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Como dar um fora educadamente?

Quando saio a noite, adoro observar as pessoas. Faço muito isso, principalmente com casais que estão flertando. É engraçado ver que a linguagem corporal às vezes vai totalmente contra o que a pessoa está falando. Às vezes fico com vontade de estudar pessoas e começar a ganhar dinheiro com isso, sei lá como.

Clichês do flerte na balada

ODEIO meninas que ficam de mimimi na hora do xaveco. Você vê que ela ta lá toda se esfregando no cara, mas na hora que ele vai tentar beijar ela vira o rosto e dá uma risadinha. Eu não teria paciência para ser homem. A primeira que me fizesse de besta assim, já me daria vontade de virar as costas e ir atrás de outra. Aliás, como mulher, acho que sou muito diferente das garotas por aí. Pelo menos nessa coisa do começo. Andei pensando nos últimos caras que fiquei, e me dei conta que fui sempre eu que fiz as coisas acontecerem. Acho até que prefiro assim. Se estou na balada e vejo alguém que me interessa, dou um jeito de falar com a pessoa nem que eu tenha que me aproximar com o papo mais nada a ver do mundo. (E não me venham com aquela historinha chata de não beijar pessoas na balada. Se tô solteira e me interessei, não vejo motivos para não fazer.)

Mas esses dias me aconteceu uma coisa engraçada e eu comecei a pensar que talvez alguns homens gostem desse tipo de flerte. Essa coisa da insistência, de ganhar a garota… Acho que eu é que sou muito prática e sincera: se eu quero, quero, se não quero, não quero. E se não quero, não vou ficar fingindo que quero só pro cara ficar no meu pé. Porra, eu tenho mais o que fazer, né? E ele também. Acho que é um puta desperdício de tempo.

Aconteceu comigo

Um dia estava numa balada, super cansada e meio com preguiça de dançar. Daí apareceu um “amigo” que eu já tinha ficado numa noite e tinha sido bem legal. Mas na noite em que ficamos, eu tava super afim e era super propício. Nessa noite não. Daí começamos a conversar e eu percebi pela linguagem corporal que ele ia tentar chegar em mim. Então comecei a responder com o corpo que não ia querer. Obviamente, o cara não percebeu. Ou percebeu, mas ignorou e continuou tentando. Sabe… Eu não gosto de dar fora nas pessoas, de ter que dizer não na cara. Mas tem homem que PEDE por isso. No meio das nossas conversas, até falei numa boa que tava cansada e não queria ficar com ninguém, mas ele parecia ignorar totalmente o que eu falava. Quando menos esperava, tava ele lá tentando dar umas fungadas no meu pescoço. Achei que um simples NÃO faria ele parar, mas… Que cara insistente! Falei pra ele que a noite que a gente ficou foi super legal e que poderia até rolar outra vez mas não naquela noite. Daí, estávamos sentados no sofá e eu disse: “Vamos levantar e ir com o pessoal pra pista, não quero ficar aqui sozinha com você.” E ele respondeu algo do tipo: “Mas se você não quisesse, não estaria aqui comigo até agora.” Tipo, OI??? Eu tava lá conversando numa boa com o cara tentando não ser escrota e sair deixando ele falando sozinho, e ele vem me dizer uma coisa dessas? “Olha, só estou aqui com você, porque acho escroto meninas que saem e deixam os caras falando sozinhos. Só não saí porque não seria legal da minha parte, mas ok, to indo lá então.” e fui embora. Se a pessoa praticamente pede pra gente tratar ela mal, a gente trata, não é mesmo?

Moral da história

Tem cara que gosta de tomar fora. Não é possível. Tentei ser legal falando a verdade para continuar numa boa mas ele não quis nem saber. Se pra dizer “não” prum cara, eu preciso ser babaca… Não sei mais onde estão as pessoas legais nesse mundo.

Alguém? :/

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Sexo e Relacionamentos por Rebiscoito

Essa semana foi publicada uma entrevista que dei ao Casal Sem Vergonha. Eles tem um canal bem bacana no YouTube, onde falam, basicamente, sobre sexo e relacionamentos. O legal é que os dois tem uma visão bem diferente e aberta sobre o assunto, e eu adoro ver as pessoas falando sobre relacionamentos e entender como cada um encara diferentes situações. Em determinados pontos, ao ouvir opiniões diferentes, sou bem aberta a rever meus conceitos e talvez mudar de opinião. Vocês também são assim?

Bom, como a entrevista ficou bem legal, achei que valeria fazer um post. A gente gravou bastante coisa, eu abri minha vida falando tudo o que pensava sobre sexo, namoro, flertes, traição e outras coisitas mais. Na edição final, foram cortadas algumas partes mais explícitas  (UI!), levando em consideração que até meu pai lê meu blog - pois é gente, fiquei sabendo disso esses dias! – e acho que ele não precisa saber de certas coisas. Beijos pai! ♥

Depois de verem o vídeo, quero muito ler os comentários de vocês para saber o que acharam. Será que nossas opiniões são parecidas? Será que vocês discordam totalmente de algo que eu falei? Será que eu consegui fazer alguém rever seus conceitos e, talvez, mudar de opinião? Espero que vocês se abram nos comentários, assim como fiz no vídeo. E também espero que gostem :)

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Amores Breves de Metrô Podem Continuar

Todo mundo já teve um amor breve de metrô. Daqueles que a gente encontra no vagão, se apaixona brevemente, e logo se separa para nunca mais se ver. Eu mesma tenho vários, cada viagem de metrô é um amor diferente. Inclusive já escrevi um texto aqui no blog sobre isso, contando a história de uma viagem de metrô como se ela fosse uma vida inteira.

Há mais ou menos 2 dias atrás, estava de metrô voltando de um evento de Social Media e percebi que tinha um carinha me olhando. Ele era estilozinho, usava um casaco de couro, tinha os cabelos bagunçados e a barba por fazer. Uma graça. Mas eu estava um caco… Super cansada, acompanhada de várias pessoas que eu tinha conhecido no evento então tentei disfarçar. Não olhei muito pra ele mas o garoto era insistente. Olhava sem parar. E eu, só olhava quando ele não estava olhando.

Uma hora nossos olhares se cruzaram através do vidro do metrô. Ele olhava pra mim pelo reflexo e eu comecei a olhar também. Demos um sorriso, e assim ficou claro que os dois se gostaram.

Descemos na mesma estação. Ele pegou as escadas rolantes e eu fui pro outro lado. Era ali o momento em que a gente se separava para nunca mais se ver. Nos últimos olhares resolvi dar um sorriso e fazer um gesto com as mãos, como quem diz: “Então… é isso. Adeus.”

Confesso que tive uma esperancinha que ele me encontrasse do outro lado ou descesse a escada rolante de novo pra ir atrás de mim, mas ok, os caras nunca fazem isso e sonhar é bom.

Cheguei em casa, compartilhei com vocês no Twitter como sempre faço e fui dormir, exausta.

Dois dias depois, fui cortar o cabelo com meu amigo gay. Ele marcou horário pra todo mundo e fomos todos cortar o cabelo: eu, ele e o namorado dele. Depois de sair do salão, os 2 resolveram passar numa loja incrível ali do lado para comprar roupas. Assim que entramos na loja, adivinhem com quem eu dou de cara? Claro, o cara do metrô com quem eu tinha flertado há 2 dias atrás. Ele era vendedor da loja.

Nós dois nos olhamos e demos um sorriso envergonhado. Eu desacreditei que ele estava ali e não sabia onde enfiar a cara. Daí me escondi atrás do meu amigo dizendo:

- Ai, que vergonha, a gente flertou um com o outro no metrô.

Ele riu… Meus amigos riram… Mas eu e ele continuamos envergonhadinhos. Depois de um tempo na loja, enquanto meus amigos experimentavam as roupas, ele perguntou meu nome e nos apresentamos. Durante a conversa, rolava aqueles silêncios seguidos de um sorriso e um “…que engraçado a gente se encontrar né?”

Meus amigos super aprovaram ele. Disseram até que a gente formava um lindo casal. Ele me deu um papelzinho preu anotar meu telefone e agora vamos marcar de se ver algum dia, o que não vai ser difícil já que ele mora do lado da minha casa.

Agora eu me pergunto: Por que Deus? Por que eu fui a escolhida pra ter uma vida assim, cheia de surpresas e coincidências? Quem lê meu blog, sabe que essas coisas SEMPRE acontecem comigo. As pessoas que são pra ser, sempre voltam de alguma forma. Eu tenho mesmo muita sorte!

E pra você que gosta de ter amores breves no metrô: acredite! Eles podem dar certo de um jeito ou de outro. Seja com você dando um bilhete pra pessoa ou simplesmente deixando o destino unir vocês. Se não acontecer, é que não era pra ser.

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Faça uma Loucura!

Ps. Demorei muito pra decidir se colocava ou não esse post no ar. Ele tem mais a ver com a Renata do que com a Rebiscoito, mas achei que seria válido compartilhar essa experiência com vocês. Espero que gostem! Para entender a história desde o começo, leia esse post antes: Amor Virtual

Sempre tive alguns ‘bloqueios’ na minha cabeça, relacionados a princípios, que me faziam deixar de viver certas situações. Sou muito aberta pra falar de sexo mas ao mesmo tempo nunca fui de sair tendo experiências sexuais aleatórias. Gosto de falar, pesquisar, saber de coisas novas…Mas tudo que sentia vontade de fazer, guardava para fazer quando aparecesse alguém bacana. Não digo um namorado ou o amor da minha vida, mas sim uma pessoa especial. Alguém por quem eu me sentisse atraída, me sentisse bem e tivesse intimidade. Teria que ser alguém em quem eu confiasse.

Esse ano, algo diferente aconteceu. Apareceu uma pessoa incrível e a oportunidade estava ali, batendo na minha porta. Sabe quando fica o anjinho de um lado e o diabinho do outro? Eu estava literalmente surtando, sem saber o que fazer. Será que deixo acontecer e corro o risco de me sentir usada mal depois ou esqueço essa história e parto pra outra? Até que fui almoçar com um amigo, e contei sobre meu dilema pra ele. Foi a melhor coisa que fiz. Ele me mostrou que era tudo tão simples, que até me senti meio boba por estar tão com medinho.

Poxa…Se ele é o “cara dos meus sonhos”, como eu posso deixar uma oportunidade dessas passar sem fazer nada? Não seria para o meu próprio prazer também? O que tem de tão errado em viver uma aventura? Imagina o dia em que eu estiver com alguém, que eu realmente goste, e não possa me aventurar com desconhecidos… Será que uma oportunidade assim, apareceria de novo? Um cara que eu julgo ser “muita areia pro meu caminhãozinho” estar me dando bola? Eu realmente estava sendo idiota de ter medo de deixar rolar.

Pois bem, resolvi que ia me jogar. Os horários estavam difíceis de coincidir mas ontem, finalmente aconteceu. Marcamos um encontro na casa dele e foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive. Foi intenso, diferente. Guardo várias cenas na minha cabeça, que com certeza vou lembrar pro resto da minha vida.

O preço para viver tudo isso, foi ter deixado meus tabus de lado. Guardei todos os meus medos em uma gaveta e resolvi viver. Adquiri experiências não só sexuais, mas principalmente de vida. Sou uma pessoa melhor hoje. Não me arrependi da escolha que fiz, e vim escrever isso para incentivar todos os meus leitores a fazerem o mesmo.

Não deixem as oportunidades passarem. Agarrem-nas! Não que agora eu seja adepta ao sexo casual sempre, vou continuar tendo meus princípios. Mas fazer isso era algo que eu precisava para evoluír. Sei me cuidar e sei muito bem o que quero. No dia em que arranjar um namorado, estarei com a consciência limpa porque vivi tudo que precisava viver antes de estar com outra pessoa. Não tenho medo de coisas que as pessoas possam falar sobre mim, pois sou muito segura de mim mesma. Todos gostam muito de julgar os outros e esquecem de olhar para seu próprio umbigo. Eu sei o que me preenche e o que não vale a pena fazer. E isso não diz respeito a ninguém a não ser a mim mesma.

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Mais um final feliz! [Beijo na Faria Lima]

Quando as pessoas vinham me dizer que minha vida parecia um seriado, eu pensava: “Até parece”….Mas gente, QUANDO eu ia imaginar que ia criar um blog, viver paixões platônicas e totalmente impossíveis mas que no final, SE TORNARIAM REALIDADE?

Juro que nunca imaginei, como já havia dito aqui, que a história do Flerte no Elevador daria certo e deu. A história do cara do Beijo na Faria Lima então, já tinha desistido faz tempo, mas parece que deus quer que minha vida dê certo. Como um amigo meu falou, talvez eu viva uma vida meio Show de Truman e não saiba.

Hoje, me deu uma descarga de energia e eu, em pleno resfriado e na terça feira, resolvi ir numa balada mega open bar gigante no Jockey Club, a convite de um amigo twitteiro que é dj. Era aniversário de uma ‘balada de playboy’ e seria uma big festa. Cheguei lá, peguei umas bebidinhas, e fiquei na minha (afinal, só tinham loiras peitudads e gostosas, eu era a única mais estranha da balada) e fiquei aproveitando do meu jeito. Eis que eu vejo, de longe, um cara que me lembrava o cara do beijo na Faria Lima. Pensei: “Nossa, essa balada é bem a cara dele, imagina eu encontro ele aqui?” hahaha Mas claro, nem era ele. Seria algo meio impossível de acontecer.

Ah, só pra atualizar vocês da história, depois do dia em que nos conhecemos, fiz de tudo pra achar ele ‘na vida’, já que paramos de nos cruzar na Faria Lima pra ele me dar o tão esperado beijo. Fiz que fiz, que consegui achar o orkut dele, descobrir o nome certinho pra poder deixar um bilhete pra ele no prédio em que ele trabalhava. Alguns amigos meus, trabalhavam junto com ele no mesmo andar (mas não o conheciam) e me ajudaram e descobrir o ramal preu poder deixar o bilhete na portaria pra ele. No bilhete, escrevi algo assim: “Já que não nos encontramos mais na Faria Lima pra você me dar um beijo, te mando este beijo de papel. Serve?” (atrás coloquei meu msn e coloquei num envelope junto com um origami de boca, como se fosse ‘o beijo de papel’)

Ele, claro, me adicionou no msn. Nos falamos algumas vezes, ele super me deu bola, mas era algo meio fraco, sabe? Sempre eu que ia falar com ele, cheguei até a chamar pra tomarmos uma cerveja depois do expediente mas acabou não rolando e eu, como não curto muito ficar correndo atrás de homem, desisti. Ele tava sempre ali no meu msn mas eu não ia falar com ele nem ele vinha falar comigo. Fim.

Daí hoje, depois de muito tempo, numa festa totalmente fora do meu estilo, eis que eu vejo um cara alto, magro, de camisa listradinha, meio socialzinho e lindo, bem do jeito que eu me lembrava. Era ele! Era o cara do beijo na Faria Lima e eu não podia acreditar! Até peguei o celular do meu amigo, pra contar em tempo real, no Twitter, o que estava acontecendo: Veja a twittada aqui.

Fiquei mole, meu corpo tremeu…Eu nem podia acreditar que ele estava lá! Tentei dar umas olhadinhas, ver se ele estava acompanhado e aparentemente, não estava. Beleza, fiquei na minha, tava no começo da festa ainda e eu fui pegar outra bebida. Sempre atenta pra ver onde ele estava (pq a balada era enorme) até que chegou uma hora que vi ele meio sozinho e CRAW! Brinks, hahaha não ataquei. Só fui andando dançandinho em direção a ele como quem diz: “Vocêêêêê!”

Sim, falei exatamente isso. Como assim ele estava naquela festa, na mesma festa que eu? hahaha Ele me recebeu super bem, deu um abraço gostoso e falamos como cada um tinha chegado na festa. Eu contei que nem acreditava que ele estava ali, e ele também. Enquanto nos falávamos, ele mantinha a mão na minha cintura meio que me aproximando bem dele. Imagina que delícia? Tem coisa mais gostosa do que esse pré beijo? Tava na cara que ia rolar, já logo no começo. E depois de um tempinho, no meio da conversa, ele falou algo do tipo: “Acho que ta na hora de fazer uma coisa que eu deveria ter feito ha muuuuito tempo.”

…daí veio o tão esperado beijo! Não foi na Faria Lima. Ele não estava de terno. Mas quando paramos de beijar, depois de muito tempo, ele disse: “Nossa, se eu soubesse que era tão bom assim teria feito isso muito antes!” (tipo esses xavequinhos manjados mas que na hora são a melhor coisa de se ouvir sabe?) E gente, preciso falar…Que beijo gostoso! Que pegada! Não foi nada super sexual e/ou pegação total. Foi um beijo lento, aproveitado. As mãos passavam no corpo um do outro de um jeito bom, e totalmente com respeito. Ele não era aquele tipo de cara que chega querendo arrancar pedaços da minha bunda, logo de cara.

Enfim…Ficamos um tempinho mais na festa, ele me disse que os amigos dele tinham ‘ido pra guerra’ e ele teve preguiça, por isso estava sozinho quando eu o encontrei. (Ir pra guerra = pegar mulher, e ele tava com preguiça! Tem coisa mais fofa que isso?)

Daí, depois de um tempinho ele disse que tava afim de ir embora e perguntou se eu não queria ir com ele. Eu lá, toda sozinha e abandonada na festa, com o dinheiro do taxi no bolso pensei: “Hummm, caroninha até em casa? Mas certeza que ele vai querer transar. E agora? Claro que eu não vou. Mas seria uma boa ir embora agora já que ta meio cedo e amanhã tenho que acordar super de manhãzinha pro trabalho né?”

Pensei..Pensei…Disse que não, me fiz de indecisa (mimimi) e então disse: “Ta, eu vou embora com vc mas nada de sexo, ok?” Ele riu e falou: “Hahaha você é demais! É bem mais fácil quando as mulheres são assim, falam o o que querem e não ficam de mimimi.” Eu disse que também morria de preguiça de mimimi e nós fomos embora.

Ele me trouxe até em casa, todo bonitinho e pegou meu telefone. Disse que foi um máximo o bilhetinho que eu tinha dado, e que ele gostou muito mais de ter sido dessa forma que foi. Disse que queria mesmo que fosse natural, não que a gente marcasse de saír pra se pegar (e isso foi algo que eu comentei um dia com ele no msn, mas não via outro jeito pq achei que nunca fossemos nos encontrar de novo. E cá entre nós, as chances eram mínimas né?)

Agora estou indo dormir feliz e só tenho uma coisa a dizer: obrigada deus!!! hahahaha

Não sei se ele vai me ligar, se isso vai pra frente ou vai acabar por aqui mas…Se acabar por aqui, já to satisfeita. Foi mais um final feliz preu contar pra vocês aqui no blog, e mais uma vitória na minha vida de amores platônicos que viram reais.

ps. ainda em tempo, já é de manhã. Acabo de chegar no trabalho e adivinha quem eu encontrei na Faria Lima? Sim, ele! Só pq nos beijamos ontem, o destino fez o favor de nos unir novamente. hahahaha mas que merda, tava mó mulamba e cansada, nem me arrumei direito pra vir pro trabalho pq dormi pouco. Ele tava com uma carinha linda. Demos um beijo-meio-abraço e falamos coisas do tipo “e aí, dormiu bem?” hahaha foi um tanto quanto constrangedor. Mas…Ta valendo!

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Flerte no elevador – Capítulo Final ♥

Quando comecei com essa história do meu vizinho,  nunca passou pela minha cabeça que algo realmente aconteceria. Afinal, amores platônicos não são algo que, de fato, devam acontecer. Nunca imaginei que meu blog viraria uma novelinha virtual, mas quando percebi que vocês gostavam tanto das minhas histórias, acabei me animando a ir mais além. Inventar mais encontros, mais continuações, mais emoção. Nada que escrevo aqui é de mentira. Todo mundo existe, as coisas realmente acontecem. Eu até já sonhei que beijei meu vizinho e no sonho eu pensava: preciso escrever isso no blog! [hahaha ok, preciso me tratar né?]

Enfim…Aconteceu! Quem acompanha meu Twitter, vira e mexe me vê falando do vizinho bonitão em primeira mão. Assim que ele me ligou hoje eu já twittei e todo mundo me encorajou a mandar ver!

Confesso que é muito estranho, agora que aconteceu, estar abrindo minha vida assim pra vocês. Eu não fico contando as coisas da minha vida pessoal aqui. Apesar de não parecer, eu sou uma garota normal. As histórias do meu blog são romantizadas, elas fazem parte de uma vida paralela ou algo do tipo. É como se eu fosse a Rebiscoito aqui e na vida real eu fosse a Renata. A Renata conhece caras, fica com eles. Parte alguns corações mas o coração dela é partido várias vezes também. Mas agora a Renata se juntou com a Rebiscoito e eu sinto que devo esse final feliz a todos vocês! Vamos lá:

Estava eu em casa, super cansada pq trabalhei muito, tentando dar uma dormidinha antes de ir num pub com meus amigos. Eis que meu celular toca, número desconhecido. “Oi amore! Adivinha quem é…” Claro, era ele. Achei que demoraria mais pra ligar mas até que foi ligeirinho. Perguntou o que eu estava fazendo, se ia saír a noite…Disse que queria me ver pra me dar um beijo. Eu tava super sonolenta, minha mãe tava em casa, meu irmão também…Definitivamente eu tinha pensado que seria diferente quando fosse acontecer. Pensei que seria num daqueles meus dias de solidão em casa, quando a única coisa que eu quero é alguém pra dormir juntinho. Tava tudo errado! Eu disse que não sabia se ia saír e ele falou que me ligava mais tarde.

Ai meu deus, e agora e agora e agora? Resolvi tomar um banho, afinal, não ia mais conseguir dormir. Depois do banho, vi que ele tinha me ligado de novo. E eu acabei decidindo que ia sair com meus amigos. Sei lá se por medo, vergonha ou desespero…Mas liguei pra ele e disse que era melhor nos vermos outro dia. Ele queria que a gente descesse, fosse pro carro dele…Mas eu queria que fosse do jeito perfeito que eu tinha imaginado, e não uns amassos num carro como se fosse uma pegação qualquer. Então disse não. [Enquanto isso, as pessoas no twitter me trucidavam né, pq eu tava contando tudo na hora. hahaha quase fui linxada!]

Daí meu irmão foi pruma festa com a namorada…Minha mãe recebeu uma ligação e resolveu que ia saír…E veio aquele despesperozinho. Aquela história de me arrepender das coisas que que não fiz começou a martelar na minha cabeça…Poxa, eu ia ficar sozinha em casa a noite, com ele lá em cima dando sopa..Dizendo que estava ‘a minha disposição’ [pq ele me disse isso no telefone, todo galanteador] e eu aqui enrolando sem motivos? Pronto, mudei de idéia. “Ainda dá tempo de mudar de idéia? Vem aqui mais tarde…” mandei um sms e claro que ele aceitou.

algum tempo depoooois [...]

Toca meu celular e é ele: “To aqui na porta” [campainha, oi? hahaha] fui la abrir. Meldels. Que homem cheiroso. Ele se arrumou todo, passou perfume, arrumou o cabelo…E só não tava melhor que todos os dias pq tava sem terno. Viemos pro meu quarto e sentamos na cama pra conversar. Como eu sou uma garota zuuuper descolada e pra frentex, conversei sobre várias coisas com ele. Falei inclusive do meu fetiche por ternos e que eu preferia milhões de vezes ele com o terno. Claro que depois de certas intimidades, a gente combinou que um dia vai se pegar de jeito no elevador, com ele de terno. Ai gente, não sei como contar isso em detalhes. A gente se beijou, o beijo dele é ótimo. Tem uma pegada gostosa…Foi carinhos no começo depois ficou quente…Dai voltou carinhos, depois ficou quente de novo. Carinho. Quente. Quente. Carinho. Quente. Sei lá, foi assim como acontece com todo mundo! hahaha Mas a quem interessar: a gente não transou. Não tenho nada contra quem faz assim de primeira mas sei la, não gosto de me sentir biscate e se fizesse, me sentiria.

Só sei que mais pro final, a gente ficou abraçados por muito tempo. Aquele abraço gostoooso, encaixadinho..Sabe? Tem uma música da Ceumar que se chama Alguém Total, e me lembrei dela nessa hora. Diz assim:

“Quem quer um pedaço
Um pouco de alguém
Abraçando tem
E ainda mais
Se o abraço for além de um minuto
Aí é fatal
Envolveu
Você tem
Um alguem Total

O abraço durou muito mais que um minuto. Durou vários minutos. Muitos minutos. Talvez horas. Sabe quando você não sente o tempo passar? Ficamos abraçados em silêncio, como se estivéssemos apaixonados. Ele falou algo sobre ‘juntar almas num abraço’, mas eu achei brega e não prestei muita atenção. [ai gente, desculpa, não sei ser romântica] mas ele é super carinhoso…Me elogiava toda hora…Enfim…Foi perfeito e até melhor do que eu tinha imaginado! Sabe quando ainda não caiu a ficha de que isso aconteceu? hahahaha

Agora a única coisa que me resta, é dormir com o meu travesseiro que ta com o cheiro do perfume dele. Espero que fique muitos dias aqui preu poder lembrar toda noite. Foi um belo presente de aniversário que ganhei esse ano, pq pra quem não sabe, faço aniversário dia 2 de agosto, domingo agora! 23 aninhos.  Ai ai. São tantas emoções :)


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Flerte no elevador: do platônico pro real.

Tô pra escrever as novidades sobre meu vizinho bonitão há tempos mas tava procrastinando. Agora tenho mais 2 partes que vou embutir num post só. Uma delas A-C-A-B-O-U de acontecer. Vamos lá:

Lembram do bilhete que eu mandei pra ele né? Pois bem. Dia desses, num sábado de manhã, toca minha campainha e eu, pelada, penso: “Nem a pau que vou colocar a roupa pra atender a campainha essa hora. Deve ser o lixo.” A campainha tocou de novo e eu resolvi, sem pretensão nenhuma, olhar no olho mágico pra me livrar do peso na consciência. Era a porteira [SIM! eu tenho uma porteira mulher e isso é um máximo!] ela estava com cartas na mão e eu resolvi abrir uma partezinha da porta só pra pegar.

- Oi Renata, o vizinho te deixou isso aqui… [me entregando um pedacinho de papel fechadinho com um clips]

- Quem?

- O Eduardo do 8º andar.

Eu não esbocei nenhuma reação, peguei o singelo papelzinho, agradeci e fechei a porta. Nem preciso dizer que depois que fechei a porta dei pulos e gritinhos de alegria né? Ok.

Resolvi escanear o bilhete e mostrar pra vocês, como primeira prova viva que meu vizinho existe mesmo. Vejam com seus próprios olhos!

Da pra perceber que ele tentou caprichar nas letrinhas né? Primeiro que na capa deve ter errado a primeira letra e resolveu dar um charminho fingindo que as primeiras letras eram pra ser mais riscadinhas. Segundo que dentro, ele criou como se fosse uma tipografia própria! Perceberam? Algumas letras maiúsculas possuem em tracinho a mais como charme. Acho que ele pensou no fato de que eu sou designer, e tentou ser mais caprichosinho [ounnn...]

Depois desse bilhete, era preu ter escrito o post contando pra vocês mas dei uma desanimada. O bilhete não tinha nada muito direto mostrando algum interesse por mim, apenas a atenção esperada né? Afinal, como um bom moço educado, ele apenas respondeu o bilhete que eu tinha mandado pra ele. Pois bem…Voltei a viver minha vida, achando que esse meu amor platônico não passaria de um amor platônico mesmo. Minha mãe tinha até me dito que um dia encontrou ele com uma menina linda no elevador. Disse que a menina era parecida comigo, magrinha, morena..Só era mais arrumadinha [no sentido de ser mais patricinha] e isso comprovava o fato de que ele namora, como meu outro vizinho e meu porteiro me contaram. Então, como eu achava que ele tinha namorada e nunca era direto o bastante, eu nunca teria coragem de fazer nada mais cara de pau.

Hoje, num dia normal de trabalho, choveu muuuito; eu tomei chuva, tava toda mulambenta voltando pra casa, louca pra tomar um banho..Quando entro no meu prédio e ainda balançando meu guarda-chuva escuto um: “Fala Rê!” Olhei pra trás tensa e era ele. “MERDA! Eu aqui fedida e feia, tinha que encontrar ele.” Mas ok, precisava ser simpática e ignorei o fato de estar nojenta. Afinal, ele também devia estar um pouquinho né? [não. tava lindo como sempre. hahahah]

Abri o elevador pra ele, ele deu meia volta e segurou pra mim me falando pra entrar. Dai começamos com aquele lenga lenga casual de elevador, ele me perguntou como eu tava e bla bla bla. “Ué, mas você não tava de carro novo? Pq ta vindo a pé?” Ele me contou que pra ir trabalhar pega metrô e uma van da firma, que fica mais fácil assim. E que o carro é novinho e lindo, ele ainda ta super curtindo. Quando chegou no meu andar, ele abriu a porta pra mim, já saindo no meu hall junto comigo. Uaaau, ele realmente queria conversar. O elevador foi pro 8º, como ele tinha mandado. Ficamos lá um tempão. Contei pra ele que domingo que vem era meu aniversário e ele perguntou a minha idade. 23 eu disse…E você? “Eu tenho 30. Faço 31 em novembro.” “Hummm…30 ainda da pro gasto né?” [OI?! Que comentário xavequeiro foi esse? Morri de vergonha depois que falei, certeza que fiquei vermelha] Daí ele começou a falar de signos. Gente…Diz pra mim: que homem no mundo se interessa por signos??? Ele até falou sobre ascendentes, coisa que eu nem entendo nada! ahahaha Ele disse que era de escorpião e uma das características mais fortes era ser fiel com os amigos e com seus relacionamentos amorosos. Daí o papo foi pra namoro, eu comentei que estava solteira pela primeira vez na vida [pq sempre namorei] e ele me disse que namorou por muito tempo..Depois terminou..Depois namorou..E deixou no ar se era solteiro ou não. Eu resolvi não perguntar, pq depois dele frizar que era fiel, se ele me confirmasse que tinha namorada ia melar nosso climinha né? Então fingi que nem queria saber.

Falamos sobre umonte de outras coisas. Até sobre gays, quado contei que conheci 2 caras la do andar dele e perguntei se eles eram gays. Ele disse que eu era super descolada pq não tinha problema em perguntar isso hahaha. Dai eu falei: “E se eu perguntasse pra vc se vc é gay?” Ele disse: “Ah..Você não precisa me perguntar isso né? Você sabe muito bem que eu não sou.” [tipo, oi? o que ele quis dizer com isso?] Pedi pra ele mostrar as mãos. Morri! Ele tem as mãos lindas, do jeito que eu gosto. Unhas curtinhas, sem roer, mão de homem e o melhor: saindo de um lindo terno. Elogiei, claro. E ele ficou todo feliz.

Então o papo, misteriosamente, voltou pra relacionamentos não lembro como.

- 30 anos já ta na idade de casar né?

- Hahaha pois é… [silêncio constrangedor]

Quando o silêncio constrangedor aparece, vocês sabem né? Eu falo sempre a maior merda do mundo e dessa vez, finalmente soltei:

- Você namora?

- Não.

Gente..Eu juro. Ele não hesitou na resposta. Foi curto e grosso e ainda respondeu sorrindo! E agora? Devo acreditar nele? Sinceramente, eu acho que ele namora. O meu outro vizinho que conhece ele me contou. Minha mãe viu ele com uma mina no elevador. Po, é claro que ele ta falando que não namora pra me xavecar. Mas ok, o que importa é que EU to solteira e se ele quer, estamos aí.

- Po Rê…Você precisa aparecer mais!

- Aparecer onde? Bater na sua porta e dizer oi? hahahaha

- Ah…Pode fazer isso se você quiser…

- Eu não, mó vergonha…Você mora com 20 mil pessoas!

- Hahaha ah..Então..Você não tem algum número?

- Não…

[silêncio constrangedor...]

- hehehe brincadeira, claro que tenho. Anotaí.

Ele pegou o celular do bolso e anotou. Terminamos de conversar e ele chamou o elevador de novo. Quando fomos dar tchau, senti uma entortadinha no rosto dele mas logo virei a cara pra dar beijinho na bochecha. Gente, eu tava fedida de chuva né? Não podia beijar ele naquela hora. Fora que tinha que me preparar psicologicamente também.

Enquanto escrevia esse post, meu interfone tocou e era ele:

- Oi amore…É o Dú! Meu celular deu algum tilt e quando entrei no elevador vi que seu número não estava mais nele. Você pode me passar de novo?

- Hahaha posso..É xxx-xxxx. Ainda bem que a gente mora no mesmo prédio e você pode me interfonar né?

- É verdade. Obrigado linda, um beijo.

Ele me chamou de amore e linda numa mesma conversinha rápida. Podem falar, já peguei. Apesar de que eu acho meio brega ficar chamando de apelidinhos sem ter intimidade, me soa meio xavequeiro. Ah, e o “Mil beijinhos, Dú” no final do bilhete? Hahahaha foi a coisa mais gay do universo! Mas agora eu já sei que ele não é gay. E que ele não namora. [vou fingir que acredito nele pra ficar com menos peso na consciência quando a gente tiver dando uns amassos]

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Flerte no Elevador [Parte 4]

Gente, to passada! Fiquei até mais tarde no trabalho hoje e quando cheguei tava afim de papear, fiquei conversando horas com o Edeilson, meu porteiro…Sabe o que descobri?

Que depois deu ter dado o cartãozinho pro meu vizinho bonitão [vide o 2º capítulo do Flerte no Elevador] ele deixou um bilhetinho pra mim na portaria e NÃO ME ENTREGARAM! Pelo jeito, o bilhete foi perdido, esquecido e jogado no lixo em alguma outra dimensão do universo! :(

O Edeilson não leu o bilhete. Mentira! Ele leu sim, e enquanto eu escrevia esse post, acho que ele sentiu peso na consciência e me interfonou contando toda a verdade! O bonitão, no dia seguinte, perguntou quem tinha deixado aquele cartão e falou: “Poxa, mas ela não deixou nenhum telefone nem nada preu agradecer? Vou deixar um bilhete pra ela.” Ele subiu até seu apartamento e voltou com um bilhetinho pra mim escrito: “Oi Re, adorei seu cartão, me liga pra eu poder te agradecer: xxxx-xxxx”

Aaaaaaaaaah! Ele me deixou o telefone dele! E ninguém me entregou! Eu aqui achando que ele tinha ignorado meu lindo cartão, até fiquei brava pq ele nem se deu ao trabalho de deixar um mísero bilhete agradecendo mas poxa! Ele deixou. Com o telefone! No final, ficou parecendo que a desinteressada da história toda era eu!

Escrevi outro bilhete, que dessa vez me certifiquei com o Edeilson que será mesmo estregue, dizendo: “Du, fiquei sabendo que há anos atrás quando te dei aquele cartão, você deixou um bilhete pra mim na portaria mas não me entregaram. Fiquei com o coração partido e achei que você nem tinha ligado. O que você dizia no bilhete? Um beijo, Re.”

Antes do Edeilson ter me contado o que havia no bilhete, eu já tinha criado mil hipóteses do que poderia estar escrito nele né..Desde “Oi Re, adorei o cartão que você me deu, beijos Edu” até um “Re, amei seu cartão, eu também adoro pessoas que acordam de bom humor. Que tal um vinho hoje a noite?! Te espero, todo seu, Du.” [hahahaha brinks] Mas acho que o bilhete dele foi um misto dos 2. Ele meio que agradeceu e passou o telefone. Hãn? Hãn?

Bom, só quis atualizar vocês das novidades. Ah, outra coisa: ele ta de carro novo. Um carrão importado que de acordo com a minha mãe é carro de coroa ricão. Aliás, minha mãe disse que eu devo investir mais nele já que ele ta com essa bola toda. Vê se pode? Hahaha…Enquanto eu conversava com o Edeilson, ouvi um “E ai Re! Tudo bem?” …era ele saindo do elevador e indo pra academia. Só demos oi de longe pq ele desceu pra garagem. Vestia uma regata e um shortinhos. Ok, a roupa não era assim aquele charme mas ó…Ele tem um corpitcho que ôôô lá em caaasa viu!

Edeilson me disse que dessa vez ele mesmo vai entregar o bilhete, já que da última vez ele deixou lá em cima com o meu nome e ninguém nem tchum! Agora, é só esperar o próximo capítulo!

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Flerte no Elevador [Parte 3]

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Quer ler a história desdo começo? Então clique respectivamente:

Flerte no Elevador

Gosto de pessoas que acordam de bom humor

Flerte no Elevador [Parte 2]

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Flerte no Elevador [Parte 2]

Alguém aí lembra do meu vizinho bonitão do 8º andar? Aquele com quem eu flertava no elevador? Aquele que usava terno e gravata, era lindo, educado e gentil? Aquele pra quem eu fiz um cartãozinho e entreguei através do porteiro? Então…

Muita gente, desde que leu os posts relacionados a ele, vem me pedir para continuar a história e eu nunca continuava pq simplesmente não tinha continuação. Na verdade, eu até encontrava ele às vezes mas nada acontecia, ele apenas era educado, lindo como sempre e normalmente a gente sempre se encontrava em dias péssimos do tipo: “acordei, me olhei no espelho e sou a pessoa mais feia do mundo”, sabe? Confesso que inúmeras vezes deixei o elevador passar direto pelo meu andar quando via que estava descendo pra, no caso de ser ele, a gente não se encontrar.

Passei um tempão sem vê-lo e ontem, subindo uma das ruas perto de casa, olho pro outro lado da calçada e vejo um bonitão de terno [sim, eu ainda morro de fetiches por homens de terno] e, observando melhor, notei que era o bonitão do 8º andar. Apressei o passo, tirei os fones de ouvido, comecei a arrumar o cabelo e rezei pra ele não olhar pra trás e me ver, toda desengonçada me arrumando.

Chegando no prédio, ele abriu o portão e só me viu quando ia fechar. Disse: “Opa! Oi Rê, tudo bem? Quanto tempo né?” Entramos no prédio, e chegando  no elevador, ele abriu a porta pra mim [claro] e entramos. Ele estava muito simpático. Dava pra sentir que ele estava feliz em me ver. Eu dei uma travada e ele resolveu perguntar: “Mas e ai Rê, como andam as coisas no trabalho?” Gente…Ele me chama de Rê! Tem coisa mais fofa? Eu falei que tudo bem e logo cortei falando que o vizinho lá de cima me contou que ele o ensinou a dar nó na gravata e eu tinha achado bonitinho. Ele, um pouco tímido, deu uma risadinha e explicou que como trabalhava em banco [boooring...] e dava o nó na gravata todo dia, já estava super acostumado. Infelizmente, como moro no 3º andar, meu andar chegou e eu fui saindo.

- Ah…Então tá, tchau né..

Ele deu um tchau sorrindo e eu fui embora. Dessa vez, notei que ele estava bem diferente que das outras. Ele me olhava nos olhos, me dava muita atenção…Parecia até que tava me dando bola mas eu pensei: “Ah…Como eu pago um pauzão pra ele, devo estar imaginando coisas né? Mesmo pq, o vizinho lá de cima me contou que ele tem namorada…” [PASMEM! Ele não é gay, porém namora].

Esse encontrinho foi o suficiente pra garantir meu bom humor na semana inteira. Daí hoje, resolvi esperar ele sair do metrô [meio escondida] pra gente se encontrar e conversar de novo. Sentei no banquinho da farmácia, era mais ou menos o mesmo horário de ontem, e fiquei esperando por ele. Confesso que fiquei lá uns 15 minutos e pensei: “Ai, como sou boba né? Pareço criança. Eu vou é embora pra casa!”. No caminho, no mesmo lugar que encontrei ele ontem, adivinham quem eu vejo? O PAI dele. hahaha Juro, foi muito azar e muita coincidência ao mesmo tempo. Eu fui até meu prédio, com passos de tartaruga, pra ele me alcançar caso estivesse chegando.
Foi totalmente falida a minha tentativa de encontrá-lo. Peguei o elevador, cheguei em casa, coloquei a bolsa na cama e sei-lá-pq-diabos resolvi descer. Só podia ser instinto do coração! Eu pensei: “Vou descer, falar qualquer coisa com o porteiro, ir até a esquina e voltar” tipo uma última chance.

Cheguei no térreo, abri a porta do elevador e QUEM ESTAVA ENTRANDO? Sim! Ele! O vizinho bonitão! Meu coração foi pra boca e ele, já abrindo um sorriso falou: “Vai subir Rê?” – OI? eu tinha acabdo de descer? – hahaha mas daí respondi: “Vou. Peraí! [...] ah, não, pode subir vai…” eu pensei que daria muito na cara se subisse com ele. Daí ele falou: “Não, eu te espero!” [nessa hora minha cabeça tava a mil tentando arranjar uma pergunta idiota e rápida pra fazer pro porteiro e pegar logo o elevador] Olhei pra cara do porteiro e ele me olhou com cara de interogação. Eu gaguejei:

- Ai…não tenho nada pra te falar.

- ???????????

- É…Meu irmão saiu que horas mesmo?

- …umas 4 e pouco. [detalhe, ele tinha me dito isso ha 2 minutos qdo eu subi pela 1ª vez...Será que ele entendeu tudo? hahaha fora que era o mesmo que eu tinha pedido pra entregar o cartão naquela vez!]

Vi uma mulher chegando no portão e corri pro elevador. Ele segurou a porta pra mim, mas não esperou a mulher. Logo vi que era pra ficar sozinho comigo, afinal, educado como ele é, esperaria a mulher né? Daí fomos conversandinho nem-me-lembro-o-que no elevador e rapidamente chegou no meu andar. O assunto ainda não tinha acabado e eu fiquei conversando com ele na porta. Enquanto ele falava algo sobre os horários dele ou como ele ia pro trabalho eu disse: “Ai, tem uma  moça lá em baixo esperando o elevador, melhor não prender a porta….” [não me chamem de idiota mas coitada da mulher...] Ele então, num movimento rápido, saiu do elevador e logo me vi com ele, sozinha no hall do meu apartamento.

Ele saiu do elevador só pra conversar mais comigo! Dava pra notar que os dois estavam meio sem jeito e com a maior vontade de conversar mais. O assunto na verdade nem importava, afinal, estávamos juntos. [hahaha só pra romantizar um tico]. Mas depois de falar sobre trabalho, ônibus, metrô, descobrir que trabalhamos perto e ele me oferecer carona pro trabalho todo dia quando pegasse o carro novo, eu falei assim pra ele:

- Você lembra o cartãozinho que eu te dei?

- Lembro sim, claro! Guardo ele até hoje!

- Ounnn..Então, é que nem tive oportunidade de explicar o pq eu fiz..Você sabe pq eu fiz?

- Ah, foi por causa daquele dia do elevador né?

- É..É que aquele dia você tava mó simpático comigo e eu tava super de mau humor e no final da conversa perguntei se vc acordava de bom humor e vc ficou meio sem jeito..Afinal, que pergunta foi aquela né? Daí fiquei com peso e resolvi te fazer aquele cartãozinho :)

- Po, eu adorei! hahaha você trabalha num lugar que faz isso né? Nossa eu acho um máximo essas coisas, eu adoooro! [ele realmente mostrou uma empolgação fora do normal]

Eu imitei ele falando adoooro e ri da cara dele. Ele comentou da luz do hall que estava meio desajustada pq ficava apagando toda hora. Nós rimos. Estava na cara que ele inventava assuntos aleatórios só pra continuar falando comigo alí no hall.

O elevador chegou de volta. Eu disse um tchau já meio que indo embora e ele estendeu o braço, pegando no meu ombro, pra me dar um beijo no rosto. Eu puis a mão na cintura dele, toquei naquele lindo terno e retribui o beijo no rosto dando boa noite.

Abri a porta da minha casa. Entrei. Fechei. E só não dei um grito de alegria pq ele ouviria do elevador. Só sei que fiquei com as pernas trêmulas. Me senti como uma menininha que tem seu 1º amor na escola e ele diz “oi” pra ela pela primeira vez :)

Estou pensando em fazer um cartãozinho pra ele e entregar num dia conveniente dizendo: “Queria que nosso prédio tivesse cem andares e a gente morasse nos últimos.”

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Gosto de pessoas que acordam de bom humor

AVISO: Todo mundo leu o post sobre o Flerte no elevador? Se não, é bom lê-lo para entender este: Flerte no Elevador

Bom Humor

Vou começar uma história de ‘cunho amoroso’, já que com o meu ‘amigo do ônibus’ a galera sonhava que eu tivesse um romance. Na verdade, não é de cunho amoroso, sexual ou coisas mais sérias. É apenas uma atraçãozinha, uma brincadeirinha que acaba deixando meus dias mais interessantes.

É o Eduardo. Meu vizinho bonitão do 8º andar. Eu, sutilmente, dou a maior bola pra ele e…Ou  ele é MUITO simpático e super vai com a minha cara…Ou ele também da bola pra mim. Adoro quando vou trabalhar e o encontro, todo cheirosinho de terno e gravata indo trabalhar também. Como disse, não dá pra acontecer TANTA coisa em apenas 3 andares, só o básico das conversinhas de elevador. Mas pelo menos eu já sei que ele trabalha em banco, acha super legal o fato de eu trabalhar com cartões tridimensionais e nossos horários são parecidos.

Certo dia, indo trabalhar, abri a porta do elevador e lá estava ele. Quando entrei, ele abriu um sorriso e disse:

- Bom dia!

- Bom dia.. =]

- E aí, como estão as coisas?

- Ah..Bem! Eu me formeeei…

- Poooxa, que legal! Parabéns! [bibibi babaa]

Ele continuou falando bastante, bem empolgado e bem humorado. Eu sorria, respondia tudo que ele perguntava e quando chegamos no térreo eu soltei:

- Você acorda de bom humor?

Ok…”Que raios de pergunta foi essa???” você deve estar pensando…Pois é, assim que eu falei isso pensei exatamente a mesma coisa. Ele deu um sorriso amarelo, hesitou um pouco antes de falar…Mas disse que sim, que era bom né? hahaha Com certeza o cara deve ter achado que eu tava super de mau humor, não tava aguentando o fato dele estar falando MUITO comigo, sem parar, e quis dar uma cortada. Mas na verdade, a pergunta simplesmente saiu pq ele me intimida. Antes que ficasse um silêncio contrangedor eu resolvi falar alguma coisa mas falei a primeira merda que veio na minha cabeça. Tipo o menininho que gosta da menininha e resolve falar com ela pela 1ª vez: “Oi, eu como catota de nariz” e a menininha sai correndo assustada.

Pois bem…Era assim que eu havia me sentido mais ou menos, só que num grau mais maduro. Dei um tchauzinho pra ele e saí andando bem rápido como quem foge de sei lá o quê. Queria dar soquinhos na minha própria cabeça dizendo: burra! burra! burra! mas ele poderia ver. O dia passou…Mas cada vez que eu me lembrava disso, ficava chateada e me sentindo idiota.

Resolvi que PRECISAVA fazer algo em relação à isso. Não podia ficar assim. Não queria que ele pensasse que eu odeio ele e sou mau humorada de manhã! Então, cheguei em casa e fiz um cartão. Nele, tinha esse desenho de uma boca sorrindo dentro e na capa estava escrito assim: “Na verdade…” daí, quando ele abria, a boca saltava e dizia “…eu gosto de pessoas que acordam de bom humor“. Fiz no computador, imprimi, cortei bonitinho e assinei meu nome: “Beijos, Renata.”

Desci, perguntei pro porteiro qual era o nome do cara que morava no 8º andar, usava terno e gravata e tinha um irmão…Quis fazer ele entender bem quem era, para escrever o nome certo no cartão e pedir pra ele entregar pra pessoa certa né, o que era mais importante.

P/ Eduardo” escrevi no envelopinho. Totalmente sem vergonha na cara, depois de pedir pro porteiro me falar o nome certo, eu disse assim:

- Ele já chegou?

- Hum…Eu acho que não…

- Então, quando ele chegar, você pode entregar isso pra ele?! Mas ó…Não vai entregar pro irmão dele heim? É pro de cabelo castanho! Não o loiro! hahaha

O porteiro aceitou, pegou o bilhete sem dar nenhum sorrisinho maroto ou fazer uma piadinha sem graça.

Infelizmente a minha história acaba aqui. Ainda não encontrei ele no elevador de novo e nem quis perguntar pro porteiro se ele havia entregado, para não parecer uma coisa tão importante [mas óbvio que o porteiro já deve ter contado pra todo mundo... hahaha]

Só sei que toda hora que vou trabalhar de manhã, dá um friozinho na barriga se eu vejo que o elevador está descendo, inves de vir lá de baixo quando eu chamo.

A vida não fica bem mais interessante quando o simples fato de se pegar um elevador se torna uma aventura? Eu acho que, às vezes, eu não meço minhas atitudes exatamente por essa coisa de ‘tornar a minha vida mais interessante’…E sinceramente? Acho isso ótimo.

Continua… [ou não]

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Aconteceu com a prima da tia de uma amiga minha…

Expo Casal

Era uma exposição de arte. Ela se chamava Helena e ele se chamava Victor. Os 2 não se conheciam, mas ambos gostavam de arte e estavam solteiros. Não que isso importasse; nenhum dos dois estava a procura de um par. Apenas estavam curtindo uma exposição de arte – assunto que os interessava muito – tomando um vinho e admirando a criatividade alheia. A exposição era composta por várias baias que formavam ambientes próprios. Cada ambiente condizia com um estilo artístico. Entrar em um era totalmente diferente de entrar em outro. E assim, cada um ia vivendo e interpretando a exposição da sua maneira.

Os curadores da exposição, como sendo muito bons curadores, souberam escolher a música certa para a hora certa. Sabe quando você está assistindo a uma exposição de arte, e na verdade nem entende nada, mas faz uma pose com a taça de vinho na mão, como se fosse o maior crítico artístico do mundo? Sim, esse era o clima…Mas na real, não era a realidade de Helena e Victor.

Os dois realmente gostavam de arte e estavam lá para admirar os trabalhos. Cruzar olhares, definitivamente não era o objetivo deles. Muito menos cruzar olhares e ter um interesse posterior. Mas, como sempre acontece com seres humanos normais, eles cruzaram olhares e realmente se repararam. Quem é aquela menina de cabelos curtos e morenos, magra e sensual totalmente despreocupada com a vida? E quem é esse cara culto e interessante, olhando as obras com a maior atenção do mundo? Sim. Os 2 estavam alí e pareciam pessoas muito interessantes.

Depois de se repararem, a exposição de arte perdeu totalmente o sentido. As obras não eram bonitas nem instigantes. Eram apenas quadros colados em baias toalmente sem sentido. A única coisa que importava era: pra onde foi aquel olhar? O que ele sugere, e pra onde está apontando? Será que me viu ou foi só impressão minha?

Claro. Tudo era muito sutil. Os dois disfarçavam absurdamente bem, mas ao mesmo tempo, sabiam exatamente o que estava rolando ali. O que? exposição de arte? Quero mesmo saber onde aquela pessoa está. Quero chegar perto dela, dizer alguma coisa bem culta e fingir que aquilo tudo está realmente fazendo o maior sentido e o que realmente importa é o conceito da obra. Quero que ela me admire.

Opa! Finalmente nos encontramos; um ao lado do outro, como se simplesmente o destino nos tivesse juntado. A vontade de dizer coisas idiotas estava lá, na verdade qualquer coisa que fosse dita seria idiota mas um dos dois teria que começar um assunto, já que se não começasem, seria uma oportunidade perdida pra sempre.

Então, ela pega e diz: “Bonita esta estampa que ele usou, né?” [referindo-se e olhando diretamente ao quadro bem em frente à eles]. Ele responde um simples “Sim”, olhando nos olhos dela, como se nunca tivessem se visto na antes…

Mas bem no instante em que se olham, os dois sabem que a conversa é apenas um pretexto para se aproximarem, e que qualquer prolongamento do assunto acabaria em algo totalmenter broxante. Então, assim que Helena diz: “bonita essa estampa” e Victor responde “sim” sem nem ouvir direito o que ela disse, os dois se beijam loucamente como se já se conhecessem e esperassem por esse momento a vida toda! Era a famosa química agindo, sem nem pedir licença!

O beijo dura por longos minutos, e é realmente bem quente e íntimo…Mas…

E depois do beijo? Como fica? Será que vale a pena dar uma risadinha? Continuar falando do quadro? Simplesmente virar as costas e continuar vendo a exposição?

Helena não quis me contar esta parte. Talvez por ser algo muito íntimo e pessoal. Então, eu deixo para a imaginação de cada um.

Eles podem ter continuado o beijo e caminhado para um lugar mais escondido, onde os desejos mais fortes os chamam e saciam-se alí mesmo, na escada de incêndio. Podem ter sido interrompidos por uma velha viúva, crítica de arte, que já chegou resmungando pois havia 2 pessoas ‘sendo felizes’ lá…Podem ter acabado o beijo, cuspido no chão com um ar de nojo e terem ido embora ou podem simplesmente ter terminado o beijo, dito: “eu te amo” e marcado a data do casamento. Você escolhe o final da história.

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Flerte no Elevador

[...Droga, tem gente no elevador, vou ter que desligar o mp3 para não ficar chato. Opa...ta demorando, deve ser o cara do 8º andar que eu encontro de vez em quando indo trabalhar de manhã. Oba!]

- Bom dia =]
- Oi…Bom dia!

…silêncio. São apenas 3 andares e chega rápído. Ele segura a porta pra mim, eu agradeço e cada um sai com pressa para ir pro trabalho. Na verdade, isso já aconteceu bastante de manhã, afinal, moramos no mesmo prédio.
De vez em quando, até fico esperando ele passar com o carro ao meu lado na rua enquanto ando até o ponto de ônibus…Ele é tão educado, que não me surpreenderia se me oferecesse uma carona pra onde quer que eu fosse. Mas ok, é de manhã, nunca estamos tão sociáveis e sempre estamos atrasados.

Eu pego o ônibus, vou trabalhar como sempre…E o dia passa.

Volto para a casa,  e entrando no elevador, eu escuto o portão do prédio abrindo. Eu paro a porta do elevador e olho para ver se alguém está entrando para poder esperar a pessoa e ela subir comigo. Opa! É ele! Ele de novo, o bonitão do 8º andar! Está lindo, como estava de manhã, todo vestido de social voltando do trabalho. Desligo meu mp3 e espero ele chegar ao elevador. Ele entra, e com um grande sorriso diz:

- Obrigado!
- Magina…Nos encontramos na ida e agora na volta né?
- Pois é…!!!
- Essa vida de trabalhador…
- É…hehehe…Onde você trabalha?
- Eu trabalho num lugar chamado…Ops! Eu apertei meu andar?

[eu olho pros botões, aperto o 3 mas é tarde demais...o elevador estava exatamente passando pelor meu andar. Daí ele diz:]

- Por pouco heim…
- É….hahaha Mas então, eu trabalho num lugar chamado Origami, faço cartões tridimensionais que quando você abre, salta o desenho..sabe?
- Sei sim, poxa! Que legal! Mas na parte de criação?
- É…Sou designer, e me formo esse ano na facul também..Mas e você, trabalha onde?
- Eu trabalho em banco… [ele diz isso dando um sorrisinho meio sarcástico]
- Poooooooxa…Que legal heim? …ok, mentira. Não é legal não! Hahaha

Nós 2 rimos, simpaticamente e enquanto isso a porta abre, pois chegamos no 8º e último andar.

- Bom, então tchau…
-  Tchau! =]

[dava pra perceber que ambos não queriam parar a conversa, mas também não fariam nada para impedir o fim]

E enquanto o elevador desce de volta ao 3º andar, eu penso: Poxa…Bem que meu prédio poderia ir até o andar 40 né? E ele poderia morar lá. A gente conversaria mais, sorriria mais, flertaria mais…Daria até tempo de fazer um convite para uma cervejinha algum dia, porque não?!

Engraçado é pensar isso com ‘ele’. Moro nesse prédio há anos, e ele também. É bem mais velho que eu, deve ter lá seus 30 e poucos anos, e um dia já chegou até a comentar comigo que eu tinha crescido, que ele se lembrava de mim bem mais nova [isso é meio brochante, mas eu tb mal reparava nele na época]. E agora, ele é aquele cara bem bonitão, maduro porém cultivado, gosta de saír pra correr, é super educado e simpático, vai trabalhar de terno e gravata [se tem algo no mundo que me instiga, é homem de terno e gravata] e me da a maior mole. Ah! E é solteiro, o que é super importante! Nunca o vi com mulher nenhuma, e mora com os pais. Tá ótimo pra uma aventura assim, sem compromisso hãn? Mesmo prédio, horários compatíveis…Mas ok, sonhar é bom. Até o próximo encontro no elevador :]

Fim.

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