isso acontecer… Ele pode muito bem dizer: eu te avisei. E a culpa toda será minha. Porque eu sei que tenho escolha.

Então espero que 2011 esteja ciente das minhas expectativas. Quero que seja um ano bom no amor, ou pelo menos que seja bom em tantas outras coisas que me façam esquecer do amor. 2010 foi tão ruim que estou com uma vontade imensa de fugir da minha própria vida. Não que eu seja infeliz, muito pelo contrário. Mas simplesmente cansei. Cansei dos meus amigos, da minha casa, das baladas que eu frequento e das pessoas sem conteúdo que eu conheço. Cansei de pegar trem e de ir pro trabalho todos os dias. Cansei de ter amores breves e não sentir que algo realmente valha a pena. Então, 2011, eu realmente espero que você esteja lendo isso e faça por merecer.

Feliz ano novo para todos que estão lendo esse post desabafo. Vamos fazer acontecer em 2011. Eu brinco falando que a responsabilidade é do ano novo, mas ela na verdade é nossa. É a gente que faz as coisas acontecerem e só a gente pode fazer algo para mudar. Pensem nisso.

Beijos,

Rebiscoito.

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Sobre um Primeiro Encontro

Você gosta de Woody Allen? Pois tem uma cena de um dos filmes dele que, enquanto eu via, tive um insigh enorme e precisei escrever esse post. Como não ia parar o filme no meio só pra vir escrever no blog, resolvi gravar um vídeo e registrar meus pensamentos. (foi a maneira mais rápida que encontrei na hora)

Não tenho a intenção de começar um vlog nem nada, fora que não manjo bulhufas sobre como editar um vídeo, então ele ta com todos os erros e eu tô nem aí!

O nome do filme é Annie Hall e a tradução em português é Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. A cena se passa na rua, e os 2 estão caminhando até o restaurante que vão jantar quando Alvy Singer (Woody Allen) para no meio da calçada e anuncia que vai dar um beijo em Annie Hall (Diane Keaton). Ela, meio sem entender, pergunta o porquê daquilo do nada e ele explica que será mais fácil beijar antes invés de ter que passar por todo aquele tralalá na hora de dar “o tão esperado beijo”.

Eles acabam se beijando rapidinho e o romantismo todo é quebrado, mas eles tem a vantagem de conseguirem jantar tranquilamente sem ter aquela vontade louca de vomitar todas as malditas borboletas no estômago (que todo mundo adora quando sente, menos eu). Gente, é sério, vocês realmente gostam dessa ansiedade que sentem antes de um encontro? Eu odeio encontros marcados! Sinto vontade de vomitar a alma de tão nervosa que fico. Odeio quando chega essa hora do “tão esperado beijo” porque geralmente ele vem de um jeito bizarro e constrangedor, ou, quando a pessoa tenta aveludar o momento eu acho brega e quero morrer.

Enfim, assistam o vídeo com meus pensamentos sobre a cena com direito a erros de gravação e vergonha alheia. Já que eu não sei editar, errei palavras, o filme começou a tocar no meio e eu levei um susto enorme, gaguejei, fiz feio e ainda falei palavrão. Acho feio falar palavrão, só falo quando tô fora de controle.

E ah! Se você ainda não assistiu o filme, recomendo viu? É muito bom.

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Sexo e Relacionamentos por Rebiscoito

Essa semana foi publicada uma entrevista que dei ao Casal Sem Vergonha. Eles tem um canal bem bacana no YouTube, onde falam, basicamente, sobre sexo e relacionamentos. O legal é que os dois tem uma visão bem diferente e aberta sobre o assunto, e eu adoro ver as pessoas falando sobre relacionamentos e entender como cada um encara diferentes situações. Em determinados pontos, ao ouvir opiniões diferentes, sou bem aberta a rever meus conceitos e talvez mudar de opinião. Vocês também são assim?

Bom, como a entrevista ficou bem legal, achei que valeria fazer um post. A gente gravou bastante coisa, eu abri minha vida falando tudo o que pensava sobre sexo, namoro, flertes, traição e outras coisitas mais. Na edição final, foram cortadas algumas partes mais explícitas  (UI!), levando em consideração que até meu pai lê meu blog - pois é gente, fiquei sabendo disso esses dias! – e acho que ele não precisa saber de certas coisas. Beijos pai! ♥

Depois de verem o vídeo, quero muito ler os comentários de vocês para saber o que acharam. Será que nossas opiniões são parecidas? Será que vocês discordam totalmente de algo que eu falei? Será que eu consegui fazer alguém rever seus conceitos e, talvez, mudar de opinião? Espero que vocês se abram nos comentários, assim como fiz no vídeo. E também espero que gostem :)

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Amores Breves de Metrô Podem Continuar

Todo mundo já teve um amor breve de metrô. Daqueles que a gente encontra no vagão, se apaixona brevemente, e logo se separa para nunca mais se ver. Eu mesma tenho vários, cada viagem de metrô é um amor diferente. Inclusive já escrevi um texto aqui no blog sobre isso, contando a história de uma viagem de metrô como se ela fosse uma vida inteira.

Há mais ou menos 2 dias atrás, estava de metrô voltando de um evento de Social Media e percebi que tinha um carinha me olhando. Ele era estilozinho, usava um casaco de couro, tinha os cabelos bagunçados e a barba por fazer. Uma graça. Mas eu estava um caco… Super cansada, acompanhada de várias pessoas que eu tinha conhecido no evento então tentei disfarçar. Não olhei muito pra ele mas o garoto era insistente. Olhava sem parar. E eu, só olhava quando ele não estava olhando.

Uma hora nossos olhares se cruzaram através do vidro do metrô. Ele olhava pra mim pelo reflexo e eu comecei a olhar também. Demos um sorriso, e assim ficou claro que os dois se gostaram.

Descemos na mesma estação. Ele pegou as escadas rolantes e eu fui pro outro lado. Era ali o momento em que a gente se separava para nunca mais se ver. Nos últimos olhares resolvi dar um sorriso e fazer um gesto com as mãos, como quem diz: “Então… é isso. Adeus.”

Confesso que tive uma esperancinha que ele me encontrasse do outro lado ou descesse a escada rolante de novo pra ir atrás de mim, mas ok, os caras nunca fazem isso e sonhar é bom.

Cheguei em casa, compartilhei com vocês no Twitter como sempre faço e fui dormir, exausta.

Dois dias depois, fui cortar o cabelo com meu amigo gay. Ele marcou horário pra todo mundo e fomos todos cortar o cabelo: eu, ele e o namorado dele. Depois de sair do salão, os 2 resolveram passar numa loja incrível ali do lado para comprar roupas. Assim que entramos na loja, adivinhem com quem eu dou de cara? Claro, o cara do metrô com quem eu tinha flertado há 2 dias atrás. Ele era vendedor da loja.

Nós dois nos olhamos e demos um sorriso envergonhado. Eu desacreditei que ele estava ali e não sabia onde enfiar a cara. Daí me escondi atrás do meu amigo dizendo:

- Ai, que vergonha, a gente flertou um com o outro no metrô.

Ele riu… Meus amigos riram… Mas eu e ele continuamos envergonhadinhos. Depois de um tempo na loja, enquanto meus amigos experimentavam as roupas, ele perguntou meu nome e nos apresentamos. Durante a conversa, rolava aqueles silêncios seguidos de um sorriso e um “…que engraçado a gente se encontrar né?”

Meus amigos super aprovaram ele. Disseram até que a gente formava um lindo casal. Ele me deu um papelzinho preu anotar meu telefone e agora vamos marcar de se ver algum dia, o que não vai ser difícil já que ele mora do lado da minha casa.

Agora eu me pergunto: Por que Deus? Por que eu fui a escolhida pra ter uma vida assim, cheia de surpresas e coincidências? Quem lê meu blog, sabe que essas coisas SEMPRE acontecem comigo. As pessoas que são pra ser, sempre voltam de alguma forma. Eu tenho mesmo muita sorte!

E pra você que gosta de ter amores breves no metrô: acredite! Eles podem dar certo de um jeito ou de outro. Seja com você dando um bilhete pra pessoa ou simplesmente deixando o destino unir vocês. Se não acontecer, é que não era pra ser.

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Querido Diário…

Como o post “Querido Diário” fez um baita sucesso, resolvi tornar o assunto frequente. Assim como os posts que escrevo sobre bilhetes aleatórios que encontro no chão (“Achados e Perdidos”), vou escrever frequentemente um post com o título “Querido Diário”, sempre com um print de alguma página interessante dos vários diários que escrevi ao longo da vida.

Quando vocês tiverem filhas, POR FAVOR, façam elas terem um diário e escreverem sobre sua vida neles. A coisa mais gostosa é ler isso depois de anos!

A página de hoje não é tão antiga quanto as páginas do primeiro post. Como podem ver, escrevi isso no comecinho de 2001:

(clique na imagem para ver maior)

Para explicar um pouco, eu já tinha dado meu primeiro beijo nessa época, mas morria de medo de beijar de novo. Meu primeiro beijo foi com um menino que eu não conhecia, demorei anos para conseguir beijar e, apesar de ter sido legal, não o vi mais porque ele era de outra cidade.

Depois disso, passei mais de um ano sem beijar ninguém, então era como se fosse meu primeiro beijo de novo e eu morria de medo! Ficava insegura, com medo do menino achar que meu beijo era ruim. Mal sabia eu que hoje em dia estaria fazendo tanto sucesso dando minhas bitocas por aí! hahaha brinks.

É engraçado ver como a gente se contentava com pouco né? “Esse foi o dia mais louco da minha vida!” …tão louco que se eu parar pra tentar lembrar, não consigo nem lembrar o rosto dos meninos.

Ps. hoje é dia dos namorados. Achei que ficaria na bad esse ano mas até que o dia tá gostosinho. Espero que todo mundo que tiver um namorado esteja aproveitando esse friozinho gostoso com ele! Feliz dia pra vocês ♥

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Pessoa Favorita

Dessa vez não vim contar uma de minhas histórias mirabolantes ou chorar as pitangas pra vocês. Vim lançar uma pergunta, fazer um questionamento, que me fez pensar bastante e sinceramente não sei responder:

Você é a pessoa favorita de alguém?

Perguntinha cretina né? Encontrei num curta (bem curtinho mesmo) da Miranda July e resolvi compartilhar com vocês:

Confesso que fiquei encucada. Sabe quando você pensa, pensa, pensa, mas não tem certeza da resposta? Fica torcendo pra que seja verdade e chega até a acreditar que é, pra não acabar triste.

Todo mundo deveria ser a pessoa favorita de alguém. Se sentir amado, querido e necessário. No curta, o mocinho dos fones de ouvido diz com toda certeza e normalidade que não, ele não é o favorito de alguém. E isso parece não incomodar ele, mas incomoda o cara que perguntou. Ele sente dó. Principalmente quando ele fala sobre a namorada. Como assim você tem uma namorada e não é a pessoa favorita dela? Pegue aí umas laranjas de consolação.

…não sei se sou a pessoa favorita de alguém. E pra ser bem sincera, não sei se tenho uma pessoa favorita no momento. Ter até tenho, mas talvez não seja tão favorita assim. Ainda estou a espera de uma pessoa favorita na minha vida. E quando ela chegar, espero ser sua favorita também. ♥

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Eu Odeio o Amor

Minha vida sempre foi baseada no amor. Minha felicidade depende do amor. Na maior parte do tempo, estou amando alguém ou alguma coisa, independente da intensidade. Mas tem vezes que isso dói.

Passei quase 2 anos construindo um coração mais maduro, inteligente e auto-suficiente. Não foi fácil. Foi preciso me decepcionar muitas vezes para que essa armadura que proteje meu coração, se fortalecesse. Eu realmente achei que era forte, que estava munida contra possíveis decepções idiotas. Achei que pudesse evitar quase tudo. Eu escolheria quando amar. Aquele amor que deixa nosso coração aberto, vulnerável a tudo. A pessoa pode entrar nele e causar o estrago que quiser lá dentro.

Você vive sua vida forte e feliz, até que uma pessoa comum, como qualquer outra, entra nela. Você dá um pedaço seu à essa pessoa e ela nem pediu. Daí, um dia, essa pessoa faz algo idiota como sorrir ou te dar um beijo, e sua vida se vira de cabeça pra baixo. Você não entende, fica confuso e não sabe o que pensar, mas mesmo assim fica feliz. O amor engana. Faz você esperar por algo que nem existe.

Até que um dia, essa pessoa diz algo do tipo “Acho melhor sermos apenas amigos” e cada palavra saindo daquela boca corta seu coração em mil pedaços. A armadura que você construiu, já não existe mais há muito tempo. O amor fez ela desaparecer.

Um sentimento que deveria ser bom, te causa dor e não te deixa pensar em outra coisa. Ele tira sua armadura, te corta por dentro e depois te deixa sozinho chorando na escuridão. Nada deveria te fazer sentir assim, principalmente o amor. Eu odeio o amor.


Post baseado em um texto de Sandman.

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Peladisse

Esse carnaval foi algo inspirador pra mim. A começar pelo fato de que passei sozinha em casa, sem ligar a tv e sem nem lembrar que era carnaval. Não sou grande fã de sambas enredo, mulheres gostosas dançando…O máximo que curto no carnaval é a energia dos blocos carnavalescos tradicionais, as marchinhas antigas e os confetes que ficam no chão depois que o carnaval acaba, deixando só aquele gostinho da alegria que passou pela rua. Acho isso o máximo.

Nesse meu carnaval em São Paulo, passei tardes deliciosas bebendo cerveja no bar com amigos e aquele sol de rachar mostrando o quanto a cidade fica linda num feriado de carnaval: tranquila e vazia, mas com uma energia maravilhosa, que chama a gente pra aproveitar a cidade, que parece ser só nossa.

Fora que sou uma pessoa movida pelo calor. Adoro acordar e ver que o dia vai ser quente, ensolarado. Isso me faz levantar da cama com a maior disposição do mundo. Pouca roupa, muitas cores, sexualidade à flor da pele: esse é o gostoso do verão. E, grazadeus, foi assim o carnaval inteiro.

Esse calor inspira peladisse. Não peladisse de carnaval que é vulgar e disfarçada, mas sim a peladisse espontânea. Nascemos pelados, SOMOS pelados. Estar pelado é a coisa mais natural e gostosa do mundo! Pena que só me lembro disso, quando fico, de fato, pelada.

Por isso resolvi escrever esse post: para poder ler e me lembrar do quanto é bom aceitar seu corpo e ficar pelado. Minha visão atual de relacionamento perfeito é: eu e ele, em nossa casa, passando dias fazendo nada (fazer nada inclui assistir televisão, ler, cozinhar, ouvir música, dormir e fazer sexo) mas sempre pelados. Viver pelado com a pessoa que você ama, pra mim, é cumplicidade pura. É sensual. É estar disponível. “O belo pode ser simples e o simples pode ser belo” já dizia Jorge Ben. Pra mim, por um longo período de tempo, viver pelada com alguém em casa, me bastaria para ser feliz. Pelados que se amam e se aceitam, isso faria qualquer um feliz.

Mas acho que por trás disso, rola uma metáfora. Estar pelado é ser transparente em tudo, é se despir dos disfarces – que seriam as roupas – e isso é algo que me encanta num relacionamento. Ser transparente, não ter segredos, ser aberto a tentar entender e aceitar o outro. Conversar, aprender a falar e principalmente a ouvir. Se mostrar do jeito que é, não ter segredos…É lindo e ideal. E é por isso que me sinto tão bem quando estou pelada.

Então, peço que quando for pra encontrar alguém, que seja um amor pelado. Não precisa ser agora, talvez eu ainda tenha muito o que aprender e experimentar na vida, mas quando ele chegar, torço para que seja pelado. Se aparecer agora, será eterno enquanto durar. Mas peladisse é algo tão perfeito, que não queria achar antes da hora. Que isso fique registrado aqui ;)

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Amor Virtual

Imagino que a empolgação que vocês tem ao lerem sobre um novo affair meu, é a mesma que eu tenho quando tudo acontece. (Ou talvez um pouco menos né?) Mas é que eu nem acredito que ele realmente acontece, sempre acho incrível e é tudo novo e empolgante pra mim!

Cada vez mais, eu concordo plenamente com as pessoas que dizem que minha vida parece um seriado. Ou esse mundo é um ovo. Ou eu nasci pra ser a garota das coincidências. Porque gente, to passada com o que aconteceu hoje! Mas ok, vamos começar do começo.

Ano passado aconteceu algo inusitado. Eu até já tinha um post pron-ti-nho salvo aqui no WordPress pra postar ele quando eu fizesse a coisa andar mas daí acabei desencanando e ele ia ficar pra nunca mais. Pois bem, pra vocês verem que mesmo quando eu desisto de fazer acontecer, se é pra acontecer, VAI acontecer.

Um belo dia no Twitter, ao começar uma chuva torrencial no meio de um dia de muito calor, eu twitto a seguinte frase:

Daí recebo um replie de um cara que não me seguia e eu também não seguia ele, dizendo assim:

Achei estranho e resolvi jogar ele no google pra ver se o conhecia, quando de repente me dou conta de que ele era praticamente o amor da minha vida! Então, me declarei:

Dei um jeito de conseguir o msn dele, já que não estava fazendo nada, e por sorte ele estava online. Depois de explicar essa minha paixão avassaladora, ele disse que queria me ver. Marcamos, quase ali naquela mesma hora, mas daí uma amiga minha ligou me convidando pra ir no show do The Killers e eu, que nem tinha certeza se ia mesmo dar certo, resolvi ir no show. O combinado era: se encontrar e antes de falar qualquer palavra, dar um beijo. O meu medo na real, era conhecer e conversar com ele, daí ver que ele não era nada do que eu imaginava e desencantar. Então eu queria fazer a coisa de um jeito bonito e deixar as consequências pra depois.

Fui pro show, o momento esfriou, ele entrava pouco no msn e quando entrava eu também  não queria conversar muito…Daí disse pra ele que ia mandar uma carta, por correio. Porque ele geralmente não me dava muita bola (ca entre nós, eu  também não daria bola prum louco apaixonado que aparece no meu msn, e ele nunca nem tinha visto fotos minhas nem nada e eu achei que mandando uma carta a coisa ficaria mais interessante). Cheguei a escrever a carta, mas achei que com as festas de final de ano o impacto de receber uma carta perderia a força, então resolvi guarda-la e mandar em 2010.

Enfim né, tava lá com o fulaninho que partiu meu coração no post anterior, dei uma esquecida em outras partes da minha vida, e desencanei de mandar a carta. Mas Deus tem esse timing perfeito né? Hoje, dias depois do meu coração ser partido, bem no dia que estou indo pro meu primeiro dia no emprego novo, passo na padaria da rua da minha casa e QUEM EU VEJO COMENDO UM SALGADO? Ele! O amor da minha vida! Dá pra acreditar numa coisa dessas? Pois é, eu também não acreditei quando vi, então resolvi chegar mais perto.

- Oi…Você é o Felipe né?

- Sim… (cara de interrogação)

- Sabe quem sou eu? (sorrindo que nem idiota)

- Não… (?)

- A Rebiscoito!

Nunca vou me esquecer desse momento. Ele arregalou os olhos, engoliu a comida que estava na boca, pegou um guardanapo e se limpou, levantando da cadeira pra me dar um beijo e um abraço, com um belo sorriso no rosto! Claro que ele também não acreditava que era eu que estava ali, bem na frente dele! (não, o beijo não foi na boca, mesmo porque eu também estava comendo club social e não seria um bom momento naquela hora. hahaha)

Ele puxou uma cadeira e falou preu me sentar com ele. Eu disse que estava indo pro meu primeiro dia num trabalho novo e não podia. Comentamos o fato de como era bacana estarmos nos encontrando assim do nada, sem combinar. Ele me falou que ia ensaiar uma peça perto da minha casa e por isso estava lá. (sim, ele é ator, quer coisa mais apaixonante que isso?) Comentou também o fato deu estar muito cheirosa (hihihi japeguei) e eu disse que tinha que ir embora, mas tinha sido muito bom conhecer ele. Ele falou que logo nos veríamos de novo, pois iríamos marcar de se ver em breve. O final foi assim, bonito, porque eu estava já andando em direção a saída e enquanto ele falava, segurava minha mão. Ai, to me sentindo gay e brega de falar esses detalhes mas na hora eu reparo mesmo!

Saí correndo pra pegar meu ônibus que passava do outro lado da rua. Quando me sentei no banco, recebo uma mensagem de um número desconhecido: “Adorei. Melhor que imaginei e mais cheirosa tb. Bom primeiro dia. Bom primeiro encontro. Bjo, Fe.” Nem lembrava que ele tinha meu celular. Passei quando estavamos marcando o primeiro encontro que não deu certo, e mesmo assim imaginei que ele nem tinha anotado. Respondi dizendo que também tinha adorado e que tinha sido “amor a 2ª vista”.

Enfim, esse é o começo da minha história. Espero que ela tenha uma continuação, e das boas! O que vocês acham? Por enquanto, não vou revelar a verdadeira identidade do rapaz. Quem sabe depois que acontecer, pra não dar azar né? ;)

“É Tudo Improviso”

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5 Etapas para Curar um Coração Partido

Primeiramente, queria que todos soubessem que esse post foi escrito por alguém que já teve, acabou de ter e ainda terá muitas vezes, um coração partido. Sim! Eu achei um cara legal. No meio daquela solidão toda, finalmente, depois de conversas, beijos, carinhos, brigas e reconciliações, eu achei um cara legal que me fazia sentir especial. Depois de tanto procurar, quebrar a cara, sofrer e chorar, eu finalmente achei um cara legal. Ou pelo menos era isso que eu pensava.

O cara era um bosta, como todos os outros. Não entendi o motivo, e nem sei se vou entender um dia, mas…Por que é tão difícil ouvir um “não” sincero, de um homem? Qual é a dificuldade em dizer: “Olha, eu nem estou tão afim de você assim, por isso, não espere nada e nem faça nada por mim, pois eu não vou corresponder.”. É sexo que eles querem? Querem nos fazer sentir únicas pra conseguir sexo? Nunca vou saber. Mas também não acho que devo me trancar a 7 chaves, só para descobrir isso. A gente tem que deixar rolar, de acordo com nossa vontade, e principalmente: saber a hora de parar.

Essa é a primeira etapa do processo de cura de um coração partido:

Este blog mudou de endereço. Para continuar lendo esse post, acesse: 5 Etapas para Curar um Coração Partido,

 

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Querido Diário…

Estou aqui abrindo meu coração para você. Não você diário e sim, você leitor. Resolvi abrir páginas do livro da minha vida (como se eu já não tivesse aberto o bastante) só que dessa vez, meio que literalmente.

Mexendo numas caixas de tranqueiras que guardamos sei-lá-pra-que, achei uma preciosidade! O meu 1º diário. Fiquei fascinada com a minha capacidade de escrever tão bem! (Vocês vão ver como eu escrevia mal assim que lerem as pagininhas que escaneei, hahaha.) Mas o que realmente me impressionou, foi perceber que, desde pequena, eu já era de me apaixonar.

Se hoje minha vida é movida pelo amor – entre outras coisas – já naquela épocazinha era a mesma história. A cada dia que eu escrevia no meu diário, eu gostava de um menino diferente. E era tudo muito intenso, eu usava termos do tipo “amor”, “para sempre” e etc. Hoje em dia, confesso que me adaptei as mudanças. Usar termos intensos faz qualquer cara saír correndo pra bem longe de mim. O que é uma merda, pq às vezes eu gosto de ser exagerada pra afirmar uma idéia e sem querer acabo soltando as palavras erradas e…Fica impossível explicar para alguém que não me conhece tanto, que eu estava brincandinho. Mas enfim, isso não vem ao caso agora. Vamos ao que interessa, as pagininhas do meu primeiro diário ♥

(Clique na imagem para vê-la maior)

Página 1

Nesta primeira página, como podemos ver, já começo com uma frase peculiar: “Querido diário. Eu tenho muitos namorador, mas oque eu gosto mesmo é o Renam.” Sim, eu deveria mesmo ter muitos namorados. Mas sempre tinha um preferido. Daí, aleatoriamente, comento sobre minha vontade de ter um “puldol” e cito um poema, muito profundo e romântico. Eu realmente tinha o dom pra arte de amar, vocês não acham?Página 2

Me lembro bem desse tal de “Logulo”. Logulo era o sobrenome, e eu realmente batia nele. Tinha uma lancheirinha e vivia dando na cabeça do coitado. Engraçado essa maneira de criança mostrar que gosta né? Sempre que um menininho gosta da menininha, ele faz coisas nojentas ou fica enchendo o saco da coitadinha. E meninas também, batem, fingem que odeiam…É uma filosofia reversa e inexplicável. Depois do Logulo, mais uma aleatoriedade sobre meu dente mole e…Volto no assunto mais interessante, os namorados. Poxa, já na 2ª vez que escrevo no diário, tenho 3 meninos diferentes contidos nele, e lido com essa dúvida cruel sobre quem eu gosto de verdade. Humm, alguns dias depois eu volto, dizendo a data (para mostrar que passou um tempo preu pensar) e…Decidido: gosto mesmo é do Renan, não do Rafael. Atenção pra fase ótima “Os dois são chatos mais gosto deles dois poriço”

Página 3

Intensidade, muito amor e certeza das coisas na vida. “Renan vai estar sempre no meu coração” Logo em seguida, deve ter passado um tempo (pq coloquei outra data) voltei com muita revolta em meu coraçãozinho: “Chega de ficar com a boca no chão! Levando no fora chega! = Renan! Aquele bobão! Ele ama a Carolina.” ….Esses homens. Me decepcionando desde que eu tinha 8 anos! Partir corações indefesos de meninas apaixonadas é uma arte que os homens vem praticando desde que nascem! Ainda bem que quando eu era pequena, o meu “pra sempre” era relativo à “semana que vem” e eu conseguia me curar rápido: “…ele ama a Carolina. deixa eu já tenho outro” olha só que simples eram as coisas né? Daí do Renan fui  pro Murilo, depois pro Felipe e pro Ricardo…

Página 4

Quando eu escrevo que meu “namorado” é o Ricardo, é claro que não é. Sabe a música do Seu Jorge que diz: “To namorando aquela mina, mas não sei se la me namora…”? Era bem isso. Ricardo era meu paquerinha, eu chamava de namorado mas ele nem sonhava em saber que eu gostava dele. Também, era bom que nem soubesse, já que na página seguinte, eu gostava de outro, chamado Gastão (?). Atenção para meus dons artísticos, que desde pequena eram bem notáveis.

Página 5

Resolvi pular algumas páginas, se não vocês perderiam a paciência comigo e meus milhões de homens meninos. Cheguei ao ano de 1996, quando eu gostava de um menino chamado Victor, que me fez escrever seu nome 252 vezes no meu diário (isso pra mim era quase que infinito!). Peguei essa página justamente para mostrar como eu evoluí na medida em que o tempo passou. Esse Victor foi uma grande vitória. Consegui gostar dele durante 1 ano inteiro! Pra quem mudava de amor a cada página do diário, gostar de 1 garoto só o ano inteiro era um record né? Pra mim isso significava muito. Eu realmente achava que Victor era “O Homem da Minha Vida”. Forte né? Intenso. Achar “O Homem da Sua Vida” com apenas 10 anos é uma sorte muito grande. Hahahah!

Bom, para finalizar o post, vou colocar esse vídeo que tem tudo a ver com o tema. É um vídeo que ganhou Cannes em 2008 e me fez lembrar muito dessa minha época do diário.



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Flerte no elevador – Capítulo Final ♥

Quando comecei com essa história do meu vizinho,  nunca passou pela minha cabeça que algo realmente aconteceria. Afinal, amores platônicos não são algo que, de fato, devam acontecer. Nunca imaginei que meu blog viraria uma novelinha virtual, mas quando percebi que vocês gostavam tanto das minhas histórias, acabei me animando a ir mais além. Inventar mais encontros, mais continuações, mais emoção. Nada que escrevo aqui é de mentira. Todo mundo existe, as coisas realmente acontecem. Eu até já sonhei que beijei meu vizinho e no sonho eu pensava: preciso escrever isso no blog! [hahaha ok, preciso me tratar né?]

Enfim…Aconteceu! Quem acompanha meu Twitter, vira e mexe me vê falando do vizinho bonitão em primeira mão. Assim que ele me ligou hoje eu já twittei e todo mundo me encorajou a mandar ver!

Confesso que é muito estranho, agora que aconteceu, estar abrindo minha vida assim pra vocês. Eu não fico contando as coisas da minha vida pessoal aqui. Apesar de não parecer, eu sou uma garota normal. As histórias do meu blog são romantizadas, elas fazem parte de uma vida paralela ou algo do tipo. É como se eu fosse a Rebiscoito aqui e na vida real eu fosse a Renata. A Renata conhece caras, fica com eles. Parte alguns corações mas o coração dela é partido várias vezes também. Mas agora a Renata se juntou com a Rebiscoito e eu sinto que devo esse final feliz a todos vocês! Vamos lá:

Estava eu em casa, super cansada pq trabalhei muito, tentando dar uma dormidinha antes de ir num pub com meus amigos. Eis que meu celular toca, número desconhecido. “Oi amore! Adivinha quem é…” Claro, era ele. Achei que demoraria mais pra ligar mas até que foi ligeirinho. Perguntou o que eu estava fazendo, se ia saír a noite…Disse que queria me ver pra me dar um beijo. Eu tava super sonolenta, minha mãe tava em casa, meu irmão também…Definitivamente eu tinha pensado que seria diferente quando fosse acontecer. Pensei que seria num daqueles meus dias de solidão em casa, quando a única coisa que eu quero é alguém pra dormir juntinho. Tava tudo errado! Eu disse que não sabia se ia saír e ele falou que me ligava mais tarde.

Ai meu deus, e agora e agora e agora? Resolvi tomar um banho, afinal, não ia mais conseguir dormir. Depois do banho, vi que ele tinha me ligado de novo. E eu acabei decidindo que ia sair com meus amigos. Sei lá se por medo, vergonha ou desespero…Mas liguei pra ele e disse que era melhor nos vermos outro dia. Ele queria que a gente descesse, fosse pro carro dele…Mas eu queria que fosse do jeito perfeito que eu tinha imaginado, e não uns amassos num carro como se fosse uma pegação qualquer. Então disse não. [Enquanto isso, as pessoas no twitter me trucidavam né, pq eu tava contando tudo na hora. hahaha quase fui linxada!]

Daí meu irmão foi pruma festa com a namorada…Minha mãe recebeu uma ligação e resolveu que ia saír…E veio aquele despesperozinho. Aquela história de me arrepender das coisas que que não fiz começou a martelar na minha cabeça…Poxa, eu ia ficar sozinha em casa a noite, com ele lá em cima dando sopa..Dizendo que estava ‘a minha disposição’ [pq ele me disse isso no telefone, todo galanteador] e eu aqui enrolando sem motivos? Pronto, mudei de idéia. “Ainda dá tempo de mudar de idéia? Vem aqui mais tarde…” mandei um sms e claro que ele aceitou.

algum tempo depoooois [...]

Toca meu celular e é ele: “To aqui na porta” [campainha, oi? hahaha] fui la abrir. Meldels. Que homem cheiroso. Ele se arrumou todo, passou perfume, arrumou o cabelo…E só não tava melhor que todos os dias pq tava sem terno. Viemos pro meu quarto e sentamos na cama pra conversar. Como eu sou uma garota zuuuper descolada e pra frentex, conversei sobre várias coisas com ele. Falei inclusive do meu fetiche por ternos e que eu preferia milhões de vezes ele com o terno. Claro que depois de certas intimidades, a gente combinou que um dia vai se pegar de jeito no elevador, com ele de terno. Ai gente, não sei como contar isso em detalhes. A gente se beijou, o beijo dele é ótimo. Tem uma pegada gostosa…Foi carinhos no começo depois ficou quente…Dai voltou carinhos, depois ficou quente de novo. Carinho. Quente. Quente. Carinho. Quente. Sei lá, foi assim como acontece com todo mundo! hahaha Mas a quem interessar: a gente não transou. Não tenho nada contra quem faz assim de primeira mas sei la, não gosto de me sentir biscate e se fizesse, me sentiria.

Só sei que mais pro final, a gente ficou abraçados por muito tempo. Aquele abraço gostoooso, encaixadinho..Sabe? Tem uma música da Ceumar que se chama Alguém Total, e me lembrei dela nessa hora. Diz assim:

“Quem quer um pedaço
Um pouco de alguém
Abraçando tem
E ainda mais
Se o abraço for além de um minuto
Aí é fatal
Envolveu
Você tem
Um alguem Total

O abraço durou muito mais que um minuto. Durou vários minutos. Muitos minutos. Talvez horas. Sabe quando você não sente o tempo passar? Ficamos abraçados em silêncio, como se estivéssemos apaixonados. Ele falou algo sobre ‘juntar almas num abraço’, mas eu achei brega e não prestei muita atenção. [ai gente, desculpa, não sei ser romântica] mas ele é super carinhoso…Me elogiava toda hora…Enfim…Foi perfeito e até melhor do que eu tinha imaginado! Sabe quando ainda não caiu a ficha de que isso aconteceu? hahahaha

Agora a única coisa que me resta, é dormir com o meu travesseiro que ta com o cheiro do perfume dele. Espero que fique muitos dias aqui preu poder lembrar toda noite. Foi um belo presente de aniversário que ganhei esse ano, pq pra quem não sabe, faço aniversário dia 2 de agosto, domingo agora! 23 aninhos.  Ai ai. São tantas emoções :)


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Flerte no Elevador [Parte 4]

Gente, to passada! Fiquei até mais tarde no trabalho hoje e quando cheguei tava afim de papear, fiquei conversando horas com o Edeilson, meu porteiro…Sabe o que descobri?

Que depois deu ter dado o cartãozinho pro meu vizinho bonitão [vide o 2º capítulo do Flerte no Elevador] ele deixou um bilhetinho pra mim na portaria e NÃO ME ENTREGARAM! Pelo jeito, o bilhete foi perdido, esquecido e jogado no lixo em alguma outra dimensão do universo! :(

O Edeilson não leu o bilhete. Mentira! Ele leu sim, e enquanto eu escrevia esse post, acho que ele sentiu peso na consciência e me interfonou contando toda a verdade! O bonitão, no dia seguinte, perguntou quem tinha deixado aquele cartão e falou: “Poxa, mas ela não deixou nenhum telefone nem nada preu agradecer? Vou deixar um bilhete pra ela.” Ele subiu até seu apartamento e voltou com um bilhetinho pra mim escrito: “Oi Re, adorei seu cartão, me liga pra eu poder te agradecer: xxxx-xxxx”

Aaaaaaaaaah! Ele me deixou o telefone dele! E ninguém me entregou! Eu aqui achando que ele tinha ignorado meu lindo cartão, até fiquei brava pq ele nem se deu ao trabalho de deixar um mísero bilhete agradecendo mas poxa! Ele deixou. Com o telefone! No final, ficou parecendo que a desinteressada da história toda era eu!

Escrevi outro bilhete, que dessa vez me certifiquei com o Edeilson que será mesmo estregue, dizendo: “Du, fiquei sabendo que há anos atrás quando te dei aquele cartão, você deixou um bilhete pra mim na portaria mas não me entregaram. Fiquei com o coração partido e achei que você nem tinha ligado. O que você dizia no bilhete? Um beijo, Re.”

Antes do Edeilson ter me contado o que havia no bilhete, eu já tinha criado mil hipóteses do que poderia estar escrito nele né..Desde “Oi Re, adorei o cartão que você me deu, beijos Edu” até um “Re, amei seu cartão, eu também adoro pessoas que acordam de bom humor. Que tal um vinho hoje a noite?! Te espero, todo seu, Du.” [hahahaha brinks] Mas acho que o bilhete dele foi um misto dos 2. Ele meio que agradeceu e passou o telefone. Hãn? Hãn?

Bom, só quis atualizar vocês das novidades. Ah, outra coisa: ele ta de carro novo. Um carrão importado que de acordo com a minha mãe é carro de coroa ricão. Aliás, minha mãe disse que eu devo investir mais nele já que ele ta com essa bola toda. Vê se pode? Hahaha…Enquanto eu conversava com o Edeilson, ouvi um “E ai Re! Tudo bem?” …era ele saindo do elevador e indo pra academia. Só demos oi de longe pq ele desceu pra garagem. Vestia uma regata e um shortinhos. Ok, a roupa não era assim aquele charme mas ó…Ele tem um corpitcho que ôôô lá em caaasa viu!

Edeilson me disse que dessa vez ele mesmo vai entregar o bilhete, já que da última vez ele deixou lá em cima com o meu nome e ninguém nem tchum! Agora, é só esperar o próximo capítulo!

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Beijo na Faria Lima

A Brigadeiro Faria Lima [importante avenida de São Paulo, pra quem não sabe] é uma coisinha de deus né? Cada vez que a atravesso, me apaixono. É assim, uma paixão a cada farol. É o paraíso dos caras bonitos de terno e gravata que me matam do coração. Eles são cheirosos, bonitos, elegantes, trabalhadores…Ainda bem que eu trabalho na Rebouças e todo santo dia sou obrigada a atravessar essas ruas comerciais cheias de executivinhos.

Pois bem. É uma rotina. E nas rotinas, muitas vezes estão presentes as mesmas pessoas. Mesmos horários, mesmos trajetos…Enfim, esse bla bla bla todo da vida cotidiana. Já conheço muitos rostinhos que passam pelo mesmo caminho que eu e cruzam a minha vida todos os dias. Eles fazem parte dela.

Ontem, um amigo me chamou pruma festa meio vip, e lá eu avistei um rostinho conhecido. Sim, era ele! Um dos bonitos que atravessa a Faria Lima cruzando comigo e fazendo do meu dia um pouquinho mais feliz Festa vai, vodka vem..Já tinha reparado que ele sabia quem eu era. Assim que comentei com meu amigo sobre ele, ele também estava falando pros amigos dele sobre mim. Eba! Já que ele me reconheceu, era a brecha pra ir lá puxar assunto. Claro né, EU teria que ir falar com ele pq apesar de não estar acompanhado, todo homem é muito mole e com ele não foi diferente.

Depois de um tempo observando o que ele fazia e qual era o melhor momento para abordá-lo, peguei e fui. Ele sabia exatamente de onde eu era e falou que todos os dias de manhã atravessava a rua comigo. Legal né? Confesso que eu mesma demorei um tico pra lembrar de onde nos ‘conhecíamos’.

Conversamos bastante, ele era super legal. Eu contei da minha paixonite por pessoas desconhecidas, contei que ele  super fazia parte da minha vida e que adorava caras de terno e gravata. [pena que ele não usava]

Então, ele disse que um dia iria de terno e gravata pro trabalho, e bem no momento em que a gente estivesse atravessando a Faria Lima, ele me daria um beijo. Tipo de filme sabe? Como se os 2 se apaixonassem perdidamente na troca das luzes do farol, se beijassem arrebatadoramente no meio da rua e fossem embora, cada um pro seu lado, pro seu trabalho, pra sua vida.

Fim. Ficou combinado assim. Não nos beijamos na festa. Não rolou carinhos nem nada disso. Só esse combinado. Ele vai realizar meu sonho de beijar um cara bonito e desconhecido na rua, de terno e gravata, indo trabalhar. [O terno seria só um detalhe, tipo a cerejinha do bolo. Mas se ele estiver sem, tudo bem. Vai ser legal mesmo assim.]

Agora é só esperar.

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Minha vida numa viagem de metrô

AVISO: Este post contém histórias inventadas baseadas em fatos reais. Imagine ;)

Zona Oeste de São Paulo. Metrô, linha verde. Mais especificamente na estação Vila Madalena. É nela que eu sempre começo uma viagem nova. Viagem que pode ir até a Consolação apenas, mas que não deixa de ser interessante pelo tamanho da distância. Ontem, andando naquele trem novo e bonito [que mais parece um hospital], eu comecei com meus devaneios.

Acho que cada viagem de metrô é como uma vida diferente. Assim que você entra no vagão, você começa a viver uma história. Conflitos, amores, cheiros, olhares…Tudo de mais legal está presente! Da pra criar várias tramas. E ontem, comecei a fazer isso. Resolvi escrever pra vocês.

Estava lá eu olhando praquele cara ruivinho e simpático. Eu sabia que o conhecia de algum lugar, ele era ator de propagandas. Estava um super frio e ele entupido de casacos. O que era muito estranho, pois suas pernas eram finas e seu tronco grosso, deixando ele totalmente desproporcional. Mesmo sendo meio tortinho, tive a maior vontade de conversar com ele. Ele me parecia legal e imaginei que poderíamos ser amigos. Então, elegi ele como o melhor amigo da minha história. A gente conversava por horas, ria, desenhava…Nos entendíamos muito bem. Seu nome era Bernardo.

O Ber só ficava meio chateado comigo, quando o Pedro estava por perto. Pedro era o cara que eu estava afim. Ele era alto, magro e tinha olhos claros que iluminavam seu rosto em meio a tantos fios de cabelo castanho. Usava sneakers e estava sempre com seus fones de ouvido. Nós trocávamos olhares e vez ou outra alguns sorrisos. Deixava Bernardo falando sozinho enquanto olhava pro Pedro e esperava ganhar uma atençãozinha a mais. Até que resolvemos conversar, e foi aquela coisa gostosa sabe? De dar risadas tímidas, pegar no braço, encostar na mão…Numa brecada brusca do metrô, acabamos dando nosso primeiro beijo. Bernardo ficou só ali no cantinho olhando, e como um bom amigo, acabou ficando super feliz por mim.

Eu acabei arranjando tempo para os 2. Pedro não tinha ciúmes de mim com o Bernardo, e entendia que éramos apenas amigos. Vivíamos otimamente bem. Sempre que sentíamos fome, a tia Bernadete, aquela velhinha sentada no banco cinza especial para idosos, nos dava um pão de queijo quentinho que tinha acabado de pegar na padaria pra levar para seu marido em casa. Ela era um amor de pessoa e estava sempre sorrindo.

Apesar de me dar super bem com Pedro, sentia um certo vazio em nosso relacionamento. Parecia-me sempre que algo estava prestes a acontecer e que eu o perderia para sempre. Num dado momento, entrou no vagão a Larissa, uma menina loira, peituda, gostosa e burra, do tipo que leva todos os olhares para a sua direção. Pedro, como um homem normal, também olhou. Me senti traída, mas continuava apaixonada. Larissa fez um charme, mas logo desceu na estação seguinte, me deixando tranquila em relação ao meu amor.

Teve uma hora que eles quase arranjaram briga por minha causa. Osaías, aquele gordo nojento, entrou no trem e me deu um belo empurrão. Daqueles que fazem a gente quase se estabacar no chão, sabe? Pedro olhou pra ele com um olhar sério e Bernardo chegou até a sacudir a cabeça num ato de total desaprovação. Osaías, aquele suíno, nem ligou e foi se sentar num banco longe de nós.

As coisas iam muito bem. Bem até demais. Estava mostrando o livro que lia para meu amigo Bernardo, até que Pedro me olhou profundamente nos olhos e sem dizer nada, saiu pela porta do trem assim que ela abriu. Achei que era brincadeira, mas olhando ele lá fora e vendo a porta se fechar, vi que ele nunca mais voltaria. Ele deu uma última olhada pra mim pela janela do trem, e partiu. Infelizmente era mais um amor acabado em minha vida. Daqueles que cortam o coração, que nos deixam triste e com vontade de chorar. Nem a presença de Bernardo me deixava feliz naquela altura. Minha vida tinha acabado. A graça que eu via naquilo tudo, não existia mais.

Ainda bem que meu fim estava próximo. Estávamos chegando na estação final. Bernardo também ia descer nela, mas como tudo tinha perdio o sentido para mim, não nos falamos mais. Tia Bernadete já tinha ido embora em alguma estação sem eu nem ver e Osaías, o nojentão? Não quis nem olhar pros lados para ver onde ele estava.

As portas se abriram. A voz da moça do metrô anuncia: “Estação final, Vila Madalena. Favor desembarcar nesta estação”.  Todos nós já estávamos esgotados. Parecia que nossas vidas tinham mesmo acabado ali. Aquela viagem de metrô não fazia mais o menor sentido e tudo que queríamos era chegar em casa, sãos e salvos.

Foi o que fizemos. Descemos do vagão, subimos as escadas rolantes em silêncio, atravessamos a catraca e finalizamos nossa vida juntos, sem trocar olhares. A história tinha acabado ali, para no dia seguinte, dar lugar a outra que começaria. Novos amores breves de metrô. Novas amizades, afetos e até mesmo desgostos. Tudo muito breve mas não menos real. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. E andar de metrô é igual.

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